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Portugueses antecipam-se ao Governo e já estão a confinar nos centros urbanos

O confinamento tem sido uma das medidas apontadas como possíveis para tentar travar a pandemia de COVID-19, embora o Governo português já tenha deixado claro que o País não pode parar como parou em Março. No entanto, talvez não seja preciso decretar o confinamento para que os cidadãos adoptem comportamentos nesse sentido.

Dados de mobilidade recolhidos pela consultora PSE mostram já um aumento ligeiro do confinamento nos grandes centros urbanos, segundo avança o jornal Expresso. De acordo com o semanário, a permanência em casa depois das 22h aumentou para os níveis registados em Maio: 90% da população em zonas como Lisboa ou Porto já não sai de casa depois dessa hora.

Há que notar, porém, que esta percentagem nunca foi inferior a 80% nos últimos sete meses, considerando os novos horários dos estabelecimentos comerciais e o encerramento de bares e discotecas, por exemplo.

Mas o Painel de Mobilidade da PSE mostra que não é só à noite que os portugueses estão a “confinar”, verificando-se uma subida também durante o dia: em Abril, 65% dos residentes nos grandes centros urbanos do litoral permaneceram em casa; agora, cerca de 35% está a fazer o mesmo.

Os dados recolhidos pela PSE têm por base uma aplicação instalada no telemóvel de uma amostra representativa da população destes centros urbanos, num total de 3.670 indivíduos. Depois de analisados, permitem perceber também que os chamados supertransmissores do vírus têm padrões de mobilidade muito intensos. De acordo com a consultora, são “hipermóveis”.

Porquê? Ao contrário do que se possa pensar, não é por terem uma vida social muito activa, mas sim pelas características da sua profissão. Comerciais ou agentes imobiliários são exemplos, indica o Expresso.

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