Portugal e Espanha trabalham em reator nuclear de tamanho reduzido

O Centro Universitário de Inovação da Andaluzia, Alentejo e Algarve (CIU3A), que engloba as universidades de Sevilha, Évora e Algarve, está a desenvolver o projeto tecnológico Tokamak Fusion Grid, um reator de fusão de pequeno porte que visa a obtenção de grandes quantidades de energia totalmente limpa e praticamente inesgotável, sem a necessidade de utilização de combustíveis não renováveis ​​ou poluentes.

André Manuel Mendes

O Centro Universitário de Inovação da Andaluzia, Alentejo e Algarve (CIU3A), que engloba as universidades de Sevilha, Évora e Algarve, está a desenvolver o projeto tecnológico Tokamak Fusion Grid, um reator de fusão de pequeno porte que visa a obtenção de grandes quantidades de energia totalmente limpa e praticamente inesgotável, sem a necessidade de utilização de combustíveis não renováveis ​​ou poluentes.

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O CIU3A é especializado em indústria 4.0, logística e sustentabilidade, e pretende, com este projeto, a incorporação dessa tecnologia na rede elétrica em aproximadamente uma década.

Esta incorporação pretende resolver as necessidades energéticas através da fusão nuclear, considerada “o Santo Graal” das soluções energéticas, de acordo com o investigador Manuel García Muñoz, à ‘Europa Press’.

Assim, este projeto pretende criar reatores de fusão nuclear “ainda mais compactos” do que os já existentes, de modo a gerar “a mesma quantidade de energia” que outros dispositivos da mesma natureza, mas “com menor custo” e maior eficiência.

A incorporação desta tecnologia exigirá um investimento de cerca de 500 milhões de euros por parte das administrações e empresas do setor energético.

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Esta tecnologia de fusão nuclear “representa um novo e importante passo para avançar neste horizonte de sustentabilidade que estabelecemos como prioridade. Estamos diante de uma fonte de energia limpa e praticamente inesgotável que pode tornar-se o principal substituto do carvão e do gás e tornar-se a indústria com maior projeção nas próximas décadas”, diz o ministro da Política Industrial e Energia espanhola, Jorge Paradela.

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