Portugal e mais doze países europeus desafiam EUA e China no fabrico de semicondutores

O mercado global de semicondutores está avaliado em 440 mil milhões de euros, mas a Europa só detém cerca de 10% deste setor.

Mara Tribuna

Num esforço para alcançar os Estados Unidos e a Ásia, um grupo de treze países da União Europeia (UE), incluindo Portugal, vai investir no desenvolvimento de processadores e tecnologias de semicondutores, fundamentais para os dispositivos ligados à Internet.

Atualmente, o mercado global de semicondutores está avaliado em 440 mil milhões de euros, mas a Europa só detém cerca de 10% deste setor, já que o mercado é principalmente dominado pelos EUA e China.

No entanto, no início deste ano, a UE concordou em atribuir 145 mil milhões de euros a projetos digitais, uma estratégia que deverá reduzir a dependência dos fabricantes extracomunitários. Portugal e mais 12 países europeus vão trabalhar em conjunto para reforçar a cadeia de valor da eletrónica e dos sistemas incorporados na Europa.

“Isto vai exigir um esforço coletivo para reunir investimentos e coordenar ações, tanto dos intervenientes públicos como privados”, afirmaram numa declaração conjunta, citada pela agência Reuters.

As preocupações com a segurança em relação a alguns governos estrangeiros aumentaram também a preocupação de depender de chips utilizados em automóveis, equipamento médico, telemóveis e redes, bem como para a monitorização ambiental.

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O grupo de países quer chegar às empresas para formar alianças industriais para a conceção e fabrico de processadores e analisar o financiamento de tais projetos.

Vai também ser apresentado um esquema à escala europeia, conhecido como Projeto Importante de Interesse Comum Europeu, que permite o financiamento ao abrigo de regras mais brandas de auxílios estatais da UE.

Alemanha, Bélgica, Croácia, França, Espanha, Estónia, Finlândia, Grécia, Itália, Malta, Países Baixos, Eslovénia são os outros participantes, além de Portugal.

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“Uma abordagem coletiva pode ajudar-nos a aproveitar os nossos pontos fortes e a abraçar novas oportunidades, uma vez que os chips processadores avançados desempenham um papel cada vez mais importante para a estratégia industrial e soberania digital da Europa”, disse o chefe digital da UE, Thierry Breton, numa declaração citada pela Reuters.

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