Portugal já ultrapassou pico de novos casos. Confinamento reduziu contágios em até 90%

O pico de novas infeções já foi ultrapassado em Portugal, mais concretamente no dia 28 de janeiro, altura em que se registaram 12.800 contágios diários.

Simone Silva
Fevereiro 4, 2021
11:04

O pico de novas infeções já foi ultrapassado em Portugal, mais concretamente no dia 28 de janeiro, altura em que se registaram 12.800 contágios diários. Para além disso, o confinamento permitiu reduzir contágios até 90%. As conclusões são retiradas a partir dos modelos do Dashboard COVID-19 Insights, da COTEC Portugal e NOVA Information Management School (NOVA IMS).

Num comunicado enviado às redações, as duas entidades revelam que «o pico da incidência já terá sido ultrapassado, tendo ocorrido por volta do dia 28 de janeiro, com uma média móvel a sete dias de 12.800 casos diários. O pico da prevalência estará também a ser ultrapassado esta semana com cerca de 182.000 casos ativos».

Os dados retirados da COVID-19 Insights COTEC-NOVA-IMS, «a plataforma que disponibiliza e analisa informação referente à pandemia e aos seus impactos», vem agora confirmar as previsões de 19 de janeiro, que estimavam que o pico da incidência acontecesse no período compreendido entre 28 a 30 de janeiro.

«Para 7 de fevereiro, as previsões apontam para o recuo da prevalência da infeção até aos 160.000 casos; o número total de mortes deverá ascender a 13.700 (o máximo terá sido atingido a 30 de janeiro com cerca de 300 mortes/dia) e o número de internados é estimado em 5.900, dos quais 825 em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI)», revelam ainda.

Pedro Simões Coelho, da COTEC, refere que «sem restrições ao nível da capacidade instalada, a nossa previsão para o número de internados seria de 7.300, dos quais 1.065 em UCI. Naturalmente que as restrições existentes impõem alterações aos critérios de internamento e em particular de internamento em UCI levando a que, a 7 de fevereiro, se esperem em UCI cerca de menos 240 internados do que aqueles que seriam esperar com base nos critérios anteriormente aplicados», explica.

«O Rt está neste momento ligeiramente abaixo de 1 e só deverá descer abaixo de 0.8 na segunda metade de fevereiro, altura em que deveremos atingir a barreira de segurança dos 5.000 casos diários», nota o coordenador científico do projeto.

Os especialistas apontam ainda que «o máximo de internamentos terá sido atingindo no dia 1 de fevereiro, com 6.869 internados (sem restrições de capacidade instalada o pico teria sido de 8.500 internamentos); já o máximo de internamentos em UCI será, provavelmente, atingido por estes dias (3 de fevereiro) com cerca de 877 internados em UCI (sem restrições o pico seria de 1.230 internamentos em UCI)».

Confinamento reduziu contágios até 90%

«A alteração das medidas de confinamento, nomeadamente as associadas ao encerramento das atividades escolares presenciais e a consequente redução de mobilidade, terão contribuído para uma diminuição da taxa de transmissibilidade do vírus em 35% a 40%, no espaço de uma semana», revela a mesma nota.

Na primeira semana de confinamento, o seu efeito terá sido de apenas 30-40% do sentido em março e abril de 2020 (relação entre as taxas de queda de transmissibilidade), «sendo que, atualmente, se aproxima já do primeiro confinamento, com um efeito 80% a 90% do anterior», ressalva.

«No final de janeiro, a mobilidade em locais de retalho e de diversão era de cerca de 90% da verificada no início de abril de 2020 (durante o primeiro confinamento). A redução de utilização de transportes públicos e de presença em locais de trabalho é igualmente de cerca de 80% da verificada nessa data. Já a presença em zonas residenciais é de cerca de 90% da verificada em abril», conclui.

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