Portugal entre os países do bloco europeu mais expostos a risco de falência no rescaldo da pandemia

Portugal está entre os países do bloco europeu cujas empresas estão mais em risco de entrar em falência no rescaldo da pandemia, assim que os efeitos do fim dos apoios se começarem a sentir, de acordo com o estudo “Covid-19 financial aid and productivity: has support been well spent?” do “think tank” Brugel, ao qual o ‘Jornal de Negócios’ teve acesso.

Revista de Imprensa
Dezembro 6, 2021
11:02

Portugal está entre os países do bloco europeu cujas empresas estão mais em risco de entrar em falência no rescaldo da pandemia, à medida que o fim dos apoios se começarem a sentir, de acordo com o estudo “Covid-19 financial aid and productivity: has support been well spent?” do “think tank” Brugel, ao qual o ‘Jornal de Negócios’ teve acesso.

O documento menciona que “países como Espanha, Grécia, Portugal e Chipre estão particularmente expostos”, aludindo a uma possível vaga de falências decorrente da retirada dos apoios decretados durante a situação pandémica.

De acordo com Carlo Altomonte, Maria Demertzis, Lionel Fontagné e Steffen Müller, responsáveis pelo estudo, as regiões europeias mais vulneráveis a falências são aquelas que acumulam as características de terem já uma elevada incidência de empresas-zombie – empresas não produtivas que sobrevivem graças a esses apoios -, e estarem também mais expostas a atividades dependentes de contactos de proximidade.

De acordo com o mesmo jornal, estas características fazem com que nestes países a probabilidade de os apoios de largo espetro, lançados para amparar rapidamente as empresas perante as medidas de confinamento, tenham na prática implicado uma alocação grande de meios para empresas não produtivas; contudo, com a retirada progressiva dos apoios, essas empresas tenderão a abrir falência.

Dados recentes da UE mostram que, apesar de o registo de novas empresas ter regressado a valores normais, as falências continuam “artificialmente baixas”, o que pode refletir que “o apoio dado está a manter vivas empresas não produtivas”, segundo os mesmos investigadores.

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