O Portugal 2030 vai lançar 124 concursos até agosto, correspondentes a quase 2.000 milhões de euros em apoios destinados a áreas como inovação produtiva, digitalização, biotecnologia, descarbonização, eficiência energética, habitação social e mobilidade sustentável. Para a startup portuguesa Granter, especializada em fundos europeus, esta vaga de concursos representa uma oportunidade relevante para as organizações, mas também exige um planeamento rigoroso das candidaturas.
Com mais de 200 candidaturas submetidas, a empresa alerta que muitas propostas acabam por ser rejeitadas não por falta de elegibilidade, mas devido a erros na sua preparação. Entre os problemas mais frequentes estão a escolha de avisos que não se adequam ao projeto, a preparação tardia da candidatura, a ausência de uma estratégia consolidada e a falta de indicadores que demonstrem o impacto esperado do investimento.
Bernardo Seixas, CEO e cofundador da Granter, considera que as empresas devem começar desde já a preparar as candidaturas. “Com o volume de concursos que o Portugal 2030 tem previstos para os próximos meses, e com o último trimestre do ano a aproximar-se, as empresas que começarem a avaliar agora as suas opções chegam em vantagem. Uma candidatura bem preparada não se faz em duas semanas”, afirma.
A Granter recomenda que as organizações alinhem cada candidatura com os objetivos do concurso, desenvolvam projetos que façam parte da sua estratégia de negócio e sustentem as propostas com indicadores de desempenho e metodologias claras de avaliação. Segundo a empresa, uma candidatura consistente depende menos da urgência em captar financiamento e mais da qualidade do projecto e da preparação antecipada.














