Portugal entre os países que mais concederam nacionalidade a estrangeiros

Os Estados-Membros da UE concederam cidadania a mais de 670 mil pessoas em 2018. Marroquinos, albaneses e turcos foram os principais beneficiários.

Sónia Bexiga

Em 2018, cerca de 672 300 pessoas adquiriram a cidadania de um dos 27 Estados-Membros da União Europeia (UE), de 700 600 em 2017 e 843 900 em 2016, segundo os dados apurados pelo Eurostat, divulgados esta segunda-feira.

Do número total de pessoas que obtêm a cidadania de um dos países da UE em 2018, 13% eram ex-cidadãos de outro Estado-Membro, enquanto a maioria eram cidadãos de fora da UE ou apátridas.

Em 2018, o maior número de naturalizações foram registadas na Suécia (7,2 cidadanias concedidas por 100 estrangeiros residentes), Roménia (5.6) e Portugal (5.1), seguidos pela Finlândia (3.7), Grécia (3.4), Países Baixos (2.8) e Bélgica (2.6).

Em Portugal, naturalizaram-se 21.333 cidadãos, um aumento de 18% em relação ao ano anterior. A maioria destes novos cidadãos são oriundos do Brasil (32,5%), seguidos dos provenientes de Cabo Verde (17,1%) e, por fim, da Ucrânia (8,2%).

No sentido oposto, neste período analisado pelo Eurostat, registaram-se  taxas de naturalização abaixo de 1 aquisição de cidadania por 100 estrangeiros residentes na Estónia e na República Checa (ambos 0,4), Lituânia (0,5), Dinamarca e Letónia (ambos 0,6), Áustria (0,7), bem como a Eslováquia (1.0).

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Quem são os beneficiários?

O maior grupo que adquiriu a cidadania de um Estado-Membro, em 2018, foram os cidadãos de Marrocos
(67 200 pessoas, das quais 84% adquiriram a nacionalidade de Espanha, Itália ou França), à frente dos cidadãos da Albânia (47 400, 97% adquiriram a cidadania da Grécia ou Itália), Turquia (28 400, 59% adquiriram a cidadania alemã), Brasil (23 100, 76% nacionalidade da Itália ou Portugal), Roménia (21 500, 51% nacionalidade da Itália ou Alemanha), Argélia (18 400, 81% cidadania francesa), Reino Unido (16 200, 59% nacionalidade alemã ou francesa), Síria (16 000, 66% nacionalidade da Suécia), Rússia (15 800, 31% cidadania alemã adquirida) e Ucrânia (15 400, 55% cidadania da Alemanha, Polónia ou Itália).

Entre os que já residiam na UE, os romenos (21 500 pessoas), polacos (13 900) e italianos (8 100) foram os três maiores grupos de cidadãos a adquirir a cidadania de outro Estado-Membro.

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Particularmente sobre os pedidos feitos por portugueses, os números do Eurostat mostram quem em 2018, assumiram 29% entre os 23 mil pedidos apresentados por indivíduos europeus, sendo que o Brasil é o quarto país no mundo que mais concede a cidadania a indivíduos da UE.

Os portugueses são ainda os terceiros que mais pedem a nacionalidade indiana, representando, neste caso, 7% dos 12.500 pedidos de cidadania indiana por indivíduos da UE em 2018. Destacam-se ainda os pedidos dos portugueses (40% dos 6.950 pedidos de cidadania) aceites no Luxemburgo em 2018. Aqui, os portugueses assumem a liderança, seguindo-se a França com 10,9% e Montenegro com 7%. .

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