Portugal está perto do pico de 19 mil casos diários de covid-19, avisam especialistas

Num altura em que a pandemia da Covid-19 atravessa muito provavelmente a sua pior fase em Portugal, os especialistas fazem diversas previsões sobre os números dos próximos dias e quando poderá ser atingido o pico, ou seja, o valor máximo, a partir do qual a tendência será decrescente.

O professor de epidemiologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Manuel Carmo Gomes, aponta para cerca de 19 mil casos diários na primeira semana de fevereiro, altura em que poderá ser atingido o pico neste indicador.

“Vamos continuar a subir o número de casos até à primeira semana de fevereiro”, disse o responsável citado pela ‘Sábado’. Depois disso, “durante a primeira semana de fevereiro podemos atingir o pico” que será de cerca de 19 mil casos por dia”.

“Este nível de casos é inaceitável. Perdemos muitas oportunidades de atuar e não atuámos porque as pessoas que decidem parecem não querer ouvir. Devíamos ter encerrado logo tudo a 12 de janeiro, depois da reunião do Infarmed”, defende à mesma publicação.

O especialista revela ainda que “depois do pico temos uma longa descida à nossa frente”. “Se repetirmos o que aconteceu no primeiro confinamento, em que descíamos à volta de 3,2% por dia, para reduzirmos para metade, para os 9.500 casos por dia, vamos precisar de três semanas”, considera.

Por sua vez, Henrique Oliveira, professor do Instituto Superior Técnico, admitiu a possibilidade de no final deste mês o número de mortes acumuladas por Covid-19 se fixar perto dos 13 mil. “Vamos ter entre 12.300 a 12.700 óbitos acumulados no dia 31 de janeiro. E não vai mudar este número, porque todas as pessoas que vão morrer [até esta data] já estão infetadas e já estão com sintomas e essa evolução vai ser um facto”, disse em declarações à ‘SIC Notícias’ na segunda-feira.

Já no que diz respeito ao pico das mortes, este deve «acontecer até ao dia 11 de fevereiro. “Esperemos que aconteça, seria menos mau”, referiu à cadeia televisiva., sublinhando que se os portugueses cumprirem o confinamento a 15 dias, prevêem-se “34 a 38 mil óbitos no final da pandemia”.

“Isto é muito contingente, pode acontecer muita coisa. Pode haver uma vacinação muito rápida e esperemos que estes números não sejam atingidos, mas é o que dizem os nossos modelos”, ressalva o especialista, concluindo que no final do próximo mês “iríamos ter entre 18.500 a 19.500” mortes acumuladas.

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