Portugal “não está preparado” para uma pandemia

O alerta é de Filipe Froes, pneumologista e coordenador do gabinete crise da Ordem dos Médicos que foi criado para acompanhar o coronavírus.

Executive Digest

Pneumologista e coordenador do gabinete crise da Ordem dos Médicos que foi criado para acompanhar o coronavírus, Filipe Froes tem colaborado com a Direção-Geral de Saúde no que ao coronavírus diz respeito. Em entrevista à TVI,  é peremptório: “Portugal tem escapado imune, mas temos de estar preparados para ter a doença”.

“Para uma pandemia, não estamos preparados. O nível de uma pandemia e a resposta que se tem de ter depende de três coisas: transmissibilidade, o número de pessoas atingidas e a gravidade. Entre os dois extremos, entre ter pouquíssimos doentes sem gravidade – todos os países da União Europeia estão preparados – e muitos doentes com muita gravidade – nenhum país da União Europeia está preparado. No meio é que estará o equilíbrio. Em relação à pandemia da gripe A, acho que estamos pior preparados. Temos menos recursos, temos menos camas, temos menos capacidade, temos menos recursos humanos e temos menos diferenciação”, afirma o responsável.

Participante ativo nas reuniões com a Direção-Geral de Saúde, Filipe Froes diz esperar “que a DGS tenha razão” quando diz que Portugal está preparado para o coronavírus.“Eu espero que a DGS tenha razão, mas sei que temos menos do que tivemos para a pandemia da gripe A”.

O coronavírus Covid-19 surgiu em dezembro em Hubei, no centro da China, país onde estão registados, a nível continental, mais de 79 mil casos, 2.592 dos quais mortais.

O segundo país mais afetado é o Japão, com 769 casos (três dos quais mortais), incluindo pelo menos 364 no cruzeiro Diamond Princess, onde no sábado foi detetada a infeção de um cidadão português.

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Segue-se a Coreia do Sul, com 763 casos, sete dos quais mortais.

Além dos mortos na China continental, morreram oito pessoas no Irão, quatro no Japão, duas na região chinesa de Hong Kong, sete na Coreia do Sul, quatro em Itália, uma nas Filipinas, uma em França, uma nos Estados Unidos e outra em Taiwan.

Em Portugal já existiram 14 casos suspeitos, mas após análises foram dados negativos.

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Existe apenas um caso de um português infetado, trabalhador num navio de cruzeiros que se encontra de quarentena no porto de Yokohama, no Japão.

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