Portugal poderá ficar fora do Fundo de Transição Justa da UE

O mesmo instrumento pode ainda conduzir a um corte de 10% nas políticas de coesão portuguesas. A comissária Elisa Ferreira defende que os desafios assumidos como prioritários pela Europa e pela nova Comissão Europeia não devem ser financiados à custa da coesão. 

Executive Digest

Portugal está em risco de ficar fora do Fundo de Transição Justa da União Europeia (UE). O novo instrumento pode vir a destinar-se a apoiar apenas as regiões europeias com mais dificuldades em assegurar a neutralidade carbónica, nomeadamente os países de leste, deixando de fora Estados-membros como Portugal, segundo apurou o “Jornal de Negócios”.

O mesmo jornal escreve que a decisão ainda não está fechada, mas que esta é uma possibilidade em cima da mesa. O mesmo instrumento pode ainda conduzir a um corte de 10% nas políticas de coesão portuguesas.

A nova presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, anunciou esta quarta-feira que a primeira versão do Pacto Ecológico Verde (Green Deal) será oficialmente apresentada a 11 de Dezembro, com o objectivo de tornar a Europa num continente com impacto neutro no clima. «Por ano vão ser necessários 100 mil milhões de euros, que virão do orçamento da UE e dos Estados-membros, mas também do sector privado», afirmou Von der Leyen.

Dentro deste pacto está o chamado Fundo para uma Transição Justa, a cargo da comissária para a Coesão e Reformas, a portuguesa Elisa Ferreira, e que é de gestão partilhada, no caso com o vice-presidente Frans Timmermans, à frente da pasta do Green Deal. 

Elisa Ferreira tem vindo a defender que o combate às alterações climáticas e promoção do emprego jovem (os desafios assumidos como prioritários pela Europa e pela nova CE) não devem ser financiados à custa da coesão.

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