Portugal não escapa a um dos malwares mais perigosos do mundo: 8% das organizações impactadas pelo Qbot

O Qbot é um trojan bancário detetado pela primeira vez em 2008 e criado com o objetivo de roubar credenciais bancárias e registos de teclas digitadas. Segundo a Check Point Research, foi o terceiro malware mais destacado do passado mês de fevereiro, a nível mundial, e nem Portugal escapou.

Por cá, este foi mesmo o malware com mais casos reportados. A mesma análise indica que 8% das organizações em Portugal foram impactadas por este malware, habitualmente distribuído por email. O Qbot utiliza várias técnicas para evitar que seja detetado, representando por isso um perigo para os dados e para a segurança das empresas.

Em Portugal, o top 3 é composto ainda pelo XMRig, que impactou 6% das organizações portuguesas, e pelo Dridex, com um impacto de 4%.

O Índice Global de Ameaças de fevereiro de 2021 mostra ainda que, a nível mundial, o malware Emotet foi finalmente destronado, dando lugar à ascensão de uma outra ameaça bem conhecida, o Trickot. É a primeira vez que este malware chega ao topo da lista, contribuindo para isso a sua disseminação através de uma campanha de spam cujo objetivo era incitar os utilizadores dos setores jurídico e de seguros a fazer download de uma pasta .zip com um ficheiro JavaScrip. Depois de aberto, este ficheiro tentava instalar um outro payload malicioso a partir de um servidor remoto.

«Os criminosos continuarão a utilizar todas as ameaças e ferramentas que tiverem disponíveis, e o Trickbot é popular devido à sua versatilidade e histórico de sucesso», explica Maya Horowitz, director Threat Intelligence & Research, Products na Check Point.

«Como já suspeitávamos, mesmo quando uma grande ameaça é removida, há muitas outras que continuam a representar um grande risco para as organizações a nível global. Daí a importância de contar com sistemas de segurança robustos que protejam as redes corporativas e minimizem os riscos. Formação extensiva dos colaboradores é outro dos aspetos cruciais, para que estes tenham a capacidade de identificar o tipo de emails maliciosos que disseminam o Trickbot ou qualquer outro malware», aconselha ainda a responsável.

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