Portugal aproxima-se das 1000 escolas com casos de Covid-19. Veja o mapa com 17,5% do total nacional já afetado

Esta atualização foi feita no dia de hoje, 25 de novembro, pelas 17.00 horas.

Sónia Bexiga

A lista de escolas atualizada diariamente pela Fenprof – Federação Nacional dos Professores está prestes a atingir as mil e o número de infeções entre a população jovem, em seis meses, aumentou 20 vezes e já atinge 17,5% do total nacional.

A mais recente atualização do mapa aponta para um total de 973 estabelecimentos de ensino (esta terça-feira, na última atualização deste documento, o total era de 950 estabelecimentos).

Esta atualização foi feita no dia de hoje, 25 de novembro, pelas 17.00 horas.

Veja aqui a atualizada Lista_Escolas_25nov2020.

A lista de escolas divulgada pela FENPROF em que já surgiram casos de infeção atingiu assim os 973 estabelecimentos, sendo que este é número muito distante das 68 em que a Direção-Geral da Saúde (DGS) admite haver surtos e mais próximo das 477 que, inicialmente, tinham sido adiantadas.

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Diante desta situação, a Fenprof ressalva aquilo que considera ser “a falta de credibilidade do número oficial”, recordando o conceito de surto estabelecido pela DGS na publicação “Referencial para as escolas | 2020”: Será considerado um surto em contexto escolar, qualquer agregado de 2 ou mais casos com infeção ativa e com ligação epidemiológica. Numa situação em que existam dois ou mais casos com origens diferentes, a atuação é análoga, pelo que doravante ambas se designam como “surtos”.

Tendo por referência esta definição, o sindicato está em condições de garantir que os surtos existentes nas escolas não são 68, mas muitos mais, talvez, pelo menos, os tais 477 inicialmente divulgados. “Aliás, mais de 68 surtos terão ocorrido só na última semana, se tivermos em conta que, em 17 de novembro, a lista elaborada pela Fenprof registava 819 escolas e ontem, dia 24, já eram 950, ou seja, mais 131. A grande maioria não tinha apenas um caso, mas vários, atingindo alunos, docentes e trabalhadores não docentes”, reforça, em comunicado.

Estes números não surpreendem a federação, atendendo ao que tem sido a evolução de novos casos na população mais jovem, entre os zero e os dezanove (19) anos, isto é, na população escolar.

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“Recorrendo aos números oficiais, se compararmos os dados de 6 de maio com os de 6 de novembro (seis meses depois), verificamos que o número total de infeções no país aumentou pouco mais de seis vezes, mas no grupo 0-19 anos o aumento foi de vinte vezes. Em 6 de maio, neste grupo mais jovem, havia 1.417 infeções registadas (5,3% do total); seis meses depois esse número era de 29.230, representando 17,5% do total de infeções verificadas”, conclui.

A Fenprof reafirma ainda a necessidade de a lei sobre negociação coletiva ser cumprida e de as condições de segurança e saúde no trabalho serem negociadas entre o Ministério da Educação e as organizações sindicais, sendo este mais um motivo por que os professores e educadores se preparam para fazer greve em 9, 10 e 11 de dezembro.

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