Portugal acolhe principal campanha europeia de experimentação militar em 2026

De acordo com a Agência Europeia de Defesa, esta combinação posiciona Portugal como uma boa prática a nível europeu, com potencial para inspirar iniciativas semelhantes noutros Estados-membros, reforçando a interoperabilidade e a prontidão operacional no espaço da União Europeia

Francisco Laranjeira

Portugal foi reconhecido pela Agência Europeia de Defesa como uma referência europeia na experimentação operacional em Defesa, destacando-se pela forma consistente como planeia, executa e avalia exercícios e assegura que a inovação tecnológica se traduz numa vantagem operacional efetiva. O reconhecimento assenta num ambiente regulatório favorável à inovação, em testes exigentes e realistas e numa abordagem rigorosa à integração segura de tecnologias emergentes.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

De acordo com a Agência Europeia de Defesa, esta combinação posiciona Portugal como uma boa prática a nível europeu, com potencial para inspirar iniciativas semelhantes noutros Estados-membros, reforçando a interoperabilidade e a prontidão operacional no espaço da União Europeia.

OPEX 2026 traz a principal campanha europeia para Portugal

Neste contexto, Portugal vai acolher, em 2026, a campanha internacional OPEX, a principal iniciativa de experimentação operacional da Agência Europeia de Defesa. A campanha decorrerá entre 28 de setembro e 13 de outubro de 2026, no Campo Militar de Santa Margarida, e terá como objetivo validar tecnologias emergentes em condições operacionais realistas.

Segundo a Agência Europeia de Defesa, a OPEX 2026 centrar-se-á em áreas como sistemas autónomos aéreos e terrestres, vigilância e reconhecimento, apoio logístico, evacuação de feridos, apoio à decisão e testes de munições de ataque de precisão, promovendo a transição acelerada da inovação tecnológica para o emprego operacional.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

ARTEX26 integra dimensão nacional e multinacional

A edição de 2026 da OPEX será articulada com o ARTEX26, a campanha nacional de experimentação do Exército Português, desenvolvida através do Centro de Experimentação e Modernização Tecnológica do Exército. Esta integração permitirá alinhar a dimensão internacional da OPEX com as prioridades nacionais, criando um ambiente de testagem coerente, realista e orientado para a missão.

O Campo Militar de Santa Margarida assume um papel estruturante nesta ambição, ao oferecer escala e diversidade de ambientes de treino que permitem a validação de capacidades do nível de pelotão à brigada, incluindo meios pesados e operações de armas combinadas, com mecanismos de segurança rigorosos e coordenação eficaz entre intervenientes nacionais e multinacionais.

Testes interdomínios e aceleração da inovação

A campanha permitirá a realização de testes interdomínios e multiplataforma, colocando tecnologias já em fase avançada de desenvolvimento em cenários operacionais exigentes. Esta abordagem visa produzir evidência concreta para a interoperabilidade, para os conceitos de emprego e para a aceleração da adoção de novas capacidades nas forças armadas europeias.

Continue a ler após a publicidade

A OPEX integra-se no Hub de Inovação em Defesa da Agência Europeia de Defesa, que em 2026 irá concentrar-se no reforço das iniciativas nacionais, alinhando-as com os instrumentos e processos da União Europeia. A indústria, inovadores e outras entidades relevantes poderão manifestar interesse em participar na campanha no início de 2026.

Continuidade após a experiência italiana

A campanha sucede à edição inaugural realizada em Itália, no verão de 2025, que marcou a fase de prova de conceito. Em 2026, a OPEX evolui para o estabelecimento de uma rede multinacional de experimentação mais ampla, com o objetivo de acelerar a passagem de tecnologias promissoras da demonstração para a adoção rápida pelas forças armadas europeias.

Com a articulação entre a OPEX 2026 e o ARTEX26, Portugal projeta-se como um contribuidor ativo para a autonomia estratégica europeia, reforçando a credibilidade operacional e a capacidade da União Europeia para integrar inovação tecnológica em cenários reais de defesa.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.