Portugal foi o país da UE onde a testagem à Covid-19 mais diminuiu. Capacidade reduziu para metade no confinamento

Portugal foi o país da União Europeia (UE) onde se registou a maior redução da testagem no último mês, passando de mais de 4.300 testes por 100 mil habitantes para apenas 2.100, o que representa uma quebra de metade.

Os dados são do Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), que divulgou esta quinta-feira a habitual atualização semanal da testagem nos vários países, sendo possível observar uma tendência geral de aumento neste indicador ao contrário do que aconteceu em Portugal.

A atualização do organismo europeu diz respeito ao período compreendido entre as semanas 3 e 6 de 2021, ou seja, entre 18 de janeiro e 14 de fevereiro deste ano, cerca de um mês, com Portugal a realizar atualmente menos 233 mil testes à Covid-19.

Quanto à taxa de positividade, verifica-se a mesma tendência decrescente nesse período em que houve redução de 19,2 casos positivos por 100 mil habitantes nas primeiras duas semanas de 2021 para apenas 8,7 na sexta semana.

O subdiretor-geral da saúde, Rui Portugal, disse na quarta-feira que os testes de saliva contra a Covid-19 podem começar a ser utilizados em Portugal “daqui a um dois meses”, sublinhando que “a testagem tem de ser pensada em termos do que são as circunstâncias”.

Para além disso, o responsável reconheceu também a hipótese de Portugal aumentar a sua testagem à doença viral. “Temos de abrir o país e a testagem pode ser uma boa forma. Mas não é uma testagem à toa, tem de ser bem pensada”, disse, na mesma comissão.

Em sua opinião, se houver uma testagem “demasiado intensiva pode ter o efeito de reter pessoas durante meses, eventualmente até por exagero”, indicou, sublinhando que a principal prioridade atualmente deve passa por “testar bem”.

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