Portugal atrai 340 milhões de euros para o retalho e é um dos mercados mais apetecíveis da Europa para investidores

Portugal captou 340 milhões de euros de investimento em retalho no primeiro trimestre de 2026, reforçando a sua posição como um dos mercados mais atrativos da Europa para investidores internacionais, segundo dados divulgados pela JLL.

André Manuel Mendes

Portugal captou 340 milhões de euros de investimento em retalho no primeiro trimestre de 2026, reforçando a sua posição como um dos mercados mais atrativos da Europa para investidores internacionais, segundo dados divulgados pela JLL.

O desempenho do mercado nacional contribuiu para que a Península Ibérica liderasse o investimento em retalho na Europa nos primeiros três meses do ano, com um total de 1.384 milhões de euros transacionados entre Portugal e Espanha, ultrapassando mercados como o Reino Unido e a Alemanha.

De acordo com a consultora, o mercado português mantém uma trajetória sólida, sustentada pelo crescimento do consumo privado, pela forte dinâmica do turismo e pela elevada procura por ativos comerciais de qualidade.

“O mercado português caminha para uma maior integração e cada vez mais investidores e gestores estão a criar plataformas de ativos”, afirma Augusto Arrochella Lobo, Head of Commercial Capital Markets da JLL Portugal. O responsável destaca ainda o crescente interesse de capital institucional, gestores de investimento e patrimónios privados pelo setor do retalho em Portugal.

O investimento no retalho nacional ganhou impulso através de operações envolvendo centros comerciais e retail parks, incluindo GaiaShopping, ArrábidaShopping e Matosinhos Retail Park, refletindo os sólidos fundamentos macroeconómicos e os elevados níveis de ocupação destes ativos.

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Segundo dados do INE citados pela JLL, as vendas no retalho em Portugal, excluindo combustíveis, cresceram 4,4% em termos homólogos até março de 2026. Os produtos não alimentares avançaram 5,1%, enquanto os alimentares cresceram 3,6%.

Também o comércio de rua em Lisboa e no Porto manteve uma forte dinâmica no arranque do ano. Em Lisboa, a procura continua a ser impulsionada pelo turismo e pela restauração, enquanto o Porto reforça a atratividade junto de marcas internacionais.

A procura elevada por espaços comerciais tem mantido as rendas prime em máximos históricos. No primeiro trimestre, o Chiado registou rendas de 155 euros por metro quadrado por mês, enquanto a Rua de Santa Catarina, no Porto, atingiu os 90 euros por metro quadrado mensais.

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O segmento alimentar e dos supermercados continua igualmente a ganhar relevância entre investidores e operadores. As rendas de ativos standalone chegaram aos 16 euros por metro quadrado por mês, refletindo o interesse crescente por formatos de proximidade e conveniência.

As perspetivas para o mercado português de retalho mantêm-se positivas ao longo de 2026, com a JLL a antecipar procura contínua por ativos de qualidade e um reforço da atividade de investimento liderada por gestores de fundos, investidores privados e, cada vez mais, investidores institucionais.

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