Portugal: Cada vez mais menores aliciados a partilharem conteúdos sexuais com predadores através do Tik Tok

São cada vez mais a denúncias em Portugal que alertam para o aliciamento de menores através do Tik Tok para partilharem fotografias íntimas com predadores online.

Revista de Imprensa
Agosto 26, 2022
10:07

São cada vez mais a denúncias em Portugal que alertam para o aliciamento de menores através do Tik Tok para partilharem fotografias íntimas com predadores online.

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) contou ao ‘Expresso’ que os primeiros casos foram identificados em março passado, tendo já sido reportados perto de uma dezena de situações até ao momento.

Ricardo Estrela, responsável da Linha Internet Segura, da APAV, relata que “tal como acontece noutros países, também em Portugal se verifica um aumento destas situações”. Ele explica que “o Tik Tok começa a ser utilizado por adultos para interagir com menores, na sua maioria raparigas, através de uma nova funcionalidade de chat da plataforma”.

Essa prática é conhecida como ‘grooming’, e tem como objetivo que os menores partilhem fotografias e vídeos com os criminosos online. Os contactos com as crianças são feitos através de contas falsas, em que esses adultos procuram estabelecer uma relação íntima com as vítimas, de confiança e de grande proximidade.

“Conquistada a confiança, a conversa é sempre direcionada para o envio de imagens íntimas”, salienta Ricardo Estrela, que adianta que esses predadores estão localizados fora de Portugal.

Apesar de a maioria das fotos e vídeos serem usados para fins próprios dos criminosos online, muitos acabam por ser partilhados em sites de conteúdos ilegais de menores ou vendidos a outros predadores.

O especialista afirma que o contacto, habitualmente, é estabelecido através de vídeos publicados pelos menores em que dançam ao som de músicas conhecidas, geralmente no âmbito de desafios virais. “Alguns destes desafios sexualizam os menores, sobretudo as raparigas, sendo altamente procurados por pedófilos ou predadores sexuais”, explica.

O Ministério Público confirma estar a par da situação, que “tem vindo a merecer muita atenção”.

Ricardo Estrela defende que redes sociais como o Tik Tok devem estar dotadas de controlos de idade “mais eficazes” para proteger os seus utilizadores mais jovens face a predadores online.

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