Numa tentativa de batalhar em todas as frentes contra o novo coronavírus, Portugal adquiriu o Oseltamivir, o medicamento habitualmente utilizado na prevenção e tratamento da gripe das aves, comercializado sob a marca Tamiflu, avança o ‘Correio da Manhã’ (CM).
Segundo a mesma publicação o fármaco não recebeu autorização de uso por parte da União Europeia (UE), nem tão pouco está inserido nas terapêuticas de pacientes com o novo coronavírus, contudo, segundo dados do Infarmed, a «Covid-19» consta na indicação do medicamento.
Fazendo uma revisão pelos fármacos incluídos no tratamento à Covid-19 em Portugal, os primeiros a ser utilizados foram o Remdesivir, Lopinavir/Ritonavir, e Cloroquina ou Hidroxicloroquina, de acordo com a primeira norma da Direção Geral da saúde, com data de 23 de Março, adianta o ‘CM’, que revela que a 31 de Agosto apesar das atualizações os medicamentos mantiveram-se.
No dia 14 de Outubro a DGS voltou a atualizar a mesma noma, desta vez com uma alteração no tratamento, que dizia que os pacientes deveriam ser tratados apenas com o Remdesivir e a Dexametasona, sem nunca mencionar o Tamiflu.
Portugal adquiriu o fármaco em causa pela primeira vez em 2005, com o objetivo de responder à epidemia mais tarde, em 2009, assolou o país, a chamada Gripe das Aves. O investimento, segundo a mesma publicação, foi de 22,58 milhões de euros na aquisição de 2,5 milhões de doses, ainda que apenas 3% tenham sido efetivamente utilizados.
A DGS, citada pelo ‘CM indica que «além da utilização de medicamentos especificamente autorizados para o tratamento do Sars-Cov-2, muitos outros são e devem ser utilizados para o tratamento das complicações».
«Se o doente tiver Covid-19 e tiver, além disso, infeção com o vírus da gripe, pode ser necessário fazer Oseltamivir [Tamiflu] para a gripe e medicamentos para o tratamento específico da infeção por Sars-Cov-2, como o Remdesivir», acrescenta. A ‘Executive Digest’ tentou contactar a DGS para obter informações adicionais mas até ao momento não teve resposta.



