O Estado português vai ao mercado na próxima semana com objetivo de obter até 1.750 milhões de euros em dois leilões de Bilhetes do Tesouro a três meses e cerca de 11 meses, anunciou hoje o IGCP.
Em comunicado, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP refere que “vai realizar no próximo dia 15 de abril pelas 10:30 horas dois leilões das linhas de BT [Bilhetes do Tesouro] com maturidades em 17 de julho de 2026 e 19 de março de 2027, com um montante indicativo global entre 1.500 milhões de euros e 1.750 milhões de euros”.
Os BT são títulos de dívida pública de curto prazo, até um ano, o que permite ao Estado obter financiamento num modelo de gestão de tesouraria mais ágil.
Na última atualização do Programa de Financiamento da República Portuguesa, divulgada a 27 de março passado e referente ao segundo trimestre de 2026, o IGCP indicou que o montante das necessidades líquidas de financiamento do Estado este ano deverá manter-se em cerca de 13.000 milhões de euros.
As emissões de Obrigações do Tesouro (OT), excluindo operações de troca, devem atingir 24.000 milhões de euros em 2026, enquanto o financiamento líquido resultante da emissão de BT terá um impacto de 5.100 milhões de euros, ambos mantendo a estimativa inicial.
No que diz respeito às OT, o IGCP prevê para o segundo trimestre emissões “através da combinação de sindicatos e leilões, sendo esperadas colocações de 1.250 a 1.500 milhões de euros por leilão”.
Já de BT, antecipa três idas ao mercado no segundo trimestre: dois leilões a três e 11 meses com montante indicativo entre 1.500 milhões a 1.750 milhões a 15 de abril, dois leilões a seis e 12 meses com montante indicativo de 1.750 milhões a 2.000 milhões a 20 de maio e dois leilões a cinco e 11 meses com montante entre 1.500 milhões e 1.750 milhões a 17 de junho.











