Portugal colocou hoje 750 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro (BT), montante mínimo indicativo, a três e 11 meses, a juros mais altos nos dois prazos face aos anteriores leilões comparáveis. Assim, “, Portugal tem agora taxas mais elevadas para se financiar”.
No segundo leilão de BT do ano, Portugal colocou 750 milhões de euros de dívida de curto prazo, dos quais 450 milhões de euros em dívida a 3 meses e 300 milhões de euros a 11 meses. Em comparação com o leilão de janeiro, assistiu-se a uma subida significativa de ambas as maturidades.
Filipe Silva, Diretor de Investimentos do Banco Carregosa, explica que “as taxas de curto prazo têm sido mais pressionadas, por força das subidas de taxas que os bancos centrais têm realizado, bem como pelas expetativas de novas subidas que se esperam que venham a realizar nos próximos meses”
“A subida dos prémios de risco dos países tem sido global, Portugal tem agora taxas mais elevadas para se financiar, no entanto e por força do bom desempenho da sua economia, o seu spread versus a Alemanha tem-se mantido estável e está no valor mais baixo desde abril de 2022, altura em que ainda tinha taxas negativas no curto prazo”, sublinha Filipe Silva.
O especialista explica também que, quando comparado com os países da periferia, “Portugal é o que apresenta o melhor desempenho relativo”, no entanto, alerta, “se tivermos taxas elevadas por um período de tempo muito longo, é possível que o custo do serviço da dívida comece a pesar mais nos resultados económicos do país.”














