Portugal gasta mais em apoios sociais com idosos do que com crianças desde 2012: há mais de um milhão de beneficiários no país

Nesse ano, o Estado gastou 1.779 milhões de euros nas diferentes respostas sociais que integram a rede solidária (das creches ao acolhimento de jovens em risco, passando pelo apoio a pessoas com deficiência ou dependências, entre outros), sendo que 44,2% dizem respeito a respostas a idosos

Revista de Imprensa
Junho 20, 2024
10:21

O Estado gasta mais dinheiro em respostas sociais a idosos do que com crianças desde 2012, indica esta quinta-feira o jornal ‘Público’, que cita a Carta Social, um relatório publicado anualmente pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança social (MTSSS): em 2022, a diferença cifrou-se em 116,9 milhões de euros.

Nesse ano, o Estado gastou 1.779 milhões de euros nas diferentes respostas sociais que integram a rede solidária (das creches ao acolhimento de jovens em risco, passando pelo apoio a pessoas com deficiência ou dependências, entre outros), sendo que 44,2% dizem respeito a respostas a idosos.

“Em 2022, a despesa pública referente a acordos de cooperação para funcionamento das respostas sociais cifrou-se em 1.779 milhões de euros, 44,2% da qual se dirigia a respostas de apoio a pessoas idosas e 37,6% a crianças e jovens”, indica a Carta Social. “É de salientar, a este nível, que a despesa com respostas para a população idosa ultrapassa desde 2012 a despesa com respostas para as crianças e jovens, sendo que, em 2022, esta diferença se situava em 116,9 milhões de euros”, aponta.

A despesa pública com acordos de cooperação apresentou um crescimento de 207,2%, fruto da atualização anual dos valores da comparticipação pública por utente e o aumento do número de utentes abrangidos pelos acordos.

Já a despesa com as respostas sociais dirigidas a pessoas com deficiência ou incapacidade atingiu, em 2022, os 14% e apresentou, juntamente com a despesa em respostas dirigidas à família e comunidade, o crescimento mais acentuado (282,4% e 384,4%, respetivamente).

Há quatro grupos-alvo nos apoios sociais: crianças e jovens; pessoas com deficiência ou incapacidade; pessoas idosas; e pessoas com outras problemáticas, no âmbito da família e comunidade. O total de utentes que usufruíam das diferentes respostas sociais, em 2022, ascendia a cerca de 1.027.600 pessoas, um aumento de 8,5%.

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