As duas travessias de Lisboa do rio Tejo podem aumentar mais de 9% a partir de 1 de janeiro, se o Governo não intervir – ou seja, a travessia de um veículo da classe 1 pela Ponte 25 de Abril fica mais cara 20 cêntimos e 25 cêntimos no caso da Ponte Vasco da Gama, avança esta segunda-feira o ‘Jornal de Negócios’.
O contrato de concessão da Lusoponte tem por base uma atualização anual das portagens associada à variação homóloga de setembro do Índice de Preços no Consumidor (IPC). Segundo o Instituto Nacional de Estatística, a inflação subiu para 9,3% nesse mês, o valor mais alto dos últimos 30 anos.
A portagem para um veículo da classe 1 na Ponte 25 de Abril passa dos atuais 1,90 para 2,10 euros, já que o sistema inclui um mecanismo de arredondamento das taxas para o múltiplo de cinco cêntimos mais próximo. Já no caso de um veículo da classe 4, a portagem passa de 7,35 euros para os 8,05. Na Vasco da Gama, a classe 1, que paga atualmente 2,9 euros, vai passar para 3,15 euros, enquanto a classe 4 sobe dos atuais 12,4 para 13,6 euros.
António Pires de Lima, CEO da Brisa, havia alertado, em julho último, para a subida das portagens. “Se o Estado não fizer nada, o aumento será aquele que corresponde à inflação”, As portagens “deverão aumentar e com algum significado no próximo ano, a não ser que o Estado mostre abertura para encontrar mecanismos que compensem a Brisa desse aumento e o possam diluir no tempo”. As restantes concessionárias, segundo o jornal diário, estão disponíveis para travar os aumentos desde que haja compensação do Governo, em particular com a extensão do prazo, embora o Executivo ainda não tenha deixado qualquer indicação.
Em 2022, as portagens nas autoestradas portuguesas subiram 1,83%, depois de em 2020 e 2021 terem ficado inalteradas pelo facto de o indicador que serve de referência a esta atualização de preços ter sido negativo.



