<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Executive Digest</title>
	<atom:link href="https://executivedigest.sapo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://executivedigest.sapo.pt</link>
	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Jul 2026 08:36:21 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>Fast fashion: 69% dos produtos avaliados falham regras europeias de segurança e saúde</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/fast-fashion-69-dos-produtos-avaliados-falham-regras-europeias-de-seguranca-e-saude/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/fast-fashion-69-dos-produtos-avaliados-falham-regras-europeias-de-seguranca-e-saude/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:36:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784502</guid>

					<description><![CDATA[Produtos falham normas básicas europeias de segurança e saúde, reforçando a pressão para que a União Europeia aumente o controlo sobre importações de baixo valor e sobre o mercado da fast fashion online.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A União Europeia está a avançar com uma nova taxa sobre importações para limitar as compras em plataformas de fast fashion como Shein, Temu e outras semelhantes. Por trás dos preços muito baixos, há uma preocupação crescente com os riscos para a saúde humana associados a roupas, acessórios e outros produtos vendidos através destes canais de comércio eletrónico.</p>
<p class="isSelectedEnd">A UE compra cerca de 4,5 milhões de toneladas de têxteis de fast fashion por ano. Todos os dias entram no bloco mais de 5,8 milhões de encomendas de baixo valor, enquanto plataformas como Shein, Temu e AliExpress atraem mais de 400 milhões de compradores por mês.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais de 90% destas peças de vestuário compradas online são feitas a partir de polímeros sintéticos baratos, como poliéster, elastano e nylon. Na prática, são materiais plásticos macios, que não se biodegradam e acabam por se transformar em microplásticos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Nova diretiva europeia quer reforçar controlo nas fronteiras</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Até agora, muitos destes produtos eram enviados diretamente de fábricas no estrangeiro para os consumidores, escapando aos controlos europeus sobre produtos químicos nocivos e componentes perigosos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A nova diretiva aduaneira da União Europeia vai exigir dados eletrónicos de rastreamento para cada pacote que entra no bloco. As autoridades fronteiriças poderão, assim, analisar as encomendas antes da entrada na Europa e identificar níveis ilegais de químicos ou violações das regras de segurança.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pelle Moos, especialista em produtos químicos e responsável de políticas no grupo europeu de consumidores BEUC, alerta para a dimensão do problema. “A cada segundo, cerca de 200 produtos entram na UE. Enquanto temos esta conversa, quase mil produtos terão entrado na Europa, e apenas uma fração terá sido inspecionada”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Moos, autoridades e organizações de consumidores têm encontrado taxas “astronómicas” de incumprimento quando investigam produtos vendidos através de canais de ultra fast fashion. “Estamos a falar de valores na ordem dos 70% a 80%”, disse.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Alertas sobre têxteis aumentam na Europa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os alertas relacionados com produtos químicos em têxteis e moda aumentaram de forma acentuada, com dezenas de notificações internacionais submetidas todos os anos ao Sistema de Alerta Rápido da União Europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais de 72% destes alertas oficiais sobre têxteis apontam para riscos diretos para a saúde humana. Entre os problemas identificados estão reações alérgicas graves, queimaduras químicas provocadas por excesso de formaldeído e possíveis danos em órgãos devido à presença de metais pesados.</p>
<p class="isSelectedEnd">A organização de consumidores Testachats também analisou brinquedos vendidos pela Shein e encontrou resultados preocupantes. Dos 45 brinquedos escolhidos aleatoriamente, apenas um estava totalmente conforme as regras. Cerca de 60% apresentavam um risco real de segurança, incluindo peças pequenas que podiam ser engolidas ou componentes eletrónicos sem proteção adequada.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“É o pior que estamos a ver”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para Pelle Moos, o problema está na presença de químicos há muito conhecidos pelos seus efeitos nocivos.</p>
<p class="isSelectedEnd">“É realmente o pior que estamos a ver”, afirmou. “São químicos que sabemos há décadas que são prejudiciais. Químicos que podem causar cancro, infertilidade, problemas de desenvolvimento em crianças e que persistem no ambiente.”</p>
<p class="isSelectedEnd">Um relatório laboratorial publicado pela Greenpeace em 2025 concluiu que 32% dos produtos da Shein testados excediam os limites europeus definidos pelo regulamento REACH, relativo ao registo, avaliação, autorização e restrição de substâncias químicas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em junho de 2025, uma investigação da BEUC alertou para a existência de “bombas químicas” em vários produtos infantis. Dez dos 25 artigos analisados continham substâncias perigosas, incluindo um par de chinelos de criança descrito pelos investigadores como uma “bomba”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Suor e calor podem aumentar absorção de químicos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O risco não se limita ao contacto superficial com a roupa. O calor corporal e o suor podem funcionar como solventes naturais, permitindo que substâncias restritas passem dos tecidos para a pele.</p>
<p class="isSelectedEnd">As pessoas também podem inalar fibras têxteis e químicos libertados pelos tecidos. No caso das crianças pequenas, há ainda o risco de mastigarem a roupa. Calor, suor, uso prolongado e pele danificada podem aumentar a absorção destas substâncias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre 56 peças de vestuário testadas, a Greenpeace encontrou concentrações de ftalatos até 200 vezes acima do limite permitido na União Europeia. Foram ainda detetados PFAS, conhecidos como “químicos eternos”, em sete casacos, alguns com valores superiores em mais de 3.000 vezes aos limites europeus.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os investigadores também encontraram chumbo e cádmio em sapatos, formaldeído num fato de criança e etoxilatos de nonilfenol num impermeável. A BEUC comunicou resultados semelhantes, enquanto a organização dinamarquesa Forbrugerrådet Tænk detetou PFAS restritos em vários casacos de exterior.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Que riscos podem representar estes químicos?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os ftalatos, incluindo DEHP e DBP, são usados para tornar plásticos e materiais sintéticos mais flexíveis. Estão associados a perturbações hormonais, redução da fertilidade e problemas de desenvolvimento em crianças.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os PFAS, conhecidos como “químicos eternos”, persistem no ambiente e acumulam-se no organismo, tendo sido associados à supressão do sistema imunitário, danos em órgãos e alguns tipos de cancro.</p>
<p class="isSelectedEnd">O formaldeído é usado para tornar a roupa mais resistente a vincos e pode causar irritação, reações alérgicas e aumento do risco de cancro após exposição prolongada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os etoxilatos de nonilfenol são químicos disruptores endócrinos ligados a preocupações reprodutivas e de desenvolvimento. As aminas aromáticas, resultantes de alguns corantes, incluem substâncias cancerígenas conhecidas ou suspeitas. Já o dimetilformamida e compostos orgânicos voláteis relacionados são solventes industriais associados a toxicidade hepática, danos reprodutivos e irritação respiratória.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pelle Moos explica que os ftalatos são usados para amaciar plásticos e materiais sintéticos, enquanto os PFAS são adicionados para tornar os tecidos impermeáveis. O formaldeído ajuda a manter as roupas sem vincos e a protegê-las durante o transporte, ao passo que o cádmio pode ser usado em bijutaria barata para lhe dar mais peso.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outras substâncias, como o chumbo, podem não ser usadas de forma intencional, mas surgir devido a fracos controlos de fabrico e contaminação.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Metais pesados em roupa, roupa interior e bijutaria</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A organização polaca Federacja Konsumentów, membro da BEUC, testou roupa, roupa interior e bijutaria da Shein. Mais de metade dos produtos analisados continha níveis inseguros de metais pesados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um desses metais é o chumbo, uma neurotoxina que se pode acumular no organismo e que está associada a problemas no desenvolvimento cerebral, dificuldades de aprendizagem, alterações comportamentais, danos renais e prejuízos reprodutivos, sobretudo em crianças.</p>
<p class="isSelectedEnd">O cádmio é classificado como cancerígeno e tem sido associado a danos nos rins, fígado, pulmões, sistema cardiovascular e sistema nervoso. Também pode afetar a fertilidade e prejudicar o desenvolvimento fetal.</p>
<p class="isSelectedEnd">“O chumbo é uma neurotoxina e não há nível seguro de exposição”, afirmou Moos. “A Europa passou décadas a tentar remover o chumbo da vida quotidiana, mas continuamos a encontrá-lo em produtos de consumo.”</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>69% dos produtos avaliados não cumprem regras europeias</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O quadro geral continua a preocupar as organizações de consumidores. Auditorias transfronteiriças realizadas pela BEUC a plataformas de comércio online concluíram que 69% dos produtos avaliados, incluindo vestuário, acessórios e brinquedos que entram na União Europeia a partir de plataformas como Shein e Temu, estavam legalmente não conformes.</p>
<p>Esses produtos falharam normas básicas europeias de segurança e saúde, reforçando a pressão para que a União Europeia aumente o controlo sobre importações de baixo valor e sobre o mercado da fast fashion online.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/fast-fashion-69-dos-produtos-avaliados-falham-regras-europeias-de-seguranca-e-saude/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784502]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Mário Rocha e o projecto que levou a Antarte (outra vez) ao Papa. &#8220;Irrecusável&#8221;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/mario-rocha-e-o-projecto-que-levou-a-antarte-outra-vez-ao-papa-irrecusavel/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/mario-rocha-e-o-projecto-que-levou-a-antarte-outra-vez-ao-papa-irrecusavel/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:30:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição Impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Antarte]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[papa leão xiv]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=780960</guid>

					<description><![CDATA[Há objectos que nascem para ser discretos, mas carregam em si o peso de um momento histórico. Em angola, na véspera da chegada do Papa Leão XIV, Mário Rocha, CEO da Antarte, revelou o papel que a marca portuguesa desempenhou neste momento único]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Antarte foi novamente escolhida pelo Vati­cano para criar um conjunto de peças que acom­panharam o líder da Igreja Católica durante a sua visita a Angola.</p>
<p>Mais do que peças litúrgicas, são ele­mentos que transportam uma narrativa feita de detalhe, matéria e contexto. Produzidos a partir de madeira de longui e de pedra calcária rosada da região de Nossa Senhora da Muxima, e combina­dos com tecidos naturais trabalhados artesanalmente, estes objectos reflectem uma aproximação ao território que vai além da função – procuram integrar­-se no lugar onde vão estar, ainda que temporariamente. No entanto, com a marca “Made in Portugal”.</p>
<p>A relação entre a Antarte e a Santa Sé não é nova. Ao longo dos últimos anos, a marca nacional tem vindo a afirmar- se em projectos ligados a diferentes pontificados, do Papa Bento XVI ao Papa Francisco, num percurso marcado por desafios onde a exigência simbólica se sobrepõe muitas vezes à dimensão técnica.</p>
<p>Desta vez, o projecto ganhou forma num contexto particular: Foi a partir de Angola, no terreno e no momento em que tudo se preparava, que Mário Rocha falou à Executive Digest sobre o significado desta colaboração – e sobre o que representa voltar a responder (positiva­mente) a um convite do Vaticano.</p>
<p><strong>Como surgiu o convite para desenvolver estas peças destinadas à visita do Papa Leão XIV a Angola?</strong></p>
<p>O convite partiu das autoridades ecle­siásticas de Angola que conhecem o histórico da Antarte na criação das peças para o Papa Bento XVI, para o Papa Francisco e também a instalação de arte para a Bienal de Veneza desenhada pelo arquitecto Siza Vieira e que a Antarte materializou.</p>
<p><strong>Quando recebeu o convite, houve algum momento de hesitação ou foi, como refere, “irrecusável”?</strong></p>
<p>É irrecusável, desde logo porque são peças de uma simbologia institucional que muito honra a Antarte. A experiência de 16 anos na criação destes projectos especiais para o Vaticano também foi decisiva, até porque estamos a falar de um conjunto de mais de uma dezena de peças para o espaço de celebração da homilia do Papa em Angola.</p>
<p><strong>Que desafios criativos e técnicos colocou a exigência de conciliar a sobriedade da Santa Sé com a identidade da Antarte?</strong></p>
<p>O primeiro de todos os desafios é cumprir com os requisitos do Vaticano. Tivemos também de integrar matérias–primas angolanas como a madeira de longui e a pedra calcária rosada extraída na zona de Nossa Senhora da Muxima.</p>
<p>Depois, é necessário ter a sensibilidade de criar peças com um design que res­peite a sobriedade institucional, e para isso adoptámos um design intemporal.</p>
<p><strong>Qual foi o papel concreto da sua direcção criativa no desenvolvimento do cadeirão, do ambão e do altar?</strong></p>
<p>É um papel de fundir design, materiais e processos de produção que se traduzam em peças inconfundíveis na mensagem de sobriedade, serenidade e até espiritualidade que transmitem.</p>
<p><strong>A utilização de matérias-primas ango­lanas foi uma opção estética, simbólica ou estratégica? Quais foram os maiores desafios?</strong></p>
<p>Fazia todo o sentido usarmos matérias­-primas de um país rico como poucos em materiais nobres e sustentáveis. Angola tem uma diversidade de madeiras como poucos países. O mesmo se aplica à pedra calcária rosada. É uma pedra lindíssima, com uma tonalidade formidável.</p>
<p><strong>O que é mais difícil: criar algo que im­pressione ou algo que desapareça no ritual sem o perturbar?</strong></p>
<p>O mais difícil é criar peças que são apro­vadas ao primeiro esboço. Significa que a Antarte já está capacitada para este tipo de projectos, que também têm prazos apertados para serem materializados.</p>
<p>Acredito que as peças não podem “esconder-se” num cenário tão importante como o de celebração de uma homilia. Até porque vão ser vistas demorada­ mente ao vivo ou por quem assiste pela televisão. Por isso, devem integrar-se no espaço, como se fizessem naturalmente parte dele.</p>
<p><strong>O que é que nunca foi dito durante o processo – mas que foi sempre entendido por todos?</strong></p>
<p>O que foi entendido é que a experiência de todos os intervenientes seria funda­mental para que o processo decorresse sem falhas, sem sobressaltos ou imprevistos, sem atritos na tomada de decisões, para termos tudo pronto a tempo e horas e de acordo com os requisitos pretendidos pelas autoridades eclesiásticas.</p>
<p><strong>Quando tudo chegou ao destino, Angola, sentiu que estava perante um transporte de objectos… ou de significado?</strong></p>
<p>Senti que estava perante peças que fi­carão na história. Ninguém as apagará da memória das pessoas. Há imagens eternas. E quando, ao longo dos anos, forem mostradas as imagens da homilia do Papa Leão XIV em Angola, estará lá a marca da Antarte.</p>
<p><strong>De que forma projectos desta natureza influenciam a percepção da Antarte em mercados internacionais? </strong></p>
<p>São peças que avalizam a competência da Antarte para abraçar projectos de dimensão criativa incomum. E que dizem a qualquer novo parceiro que estamos à altura de projectar o nosso saber fazer em qualquer geografia. Na Europa, na Ásia, no Extremo Oriente, em África? A Antarte é capaz e já deu provas disso.</p>
<p><strong>O que representa, para si, enquanto fundador e CEO, ver peças da Antarte num contexto religioso e global desta dimensão?</strong></p>
<p>Significa que estamos à altura de pro­jectos de dimensão internacional, para qualquer instituição ou personalidade de relevo mundial e em qualquer geografia.</p>
<p><strong>O que é que a Antarte ainda não fez que, secretamente, sente que faz parte do seu caminho natural?</strong></p>
<p>Talvez peças para monarcas. Já fizemos peças para dois presidentes da República: Cavaco Silva e José Ramos Horta. Demos forma a peças para treinadores de classe mundial. Também criámos diversas peças personalizadas para artistas internacionais como Maluma, Anitta ou J. Balvin, quando actuaram em concertos em Portugal. Materializámos mais de 40 peças para o Pavilhão de Portugal na Expo 2025 em Osaka. Creio que criarmos uma ou mais peças para um monarca, seria um bom desafio.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/mario-rocha-e-o-projecto-que-levou-a-antarte-outra-vez-ao-papa-irrecusavel/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780960]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Rendas caem pelo quinto mês seguido, mas há cidades onde sobem mais de 20%</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/rendas-caem-pelo-quinto-mes-seguido-mas-ha-cidades-onde-sobem-mais-de-20/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/rendas-caem-pelo-quinto-mes-seguido-mas-ha-cidades-onde-sobem-mais-de-20/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:16:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784492</guid>

					<description><![CDATA[Arrendar casa no país custava, no final do mês, 16,3 euros por metro quadrado, tendo em conta o valor mediano, segundo o índice de preços do idealista.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">As rendas das casas em Portugal voltaram a descer em junho, mantendo uma tendência de queda que já se prolonga há cinco meses. Arrendar casa no país custava, no final do mês, 16,3 euros por metro quadrado, tendo em conta o valor mediano, segundo o índice de preços do idealista.</p>
<p class="isSelectedEnd">Face a junho de 2025, os preços das casas para arrendar recuaram 2,4%. O valor afasta-se do máximo histórico de 17 euros por metro quadrado, registado em outubro de 2025.</p>
<p class="isSelectedEnd">A descida das rendas tem vindo a consolidar-se desde o início do ano. Em janeiro, os preços tinham recuado 1,9%, seguindo-se quedas de 1,4% em fevereiro, 1,2% em março, 2,7% em abril e 2,9% em maio.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Rendas sobem em 12 capitais analisadas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da descida média nacional, os preços das casas para arrendar aumentaram em 12 das 16 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">As maiores subidas anuais registaram-se em Bragança, onde as rendas avançaram 20,5%, seguida de Santarém e Funchal, ambas com uma subida de 12,1%. Viana do Castelo também registou uma valorização expressiva, de 10,4%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Seguem-se Setúbal e Castelo Branco, ambas com aumentos de 8,3%, Faro, com 7%, Évora, com 6,8%, Leiria, com 4,5%, Ponta Delgada, com 3,6%, Braga, com 2,9%, e Coimbra, com 1,3%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Aveiro manteve-se praticamente estável, com uma variação de 0,2%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Lisboa continua a ser a cidade mais cara para arrendar</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Lisboa mantém-se como a cidade mais cara do país para arrendar casa, com um preço mediano de 21,8 euros por metro quadrado.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Funchal surge em segundo lugar, com 16,8 euros por metro quadrado, seguido do Porto, com 16,4 euros por metro quadrado. Logo depois aparecem Faro, com 15,2 euros, Setúbal, com 14,1 euros, Coimbra, com 13 euros, e Évora, com 12,7 euros por metro quadrado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com valores acima dos 10 euros por metro quadrado surgem ainda Aveiro, com 11,6 euros, Ponta Delgada, com 11,1 euros, Viana do Castelo, com 10,2 euros, e Braga, com 10,1 euros. Santarém apresenta um valor mediano de 9,8 euros por metro quadrado e Leiria situa-se nos 9,3 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">As capitais mais económicas continuam a ser Viseu, com 7,7 euros por metro quadrado, Bragança, com 7,5 euros, e Castelo Branco, com 7,4 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Bragança lidera subidas entre distritos e ilhas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nos distritos e ilhas, os preços das casas para arrendar subiram em 12 dos 20 territórios analisados no último ano. A ilha de São Miguel, com uma variação de 0,2%, e Viseu, sem alteração, mantiveram-se estáveis. Nos restantes seis territórios, os preços desceram.</p>
<p class="isSelectedEnd">A maior subida anual foi registada em Bragança, onde as rendas aumentaram 35,8%. Seguiram-se a ilha da Madeira, com 10,5%, Viana do Castelo, com 8,2%, Évora, com 7,3%, e Santarém, com 7,2%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também se registaram aumentos em Castelo Branco, com 6,8%, Portalegre e Setúbal, ambos com 5,6%, Aveiro, com 2,8%, Beja, com 2,3%, Braga, com 1,7%, e Leiria, com 1,2%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em sentido contrário, a maior descida foi observada na Guarda, onde as rendas recuaram 23%. Também se verificaram quedas em Vila Real, com menos 6,7%, Porto, com menos 5,8%, Coimbra, com menos 4%, Lisboa, com menos 1,7%, e Faro, com menos 1,1%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Lisboa lidera ranking dos distritos mais caros</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Lisboa continua a ser o distrito mais caro para arrendar casa, com um preço mediano de 20 euros por metro quadrado.</p>
<p class="isSelectedEnd">A ilha da Madeira ocupa a segunda posição, com 15,9 euros por metro quadrado, seguida de Faro, com 15,5 euros, Porto, com 14,9 euros, e Setúbal, com 14,7 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com valores iguais ou superiores a 10 euros por metro quadrado surgem ainda Évora, com 12,1 euros, Coimbra, com 11,8 euros, ilha de São Miguel, com 10,8 euros, Leiria e Viana do Castelo, ambas com 10,4 euros, Beja e Aveiro, ambas com 10,3 euros, e Braga, com 10,2 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">No segmento intermédio aparecem Santarém, com 9,4 euros por metro quadrado, Castelo Branco, com 8,4 euros, Bragança, com 7,9 euros, Vila Real, com 7,8 euros, e Viseu, com 7,7 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os distritos mais económicos continuam a ser Portalegre, com 6,8 euros por metro quadrado, e Guarda, com 6 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Madeira e Alentejo lideram subidas regionais</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A nível regional, as rendas das casas aumentaram em três das sete regiões portuguesas analisadas no último ano. O Centro manteve-se praticamente estável, com uma variação de -0,3%, enquanto as restantes três regiões registaram descidas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A maior subida anual foi observada na Região Autónoma da Madeira, onde os preços avançaram 10,3%. Seguiu-se o Alentejo, com 10,2%, e a Região Autónoma dos Açores, com 5,1%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em sentido contrário, o Norte registou a maior descida, com uma queda de 6,4%. A Área Metropolitana de Lisboa recuou 1,3% e o Algarve desceu 1,1%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Área Metropolitana de Lisboa é a região mais cara</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Área Metropolitana de Lisboa mantém-se como a região mais cara do país para arrendar casa, com um preço mediano de 19,5 euros por metro quadrado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segue-se a Região Autónoma da Madeira, com 15,8 euros por metro quadrado, e o Algarve, com 15,5 euros. O Norte surge depois, com 13,6 euros por metro quadrado, seguido do Alentejo, com 12,2 euros.</p>
<p>As regiões mais acessíveis continuam a ser a Região Autónoma dos Açores, com 10,7 euros por metro quadrado, e o Centro, com 10,3 euros.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/rendas-caem-pelo-quinto-mes-seguido-mas-ha-cidades-onde-sobem-mais-de-20/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784492]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Calor excessivo nas carruagens volta a atormentar passageiros do Metro do Porto</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/reportagem-calor-excessivo-nas-carruagens-volta-a-atormentar-passageiros-do-metro-do-porto/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/reportagem-calor-excessivo-nas-carruagens-volta-a-atormentar-passageiros-do-metro-do-porto/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:10:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784494</guid>

					<description><![CDATA[Passageiros frequentes e ocasionais do Metro do Porto voltaram a ser atormentados pelo calor excessivo no interior das carruagens no verão, já que o ar condicionado não cumpre o seu propósito, tendo a transportadora lamentado o desconforto causado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Passageiros frequentes e ocasionais do Metro do Porto voltaram a ser atormentados pelo calor excessivo no interior das carruagens no verão, já que o ar condicionado não cumpre o seu propósito, tendo a transportadora lamentado o desconforto causado.</p>
<p>O cenário repete-se há vários anos: chega o calor do verão e os passageiros do Metro do Porto &#8211; especialmente os das linhas que servem Gaia, Matosinhos e Gondomar, que utilizam os veículos mais antigos (Eurotram, de 2002) &#8211; aquecem e transpiram no interior das carruagens.</p>
<p>A utilização de leques ou a tentativa de encontrar um lugar alternativo nas carruagens tornam-se imagens comuns no metro, tendo a Lusa constatado que, por vezes mesmo dentro da mesma carruagem, o funcionamento do ar condicionado varia: umas vezes deita ar frio, outras à temperatura ambiente e noutras mais quente.</p>
<p>Em Matosinhos, Clementina Santos, de 69 anos, cliente ocasional, disse à Lusa que nos últimos dias tem sentido &#8220;um calor enorme dentro do metro&#8221;, alertando que &#8220;as ondas de calor cada vez serão maiores é de facto muito incómodo viajar&#8221;, e em dias de calor, como os atuais, &#8220;a impressão que dá a um leigo na matéria é que [o ar condicionado] estará desligado&#8221;.</p>
<p>&#8220;Nunca presenciei ninguém a sentir-se mal com o calor, mas é muito possível que aconteça&#8221;, adverte a reformada, lembrando que &#8220;segundo todas as orientações, quer da Direção-Geral de Saúde, quer da Organização Mundial de Saúde, de facto há populações mais vulneráveis e as mais vulneráveis são as crianças, as pessoas com doenças crónicas e aqueles que têm mais idade&#8221;.</p>
<p>Tiago Silva, jovem de Vizela (Braga) que estava a utilizar o metro para ir para a praia de Matosinhos, observou que estava &#8220;um calor ridículo, a um ponto que dentro do metro chega a feder um pouco a suor&#8221;.</p>
<p>Rumo à mesma praia, a também jovem veraneante Maria Beatriz, de Santa Maria da Feira (Aveiro), relata que, da sua impressão, o ar condicionado &#8220;por norma não funciona&#8221;.</p>
<p>&#8220;É uma concentração de muita gente e depois pode acabar por pessoas mais velhas e mesmo nós até nos sentirmos mal&#8221;, relata.</p>
<p>Em resposta à Lusa, a Metro do Porto diz estar &#8220;ciente das falhas verificadas no sistema de ar condicionado de algumas das composições Eurotram (ET) e lamenta o desconforto que estas situações têm causado aos seus clientes&#8221;, mas não respondeu sobre a assunção de responsabilidades no caso de haver algum problema de saúde dos seus passageiros.</p>
<p>&#8220;Os sistemas de climatização das composições do metro funcionam com controlo automático em função da temperatura exterior e seguem as normas internacionais que regulam o funcionamento destes equipamentos&#8221;, o que &#8220;não permite que o ar condicionado seja desligado em nenhuma circunstância&#8221; e, em caso de avaria, &#8220;o veículo em causa é sujeito a uma intervenção para reparação da anomalia, normalmente, logo no próprio dia&#8221;.</p>
<p>Segundo a transportadora, &#8220;nenhuma composição inicia a operação sem o sistema de ar condicionado operacional&#8221;, garante, mas, &#8220;apesar de todos os procedimentos referidos, em relação aos quais a Metro do Porto não transige em nenhum momento, as especificidades dos ET, decorrentes sobretudo da sua antiguidade e da dimensão das suas áreas envidraçadas, impedem a completa resolução das anomalias nos seus ar condicionados&#8221;, reconhecendo que em casos de maior calor &#8220;o sistema de refrigeração pode atingir o seu limite de capacidade&#8221;.</p>
<p>Se os portugueses, mais habituados ao sul da Europa, sofrem com o calor no interior dos veículos, Benjamin Hale, turista galês de 38 anos que viajava com a família, estará menos acostumado, ainda por cima estando &#8220;habituado a ar condicionado ligeiramente melhor nos comboios de Londres&#8221;.</p>
<p>&#8220;É um dia quente, mas acho que poderia ser melhor. Parece ser um comboio recente, portanto seria de esperar que tivesse melhor ar condicionado&#8221;, refere, contando que já esteve no Porto no inverno e é &#8220;bastante confortável&#8221;, mas no verão &#8220;é mais duro andar de metro&#8221;.</p>
<p>Para o turista, isso significa acabar &#8220;por apanhar um Uber&#8221; em muitas ocasiões.</p>
<p>&#8220;Era o que estávamos a decidir: apanhar um Uber no regresso da praia. Vai custar-nos mais. Provavelmente regressaríamos de metro se fosse um pouco mais fresco&#8221;, concluiu.</p>
<p>A Metro do Porto recorda que &#8220;os 72 veículos Eurotram foram adquiridos há 25 anos, numa altura em que não eram expectáveis as ondas de calor contínuas como aquelas a que, hoje, a população está sujeita&#8221;, e à data da sua aquisição, &#8220;com base nas projeções então definidas pelo Instituto Português da Meteorologia e da Atmosfera (IPMA), foi definido um referencial térmico máximo na ordem dos 35 graus centígrados&#8221;.</p>
<p>&#8220;Uma vez ultrapassada esta temperatura, o ar condicionado desliga-se devido à alta pressão&#8221;, refere a transportadora, que tenta &#8220;adotar medidas de curto e médio prazo&#8221; para mitigar os impactos, como a aquisição de 22 novos veículos melhor preparados para esta circunstância.</p>
<p>Para já, a Metro do Porto &#8220;reforçou a manutenção preventiva do sistema de ar condicionado e continua a avaliar e testar soluções complementares para os dias de temperatura mais elevada&#8221;, sendo uma dessas medidas implementada já hoje &#8220;no arranque do serviço de todos os veículos que iniciarem a marcha a partir da estação Senhor de Matosinhos (referente à Linha A)&#8221;, ao &#8220;fazer injeções de ar frio para o interior das composições&#8221;.</p>
<p>Em agosto do ano passado, fonte oficial da transportadora tinha reconhecido que &#8220;é difícil&#8221; melhorar o ar condicionado nos veículos antigos, já que uma renovação total do sistema implicaria ou a diminuição da lotação ou o custo de descontinuar os 72 comboios.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/reportagem-calor-excessivo-nas-carruagens-volta-a-atormentar-passageiros-do-metro-do-porto/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784494]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Propinas ou IRS Jovem? Governo quer acabar com acumulação de apoios aos jovens</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/propinas-ou-irs-jovem-governo-quer-acabar-com-acumulacao-de-apoios-aos-jovens/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/propinas-ou-irs-jovem-governo-quer-acabar-com-acumulacao-de-apoios-aos-jovens/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:03:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784489</guid>

					<description><![CDATA[A devolução das propinas aos jovens que concluem uma licenciatura ou um mestrado representa um custo anual de 300 milhões de euros para os cofres do Estado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A devolução das propinas aos jovens que concluem uma licenciatura ou um mestrado representa um custo anual de 300 milhões de euros para os cofres do Estado. O valor é avançado pelo Governo, que pretende obrigar os beneficiários a escolher entre este apoio e o IRS Jovem.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.jn.pt/nacional/artigo/devolver-propinas-custa-300-milhoes-de-euros-por-ano-aos-cofres-do-estado/18101576" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Notícias</a>, o prémio salarial de valorização das qualificações no mercado de trabalho, criado pelo Governo de António Costa, está parado há dois anos e é debatido hoje no Parlamento a pedido do PS.</p>
<p class="isSelectedEnd">A medida foi desenhada para incentivar a permanência de jovens qualificados em Portugal, aumentar o rendimento disponível no início da carreira e combater a emigração. O novo Executivo, porém, considera que estes objetivos são semelhantes aos do IRS Jovem e defende que existe uma duplicação de incentivos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Governo quer regime opcional</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A devolução das propinas previa o pagamento anual de 697 euros aos jovens que concluíssem uma licenciatura e de 1.500 euros aos que terminassem um mestrado. O valor seria atribuído durante o número de anos equivalente ao ciclo de estudos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Ministério das Finanças, liderado por Joaquim Miranda Sarmento, sugere agora que os jovens tenham de optar entre receber a devolução das propinas ou beneficiar da isenção no IRS Jovem.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Jornal de Notícias, fonte governamental argumenta também que a medida exclui os jovens sem Ensino Superior, agrava diferenças entre licenciados, mestres e restantes trabalhadores, e representa um esforço orçamental elevado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2024, o incentivo custou 94 milhões de euros ao Estado, num ano em que estavam reservados 215 milhões de euros para a medida, segundo os valores inscritos na Conta Geral do Estado de 2024.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>PS quer acumulação dos dois apoios</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Partido Socialista defende uma posição oposta à do Governo. Os socialistas querem que a devolução das propinas possa ser acumulada com o IRS Jovem e exigem o pagamento dos valores aos beneficiários que reuniram os requisitos legais nos últimos dois anos letivos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O projeto de lei do PS, discutido hoje no Parlamento, pede ainda que o formulário de candidatura seja disponibilizado até 30 de setembro.</p>
<p class="isSelectedEnd">A deputada socialista Sofia Pereira, uma das oito subscritoras da iniciativa, acusa o Governo de estar a incumprir a medida e de tentar fazer um “veto de gaveta” sem revogar formalmente o diploma.</p>
<p class="isSelectedEnd">“A iniciativa consiste em três dimensões: a primeira é que seja estipulado um prazo para abrirem as candidaturas; depois que se faça cumprir o princípio desta medida, que era o facto de o prémio salarial ser cumulativo com o IRS Jovem; e que tenha a força de lei para que o Governo não continue a fazer o que tem vindo a fazer”, afirmou ao JN.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Socialistas defendem impacto maior na vida dos jovens</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Sofia Pereira sustenta que os dois incentivos só têm verdadeiro impacto se forem aplicados em conjunto.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Foi assim desenhado, sempre foi assim que funcionou e é assim que tem um impacto maior na vida dos jovens que podem vir e que usufruem destas duas dimensões”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd">A deputada estima que o número de beneficiários por ano ronde os 100 mil jovens, tendo em conta o número de diplomados. Em 2024, cerca de 95 mil jovens beneficiaram da devolução das propinas. Desde então, as candidaturas não voltaram a abrir.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quem pode receber a devolução das propinas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A entrada no mercado de trabalho é o requisito central para aceder ao prémio salarial. Os jovens não podem ter mais de 35 anos, têm de residir em Portugal e devem ter a situação tributária e contributiva regularizada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando a medida foi lançada, o portal do Governo registou falhas devido à elevada procura.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>FMI recomenda fim do IRS Jovem</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O debate surge também depois de o Fundo Monetário Internacional ter recomendado ao Governo que reverta o IRS Jovem. O FMI considera que o regime causa “distorções” e não apresenta “evidência clara de eficácia” na contenção da emigração.</p>
<p class="isSelectedEnd">A instituição também criticou medidas de apoio aos jovens na compra da primeira habitação, por entender que impulsionam a procura e contribuem para agravar desequilíbrios.</p>
<p>Em 2024, a despesa fiscal com o IRS Jovem foi de 120 milhões de euros.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/propinas-ou-irs-jovem-governo-quer-acabar-com-acumulacao-de-apoios-aos-jovens/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784489]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Entrevista: Maria Teresa Lillo Sanz, CFO da Nestlé Portugal: &#8220;A CFO precisa de desafiar todas as áreas da organização&#8221;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/entrevista-maria-teresa-lillo-sanz-cfo-da-nestle-portugal-a-cfo-precisa-de-desafiar-todas-as-areas-da-organizacao/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/entrevista-maria-teresa-lillo-sanz-cfo-da-nestle-portugal-a-cfo-precisa-de-desafiar-todas-as-areas-da-organizacao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[CFO]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nestlé]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=771561</guid>

					<description><![CDATA[Num momento em que a economia global atravessa períodos de incerteza, marcada por flutuações nos mercados, mudanças geopolíticas e crescente complexidade regulatória, o papel do Chief Financial Officer (CFO) de grandes empresas torna-se cada vez mais estratégico.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A função deixou de se limitar à gestão de números e contas: hoje, os CFO são líderes capazes de alinhar estratégia, operação e risco, garantindo sustentabilidade, resiliência e crescimento responsável. Maria Teresa Lillo Sanz, CFO da Nestlé Portugal, assume esta responsabilidade num contexto em que decisões financeiras, tecnológicas e de gestão de talento estão profundamente interligadas. Em entrevista à Risco, partilha a sua visão sobre a evolução do cargo, os desafios que os CFO enfrentam actualmente, e a forma como a função financeira se posiciona como um motor central de valor e transformação nas organizações.</p>
<p><strong>Num contexto de elevada incerteza económica e geopolítica, quais são hoje os maiores desafios que se colocam ao CFO de uma grande multinacional?</strong></p>
<p>Num contexto de elevada incerteza económica e geopolítica como o actual, uma CFO encara, na minha opinião, três grandes desafios, que passam por conseguir uma gestão equilibrada entre a volatilidade macroeconómica, o aumento da fragmentação geopolítica e regulatória e a necessidade de reforçar a resiliência operacional sem destruir valor. Por um lado, a volatilidade dos custos e macroeconómica, desde as matérias-primas, a energia, até aos custos de transporte, taxas alfandegárias, câmbios e taxas de juro, pressiona as margens ao longo da cadeia e o capital circulante, exigindo capacidade para antecipar movimentos e ajustar rapidamente preços, coberturas e estruturas de custo. Ao mesmo tempo, a fragmentação geopolítica e regulatória multiplica complexidades: sanções, controlos de exportação, data privacy e normas ESG, que variam de acordo com a região, obrigam a redesenhar fluxos comerciais, modelos operacionais e políticas de compliance. Acresce ainda o enorme desafio de garantir a resiliência da cadeia de abastecimento e a protecção contra riscos cibernéticos, que necessitam de alternativas e redundâncias que não comprometam o P&amp;L. Perante este cenário, a resposta passa por reforçar as capacidades de planeamento de cenários e sistemas de &#8220;early warning&#8221;, com uma cobertura de risco disciplinada e um pricing calibrado pela elasticidade. Implica igualmente um portefólio resiliente, com nearshoring/dual sourcing para pontos críticos. Por fim, exige disciplina financeira rigorosa: cash conversion cycle adequado, retorno de investimento (ROI) prudente e alocação de capitais com base em análises de risco.</p>
<p><strong>De que forma o papel do CFO evoluiu nos últimos anos, passando de predominantemente financeiro para mais estratégico no negócio?</strong></p>
<p>Considero que o papel da CFO é um exercício de sincronização: uma líder próxima das pessoas, uma storyteller capaz de ligar estratégia, execução, risco, tecnologia e talento, com disciplina financeira e uma visão a longo prazo. Este equilíbrio sustenta um crescimento rentável e responsável. A CFO precisa de desafiar todas as áreas da organização e orquestrar valor de forma transversal. Para isso, assume a liderança na definição de trade-offs estratégicos, como crescimento vs. margem, capex vs. M&amp;A, ou inovação vs. eficiência, tornando-se uma figura central nas principais decisões de investimento e posicionamento competitivo da empresa.</p>
<p>O seu papel é igualmente relevante na transformação digital e na utilização de data, desde a modernização da arquitectura tecnológica, à governance, ou à automação e utilização de analytics avançados. Já não é uma função apenas de utilizador de informação financeira; é responsável por garantir que os dados certos, financeiros e não financeiros, suportam as decisões do negócio em tempo real.</p>
<p>É igualmente uma líder da agenda ESG em termos de investimento e performance, integrando métricas de sustentabilidade e de impacto na avaliação de performance, no planeamento estratégico e na alocação de capital, um passo fundamental para responder às expectativas de investidores, reguladores e sociedade.</p>
<p>Outro eixo essencial desta evolução é a capacidade de comunicar e fortalecer a credibilidade: a CFO é hoje um interlocutor-chave para investidores, colaboradores, clientes e reguladores, garantindo transparência, confiança e coerência na narrativa de valor da empresa.</p>
<p><strong>Que riscos considera actualmente mais críticos para a função financeira: financeiros, operacionais, regulatórios ou reputacionais?</strong></p>
<p>Hoje, os riscos mais críticos para a função financeira não se limitam a uma categoria isolada. Resultam, sobretudo, da intersecção entre riscos financeiros, operacionais, regulatórios e reputacionais, que se amplificam mutuamente num contexto de elevada incerteza. Do ponto de vista financeiro, a função enfrenta uma forte pressão decorrente da volatilidade de câmbio e das matérias-primas, das oscilações das taxas de juro, do risco de crédito de clientes e contrapartes, bem como de potenciais imparidades e riscos associados a goodwill. Estes elementos afectam directamente as margens, a liquidez e a previsibilidade do desempenho. Em paralelo, os riscos operacionais tornaram-se mais críticos devido à recorrência de disrupções nas cadeias de abastecimento, à escassez de matérias-primas, ao aumento da exposição a ciberataques e ao risco crescente de erros em processos automatizados ou baseados em Inteligência Artificial (IA), quando não existe uma governança robusta. Do ponto de vista regulatório, a CFO tem de trabalhar num ambiente cada vez mais exigente, devido aos requisitos de ESG, como CSRD/ESRS e ISSB, regras de privacidade de dados, normas de rotulagem e de segurança alimentar, bem como fiscalidade e transfer prices. Por fim, os riscos reputacionais tornaram-se centrais. Possíveis questões como segurança/qualidade do produto, direitos humanos, práticas de marketing responsável ou greenwashing podem ter impacto no valor da empresa e na confiança dos stakeholders.</p>
<p><strong>Até que ponto a função financeira é hoje responsável por antecipar riscos, e não apenas reagir a eles?</strong></p>
<p>Actualmente, a palavra-chave da função financeira é antecipar e a sua função é hoje profundamente responsável por antecipar riscos, muito para além de simplesmente reagir a eventos já ocorridos. Antes de tudo, a antecipação começa com um esforço estruturado de detectar riscos de forma proactiva, através dos indicadores-chave para cada tipo de negócio. No caso do FMCG alimentar estes incluem, por exemplo, a monitorização da produção de matérias-primas, condições climáticas, custos de transporte, sentimento social e padrões de fraude, elementos que fornecem visibilidade antecipada sobre potenciais impactos operacionais ou financeiros. Em paralelo, a função financeira tornou-se responsável pelo planeamento de cenários com triggers bem definidos e planos de resposta previamente alinhados, permitindo que a empresa actue imediatamente quando determinados indicadores atingem níveis críticos. A antecipação exige também limites de risco claramente definidos, como, por exemplo, taxas de câmbio, endividamento, concessão de crédito, cibersegurança e ESG. Estes limites ajudam a orientar as decisões de investimento, financiamento e exposição operacional, reduzindo a incerteza e permitindo uma actuação rápida, quando alguns parâmetros se aproximem dos níveis estabelecidos. Por último, a função financeira deve actuar como elo coordenador de três linhas de defesa, negócio, compliance, e auditoria interna, garantindo que a informação flui, que as responsabilidades são claras e que a organização reage de forma coordenada.</p>
<p><strong>Que papel têm os dados, analytics e IA no apoio à função financeira e à tomada de decisão?</strong></p>
<p>Os dados, analytics e a IA desempenham um papel, hoje em dia, absolutamente central no apoio à função financeira e à tomada de decisão. Trata-se de ferramentas de eficiência e pilares estruturantes da função, permitindo antecipar riscos, melhorar o desempenho e apoiar decisões estratégicas com maior velocidade, rigor e impacto. Desta forma, a função cessa a dependência exclusiva de informação histórica e passa a operar sobre uma infra-estrutura analítica que permite antecipar tendências, acelerar processos e aumentar a qualidade das decisões. Tudo começa com uma base de dados eficiente, master data, qualidade e rastreabilidade dos dados, que garante uma única &#8220;source of truth&#8221; para toda a organização. A automação (RPA) e práticas como o continuous close libertam equipas de tarefas transaccionais, permitindo que analistas e controllers se concentrem na interpretação dos dados, na identificação de oportunidades de valor e no apoio directo ao negócio. Os analytics avançados e o machine learning são agora ferramentas críticas para várias áreas financeiras: previsão de vendas, elasticidades preço pack, optimização de inventário, detecção de anomalias (fraude, fugas), projecções cambiais e de matérias-primas. Mais recentemente, a IA generativa tornou-se um verdadeiro co-piloto para a área. Permite resumir relatórios complexos, responder a perguntas de negócio em linguagem natural com análises what-if, preparar Q&amp;A para investidores ou acelerar processos de reporting e compliance. No entanto, o seu uso exige salvaguardas claras relativamente ao acesso, privacidade, precisão e auditoria dos prompts. Realço que o princípio fundamental que orienta esta transformação é o factor humano. A IA funciona como um acelerador, nunca como um substituto do juízo profissional. A CFO continua responsável por interpretar, questionar e validar resultados, garantindo que as decisões permanecem ancoradas na combinação entre a tecnologia e o discernimento humano.</p>
<p><strong>Como se gere a transformação digital garantindo, ao mesmo tempo, rigor financeiro e compliance?</strong></p>
<p>A gestão da transformação digital com rigor financeiro e compliance exige uma arquitectura sólida, data governance e IA, bem como forte mobilização das pessoas. Um roadmap integrado, alinhando processos, dados, tecnologia e pessoas, garante que cada iniciativa cria valor mensurável. Os controlos devem ser integrados by design nos próprios sistemas, incluindo SoD (segregação de funções), logs, auditoria, reconciliações e testes contínuos, assegurando compliance by design. Uma base tecnológica robusta, com um sistema de planeamento integrado e um data lake com a devida governança, evita a fragmentação e assegura integrações seguras via API. No domínio dos dados e analytics, as políticas de IA e análise têm de ser claras, com fontes devidamente aprovadas, avaliação de risco e monitorização do desempenho e de desvios. Por fim, a gestão da mudança, envolvendo formação, comunicação e KPI de adopção, é essencial para garantir o ROI.</p>
<p><strong>Como está a integração dos critérios ESG a impactar os modelos de avaliação de investimento e de risco?</strong></p>
<p>A integração dos critérios ESG está a transformar os modelos de investimento e de risco, deixando de ser um complemento para passar a influenciar directamente decisões estratégicas e métricas financeiras. Na orçamentação de capital, surgem práticas como internal carbon pricing, custos de capital ajustados ao risco ESG e modelos de retorno que incluem incentivos fiscais, riscos regulatórios e impactos de transição. Em M&amp;A, as due diligences incorporam riscos climáticos, sociais e de governança, impactando as avaliações, preço e estrutura das transacções. O desempenho financeiro passa a depender de KPI de ESG fiáveis, sobretudo em instrumentos como empréstimos associados ao desempenho em sustentabilidade, cujo custo varia com o cumprimento de metas. A isto juntam-se os testes de esforço climático, que influenciam imparidades, seguros, capex de adaptação e avaliação da cadeia de abastecimento. Em suma, os critérios de ESG tornaram-se centrais na avaliação de risco e investimento, levando a considerar não apenas o retorno financeiro, mas também os riscos regulatórios, ambientais e sociais que impactam o custo do capital e a criação de valor.</p>
<p><strong>Considera que os riscos climáticos e sociais devem ser tratados com o mesmo nível de rigor que os riscos financeiros tradicionais?</strong></p>
<p>Sim, sem qualquer dúvida. Os riscos climáticos e sociais devem ser tratados com o mesmo rigor que os riscos financeiros tradicionais, porque têm um impacto directo e mensurável no valor, na estabilidade operacional e no custo de capital. Estes riscos apresentam materialidade financeira directa (como custos operacionais, disrupções na cadeia de valor, seguros, impostos de carbono, eventos extremos) e indirecta, afectando a reputação, a marca, a preferência do consumidor, o acesso a financiamento e o custo de capital. Além disso, são cada vez mais regulados e auditáveis, exigindo métricas robustas, controlos internos e assurance comparáveis aos da informação financeira. Por isso, a sua gestão converge com os princípios clássicos da função financeira: materialidade, métricas auditáveis, responsabilização e reportar de forma transparente.</p>
<p><strong>Quais as competências essenciais hoje num CFO que lidera equipas financeiras complexas e multidisciplinares?</strong></p>
<p>Para uma liderança de equipas financeiras complexas e multidisciplinares, a CFO precisa de competências que vão muito além do domínio técnico. O nosso papel evoluiu para orquestrador de valor, combinando liderança, estratégia, tecnologia, risco, ESG e comunicação. Na minha opinião, destacam-se seis competências essenciais: comunicação estratégica, traduzindo números em narrativa credível para stakeholders internos e externos; orientação para valor, com disciplina na alocação de capital e avaliação de trade-offs; literacia em dados e tecnologia (analytics, IA, data governance) para suportar decisões informadas e liderar a transformação digital; gestão integrada de risco, incluindo riscos financeiros, operacionais, tecnológicos e ESG; excelência operacional, através de automação, processos eficientes e melhoria contínua; e fluência em ESG, integrando requisitos regulatórios e métricas de sustentabilidade nos modelos de performance e investimento. A tudo isto acresce a liderança e a gestão de talento, garantindo equipas qualificadas, diversas e alinhadas com a estratégia. Em síntese, o nosso cargo actualmente combina visão estratégica, domínio tecnológico, capacidade narrativa e liderança humana, para posicionar a função financeira como um motor de valor da organização.</p>
<p><strong>Como atrair, desenvolver e reter talento financeiro num contexto de forte concorrência por perfis especializados?</strong></p>
<p>Atrair, desenvolver e reter talento financeiro, num contexto altamente competitivo, exige uma proposta de valor clara e diferenciadora, baseada em propósito, desenvolvimento contínuo, tecnologia avançada, flexibilidade e diversidade. Os profissionais de finanças procuram, hoje em dia, impacto real no negócio, participação em projectos estratégicos (transformação digital e ESG) e ligação a um propósito relevante. Para desenvolver talento, é essencial estruturar percursos de carreira claros, promover certificações, mentoria e mobilidade interna, garantindo um equilíbrio entre as competências técnicas e tecnológicas e a visão de negócio. A retenção depende também do acesso a ferramentas avançadas, aprendizagem contínua, incluindo literacia em dados e IA, e modelos de trabalho flexíveis que promovam o bem-estar e a progressão tangível. A diversidade, por sua vez, é um factor competitivo, melhorando a decisão, inovação e a atractividade da função financeira. As organizações que combinam estes factores posicionam-se como destinos de eleição para o talento financeiro e transformam a função financeira num verdadeiro motor de competitividade.</p>
<p><strong>Quais serão os principais desafios dos CFO nos próximos cinco anos?</strong></p>
<p>Nos próximos cinco anos, os CFO enfrentarão desafios estruturais resultantes da convergência entre volatilidade económica, aceleração tecnológica, pressão regulatória e transformação das cadeias de valor. O seu papel evoluirá para um &#8220;sincronizador&#8221; da organização, alinhando estratégia, execução, risco, tecnologia e talento com disciplina financeira e visão de longo prazo. Destacam-se seis grandes desafios: a volatilidade estrutural (a nível da geopolítica, energia e matérias-primas), exigindo cenários dinâmicos e a alocação de capital rigorosa; a pressão regulatória crescente, sobretudo em ESG e reporting de sustentabilidade, com maiores requisitos de compliance e assurance; o desenvolvimento em escala seguro da IA, garantindo governança, qualidade de dados, ciber-resiliência e ROI mensurável; também a transformação das cadeias de valor, com foco em resiliência, baixo carbono e transparência de Scope 3; a escassez de talento financeiro analítico, que impõe estratégias sólidas de atracção, desenvolvimento e retenção; e, por último, a gestão de capital num contexto de custo mais elevado, equilibrando crescimento, dividendos, M&amp;A e desinvestimentos. Num ambiente de maior escrutínio, reforçar a confiança dos stakeholders, através de transparência e execução consistente, será crítico. Concluindo, a CFO do futuro combinará rigor financeiro, liderança tecnológica e humana e capacidade narrativa para sustentar o crescimento rentável e responsável.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/entrevista-maria-teresa-lillo-sanz-cfo-da-nestle-portugal-a-cfo-precisa-de-desafiar-todas-as-areas-da-organizacao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771561]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>SNS garante recursos nos contratos com hospitais para evitar fechos nas urgências</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/sns-garante-recursos-nos-contratos-com-hospitais-para-evitar-fechos-nas-urgencias/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/sns-garante-recursos-nos-contratos-com-hospitais-para-evitar-fechos-nas-urgencias/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 07:56:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784484</guid>

					<description><![CDATA[O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, Álvaro Almeida, garantiu que os contratos a celebrar com as unidades locais de saúde vão ter em conta os recursos necessários para assegurar o funcionamento das urgências e evitar encerramentos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, Álvaro Almeida, garantiu que os contratos a celebrar com as unidades locais de saúde vão ter em conta os recursos necessários para assegurar o funcionamento das urgências e evitar encerramentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.publico.pt/2026/07/01/sociedade/noticia/director-executivo-garante-contratos-hospitais-vao-prever-recursos-necessarios-urgencias-2180177" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, em causa está uma medida prevista nos termos de referência para a contratualização de cuidados de saúde no SNS em 2026, que introduz penalizações no financiamento dos hospitais que não consigam manter as urgências sempre abertas.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Os recursos que são afetos às urgências são aqueles que são necessários para as urgências funcionarem, e, portanto, o processo, o plano de desenvolvimento organizacional das ULS e os contratos-programa, quando estiverem assinados, terão em consideração as necessidades”, afirmou Álvaro Almeida, à margem de uma conferência de imprensa conjunta com a tutela sobre a onda de calor.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Hospitais podem ser penalizados se fecharem urgências</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A medida prevê que o financiamento da disponibilidade do serviço de urgência passe a ter uma componente fixa e outra variável. Essa componente variável poderá sofrer penalizações sempre que uma urgência encerre, com o corte a depender do número de horas de fecho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Público, se uma urgência encerrar durante mais de 72 horas num mês, de forma seguida ou interpolada, a unidade de saúde deixará de receber os 25% correspondentes à componente variável da disponibilidade do serviço de urgência.</p>
<p class="isSelectedEnd">A novidade consta dos termos de referência para a contratualização de cuidados de saúde no SNS para 2026, documento que serve de base às negociações entre a tutela, as unidades locais de saúde e os institutos portugueses de oncologia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Administradores pedem autonomia para contratar</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As declarações de Álvaro Almeida surgem depois de o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto, ter manifestado preocupação com a aplicação da medida.</p>
<p class="isSelectedEnd">Xavier Barreto concorda com o princípio da penalização, mas defende que os hospitais devem ter autonomia para contratar os recursos humanos necessários e reunir todas as condições para garantir o funcionamento permanente das urgências.</p>
<p class="isSelectedEnd">O diretor executivo do SNS respondeu que os contratos-programa e os planos de desenvolvimento organizacional das ULS terão em consideração essas necessidades.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Contratualização deve fechar até final de julho</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As negociações entre a tutela e as unidades locais de saúde continuam atrasadas. Questionado sobre esse atraso, Álvaro Almeida remeteu para o prazo previsto nos termos de referência da contratualização de 2026, que aponta para a conclusão do processo até ao final de julho.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Os termos de referência, em que está prevista precisamente essa questão das urgências, têm um programa do processo de contratualização que prevê que se feche até o final do mês de julho, e é nesse cronograma que estamos a trabalhar”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Hospitais ainda sem contratos assinados</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O documento que serve de base às negociações data de abril e também foi publicado com atraso. Num cenário ideal, como a ministra da Saúde já reconheceu no Parlamento, a contratualização com as unidades de saúde deveria estar concluída no início de cada ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ana Paula Martins pronunciou-se sobre o atraso em fevereiro e prometeu uma solução até ao final de março. No entanto, três meses depois, os contratos-programa e os planos de desenvolvimento organizacional continuam por assinar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, hospitais e centros de saúde estão a trabalhar sem conhecerem ainda os indicadores assistenciais a que terão de responder em 2026 e os recursos disponíveis para cumprir esses objetivos.</p>
<p>No ano passado, o processo de contratualização ultrapassou todos os prazos e só ficou concluído em dezembro, com a aprovação do Quadro Global de Referência.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/sns-garante-recursos-nos-contratos-com-hospitais-para-evitar-fechos-nas-urgencias/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784484]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Azeite virgem extra mais caro 0,25 euros por litro entre janeiro e abril</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/azeite-virgem-extra-mais-caro-025-euros-por-litro-entre-janeiro-e-abril/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/azeite-virgem-extra-mais-caro-025-euros-por-litro-entre-janeiro-e-abril/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 07:51:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784485</guid>

					<description><![CDATA[O azeite virgem extra ficou mais caro 0,25 euros por litro para o consumidor entre janeiro e abril, face ao aumento de 0,10 euros na fase de produção, segundo os últimos dados disponíveis no Observatório dos Preços.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O azeite virgem extra ficou mais caro 0,25 euros por litro para o consumidor entre janeiro e abril, face ao aumento de 0,10 euros na fase de produção, segundo os últimos dados disponíveis no Observatório dos Preços.</p>
<p>Em 26 de janeiro, um litro de azeite virgem extra, na fase de consumo, custava 6,52 euros, enquanto em 20 de abril já estava nos 6,77 euros.</p>
<p>No entanto, em comparação com o final de 2025, houve uma descida de 0,05 euros por litro, segundo dados consultados pela Lusa no Observatório dos Preços.</p>
<p>Por sua vez, neste período, o azeite virgem passou de 5,72 euros para 5,48 euros por litro, verificando-se, assim, uma descida de 0,24 euros.</p>
<p>Quando comparado com o final de 2025, o preço do azeite virgem reduziu-se em 0,07 euros por litro.</p>
<p>Já na fase de produção, também nos primeiros quatro meses do ano, o preço do azeite encareceu 0,10 euros por litro, passando de 6,36 euros para 6,46 euros, quase em linha com o valor registado em 29 de dezembro de 2025 (6,47 euros).</p>
<p>No caso da azeitona para o azeite os dados mais recentes correspondem ao período entre 03 de novembro e 29 de dezembro de 2025 e indicam que o preço se encontrava estável em 0,56 euros por quilograma (kg).</p>
<p>Portugal vai receber, entre quinta e sexta-feira, o &#8216;Olive Oil World Congress&#8217; (OOWC), o maior evento dedicado ao setor do azeite, que vai reunir investigadores, produtores e empresas de vários países.</p>
<p>O evento, organizado pela Agrifood Comunicación, terá lugar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, depois de uma primeira edição realizada em Madrid, em 2024.</p>
<p>O programa inclui o debate de temas como o futuro do setor, incluindo a adaptação às alterações climáticas, a digitalização e a aplicação da inteligência artificial.</p>
<p>Segundo dados avançados pelo Governo, para a campanha de 2025/2026 estima-se uma produção de cerca de 179.000 toneladas, um valor semelhante ao ano anterior.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/azeite-virgem-extra-mais-caro-025-euros-por-litro-entre-janeiro-e-abril/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784485]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ataque ao Nord Stream: Alemanha acusa ucraniano no maior caso de sabotagem desde a Guerra Fria</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ataque-ao-nord-stream-alemanha-acusa-ucraniano-no-maior-caso-de-sabotagem-desde-a-guerra-fria/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/ataque-ao-nord-stream-alemanha-acusa-ucraniano-no-maior-caso-de-sabotagem-desde-a-guerra-fria/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 07:36:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784480</guid>

					<description><![CDATA[A Procuradoria Federal da Alemanha apresentou formalmente uma acusação contra um cidadão ucraniano detido em Itália há quase um ano, apontado como um dos alegados autores do ataque com explosivos contra os gasodutos Nord Stream, no mar Báltico, em setembro de 2022.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A Procuradoria Federal da Alemanha apresentou formalmente uma acusação contra um cidadão ucraniano detido em Itália há quase um ano, apontado como um dos alegados autores do ataque com explosivos contra os gasodutos Nord Stream, no mar Báltico, em setembro de 2022.</p>
<p class="isSelectedEnd">É a primeira vez que um suspeito envolvido no caso vai responder perante a Justiça pelo que é descrito como um dos atos de sabotagem mais marcantes desde o fim da Guerra Fria. O ataque destruiu partes dos gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2, infraestruturas que ligavam a Rússia à Alemanha e que tinham como objetivo abastecer Berlim com gás russo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A acusação recai sobre Serhij Kuznetsov, antigo militar do exército ucraniano. A Procuradoria alemã deixou de o acusar de sabotagem anticonstitucional e passou a imputar-lhe um crime de guerra, por considerar que a destruição dos gasodutos constituiu um ataque contra infraestruturas energéticas civis protegidas pelo Direito Penal Internacional.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ataque visto como parte da guerra entre Rússia e Ucrânia</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para os investigadores alemães, o sabotagem dos gasodutos deve ser enquadrada no contexto da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A tese agora assumida pela Procuradoria de Karlsruhe segue a linha já indicada em dezembro de 2025 pelo Supremo Tribunal alemão, que apontou para uma elevada probabilidade de as explosões terem sido encomendadas por um Estado estrangeiro no âmbito de uma operação de serviços secretos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo essa leitura, os responsáveis seriam estruturas estatais de Kyiv. A Procuradoria alemã considera agora que as conclusões da investigação confirmam essa hipótese.</p>
<p class="isSelectedEnd">Questionado sobre o caso em Dublin, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, evitou comentar em detalhe. “Não recebemos oficialmente todos os detalhes” e “por agora, é demasiado cedo para falar”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd">O processo pode ter consequências delicadas para as relações entre Kyiv e Berlim, um dos principais fornecedores de armas à Ucrânia desde a invasão russa. Também Moscovo poderá vir a reclamar compensações ao seu inimigo, que, segundo uma estimativa citada pelo meio ucraniano Babel, poderiam situar-se entre 140 mil milhões e 170 mil milhões de euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Suspeito teria papel de liderança na operação</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o escrito de acusação citado por meios como o Die Zeit, Kuznetsov terá desempenhado um papel de liderança na operação secreta. O suspeito terá trabalhado para o serviço de informações ucraniano SBU até há 11 anos e, no momento dos ataques, seria soldado do exército ucraniano, segundo um cartão militar a que o jornal alemão teve acesso.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Procuradoria sustenta que, no final do verão de 2022, Kuznetsov se dirigiu para a zona dos gasodutos Nord Stream com uma equipa composta por quatro mergulhadores especializados, um perito em explosivos e um patrão.</p>
<p class="isSelectedEnd">O grupo terá viajado a bordo de um veleiro alugado, um Bavaria Cruiser 50 chamado Andrómeda. A cerca de 80 metros de profundidade, os mergulhadores terão colocado vários engenhos altamente explosivos fabricados com uma mistura de hexogénio e octogénio.</p>
<p class="isSelectedEnd">A 26 de setembro de 2022, três troços dos gasodutos explodiram.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O veleiro Andrómeda no centro da investigação</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As imagens do mar Báltico coberto por bolhas após as explosões correram mundo e alimentaram várias teorias. Inicialmente, foram levantadas suspeitas sobre uma possível implicação de agentes estatais russos. Também surgiram acusações sobre mergulhadores da Marinha dos Estados Unidos que teriam atuado em colaboração com autoridades norueguesas.</p>
<p class="isSelectedEnd">No entanto, as provas recolhidas acabaram por apontar para a Ucrânia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma investigação da cadeia ARD ajudou a localizar o veleiro Andrómeda, alegadamente utilizado para executar o ataque e pertencente a uma empresa alemã de aluguer de embarcações. No armazém onde o barco estava guardado foram encontradas impressões digitais, cabelos numa t-shirt, um boné de basebol, uma garrafa térmica e várias chávenas de café usadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">As autoridades apreenderam ainda fragmentos de explosivos militares de octogénio e hexogénio, compatíveis com as amostras recolhidas nos gasodutos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma fotografia de trânsito tirada na ilha de Rügen, no início de setembro de 2022, terá levado à identificação de um dos envolvidos e, posteriormente, de todo o comando. Segundo a Procuradoria, o grupo era formado por sete ucranianos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Há mandados contra todos os suspeitos, embora meios alemães indiquem que um deles terá morrido na guerra na Ucrânia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Kuznetsov nega envolvimento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Kuznetsov foi detido em Itália no verão de 2025 e extraditado pouco depois para a Alemanha. Desde então, tem negado qualquer envolvimento nas explosões dos gasodutos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo fontes dos círculos de segurança citadas pela Der Spiegel, o acusado deixou agora de se pronunciar sobre as acusações. Os seus advogados de defesa não quiseram comentar.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o meio ucraniano Babel, que cita o advogado Mykola Katerynchuk, Kuznetsov encontra-se numa cela para terroristas e terá perdido entre 15 e 20 quilos devido à má assistência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em novembro de 2025, quando ainda estava em Itália, o advogado italiano do antigo militar afirmou à BBC que o cliente se considerava um “bode expiatório” e estava “muito triste” por o Governo de Volodymyr Zelensky não o ter defendido nem sequer confirmado que era um soldado alegadamente ao serviço no momento das explosões.</p>
<p class="isSelectedEnd">O mesmo advogado acrescentou que, se Kuznetsov cometeu o ataque, o fez porque recebeu ordens, uma vez que seria capitão do exército ucraniano.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Outro acusado detido na Polónia</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Outro dos acusados é um homem de 46 anos que permanece em prisão preventiva na Polónia desde a detenção, em 2025.</p>
<p>Em outubro desse ano, um tribunal de Varsóvia recusou extraditá-lo para a Alemanha, argumentando que o ataque devia ser visto como uma ação militar no contexto de uma guerra. O tribunal polaco também colocou em dúvida a competência da Alemanha para julgar o caso, uma vez que as explosões ocorreram em águas internacionais.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Caso pode abalar relações entre Berlim e Kyiv</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O processo aberto na Alemanha coloca pela primeira vez um suspeito no centro judicial do ataque ao Nord Stream, mas o caso continua a ter implicações políticas amplas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A acusação contra um antigo militar ucraniano, agora enquadrada como crime de guerra, surge num momento em que a Alemanha continua a ser um dos apoios militares mais importantes de Kyiv. Ao mesmo tempo, a possibilidade de Moscovo reclamar compensações abre uma frente adicional num caso que permanece sensível desde as explosões de setembro de 2022.</p>
<p>Com a acusação formal apresentada, caberá agora à Justiça alemã avaliar o papel de Serhij Kuznetsov no ataque e determinar se a destruição dos gasodutos deve ser tratada como sabotagem militar em tempo de guerra ou como crime contra infraestruturas civis protegidas pelo direito internacional.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/ataque-ao-nord-stream-alemanha-acusa-ucraniano-no-maior-caso-de-sabotagem-desde-a-guerra-fria/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784480]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Juros da dívida de Portugal recuam a dois e a cinco anos e sobem a 10 anos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/juros-da-divida-de-portugal-recuam-a-dois-e-a-cinco-anos-e-sobem-a-10-anos/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/juros-da-divida-de-portugal-recuam-a-dois-e-a-cinco-anos-e-sobem-a-10-anos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 07:31:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784479</guid>

					<description><![CDATA[Os juros da dívida portuguesa desciam hoje a dois e a cinco anos e subiam a 10 anos face a quarta-feira, em linha com Espanha, Grécia e Itália.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os juros da dívida portuguesa desciam hoje a dois e a cinco anos e subiam a 10 anos face a quarta-feira, em linha com Espanha, Grécia e Itália.</p>
<p>Cerca das 08:20 em Lisboa, os juros a 10 anos avançavam para 3,285%, contra 3,277% na véspera.</p>
<p>Já os juros a cinco anos desciam para 2,789%, contra 2,790% no dia anterior.</p>
<p>No mesmo sentido, os juros a dois anos recuavam 0,020 pontos, para 2,506%, contra 2,526%.</p>
<p>Os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, avançavam para 2,896%, depois de negociarem em 2,890% à mesma hora da véspera.</p>
<p>Juros da dívida soberana em Portugal, Espanha, Grécia e Itália pelas 08:20:</p>
<p>2 anos&#8230;5 anos&#8230;10 anos</p>
<p><strong>Portugal</strong></p>
<p>02/07&#8230;&#8230;.2,506&#8230;2,789&#8230;..3,285</p>
<p>01/07&#8230;&#8230;.2,526&#8230;2,790&#8230;..3,277</p>
<p><strong>Espanha</strong></p>
<p>02/07&#8230;&#8230;.2,576&#8230;2,833&#8230;..3,394</p>
<p>01/07&#8230;&#8230;.2,598&#8230;2,833&#8230;..3,384</p>
<p><strong>Grécia</strong></p>
<p>02/07&#8230;&#8230;.2,565&#8230;2,933&#8230;..3,579</p>
<p>01/07&#8230;&#8230;.2,579&#8230;2,941&#8230;..3,574</p>
<p><strong>Itália</strong></p>
<p>02/07&#8230;&#8230;.2,712&#8230;3,072&#8230;..3,689</p>
<p>01/07&#8230;&#8230;.2,734&#8230;3,076&#8230;..3,679</p>
<p><em>Fonte: Bloomberg Valores de &#8216;bid&#8217; (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/juros-da-divida-de-portugal-recuam-a-dois-e-a-cinco-anos-e-sobem-a-10-anos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784479]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>“Queremos definir a tendência tecnológica”: como a portuguesa i-charging quer competir com gigantes globais no carregamento elétrico</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/queremos-definir-a-tendencia-tecnologica-como-a-portuguesa-i-charging-quer-competir-com-gigantes-globais-no-carregamento-eletrico/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/queremos-definir-a-tendencia-tecnologica-como-a-portuguesa-i-charging-quer-competir-com-gigantes-globais-no-carregamento-eletrico/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 07:15:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[i-charging]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Silva]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784149</guid>

					<description><![CDATA[Pedro Silva, CEO da empresa, revelou que a mobilidade elétrica entrou numa nova fase: depois da autonomia dos veículos e da velocidade dos carregadores, o próximo grande desafio está na forma como a energia é gerida, distribuída e integrada nas redes]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A mobilidade elétrica entrou numa nova fase. Depois da autonomia dos veículos e da velocidade dos carregadores, o próximo grande desafio está na forma como a energia é gerida, distribuída e integrada nas redes. A leitura é de Pedro Silva, presidente executivo da i-charging, empresa portuguesa que nasceu no Porto, produz em Portugal e já compete em dezenas de mercados internacionais.</p>
<p>Em entrevista à &#8216;Executive Digest&#8217;, o CEO da i-charging defende que a discussão sobre carregamento elétrico deixou de poder estar centrada apenas na potência dos equipamentos. “Hoje já existem veículos capazes, já existem carregadores capazes e a tecnologia continua a evoluir rapidamente em ambas as áreas”, afirma. “O verdadeiro desafio está cada vez mais na integração de todo o ecossistema energético.”</p>
<p><strong>“Não basta disponibilizar mais potência”</strong></p>
<p>A empresa apresentou recentemente o all-in-one 500, um carregador compacto capaz de fornecer até 500 kW numa única unidade. Mas, para Pedro Silva, a importância do equipamento está menos no número isolado e mais no que ele revela sobre a evolução do setor: os operadores precisam de soluções com mais potência, menos ocupação de espaço e maior inteligência na gestão da energia.</p>
<p>“A questão deixou de ser apenas disponibilizar mais potência. É preciso garantir que essa energia chega ao local certo, no momento certo, de forma eficiente e economicamente sustentável”, explica o responsável. Para o CEO da i-charging, a eletrificação dos transportes é, acima de tudo, “um desafio de infraestrutura”.</p>
<p>É nesse ponto que Pedro Silva vê a próxima fronteira de inovação. A expansão da mobilidade elétrica vai obrigar a uma maior coordenação entre operadores de carregamento, redes elétricas, armazenamento de energia e produção renovável. “É precisamente aí que vemos as maiores oportunidades de inovação nos próximos anos”, sustenta.</p>
<p><strong>“Preparado para o que aí vem”</strong></p>
<p>A i-charging tem procurado antecipar essa evolução desde a fundação. “Desde o início da i-charging que procurámos antecipar para onde o mercado iria evoluir”, recorda o CEO. “Fomos pioneiros em soluções distribuídas e em capacidades de potência que, na altura, muitos consideravam excessivas para as necessidades existentes. Poucos anos depois, essas necessidades tornaram-se realidade.”</p>
<p>O percurso da empresa ajuda a perceber essa aposta. A i-charging lançou soluções de 600 kW em 2022 e de 900 kW em 2024, antes de apresentar o MAX, solução distribuída que pode atingir 1600 kW. O novo all-in-one 500 surge agora para responder a outro problema: locais onde a potência é necessária, mas o espaço disponível não permite instalar uma arquitetura distribuída.</p>
<p>“Identificámos uma necessidade crescente por carregamento de potência muito elevada em locais onde as soluções distribuídas nem sempre são viáveis, seja por limitações de espaço ou características do local”, explica Pedro Moreira da Silva.</p>
<p><strong>Mais potência em menos espaço</strong></p>
<p>É o caso de áreas de serviço, postos de abastecimento ou zonas urbanas densas. Até agora, para atingir níveis de potência mais elevados, muitos operadores tinham de recorrer a sistemas distribuídos, com unidades de potência separadas dos pontos utilizados pelos condutores. Essa solução continua a fazer sentido em muitos hubs, mas nem sempre cabe em locais mais apertados.</p>
<p>“O all-in-one 500 responde precisamente a esse desafio, permitindo disponibilizar até 500 kW num único equipamento compacto”, afirma o CEO. O carregador tem duas saídas e distribui automaticamente a potência entre os veículos ligados, em função da capacidade de carregamento de cada um.</p>
<p>Na prática, isto significa que a potência não fica parada quando um dos veículos já não precisa dela. “Os veículos nem sempre solicitam a mesma potência durante toda a sessão de carregamento. O sistema monitoriza continuamente essa necessidade e distribui a potência disponível em tempo real entre os veículos ligados”, explica.</p>
<p>Para o condutor, a diferença pode estar no tempo de espera e na fluidez da utilização do posto. “Em vez de existir potência disponível sem utilização, essa potência é automaticamente direcionada para os veículos que dela necessitam naquele momento, reduzindo tempos de espera e aumentando a capacidade de atendimento da estação.”</p>
<p><strong>Carros, camiões e até mobilidade aérea</strong></p>
<p>O equipamento foi também pensado para uma mobilidade elétrica que já não se limita aos automóveis ligeiros. A i-charging fala de veículos de passageiros, frotas, transporte pesado e até mobilidade aérea urbana. A opção por cabos refrigerados capazes de fornecer até 800 A é particularmente relevante para aplicações de elevada potência e para veículos pesados, que têm baterias maiores e exigem correntes elevadas durante mais tempo.</p>
<p>Ainda assim, Pedro Moreira da Silva recusa limitar a empresa ao carregamento automóvel. “As nossas soluções nunca foram pensadas apenas para automóveis ligeiros”, afirma, lembrando que a i-charging esteve entre as primeiras empresas a desenvolver soluções MCS para pesados e a entrar no segmento da mobilidade aérea urbana.</p>
<p>“O nosso foco é no ecossistema que inclui a infraestrutura de carregamento, inteligência digital e gestão de energia”, resume. Mais do que servir um tipo específico de veículo, a empresa quer acompanhar a eletrificação da mobilidade “nas suas várias formas”.</p>
<p><strong>“A diferenciação deixará de estar apenas no hardware”</strong></p>
<p>Essa visão ajuda a explicar o investimento em software e gestão energética. Além da alocação dinâmica de potência ao nível do carregador, a i-charging desenvolveu o omni-e, uma solução para gestão de energia ao nível da instalação, capaz de coordenar geração local, armazenamento e carregamento.</p>
<p>“À medida que o setor evolui, a diferenciação deixará de estar apenas no hardware e passará cada vez mais pela capacidade de otimizar energia, operações e experiência do utilizador através de plataformas integradas”, defende Pedro Moreira da Silva.</p>
<p><strong>Do Porto para dezenas de mercados</strong></p>
<p>A ambição internacional faz parte da empresa desde o início. Fundada em 2019, com sede no Porto e em Atlanta, nos Estados Unidos, a i-charging está presente em dezenas de mercados, incluindo Europa, América do Norte, Médio Oriente, América Latina e Ásia. Para o CEO, competir num setor dominado por grandes grupos internacionais exige rapidez, especialização e tecnologia própria.</p>
<p>“A dimensão de uma empresa nem sempre determina a sua capacidade de inovar. Muitas vezes, a agilidade, a especialização e a capacidade de executar rapidamente fazem a diferença”, afirma.</p>
<p>Pedro Silva sublinha que a i-charging nasceu “já com uma ambição global” e focada em tecnologia própria. “Investimos fortemente em engenharia, propriedade intelectual e desenvolvimento de soluções que respondem a desafios concretos dos nossos clientes.”</p>
<p>É essa combinação que, diz, permite à empresa competir fora de Portugal. “Hoje competimos em dezenas de mercados porque oferecemos diferenciação tecnológica, flexibilidade e uma capacidade de adaptação que nem sempre é fácil encontrar em organizações de maior dimensão.”</p>
<p>A origem portuguesa é assumida como motivo de orgulho, mas o CEO prefere colocar o foco na qualidade tecnológica. “O facto de sermos uma empresa portuguesa é uma origem da qual nos orgulhamos, mas aquilo que nos permite competir é a qualidade da tecnologia que desenvolvemos.”</p>
<p><strong>Crescer sem perder a liderança tecnológica</strong></p>
<p>Nos próximos anos, a Europa continuará a ser um mercado central para a empresa, por ser uma das regiões mais avançadas na adoção da mobilidade elétrica. Os Estados Unidos são também estratégicos, com presença local desde 2021. A i-charging tem reforçado equipas comerciais em várias geografias europeias e, mais recentemente, no Sudeste Asiático, além de contar com parceiros de distribuição em regiões como a Austrália e a América Latina.</p>
<p>“Mais do que uma região específica, olhamos para mercados onde existe uma combinação de crescimento da mobilidade elétrica, necessidade de infraestrutura de elevada potência e abertura à inovação tecnológica”, afirma Pedro Silva.</p>
<p>A empresa acumula reconhecimentos internacionais, incluindo o Deloitte Technology Fast 50 Portugal, o Deloitte Technology Fast 500 EMEA e a entrada no Financial Times 1000 Europe’s Fastest Growing Companies 2026. Mas o CEO insiste que o objetivo não é apenas crescer em escala.</p>
<p>“As quatro dimensões estão ligadas entre si”, diz, quando questionado sobre se a prioridade passa por ganhar escala, liderar tecnologicamente, entrar em novos segmentos ou consolidar mercados. “Crescer em escala só faz sentido se continuarmos a liderar tecnologicamente, e a entrada em novos segmentos só é sustentável se mantivermos uma presença sólida nos mercados onde já operamos.”</p>
<p>A prioridade, resume, é preparar infraestrutura para a próxima fase da eletrificação. “Isso significa mais potência, mais inteligência na gestão da energia, maior flexibilidade e capacidade de servir novas aplicações.”</p>
<p>Pedro Silva deixa a ambição num ponto claro: “Queremos continuar a ser reconhecidos como uma empresa que define a tendência tecnológica na mobilidade elétrica e não apenas a acompanhar as necessidades do mercado.”</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/queremos-definir-a-tendencia-tecnologica-como-a-portuguesa-i-charging-quer-competir-com-gigantes-globais-no-carregamento-eletrico/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784149]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Milícia neonazi tinha esconderijos subterrâneos em Monsanto e na Arrábida</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/milicia-neonazi-tinha-esconderijos-subterraneos-em-monsanto-e-na-arrabida/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/milicia-neonazi-tinha-esconderijos-subterraneos-em-monsanto-e-na-arrabida/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 07:12:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784464</guid>

					<description><![CDATA[Os locais eram usados para enterrar bidões industriais com mantimentos e outro material, num plano que previa também o armazenamento de armas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Movimento Armilar Lusitano, uma milícia neonazi acusada pelo DCIAP de vários crimes de terrorismo, criou esconderijos subterrâneos no Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa, e na Serra da Arrábida, em Setúbal. Os locais eram usados para enterrar bidões industriais com mantimentos e outro material, num plano que previa também o armazenamento de armas.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://expresso.pt/justica/2026-07-02-milicia-neonazi-tinha-esconderijos-para-armas-e-mantimentos-em-monsanto-e-na-arrabida-13d7d715" target="_blank" rel="noopener">Expresso</a>, os esconderijos foram preparados ao longo de vários meses e envolviam bidões de 60 litros, enterrados em zonas consideradas pelo grupo menos vigiadas do que outros locais onde costumavam atuar, como a Serra de Sintra ou pedreiras usadas para detonar explosivos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo passava por guardar nesses recipientes armas compradas na Darknet, comida enlatada de longa duração, material de primeiros socorros, máscaras, acendalhas, fósforos e álcool. O grupo acreditava que estes esconderijos poderiam servir de apoio num cenário de invasão por forças inimigas, apagão ou situação de caos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Bidões comprados em sites de anúncios</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os líderes do Movimento Armilar Lusitano, que estão em prisão preventiva desde junho do ano passado no âmbito da Operação Desarme 3D, compraram vários recipientes industriais depois de responderem a anúncios em plataformas como o OLX e o Custo Justo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um dos elementos do grupo chegou a partilhar, num chat fechado do Signal, em outubro de 2022, uma imagem de uma carabina semiautomática FGC-9, imprimível em 3D, colocada dentro de um desses bidões.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Expresso, essa imagem chamou a atenção da investigação. Uma fonte próxima do processo explicou ao jornal que a arma tinha o tamanho ideal para ser escondida num recipiente de grandes dimensões.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dois meses depois, outro elemento do grupo fotografou-se a escavar um buraco na Arrábida, onde enterrou um bidão. As coordenadas do local foram depois partilhadas com os restantes membros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Plano para um cenário de “caos”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Bruno G., apontado como um dos líderes do Movimento Armilar Lusitano, comentou que aquele local poderia funcionar como ponto de encontro do grupo em caso de novo “apagão” ou num cenário de “caos”, até encontrarem outro ponto melhor.</p>
<p class="isSelectedEnd">As conversas intercetadas pela Polícia Judiciária revelaram também discussões sobre o tipo de comida que deveria ser guardada nos recipientes e sobre as refeições que poderiam preparar com os enlatados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Numa dessas conversas, Bruno C., outro dos líderes que se encontra preso, afirmou que, se algum dia precisassem desses mantimentos, teriam mulheres para cozinhar enquanto os homens se dedicariam a outras tarefas violentas. Um cúmplice respondeu então com uma referência a caçadas e a “animais de duas patas”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>PJ encontrou conservas e álcool, mas não armas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Há poucas semanas, inspetores da Unidade Nacional Contra-Terrorismo da Polícia Judiciária desenterraram vários bidões pertencentes ao grupo.</p>
<p class="isSelectedEnd">No interior foram encontradas latas de conserva e garrafas de álcool, mas não havia sinais de armas de guerra. Para já, desconhece-se se existem outros esconderijos subterrâneos e se algum deles poderá conter armamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">A investigação continua a tentar apurar a extensão da rede de depósitos criada pelo grupo e a finalidade concreta de cada um dos pontos identificados.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quatro elementos em prisão preventiva</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Atualmente, quatro dos principais elementos do Movimento Armilar Lusitano estão em prisão preventiva. A manutenção da medida de coação mais gravosa foi justificada por um juiz de instrução com a existência dos mesmos perigos que levaram à detenção dos suspeitos em junho do ano passado: fuga, perturbação da ordem pública e continuação da atividade criminosa.</p>
<p class="isSelectedEnd">No total, há nove membros acusados pelo DCIAP. Os principais elementos do grupo são suspeitos de crimes de terrorismo, tráfico e mediação de armas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Plano para invadir apartamento de Luís Montenegro</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O despacho do Ministério Público conhecido há duas semanas indicava que o grupo neonazi chegou a preparar a invasão do apartamento do primeiro-ministro Luís Montenegro, em Lisboa, no início do ano passado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Bruno G., líder do grupo e elemento da Polícia Municipal, terá tido acesso a um documento que mostrava que o prédio do primeiro-ministro estava sob vigilância permanente do corpo de segurança pessoal da PSP. Também terá obtido a identificação de um dos agentes responsáveis pela segurança.</p>
<p class="isSelectedEnd">Posteriormente, Bruno G. comunicou aos cúmplices que Luís Montenegro estaria nessa altura a viver num hotel da capital, o que levou o grupo a abandonar o plano.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Imigrante, mesquita e SOS Racismo entre os alvos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A primeira vítima planeada pela milícia seria um imigrante do Bangladesh que confrontou André Ventura durante uma arruada de campanha eleitoral.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre outros alvos apontados pelo grupo estavam a Mesquita do Martim Moniz e a sede do SOS Racismo.</p>
<p class="isSelectedEnd">O DCIAP revelou ainda que o Movimento Armilar Lusitano falava com insistência, em grupos fechados do Telegram, sobre ataques ao Parlamento. O grupo mantinha também várias “listas de indesejáveis”, com pessoas que poderiam ser alvo de ações futuras com recurso a armas.</p>
<p>Essas listas incluíam sobretudo cerca de 40 políticos de esquerda e centro-esquerda, mas também o atual primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o antigo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/milicia-neonazi-tinha-esconderijos-subterraneos-em-monsanto-e-na-arrabida/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784464]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Há 23 anos, uma onda de calor matou 2.700 pessoas em Portugal. Agora, o cenário volta a preocupar</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ha-23-anos-uma-onda-de-calor-matou-2-700-pessoas-em-portugal-agora-o-cenario-volta-a-preocupar/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/ha-23-anos-uma-onda-de-calor-matou-2-700-pessoas-em-portugal-agora-o-cenario-volta-a-preocupar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 07:07:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784460</guid>

					<description><![CDATA[No total, 12 dos 18 distritos do continente vão estar sob aviso vermelho, o nível mais grave da escala, pelo menos até sábado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Portugal está a atravessar um novo episódio de calor extremo, com temperaturas que podem chegar aos 44 ºC em várias regiões e noites tropicais em grande parte do território. O cenário reacende a memória da onda de calor de 2003, a mais longa e severa alguma vez registada no país, que terá provocado cerca de 2.700 mortes em excesso.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre 29 de julho e 14 de agosto de 2003, os termómetros atingiram 47,3 ºC na Amareleja, no Alentejo, um recorde nacional que ainda se mantém. Beja chegou aos 45,4 ºC, Elvas registou 44,9 ºC, Lisboa atingiu os 42 ºC e o Porto chegou aos 39 ºC. Em vários locais, a onda de calor prolongou-se por 14 dias consecutivos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em entrevista à CNN Portugal, Miguel Miranda, antigo presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, recorda esse episódio como “a maior onda de calor na Europa” e uma situação “absolutamente dramática”. O especialista sublinha que, nessa altura, Portugal estava menos preparado, sem os meios de refrigeração hoje existentes em hospitais e urgências.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O que define uma onda de calor?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o IPMA, considera-se que ocorre uma onda de calor quando, durante pelo menos seis dias consecutivos, a temperatura máxima diária fica 5 ºC acima do valor médio das máximas diárias para esse mês, tendo em conta um determinado período de referência. Atualmente, é usado o período 1991-2020.</p>
<p class="isSelectedEnd">As ondas de calor podem surgir em qualquer altura do ano, mas têm impactos mais evidentes no verão, quando as temperaturas já são naturalmente elevadas. Miguel Miranda explica que, nos meses de junho, julho e agosto, fala-se geralmente de onda de calor quando há vários dias com temperaturas acima de determinados limiares, muitas vezes próximos dos 35 ºC, embora esses valores variem consoante a região do país.</p>
<p class="isSelectedEnd">O antigo presidente do IPMA sublinha que o problema não está apenas nas máximas. Um dia com 43 ºC ou 44 ºC pode não ter grande impacto se for isolado. O risco aumenta quando há vários dias consecutivos com temperaturas muito altas e noites em que os termómetros não descem o suficiente.</p>
<p class="isSelectedEnd">“O problema muitas vezes não é a temperatura máxima, mas a mínima”, explica Miguel Miranda.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Noites quentes agravam o risco</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nesta nova vaga de calor, as temperaturas mínimas são uma das maiores preocupações. O IPMA prevê valores superiores a 20 ºC em grande parte do continente, com regiões onde as temperaturas poderão não descer dos 24 ºC a 28 ºC durante várias noites, incluindo a Grande Lisboa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a CNN Portugal, o país deverá enfrentar um período de tempo quente e seco durante pelo menos uma semana, com máximas entre 35 ºC e 41 ºC na generalidade do território. No vale do Tejo e no Alentejo, os valores poderão variar entre 41 ºC e 44 ºC.</p>
<p class="isSelectedEnd">A persistência do calor durante o dia e da temperatura elevada durante a noite dificulta o arrefecimento das casas e do organismo. Cada novo dia de calor acumulado aumenta o impacto sobre a saúde, sobretudo em pessoas mais vulneráveis.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ondas de calor são cada vez mais frequentes</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Desde o início de 2026, o IPMA estima que Portugal já tenha registado 59 dias em onda de calor. Esse número deverá aumentar esta semana, marcada pela instalação de uma severa cúpula de calor sobre grande parte do território nacional.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nos últimos 30 anos, têm sido observados mais episódios extremos de onda de calor no verão em Portugal continental. O fenómeno é visível em todo o território, mas afeta com maior intensidade o interior Norte e Centro, em distritos como Bragança, Vila Real, Viseu e Guarda, bem como o Alentejo, em especial Setúbal, Évora e Beja.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ano de 2022 detém o recorde de maior número total de dias em onda de calor, com mais de 90 dias. Nesse ano, a 14 de julho, a estação meteorológica de Pinhão–Santa Bárbara, em Viseu, registou 47 ºC.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2023 foram contabilizados 80 dias em onda de calor e, em 2024, os dados do IPMA apontam para 74 dias.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Clima tipo Alentejo-Andaluzia” alastra a mais regiões</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Miguel Miranda explica que os modelos apontam para uma maior frequência das ondas de calor, num contexto de subida gradual da temperatura média da Terra. A Europa está a aquecer mais depressa, o que torna mais provável a ocorrência de fenómenos extremos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O especialista afirma que situações que antes não chegavam a ser classificadas como ondas de calor passam agora a sê-lo, porque a linha de base das temperaturas está a subir.</p>
<p class="isSelectedEnd">“O que nós temos aqui é um clima tipo Alentejo-Andaluzia a estender-se a cada vez mais regiões”, afirma. Trata-se, segundo Miguel Miranda, de um clima semidesértico, com temperaturas muito elevadas no fim da primavera, no verão e, por vezes, no início do outono, acompanhado por humidades relativas baixas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O verão de 2025 foi o mais quente em Portugal continental desde o início dos registos, em 1931. A temperatura média foi de 23,51 ºC e a média das máximas chegou aos 30,78 ºC. O ano ficou também marcado pela maior seca e pelas mais longas ondas de calor dos últimos 94 anos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Doze distritos em aviso vermelho</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A atual vaga de calor deverá agravar os avisos meteorológicos em Portugal continental. A partir de quinta-feira, Santarém, Portalegre, Évora e Beja juntam-se a Lisboa e Setúbal em aviso vermelho devido ao calor. Na sexta-feira, o aviso vermelho será alargado a Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro, além de Coimbra e Leiria.</p>
<p class="isSelectedEnd">No total, 12 dos 18 distritos do continente vão estar sob aviso vermelho, o nível mais grave da escala, pelo menos até sábado. Em causa está a persistência de valores extremamente elevados de temperatura máxima e mínima.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ministro da Administração Interna, Luís Neves, alertou para “dias absolutamente terríveis”, com condições climáticas de exceção. Segundo o governante, em alguns locais as temperaturas podem chegar aos 47 ºC, acompanhadas por ventos de 70 a 80 quilómetros por hora e baixos níveis de humidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para Luís Neves, estas condições criam um cenário de risco muito elevado: “são as condições terríveis para termos um barril de pólvora aqui”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Portugal perante um novo normal climático</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As ondas de calor não são um fenómeno exclusivo de Portugal. Na Europa, estão a tornar-se mais frequentes, prolongadas, intensas e extensas, chegando a regiões onde antes eram pouco habituais. Temperaturas acima dos 40 ºC são cada vez mais comuns durante estes episódios.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo dados da Organização Meteorológica Mundial citados no texto, o número de ondas de calor em simultâneo no hemisfério norte é já seis vezes superior ao registado em 1980.</p>
<p class="isSelectedEnd">Miguel Miranda usa a imagem de uma “redoma” para descrever o caminho que o país parece estar a seguir. O antigo presidente do IPMA compara a situação a filmes de ficção científica em que as pessoas do futuro vivem em espaços climatizados.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Estamos a entrar na redoma, lentamente, pé ante pé, porque não estamos a conseguir parar o aquecimento e, portanto, as ondas de calor poderão tornar-se o novo normal”, afirma.</p>
<p>Para o especialista, não há sinais de melhoria no horizonte. “Isto não vai melhorar, isto não tem nenhuma possibilidade de melhorar. Temos que aprender a viver com estas temperaturas mais frágeis”, conclui.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/ha-23-anos-uma-onda-de-calor-matou-2-700-pessoas-em-portugal-agora-o-cenario-volta-a-preocupar/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784460]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Depois de três mortos, 13 casos e 650 contactos: OMS pode encerrar surto de hantavírus esta quinta-feira</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/depois-de-tres-mortos-13-casos-e-650-contactos-oms-pode-encerrar-surto-de-hantavirus-esta-quinta-feira/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/depois-de-tres-mortos-13-casos-e-650-contactos-oms-pode-encerrar-surto-de-hantavirus-esta-quinta-feira/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 07:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[hantavírus]]></category>
		<category><![CDATA[OMS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=783910</guid>

					<description><![CDATA[Desde que o surto foi comunicado à OMS, a 2 de maio, foram identificados mais de 650 contactos em 33 países e territórios. Destes, apenas 54 continuavam ainda sob acompanhamento, estando previsto que concluam o período de quarentena até esta quarta-feira]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) deverá declarar encerrado esta quinta-feira o surto de hantavírus que esteve no centro das atenções internacionais no mês passado, caso não tenham sido registados novos casos entre as pessoas que ainda permanecem sob vigilância epidemiológica.</p>
<p>O anúncio foi feito pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, numa conferência de imprensa em Genebra. Segundo o responsável, o número de casos confirmados mantém-se estável em 13, incluindo três mortes, sem novos registos nas últimas semanas.</p>
<p>Desde que o surto foi comunicado à OMS, a 2 de maio, foram identificados mais de 650 contactos em 33 países e territórios. Destes, apenas 54 continuavam ainda sob acompanhamento, estando previsto que concluam o período de quarentena até esta quinta-feira.</p>
<p>“Todos, exceto 54 contactos, já concluíram o respetivo período de quarentena e os restantes deverão completá-lo até 2 de julho”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus. Se até essa data não forem notificados novos casos, a OMS considerará o surto oficialmente encerrado.</p>
<p>O episódio gerou preocupação internacional depois de vários passageiros a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, de bandeira neerlandesa, terem desenvolvido doença respiratória grave. A embarcação partiu de Ushuaia, no sul da Argentina, a 1 de abril, e fez escala em vários pontos do Atlântico Sul, incluindo a Geórgia do Sul, Tristão da Cunha, Santa Helena e a Ilha da Ascensão.</p>
<p>Um passageiro adoeceu e morreu a 11 de abril. O corpo foi desembarcado em Santa Helena, onde alguns passageiros deixaram o navio. Uma passageira que também tinha ido a terra em Santa Helena morreu a 26 de abril, já depois de chegar à África do Sul. Uma terceira passageira morreu mais tarde, a 2 de maio.</p>
<p>Perante a evolução da situação, os restantes passageiros foram posteriormente evacuados em Tenerife, nas ilhas Canárias. A operação envolveu autoridades espanholas, a OMS e vários países com cidadãos potencialmente expostos, numa resposta internacional que incluiu vigilância epidemiológica, repatriamento e acompanhamento de contactos.</p>
<p>Tedros Adhanom Ghebreyesus destacou a cooperação internacional na resposta à emergência sanitária, sublinhando o papel das autoridades espanholas e do primeiro-ministro Pedro Sánchez na coordenação do processo de contenção e acompanhamento dos passageiros afetados.</p>
<p>Apesar da perspetiva de encerramento do surto, a OMS mantém ativa a investigação sobre a origem da infeção e a forma como o vírus se propagou. A organização afirma que continuará a trabalhar com as autoridades locais para esclarecer as causas do episódio.</p>
<p>“Estamos também a trabalhar para que uma amostra do vírus seja partilhada com o BioHub da OMS, na Suíça”, afirmou Ghebreyesus, explicando que esse passo será importante para desenvolver diagnósticos, tratamentos e vacinas para surtos futuros.</p>
<p>Os hantavírus são um grupo de vírus transportados por roedores. A transmissão para humanos ocorre, em geral, através do contacto com roedores infetados ou com a sua urina, fezes ou saliva. A infeção pode provocar doença grave e, em alguns casos, mortal.</p>
<p>Os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos indicaram que todos os cidadãos norte-americanos potencialmente expostos ao vírus durante a viagem no MV Hondius concluíram o período de vigilância de 42 dias a 21 de junho. Segundo os CDC, não foram registados casos de doença por hantavírus nos Estados Unidos associados a este surto.</p>
<p>Se não surgirem novos casos, a declaração formal do fim do surto encerrará um episódio que mobilizou dezenas de países, centenas de contactos monitorizados e uma operação internacional de saúde pública desencadeada a partir de um navio de cruzeiro.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/depois-de-tres-mortos-13-casos-e-650-contactos-oms-pode-encerrar-surto-de-hantavirus-esta-quinta-feira/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783910]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Bolsa de Tóquio fecha com Nikkei a perder 2,47%</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bolsa-de-toquio-fecha-com-nikkei-a-perder-247/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/bolsa-de-toquio-fecha-com-nikkei-a-perder-247/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 06:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/bolsa-de-toquio-fecha-com-nikkei-a-perder-247/</guid>

					<description><![CDATA[A bolsa de Tóquio fechou hoje mista, com o principal índice, o Nikkei, a cair 2,47% para 68.733,15 pontos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Tóquio fechou hoje mista, com o principal índice, o Nikkei, a cair 2,47% para 68.733,15 pontos.</P><br />
<P>No sentido contrário, o segundo indicador, o Topix, encerrou a sessão a ganhar 0,09% para 4.014,98 pontos. </P><br />
<P>O índice Nikkei reflete a média não ponderada dos 225 principais valores da bolsa de Tóquio, enquanto o indicador Topix agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/bolsa-de-toquio-fecha-com-nikkei-a-perder-247/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784457]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Calor em casa, fatura a subir: quanto pesa o ar condicionado na conta da luz?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/calor-em-casa-fatura-a-subir-quanto-pesa-o-ar-condicionado-na-conta-da-luz/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/calor-em-casa-fatura-a-subir-quanto-pesa-o-ar-condicionado-na-conta-da-luz/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 06:45:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[ar condicionado]]></category>
		<category><![CDATA[calor extremo]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Selectra]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784163</guid>

					<description><![CDATA[Segundo cálculos da Selectra, utilizar este equipamento durante oito horas por dia pode custar cerca de 96 euros por mês]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com Portugal a preparar-se para enfrentar uma nova onda de calor, o ar condicionado volta a ganhar protagonismo nas casas portuguesas. Mas o alívio térmico pode ter um peso significativo na fatura da eletricidade: segundo cálculos da Selectra, utilizar este equipamento durante oito horas por dia pode custar cerca de 96 euros por mês.</p>
<p>A empresa alerta que o ar condicionado pode representar até 15% da fatura mensal de eletricidade, dependendo do tempo de utilização, da potência do equipamento, da eficiência energética e das características da habitação.</p>
<p>Tendo como referência um equipamento doméstico de 2,5 kW e um preço médio da eletricidade de 0,1595 euros por kWh, duas horas de funcionamento diário representam um encargo mensal de cerca de 24 euros. Se a utilização subir para oito horas por dia, o custo mensal aumenta para aproximadamente 96 euros. Já se o equipamento permanecer ligado durante todo o dia, o valor pode ultrapassar os 287 euros por mês.</p>
<p>“Muitas famílias não são plenamente conscientes de quanto o tempo de utilização do ar condicionado influencia a fatura. A diferença entre utilizá-lo durante algumas horas ou mantê-lo ligado ao longo de todo o dia pode representar dezenas, ou mesmo centenas, de euros por mês”, alertam os especialistas da Selectra Portugal.</p>
<p>Além das horas de funcionamento, o consumo depende também da potência do aparelho, da classe energética, da tecnologia utilizada e da dimensão da divisão a climatizar. Os equipamentos com tecnologia Inverter são mais eficientes, uma vez que ajustam automaticamente a potência às necessidades da habitação e mantêm a temperatura de forma mais estável.</p>
<p>Para reduzir o consumo, a Selectra recomenda definir a temperatura para 25 ºC no verão, já que o consumo energético do ar condicionado aumenta cerca de 7% por cada grau Celsius de diferença. A empresa aconselha ainda a utilização dos modos de ventilação ou desumidificação, que consomem menos energia, sempre que forem suficientes para garantir conforto.</p>
<p>Manter portas e janelas fechadas durante o funcionamento, limpar os filtros com regularidade e optar por equipamentos Inverter com boa classificação energética são outras recomendações da Selectra para evitar consumos excessivos.</p>
<p>Em dias de calor intenso, a empresa aconselha ainda a ligar o ar condicionado nas horas mais frescas da manhã e a manter persianas ou estores fechados durante o dia, reduzindo a entrada de calor e ajudando a conservar a temperatura no interior da habitação.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/calor-em-casa-fatura-a-subir-quanto-pesa-o-ar-condicionado-na-conta-da-luz/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784163]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Liga Portugal dá pontapé de saída em 2026/2027 esta noite com sorteio das 34 jornadas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/liga-portugal-da-pontape-de-saida-em-2026-2027-esta-noite-com-sorteio-das-34-jornadas/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/liga-portugal-da-pontape-de-saida-em-2026-2027-esta-noite-com-sorteio-das-34-jornadas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 06:30:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desporto]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Portugal Betclic]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784136</guid>

					<description><![CDATA[Evento realiza-se no Arena Liga Portugal, no Porto, e marca o primeiro grande momento da nova época]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A temporada 2026/2027 do futebol profissional português arranca oficialmente esta quinta-feira, com o sorteio dos calendários da Liga Portugal Betclic e da Liga Portugal 2 Meu Super. O evento realiza-se no Arena Liga Portugal, no Porto, e marca o primeiro grande momento da nova época.</p>
<p>A cerimónia terá transmissão em direto e em exclusivo para Portugal na Sport TV, a partir das 19h00, permitindo acompanhar todos os momentos da noite em que serão conhecidas as 34 jornadas das duas competições profissionais.</p>
<p>O arranque da emissão ficará marcado pelo habitual kick-off, momento simbólico que assinala o início oficial da temporada. Será nessa sessão que a Liga Portugal vai revelar o calendário completo da época 2026/2027, incluindo a ordem dos jogos da Liga Portugal Betclic e da Liga Portugal 2 Meu Super.</p>
<p>Além do sorteio dos calendários, a noite contará também com a quarta edição dos Liga Portugal Awards, a gala anual do futebol profissional português. A cerimónia vai distinguir jogadores, treinadores, dirigentes e outras personalidades que se destacaram pelo contributo para o desenvolvimento e valorização do futebol nacional.</p>
<p>A edição deste ano traz ainda uma novidade: pela primeira vez, a diáspora portuguesa poderá acompanhar a cerimónia em direto através da Liga TV. A transmissão pretende aproximar os adeptos portugueses espalhados pelo mundo do arranque oficial da nova temporada.</p>
<p>Com o sorteio dos calendários e a gala de prémios, a Liga Portugal junta, numa só noite, a antecipação da nova época e o reconhecimento dos protagonistas da anterior. A partir desta quinta-feira, clubes e adeptos ficam a conhecer o caminho completo das 34 jornadas que vão marcar 2026/2027.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/liga-portugal-da-pontape-de-saida-em-2026-2027-esta-noite-com-sorteio-das-34-jornadas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784136]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Da IES ao IRC: Se tem uma empresa, estas são as datas que não pode (mesmo) ignorar em julho</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/da-ies-ao-irc-se-tem-uma-empresa-estas-sao-as-datas-que-nao-pode-mesmo-ignorar-em-julho/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/da-ies-ao-irc-se-tem-uma-empresa-estas-sao-as-datas-que-nao-pode-mesmo-ignorar-em-julho/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 06:15:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[irc]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784063</guid>

					<description><![CDATA[Depois do fecho de várias obrigações relativas ao primeiro semestre do ano, este mês reúne um conjunto alargado de declarações e pagamentos que têm impacto direto na tesouraria das organizações.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois do fecho de várias obrigações relativas ao primeiro semestre do ano, este mês reúne um conjunto alargado de declarações e pagamentos que têm impacto direto na tesouraria das organizações, desde a Informação Empresarial Simplificada (IES) até aos pagamentos por conta de IRC e às contribuições para a Segurança Social.</p>
<p>Segundo a Pluxee, a proximidade entre prazos fiscais distintos torna essencial um acompanhamento contínuo das responsabilidades tributárias, de forma a evitar falhas de cumprimento e eventuais penalizações.</p>
<p>Entre os principais marcos do mês destacam-se:</p>
<p><strong>Até 6 de julho</strong><br />
Entrega do ficheiro SAF-T de faturação (IRS/IRC/IVA)</p>
<p><strong>Até 10 de julho</strong><br />
Declaração Mensal de Remunerações à Autoridade Tributária e Segurança Social</p>
<p><strong>Até 15 de julho</strong><br />
Entrega do Intrastat<br />
Comunicação da opção de IVA nas importações<br />
Modelo 11 (IRS, IMT e Imposto do Selo)<br />
Entrega da Informação Empresarial Simplificada (IES)</p>
<p><strong>Até 20 de julho</strong><br />
Declaração Mensal do Imposto do Selo<br />
Declarações periódicas e recapitulativas de IVA<br />
Declarações de retenções na fonte (IRS/IRC)<br />
Pagamento de contribuições à Segurança Social</p>
<p><strong>Até 21 de julho</strong><br />
Declaração ao Banco de Portugal (COPE)</p>
<p><strong>Até 27 de julho</strong><br />
Pagamento do IVA (regime mensal)<br />
Pagamento das contribuições à Segurança Social (novo modelo)</p>
<p><strong>Até 31 de julho</strong><br />
Declaração Trimestral da Segurança Social<br />
Modelo 30 e Modelo 40 (IRC/IRS)<br />
Pagamentos por Conta e Pagamento Adicional por Conta de IRC</p>
<p>A Pluxee sublinha que este período exige especial atenção por parte das empresas, sobretudo pela concentração de obrigações em poucos dias, o que aumenta a complexidade da gestão fiscal e financeira no final do mês.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/da-ies-ao-irc-se-tem-uma-empresa-estas-sao-as-datas-que-nao-pode-mesmo-ignorar-em-julho/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784063]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Castelo Branco manifestou ao Governo interesse em receber Grande Área Empresarial</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/castelo-branco-manifestou-ao-governo-interesse-em-receber-grande-area-empresarial/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/castelo-branco-manifestou-ao-governo-interesse-em-receber-grande-area-empresarial/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 06:08:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/castelo-branco-manifestou-ao-governo-interesse-em-receber-grande-area-empresarial/</guid>

					<description><![CDATA[A Câmara de Castelo Branco manifestou interesse junto do Governo para instalar no concelho uma das seis novas áreas de localização empresarial previstas no âmbito do Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Câmara de Castelo Branco manifestou interesse junto do Governo para instalar no concelho uma das seis novas áreas de localização empresarial previstas no âmbito do Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR).</P><br />
<P>O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida disse, no final de maio, que o país só tem capacidade para acolher indústrias de grande dimensão em Sines e defendeu que é preciso criar alternativas por todo o território.</P><br />
<P>No âmbito do PTRR, o Governo anunciou a intenção de criar seis Grandes Áreas Empresariais (GAE) no país, duas na região Norte, duas no Centro e duas no Sul, sendo que em cada uma destas regiões uma GAE ficará situada no Interior.</P><br />
<P>Face à disponibilidade do Governo, o presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, fez uma manifestação de interesse para que uma destas GAE fique situada no concelho de Castelo Branco.</P><br />
<P>Para o efeito, já reuniu com o presidente do porto de Lisboa, Vítor Caldeirinha, a quem apresentou uma proposta para fazer em Castelo Branco um porto seco, em ligação com Lisboa, Setúbal e Sesimbra.</P><br />
<P>Isto porque Vítor Caldeirinha é simultaneamente o presidente do Conselho de Administração dos portos de Setúbal e de Sesimbra.</P><br />
<P>À agência Lusa, Leopoldo Rodrigues disse que a ideia foi recebida com entusiasmo por parte deste responsável e adiantou que também já apresentou ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, este projeto.</P><br />
<P>&#8220;Tivemos também a concordância por parte do ministro das Infraestruturas, que manifestou disponibilidade para estar presente na assinatura do protocolo entre a Câmara de Castelo Branco e o porto de Lisboa para a criação do porto seco&#8221;, vincou.</P><br />
<P>Leopoldo Rodrigues não tem dúvidas de que o concelho tem todas as condições para poder albergar uma GAE. E, como argumentos, avançou junto do Governo com terrenos cuja orografia é favorável (são planos) num local próximo da ferrovia e do Aeródromo Municipal, onde a Câmara Municipal tem já 250 hectares disponíveis.</P><br />
<P>&#8220;Podemos adquirir, numa estimativa mais ou menos grosseira, cerca de três mil hectares de terreno nessa zona&#8221;.</P><br />
<P>O autarca realçou ainda que o aeródromo disponibiliza uma pista de 1,5 quilómetros que pode ser aumentada para os 2,5 quilómetros, uma vez que o Plano Diretor Municipal (PDM) de Castelo Branco já o contempla.</P><br />
<P>&#8220;Temos depois a linha de caminho de ferro eletrificada e que faz a ligação à Guarda (Lisboa/Guarda) e temos muito próximo a A23 e, futuramente, a ligação a Espanha, através do IC31&#8221;, sublinhou.</P><br />
<P>O presidente da Câmara de Castelo Branco explicou que o trabalho feito está bastante avançado, até porque o município já previa a criação de uma nova Área de Localização Empresarial (ALE) na zona da Feiteira.</P><br />
<P>&#8220;Estão reunidas as condições ideais para o nascimento de uma grande área de localização empresarial, que eu não quero que seja de Castelo Branco, mas de toda esta zona do Interior. Isto porque também entendo que uma grande área empresarial não servirá apenas Castelo Branco, mas todos os concelhos da CIMBB [Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa] e os outros concelhos do distrito&#8221;, sustentou.</P><br />
<P>Leopoldo Rodrigues contactou também com vários presidentes de portos atlânticos, essencialmente de países de língua oficial portuguesa (PALOP), para estabelecer também protocolos com eles, no âmbito do porto seco e com a concordância do presidente do porto de Lisboa.</P><br />
<P>O objetivo passa por fazer com que a circulação das mercadorias nesses portos tenha em Castelo Branco (no seu porto seco) o alfandegamento e desalfandegamento dos produtos com destino à Europa.</P><br />
<P>&#8220;Devo dizer que esta ideia foi recebida com entusiasmo por parte desses portos. Já temos uma proposta do norte do Brasil para assinar um protocolo já em setembro. E, relativamente, aos portos africanos, as coisas estão bem encaminhadas&#8221;.</P><br />
<P>Segundo o autarca, Castelo Branco tem infraestruturas (aeródromo, ferrovia eletrificada, A23 e IC31), tem terrenos e está em vias de protocolar a criação de um porto seco que permitirá uma grande plataforma logística.</P><br />
<P>&#8220;Este é o grande projeto para as próximas décadas para Castelo Branco. O presidente da CCDRC [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro], Ribau Esteves, já visitou a zona onde pretendemos desenvolver a GAE e ficou muito agradado&#8221;, vincou.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/castelo-branco-manifestou-ao-governo-interesse-em-receber-grande-area-empresarial/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784452]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Taiwan detém dois funcionários da Super Micro por exportações de servidores para a China</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/taiwan-detem-dois-funcionarios-da-super-micro-por-exportacoes-de-servidores-para-a-china/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/taiwan-detem-dois-funcionarios-da-super-micro-por-exportacoes-de-servidores-para-a-china/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 06:01:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/taiwan-detem-dois-funcionarios-da-super-micro-por-exportacoes-de-servidores-para-a-china/</guid>

					<description><![CDATA[A justiça de Taiwan deteve dois funcionários locais da empresa norte-americana Super Micro, no âmbito de uma investigação sobre a alegada exportação ilegal para a China de servidores avançados de inteligência artificial equipados com chips da Nvidia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A justiça de Taiwan deteve dois funcionários locais da empresa norte-americana Super Micro, no âmbito de uma investigação sobre a alegada exportação ilegal para a China de servidores avançados de inteligência artificial equipados com chips da Nvidia.</P><br />
<P>Numa carta aberta dirigida a clientes e parceiros a partir da sede da empresa, em San José, Califórnia, a Super Micro confirmou na quarta-feira que as autoridades taiwanesas interrogaram quatro dos seus funcionários na ilha no âmbito da investigação.</P><br />
<P>Segundo a empresa, dois trabalhadores ficaram detidos e os outros dois foram libertados mediante caução.</P><br />
<P>&#8220;Temos tolerância zero para qualquer pessoa que viole a lei ou as nossas políticas internas e os quatro funcionários foram imediatamente suspensos de funções até à conclusão da investigação em Taiwan&#8221;, afirmou o diretor da empresa Matt Thauberger, acrescentando que a Super Micro &#8220;não é alvo&#8221; deste processo.</P><br />
<P>O responsável indicou ainda que a empresa tem vindo a colaborar com as autoridades taiwanesas há vários meses, fornecendo informação para apoiar a investigação, e esclareceu que os escritórios da Super Micro em Taiwan não foram alvo de buscas.</P><br />
<P>A empresa reafirmou igualmente o compromisso de &#8220;proteger os interesses dos Estados Unidos&#8221; e de salvaguardar as suas &#8220;tecnologias avançadas&#8221;, assegurando que a investigação &#8220;não afeta de forma alguma&#8221; a atividade do grupo.</P><br />
<P>As ações da Super Micro, cotadas no Nasdaq, encerraram a sessão de quarta-feira com uma queda de 5,73%.</P><br />
<P>Num comunicado separado dirigido à Bolsa de Taipé, a distribuidora local da Super Micro, Albatron, anunciou que um dos seus altos dirigentes foi detido no âmbito da mesma investigação e que nomeou um substituto interino.</P><br />
<P>As detenções ocorreram depois de o ministério Público da área de Keelung, no nordeste de Taiwan, ter ordenado, na segunda-feira, buscas em cerca de uma dúzia de locais, incluindo as sedes da Super Micro, da Albatron e da Chief Telecom.</P><br />
<P>Num comunicado divulgado em 21 de maio, os procuradores afirmaram que os primeiros três suspeitos do caso tinham plena consciência de que os servidores estavam sujeitos a rigorosos controlos à exportação e que a sua venda para a China, Hong Kong e Macau estava totalmente proibida.</P><br />
<P>A investigação em Taiwan começou dois meses depois de a justiça norte-americana ter acusado três pessoas, entre elas o cofundador da Super Micro, Yih-Shyan &#8220;Wally&#8221; Liaw, de alegadamente violarem as leis norte-americanas de controlo das exportações.</P><br />
<P>Segundo a acusação apresentada nos Estados Unidos, os suspeitos conspiraram para enviar para clientes na China servidores no valor de milhares de milhões de dólares, equipados com tecnologia sensível, incluindo unidades de processamento gráfico (GPU), sem as licenças exigidas.</P><br />
<P>De acordo com fontes citadas pela agência Bloomberg, as autoridades taiwanesas apreenderam cerca de 50 servidores antes de estes saírem da ilha.</P><br />
<P>Contudo, um carregamento anterior terá conseguido sair de Taiwan, seguindo primeiro para o Japão e depois para Hong Kong, um ponto de trânsito frequentemente utilizado para equipamento posteriormente reexportado para a China continental.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/taiwan-detem-dois-funcionarios-da-super-micro-por-exportacoes-de-servidores-para-a-china/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784451]]></sapo:autor>
	</item>
	</channel>
</rss>
