Apesar do papel fundamental das micro e pequenas empresas no panorama económico nacional, Portugal deve “tornar as pequenas empresas em médias, as médias em grandes e as grandes em multinacionais” para resolver o problema da baixa produtividade na economia.
Esta é uma das conclusões da segunda parte da 3.ª edição do relatório “Conhecer os desafios ajuda a encontrar o caminho?” da consultora EY, que sublinha que apenas a aposta no aumento da importância de médias, grandes e muito grandes empresas que o país conseguirá resolver este problema.
O relatório sublinha que em 2018, cerca de 95% das empresas em Portugal tinham menos de 10 trabalhadores e outros 4% tinham entre 10 e 49 trabalhadores, valores próximos da UE27, mas o valor acrescentado bruto (VAB) gerado pelas médias e grandes empresas em Portugal não vai além de 52% do total, enquanto na UE27 supera os 64%.
“Esta característica do tecido empresarial português torna-se preocupante do ponto de vista da produtividade das empresas, na medida em que a produtividade aumenta com o crescimento orgânico da empresa”, explica Rui Ferreira, Manager da EY-Parthenon.
Os números revelam que a produtividade aparente do trabalho nas microempresas foi de 15 mil euros, nas pequenas de 27 mil euros, nas médias de 34 mil euros e nas grandes de 36 mil euros, ou seja, “o potencial de crescimento económico e produtividade subjacente ao crescimento e consolidação empresarial em Portugal é significativo”.
O aumento da produtividade sobe assim com o crescimento das empresas devido a diversos fatores, como o facto de uma empresa maior atrair mais talento, aumento de capacidade de inovação, aumentar a obtenção de economia de escala, otimização de custos, redução dos níveis de risco e de fraudes, entre outros.














