Portugal foi um dos países que Volodymyr Zelensky destacou pela sua hesitação no apoio à Ucrânia no seu discurso por videoconferência durante o Conselho Europeu desta quinta-feira.
Durante o seu discurso, o presidente ucraniano agradeceu o apoio da União Europeia, mas logo ressalvou que esse apoio chegou “um pouco tarde”. De seguida pediu ao Conselho Europeu para “não se atrasar” enquanto avalia o processo para a Ucrânia se tornar um Estado-membro da União Europeia.
Após estas observações gerais, o líder ucraniano passou a analisar o apoio de cada um dos países do bloco europeu. Segundo o Irish Mirror, para a Polónia e para os países bálticos houve elogios – “eles estão connosco” – quanto a França, Zelensky pressionou de forma subtil o presidente francês a dar mais apoio à Ucrânia. “Emmanuel, realmente acredito que vai estar connosco”, disse. Zelensky também considerou que a Alemanha chegou “um pouco tarde”.
Depois, chegou a vez dos países que na opinião do presidente ucraniano estão hesitantes no apoio que estão a dar. Entre essas nações contava-se Portugal. “Espanha, sei que vamos entender-nos. Bélgica, sei que vamos entender-nos (…) Portugal, bem, está quase. Irlanda, bem, está quase”, afirmou Zelensky.
A crítica foi mais dura para a Hungria e para o seu primeiro-ministro, Viktor Orbán. “Hungria… Quero parar aqui e ser honesto. De uma vez por todas têm de decidir com quem estão”, atirou Zelensky.
Na sequência deste primeiro dia do Conselho Europeu, os líderes europeus reconheceram as “aspirações europeias e a escolha europeia” da Ucrânia. No entanto, aguardam por um parecer da Comissão Europeia quanto ao estatuto de país candidato à União Europeia.








