Portugal financia-se junto de investidores a juros mais elevados

Portugal colocou hoje 1.250 milhões de euros, montante máximo indicativo, em Obrigações do Tesouro (OT) a cerca de 10 e 15 anos, a juros positivos e a subirem face aos anteriores leilões comparáveis, foi hoje anunciado.

“O prémio de risco de Portugal tem vindo a subir nas últimas semanas, o que acaba por ser um reflexo nas taxas obtidas no leilão de hoje”, refere Filipe Silva, diretor de investimentos do Banco Carregosa.

Segundo a página do IGCP, que gere a dívida pública, na agência Bloomberg, foram colocados 551 milhões de euros em OT com maturidade em 17 de outubro de 2031 (cerca de 10 anos) à taxa de juro de 0,505%, superior à de 0,237% registada num leilão com prazo semelhante em 10 de março, quando foram colocados 625 milhões de euros.

A procura cifrou-se em 1.360 milhões de euros, 2,47 vezes o montante colocado.

Com maturidade em 12 de outubro de 2035 (cerca de 15 anos e meio), Portugal colocou hoje 699 milhões de euros à taxa de juro de 0,841% e a procura atingiu 1.172 milhões de euros, 1,68 vezes o montante colocado

Em relação ao prazo mais longo, de cerca de 15 anos, no anterior leilão comparável, em 13 de janeiro, foram colocados 750 milhões de euros em OT com maturidade em 12 de outubro de 2035 (cerca de 15 anos) à taxa de juro de 0,319% e a procura atingiu 1.911 milhões de euros, 2,55 vezes o montante colocado.

“Este movimento nas taxas de dívida soberana, não é exclusivo de Portugal, mas sim de toda a dívida soberana, tanto europeia como americana”, destaca Filipe Silva, sublinhando ainda que “a retoma gradual das diferentes economias tem levado a subidas nas previsões do crescimento globalmente, bem como taxas de inflação mais elevadas.”

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