A Webhelp está a expandir a sua presença em Portugal e inaugura hoje dois novos escritório em Lisboa e em Braga com capacidade para 1.200 pessoas. Desde 2015, ano em que chegou ao nosso país, a empresa já abriu quatro escritórios, o que representa um investimento total de cerca de 15 milhões de euros.
Com 2.300 colaboradores em todo o território nacional e com a ambição de alcançar os 3.000 colaboradores nos próximos 2 anos, a empresa pretende continuar a sua expansão com a abertura de um quinto escritório em lisboa ainda em 2022.
A Executive Digest falou com Carlos Moreira, CEO da Webhelp Portugal, para conhecer o trabalho desenvolvido pela multinacional especializada em Experiência do Cliente (CX) e BPO – Business Process Outsourcing, e perceber o potencial do mercado nacional.
A Webhelp está presente em Portugal desde 2015. Porquê a aposta no nosso país?
A nível europeu, Portugal é essencial na estratégia de expansão e consolidação da Webhelp. Trata-se de um país com potencial para implementação de diversos hubs multilingue, pois aqui encontramos pessoas com conhecimento de diversos idiomas a um nível nativo, entre outras qualificações que resultam do grande crescimento do nível de educação das últimas décadas.
É ainda um país com cidades altamente atrativas para empresas e onde acreditamos que faz sentido ter uma estratégia descentralizada e que aposta em regiões como Braga ou Aveiro, além da capital, Lisboa. Estes centros urbanos têm o seu próprio dinamismo e potencial, além de múltiplas vantagens ao nível da qualidade de vida. Como cerca de 45% da nossa equipa no país é estrangeira, estes são fatores que temos de considerar, além de contribuirmos para o emprego a nível regional, onde encontramos muita oferta de perfis extremamente interessantes.
A expansão em território nacional é notória com a inauguração de 2 novos escritórios, em Lisboa e em Braga? Em que consistem estes dois novos projetos e qual a necessidade de ampliação?
Neste momento, trabalhamos já mais de 50 clientes internacionais a partir de Portugal e continuamos a crescer. Existe efetivamente uma aposta contínua no país, que requer a alargamento a nível de equipa e, consequentemente, de infraestruturas. Em Braga, onde já temos mais de 900 colaboradores, era clara a necessidade de um novo escritório, para dar resposta ao crescimento da Webhelp no distrito, a partir de onde já trabalhamos para sete mercados internacionais. Desta forma, apostámos num segundo escritório multilingue com 3.000 metros quadrados e capacidade para 400 colaboradores. No caso de Lisboa, e tendo em conta o fortalecimento da empresa em Portugal, o escritório antigo foi agora substituído por este novo edifício, que passa a ser a nossa sede oficial em Portugal. Localizado no Parque das Nações, conta com 6.400 metros quadrados e uma capacidade para 835 colaboradores. Ainda em setembro, passará também a estar operacional o nosso novo escritório em Aveiro, com capacidade para cerca de 170 colaboradores.
A Webhelp pretende alcançar os 3.000 colaboradores nos próximos dois anos. A escassez de recursos humanos qualificados também tem afetado o vosso setor?
Como em todos os setores, sentimos alguma falta de recursos humanos qualificados em áreas específicas, como IT ou RH, onde existe muita concorrência e ainda escassez de profissionais para as necessidades crescentes do mercado. Ainda assim, no geral, consideramos que não temos sentido dificuldades de recrutamento, pois temos a vantagem de recrutar a nível mais regional, onde existe menos competição, além de contratarmos muitos profissionais estrangeiros a viver no país. Uma das formas que usamos para a retenção de talento é a aposta na equipa, com taxas de promoção interna, em alguns casos, de 90%.
A pandemia trouxe consigo uma alteração de paradigma no mercado de trabalho. Que análise faz à nova realidade do teletrabalho e que produtos destina a empresa a este novo modelo?
Assim que a pandemia começou, a Webhelp tratou imediatamente de adaptar toda a sua oferta de formação a esta nova realidade, pelo que, hoje em dia, todo o nosso catálogo formativo está adaptado a sessões presenciais ou virtuais.
Também na área do recrutamento, adaptámos a nossa organização e forma de trabalhar para responder a esta nova realidade, tanto que, atualmente, 100% dos nossos processos de recrutamento são feitos de forma virtual.
Por último, também a nossa comunicação interna passou a incluir todos os nossos colaboradores em teletrabalho, para não deixarmos ninguém de fora. Somos uma empresa inclusiva em todas as esferas de atuação.
Quais as perspetivas para o futuro da Webhelp em Portugal?
No total, investimos 15 milhões de euros em infraestruturas no país, desde 2015. Cerca de oito milhões entre 2015 e 2020, com investimento mais recente de 4,5 milhões de euros no escritório de Lisboa, 1,5 milhões de euros no de Braga e um milhão de euros em Aveiro. Observando este percurso, que demonstra um crescimento e aposta crescente em Portugal, a projeção que fazemos para o futuro é a continuidade da estratégia aplicada até aqui. Neste momento, vamos sobretudo apostar no fortalecimento e solidificação da equipa que já temos, com uma estratégia de desenvolvimento local estruturada e de acordo com as oportunidades que surgirem.







