pub

“Porta-te como um homem” ou “Deixa-te de mariquices”. Agora há expressões proibidas nas Forças Armadas

O Ministério da Defesa Nacional (MDN) quer proibir determinadas expressões nas Forças Armadas que possam ser de alguma forma «depreciativas» para as mulheres, uma vez que as descrevem «de forma não valorativa» até quando «usadas em insultos a homens», avança o ‘Correio da Manhã’.

O presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), tenente-coronel António Mota, já reagiu, dizendo ao Jornal de Notícias’ (JN) que considera esta decisão «um disparate».

Entre as expressões apontadas pelo ministério constam: «deixa-te de mariquices», «pareces uma menina» e «porta-te como homem», para além de outras que indiquem géneros e que serão substituídas por «termos neutros».

A medida faz parte da «Diretiva sobre a Utilização de Linguagem Não Discriminatória», a que o ‘CM’ teve acesso e que visa «o desenvolvimento e implementação de uma estratégia de comunicação no MDN que promova a IMH (igualdade entre mulheres e homens) e a não discriminação».

Os três ramos das Forças Armadas: Exército, Marinha e Força Aérea, estão abrangidos pela medida.

O «documento destina-se a produzir algumas orientações (…) com vista à utilização de uma política de comunicação inclusiva em todos os documentos oficiais, seja na forma escrita, na oralidade e na imagem» e sublinha a «importância para a utilização de uma linguagem sensível ao género» e a prevenção «da utilização de linguagem discriminatória», eliminando «os estereótipos existentes».

Por sua vez, o presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), tenente-coronel António Mota, já veio mostrar a a sua insatisfação com a decisão anunciada. «Havendo tantos problemas para tratar (nas Forças Armadas), o ministério faz sair uma diretiva que diz que não se pode dizer ‘candidato’, mas ‘pessoa que se candidata’», começa por referir ao ‘JN’.

«Nas Forças Armadas não há, desde sempre, qualquer diferenciação nas funções, tratamento ou vencimento» entre homens e mulheres, indica António Mota, sublinhando que a decisão hoje tomada «é um disparate».

Ler Mais
pub

Comentários
Loading...