Portugal extradita mais de 800 criminosos em apenas um ano e meio

Entre janeiro de 2024 e meados de agosto deste ano, Portugal registou 827 processos de extradição, envolvendo criminosos detidos em território nacional e portugueses capturados no estrangeiro.

Revista de Imprensa
Agosto 19, 2025
10:27

Entre janeiro de 2024 e meados de agosto deste ano, Portugal registou 827 processos de extradição, envolvendo criminosos detidos em território nacional e portugueses capturados no estrangeiro. Os casos mais recentes incluem uma mulher brasileira, procurada no seu país por tráfico de droga, que foi encontrada em Vila Real, e um português em fuga de Espanha, suspeito de pornografia de menores, localizado em Braga. Ambos foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ), segundo avança o Correio da Manhã (CM).

De acordo com os dados a que o CM teve acesso, só em 2024 houve 453 processos de extradição. Destes, 68 foram de extradição ativa, ou seja, situações em que as autoridades portuguesas pediram a detenção de suspeitos que cometeram crimes em Portugal e fugiram para outros países, através da Interpol. Outros 175 casos avançaram por via da Europol ou através de Mandados de Detenção Europeu. No mesmo ano, a PJ deteve 128 suspeitos procurados por países fora da União Europeia e 82 provenientes de estados comunitários.

Já em 2025, até 15 de agosto, registaram-se 374 detidos para extradição. Desses, 125 processos já foram judicialmente despachados, o que significa que os arguidos foram entregues às autoridades competentes dos países que os procuravam. Os restantes casos aguardam ainda decisão judicial e o cumprimento da extradição física.

Uma fonte próxima dos processos explicou ao CM que, nas décadas de 1980 e 1990, o panorama era diferente. “Este tipo de extradições envolvia sobretudo terroristas, desde a ETA ou o IRA, passando pelos alemães Baader-Meinhoff e muitos mafiosos italianos. Portugal era um país de recuo. Agora são mais por questões de tráfico de droga e crimes violentos como homicídio e violações”, sublinhou.

Um dos países mais envolvidos nestes processos é o Brasil. Só este ano, a PJ já deteve 36 cidadãos brasileiros em Portugal sob mandados de captura internacionais. Muitos procuraram refúgio em território português após crimes cometidos no país natal, enquanto outros estão diretamente ligados a redes de tráfico de droga e branqueamento de capitais.

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