Portugal “pode atingir 3,5% do PIB” de investimento em Defesa nos próximos 10 anos, indica Montenegro

Luís Montenegro esteve esta quarta-feira em Haia nos Países Baixos

Francisco Laranjeira
Junho 25, 2025
9:16

Luís Montenegro apontou três vetores chave à entrada para a cimeira da NATO, que está a decorrer em Haia, nos Países Baixos, num “momento particularmente relevante da nossa aliança”.

“Em primeiro lugar, a nova ambição do investimento em Defesa, com a aliança atlântica com maior capacidade de dissuasão e de defesa do espaço territorial”, começou por referir o primeiro-ministro. “Todos temos de fazer um esforço para acompanhar um nível de investimento compatível para enfrentarmos ameaças e assegurarmos aos cidadãos europeus o cumprir da nossa democracia e a possibilidade de continuarmos a ser uma nação soberana com os nossos aliados a constituírem connosco um espaço de dissuasão para a nossa integralidade.”

“Teremos de investir mais na área da Defesa: o Governo vai acompanhar esse esforço, assumimos já o encargo de assumir este ano o investimento de 2% do PIB na área da Defesa, investimento que continuará nos próximos anos, num contexto de equilíbrio, que não porá em causa nem a nossa situação financeira nem as nossas responsabilidades com as respostas sociais aos nossos cidadãos”, referiu Luís Montenegro.

“Olhamos para esta nova etapa não apenas como maior despesa por si só, mas de investimento. Não queremos gastar mais dinheiro, queremos investir mais na nossa indústrias, dinamizar a economia, potenciar os nossos recursos humanos, que do ponto de vista tecnológica estão na vanguarda, e criar novas oportunidades de emprego”, continuou.

Portugal, revelou o primeiro-ministro, pode atingir 3,5% de investimento em Defesa na próxima década. “Temos perspetiva de poder ter investimento nos próximos 10 anos, que estimamos que possa gerar consenso agora na cimeira, de atingir 3,5% do PIB. O que é importante salvaguardar é que faremos isto com equilíbrio, de forma progressiva, conciliando todas as nossas responsabilidades e assegurar aos portugueses todas as respostas sociais”.

Portugal “está preparado para ser parte de uma cimeira de uma nova fase da NATO, que garante a unidade e solidariedade com a Europa, EUA e Canadá”, apontou o primeiro-ministro, acompanhado por Nuno Melo, ministro da Defesa, e Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros. “Hoje temos ameaças mais difíceis de percecionar, mas todos os dias temo-las em cima da nós, nomeadamente no ciberespaço. Para enfrentar essas ameaças, precisamos dessa solidariedade.”

“Por último, na NATO ficará muito claro o apoio à Ucrânia, numa paz justa e duradoura, uma paz com a Ucrânia e com a Europa também”, concluiu Montenegro.

Os aliados devem comprometer-se a gastar, nos próximos anos, 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em gastos militares tradicionais (forças armadas, equipamento e treino) e 1,5% do PIB adicionais em infraestruturas de dupla utilização, civis e militares (como relativas à cibersegurança, prontidão e resiliência estratégica), um acréscimo face ao atual objetivo de 2%.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.