Portugal é dos países do Sul da Europa onde há mais trabalho remoto e onde os horários são menos atípicos

O teletrabalho e os horários atípicos são algo que parece ter vido para ficar durante a pandemia, mas que posição ocupa Portugal neste contexto? Novos dados sugerem que Portugal, de entre os países do Sul da Europa, é dos mais bem posicionados em relação à média europeia.

Os países em que o teletrabalho começou a ser cada vez mais democratizado, também foram consequentemente as regiões mais afetadas pela pandemia. Neste sentido, e de acordo com dados Eurostat, analisados ​​pela Funcas no último Foco na Sociedade Espanhola, alguns países europeus como a Hungria, Roménia e Bulgária apresentaram em 2020 um aumento muito significativo de pessoas a trabalhar a partir de casa. De forma semelhante, na Grécia e Itália, a percentagem de empregados que trabalham em casa “às vezes” ou “geralmente” quase triplicou entre 2019 e 2021.

Apesar disto, destaca-se que de entre os países do sul da Europa, Portugal continua a ser aquele com o maior proporção de pessoas que trabalham em casa, sendo que no outono de 2020, quase dois terços (63%) dos trabalhadores começou a trabalhar em casa preferência que continuou a existir de pois da pandemia terminar.

Outros dados relevantes dizem respeito aos horários pouco convencionais praticados em algumas empresas. Os países do sul da Europa, onde se inclui Portugal, são aqueles onde mais se trabalha em horários atípicos, nomeadamente ao fim de semana.

A Grécia representa um caso extremo com 40,2% de todas as pessoas ocupadas (dos 20 aos 64 anos) a trabalhar aos sábados e/ou domingos, seguidos pela Itália (34,5%), França (29%), Espanha (28,9%) e Irlanda (28%). Contudo, apesar de números bastante altos, Portugal volta a afastar-se do padrão regional registando uma quota (20,7%) abaixo a média da UE (22,1%).

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