Portugal entra na primeira fase de mitigação, isto é, de alerta máximo

A autoridade justifica a medida com a emergência de saúde pública de âmbito internacional e a classificação da Organização Mundial de Saúde da doença COVID-19 como pandemia.

Executive Digest

A Direcção-Geral de Saúde (DGS) anuncia, esta segunda-feira, que Portugal está em fase de mitigação. A autoridade justifica a medida com a emergência de saúde pública de âmbito internacional e a classificação da Organização Mundial de Saúde da doença COVID-19 como pandemia.

“É necessário necessário adoptar os procedimentos que, de forma responsável e proporcional à evolução das fases de propagação desta pandemia, salvaguardem a manutenção da saúde pública, na defesa dos riscos potenciais e comprovados, segundo elevados critérios científicos e sociais, e no respeito pelos direitos fundamentais dos cidadãos”, indica a DGS em comunicado.

Como consequência, serão aplicadas medidas de mitigação que pretendem garantir a adequação e sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde. A primeira indica que as administrações regionais de saúde, os conselhos de administração dos centros hospitalares, as unidades locais de saúde e os directores executivos dos agrupamentos de centros de saúde vem devem garantir, por todos os meios necessários, a implementação de áreas dedicadas à avaliação e tratamento de doentes COVID-19 (ADC).

Todas as ADC devem estar bem identificadas, com sinalética apropriada, e devem ser do conhecimento das comunidades regionais e locais, para garantir a efectiva separação dos doentes com suspeita e confirmação de infeção SARS-CoV-2 dos restantes.

Os profissionais de saúde, por seu turno, devem utilizar, de forma responsável, máscara cirúrgica quando em contacto directo com doentes e todos os doentes com suspeita de COVID-19 devem ser submetidos a testes laboratariais. As medidas de mitigação incluem ainda o registo de todos os testes realizados, independentemente do seu resultado, na plataformas SINAVE (área laboratórios) por forma a dar conhecimento dos mesmos às equipas de saúde e às Autoridades de Saúde.

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«O combate a este surto de infecção exige que se assegure a capacidade de resposta dos serviços públicos de saúde para fazer face às necessidades de prestação de cuidados de saúde. O papel dos diversos profissionais de saúde é indispensável na capacidade de resposta que o Ministério da Saúde tem de assumir», afirma a ministra da Saúde Marta Temido no despacho publicado ontem.

A fase de mitigação significa que as medidas de contenção do surto revelaram-se insuficientes. É o nível de alerta e de resposta mais elevado e é uma fase activada quando as cadeias de transmissão estão estabelecidas no País, tratando-se de uma situação de epidemia activa – há agora mais quatro cadeias de transmissão activa. Ontem eram 14, mas hoje são 18.

A partir daqui, as autoridades de saúde estarão concentradas na mitigação dos efeitos da doença e na tentativa de minimização da sua propagação, considerada inevitável.

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O novo boletim da DGS revela que há 331 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus em Portugal. Há 2203 casos que não se confirmaram e 374 casos que aguardam resultado laboratorial. O número de internados em unidades de cuidados intensivos duplicou, de 9 para 18, e há ainda três casos de pessoas que já recuperaram.

Em relação à actualização anterior (feita há 24 horas), o número de infectados subiu 35% (mais 86 casos confirmados), duplicando entre os cidadão com mais de 70 anos. Apesar de elevado, o Observador nota que se trata de um crescimento ligeiramente abaixo do verificado nos dias anteriores.

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