Portugal já tinha recebido um alerta do Parlamento Europeu (há seis anos) sobre perigos da fundação de Putin

Em causa está uma resolução aprovada de 2016, que visava a adoção de políticas de combate à desinformação e propaganda contra a UE, sobre ameaças do Estado Islâmico e da Rússia. 

Revista de Imprensa

Portugal já sabia do eventual perigo que a Fundação Russkyi Mir, criada por Vladimir Putin, poderia representar em atividades de espionagem. A ‘CNN Portugal’ avança que o Parlamento Europeu avisou há seis anos todos os países da UE sobre esta matéria.

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Segundo a estação, em causa está uma fundação que agora se descobriu ter ligações a várias associações portuguesas que têm trabalhado no acolhimento de refugiados de guerra, como aconteceu recentemente na Câmara Municipal de Setúbal.

“Estranho que as autoridades portuguesas não tenham feito nada, quando este problema já estava identificado desde 2016, quando foi aprovada pelo Parlamento Europeu uma resolução” para combater a propaganda contra a UE, refere o eurodeputado Paulo Rangel, citado pela ‘CNN’.

Trata-se de uma Resolução do Parlamento Europeu sobre a comunicação estratégica da União Europeia, aprovada em novembro de 2016, que visava a adoção de políticas de combate à desinformação e propaganda contra a UE, especificamente sobre ameaças vindas do Estado Islâmico e da Rússia.

“O Parlamento Europeu tem informação credível sobre as ligações e as estratégias de desinformação levadas a cabo pela Russkyi Mir”, sublinha Paulo Rangel, adiantando que esta fundação “contribui para os objetivos do Kremlin, porque é o braço longo do FSB (o herdeiro do KGB)”.

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Para o eurodeputado, “não é grave que os dirigentes em Portugal não tenham reparado, em 2016, que existia esta estratégia do Kremlin”, no entanto, alerta, “o Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) devia de ter pegado nesta informação e ter informado o governo português”.

Também a eurodeputada Ana Gomes, que na altura votou a favor do documento, tal como Rangel, denuncia a situação e acusa o Governo de não agir, acreditando que os serviços secretos tenham passado a informação. “No SIRP sabem, não são desatentos. Acredito que tenham informado quem é competente. Já as autoridades atuarem, é outra história”, sublinha à ‘CNN’.

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