Portuguesas na corrida à ligação do Metro entre Santos e o Cais do Sodré

O Metropolitano de Lisboa recebeu quatro propostas para a segunda fase da expansão da rede, nomeadamente para as empreitadas de projeto e construção da ligação entre as estações de Santos e o Cais do Sodré, foi hoje anunciado.

“Para a concretização da empreitada do lote 2 foram apresentadas quatro propostas, que se encontram em análise e avaliação pelo júri do procedimento”, refere a empresa em comunicado.

Na nota, o Metro de Lisboa refere que as propostas, que se referem ao denominado lote 2, foram apresentadas pelas empresas Mota Engil, SA / Spie Batignolles International (73,5 milhões de euros), Ramalho Rosa/FCC Construcción, SA (73,3 milhões de euros), Zagope, SA (99,8 milhões de euros) e Sacyr Somague, SA/DST, SA/Sacyr Neopul, SA (75,4 milhões de euros).

Em janeiro deste ano já tinham sido apresentadas duas propostas para o lote dois, que contempla a “execução dos toscos” no troço entre as estações de Santos e o término da estação do Cais do Sodré, mas ambas foram excluídas por apresentarem valores superiores ao preço base definido no processo de concurso.

A execução da empreitada de projeto e construção dos toscos, no âmbito da concretização do Plano de Expansão do Metropolitano de Lisboa, é composta por três lotes.

O contrato para a construção do Lote 1, que prevê a execução dos toscos entre o término da estação do Rato e a estação de Santos, foi assinado em 06 de maio com a empresa ZAGOPE – Construção e Engenharia, S.A., com o valor de 48,6 milhões de euros.

Já o lote 3, que diz respeito à construção de dois novos viadutos sobre a Rua Cipriano Dourado e sobre a Avenida Padre Cruz, na zona do Campo Grande, encontra-se em fase de concurso, estando a entrega das propostas previstas para 21 de agosto, segundo adianta o Metro de Lisboa.

“O plano de expansão do Metropolitano de Lisboa tem como objetivo contribuir para a melhoria da mobilidade na cidade de Lisboa, fomentando a acessibilidade e a conectividade em transporte público, promovendo a redução dos tempos de deslocação, a descarbonização e a mobilidade sustentável”, sublinha a empresa.

Este plano de expansão da rede do metro prevê o prolongamento das linhas Amarela e Verde (Rato-Cais do Sodré) e a criação de um anel envolvente na zona central da cidade de Lisboa.

A linha circular pretende ligar a estação do Cais do Sodré (linha verde) à do Rato (linha amarela) e, para isso, está prevista a construção de duas novas estações: uma na zona de Santos e outra na zona da Estrela.

A atual linha verde vai desde o Cais do Sodré a Telheiras, mas com esta obra passará a ter as estações da linha amarela (a partir da Cidade Universitária até ao Rato) formando assim “um círculo” na rede do Metropolitano da capital.

A linha amarela, que vai desde o Rato a Odivelas, irá perder todas as estações até ao Campo Grande e aí ficará com Telheiras (que era da linha verde) e passará a ir de Telheiras até Odivelas.

Em julho do ano passado foi aprovada na Assembleia da República uma resolução que recomenda a suspensão do projeto da criação de uma linha circular no Metro de Lisboa, com os votos favoráveis de todas as bancadas, exceto o PS, que se absteve.

Também foi criado o movimento de cidadãos “Contra o Fim da Linha Amarela” que, através de petições públicas e concentrações, manifesta o seu descontentamento em relação ao projeto que vai alterar duas linhas do Metropolitano de Lisboa.

O investimento previsto para a expansão do metropolitano de Lisboa é de 210 milhões de euros, um valor cofinanciado em 127,2 milhões pelo Fundo Ambiental e em 83 milhões pelo Fundo de Coesão, através do Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos – POSEUR.

Tendo em conta o adiamento dos prazos, ainda na fase de concursos, dificilmente irá concretizar-se a data de conclusão referida em janeiro do ano passado pelo ministro do Ambiente, Matos Fernandes, que apontou “para finais de 2022 ou, o mais tardar, início de 2023”.

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