A migração global de milionários está em alta e Portugal mantém-se como um destino atrativo para indivíduos com elevado património líquido. Em 2025, estima-se que cerca de 142 mil milionários mudem de país, de acordo com o mais recente relatório da Henley & Partners.
Os Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Itália, Suíça e Arábia Saudita lideram as preferências, mas países como Portugal continuam a captar interesse por uma combinação de qualidade de vida, estabilidade e incentivos fiscais.
De acordo com o ranking, Portugal vai atrair 1.400 milionários no corrente ano, com uma riqueza estimada de 8,1 mil milhões de dólares (7 mil milhões de euros), tornando-se assim o 7º posicionado no ranking mundial. Entre 2014 e 2024, o nosso país assistiu a uma crescimento de 38% no número de super-ricos que entraram pelas fronteiras.

A atratividade de Portugal assenta numa carga fiscal relativamente baixa para este segmento, com taxas reduzidas sobre ganhos de capital e heranças — uma vantagem significativa face a economias mais maduras. Ao mesmo tempo, o país oferece segurança, um clima ameno, uma excelente rede de saúde privada, e acesso facilitado ao espaço Schengen, fatores que o tornam particularmente apetecível para investidores internacionais, sobretudo oriundos da América Latina, África do Sul, China e Rússia.
Apesar do fim do regime de Residente Não Habitual, que oferecia benefícios fiscais a estrangeiros durante dez anos, Portugal continua a captar nómadas digitais, reformados com poder económico e empresários que procuram uma base segura e europeia para viver e investir.
A migração de milionários é encarada por muitos países como uma oportunidade para atrair capital, uma vez que o investimento estrangeiro feito por este grupo tende a ter efeitos multiplicadores na economia local, especialmente nos setores tecnológico, imobiliário, turístico e de serviços financeiros.
Ainda assim, este fenómeno levanta também desafios. A pressão sobre os preços da habitação, o risco de elitização de determinados bairros urbanos e a necessidade de equilibrar os benefícios económicos com a coesão social são temas que continuam em debate, tanto em Portugal como noutros destinos de alto rendimento.














