Portugal ainda só recebeu 73 dos 1151 ventiladores comprados à China

O Ministério da Saúde português comprou 1151 aparelhos, com o objectivo de duplicar a capacidade de ventilação para doentes internados em cuidados intensivos, mas apenas «73 já se encontram em Portugal», segundo o “Correio da Manhã” (CM), que cita fonte oficial.

A expectativa da tutela, liderada por Marta Temido, é de que cheguem outros 48 aparelhos na próxima quarta-feira, 6 de Maio. Ainda assim, mesmo que esta entrega se venha a concretizar, ficam em falta 1030 ventiladores, faz notar o “CM”.

«Entre ofertas, compras e empréstimos estaremos em condições de duplicar a nossa capacidade de ventilação», garantiu o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, numa conferência de imprensa realizada no dia 2 de Abril, recorda o “CM”, acrescentando que, cerca de uma semana depois, Temido assumiu o atraso. «Na China, os regulamentos sobre transportes mudaram, obrigando a novas autorizações que estamos a diligenciar por obter, que demoraram alguns dias, e isso atrasou o transporte», explicou a ministra da Saúde, a 12 de Abril.

Além da burocracia, a pressão da concorrência entre países sobre os fornecedores chineses para a aquisição de ventiladores veio dificultar a chegada do material ao país. «Ontem [dia 22 de Março] fizemos o pagamento de 10 milhões de dólares [cerca de 9,1 milhões de euros] para a aquisição de 500 ventiladores na China, e que chegarão progressivamente até ao dia 14 de Abril», dizia o primeiro-ministro, António Costa.

Feitas as contas, cada ventilador custou ao Estado português cerca de 18.200 euros. A encomenda total de 1151 aparelhos ascende a mais de 20,9 milhões.

Antes da pandemia, existiam 1142 aparelhos com capacidade ventilatória invasiva nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Com esta encomenda, passarão a ser 2293.

Além dos que já chegaram a Portugal, o jornal escreve que o SNS conseguiu mais 199 ventiladores invasivos, através de doações, empréstimos concedidos por diversas entidades, públicas e privadas, e até recuperação de aparelhos que já se encontravam no sistema, mas por algum motivo técnico não se encontravam em funcionamento. A estes somam-se outros novos ventiladores não invasivos, que foram distribuídos conforme as necessidades pelas cinco Administrações Regionais de Saúde do continente, com especial concentração em Lisboa e Vale do Tejo e no Norte.

Em Portugal, morreram 1.007 pessoas das 25.351 confirmadas como infectadas, e há 1.647 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 235 mil mortos e infectou mais de 3,3 milhões de pessoas em 195 países e territórios.  Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.

A Covid-19, doença respiratória aguda que pode provocar pneumonias, é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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