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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 15 Jul 2026 09:58:03 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Portuguesa Granter alerta para erros que comprometem candidaturas aos fundos do Portugal 2030</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 09:58:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Granter]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Com quase 2.000 milhões de euros em concursos previstos até agosto, startup portuguesa defende que muitas candidaturas são rejeitadas por falhas de preparação e não por falta de elegibilidade]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Portugal 2030 vai lançar 124 concursos até agosto, correspondentes a quase 2.000 milhões de euros em apoios destinados a áreas como inovação produtiva, digitalização, biotecnologia, descarbonização, eficiência energética, habitação social e mobilidade sustentável. Para a startup portuguesa Granter, especializada em fundos europeus, esta vaga de concursos representa uma oportunidade relevante para as organizações, mas também exige um planeamento rigoroso das candidaturas.</p>
<p>Com mais de 200 candidaturas submetidas, a empresa alerta que muitas propostas acabam por ser rejeitadas não por falta de elegibilidade, mas devido a erros na sua preparação. Entre os problemas mais frequentes estão a escolha de avisos que não se adequam ao projeto, a preparação tardia da candidatura, a ausência de uma estratégia consolidada e a falta de indicadores que demonstrem o impacto esperado do investimento.</p>
<p>Bernardo Seixas, CEO e cofundador da Granter, considera que as empresas devem começar desde já a preparar as candidaturas. &#8220;Com o volume de concursos que o Portugal 2030 tem previstos para os próximos meses, e com o último trimestre do ano a aproximar-se, as empresas que começarem a avaliar agora as suas opções chegam em vantagem. Uma candidatura bem preparada não se faz em duas semanas&#8221;, afirma.</p>
<p>A Granter recomenda que as organizações alinhem cada candidatura com os objetivos do concurso, desenvolvam projetos que façam parte da sua estratégia de negócio e sustentem as propostas com indicadores de desempenho e metodologias claras de avaliação. Segundo a empresa, uma candidatura consistente depende menos da urgência em captar financiamento e mais da qualidade do projecto e da preparação antecipada.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789460]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Caso das obras em casa de Luís Neves: Descoberta de materiais de empresa insolvente levanta novas dúvidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 09:56:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A polémica em torno das obras realizadas numa propriedade da família do ministro da Administração Interna, Luís Neves, em Odemira, ganhou um novo desenvolvimento depois de uma investigação jornalística ter identificado materiais pertencentes a outra empresa do empreiteiro João dos Santos Carvalho, amigo do governante.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A polémica em torno das obras realizadas numa propriedade da família do ministro da Administração Interna, Luís Neves, em Odemira, ganhou um novo desenvolvimento depois de uma investigação jornalística ter identificado materiais pertencentes a outra empresa do empreiteiro João dos Santos Carvalho, amigo do governante e responsável por intervenções em instalações da Polícia Judiciária. A nova descoberta surge numa altura em que continuam por esclarecer vários aspetos relacionados com os custos, a adjudicação e a documentação das obras realizadas nas propriedades do ministro.</p>
<p>Segundo a <a href="https://cnnportugal.iol.pt/luis-neves/ministro-da-administracao-interna/nova-descoberta-levanta-duvidas-sobre-as-obras-na-casa-do-ministro-luis-neves/20260714/6a56b1fdd34ef04b4f3f691a" target="_blank" rel="noopener">CNN Portugal</a>, durante uma deslocação ao local, os jornalistas encontraram materiais associados à empresa Construções João &amp; Martins, Lda., também pertencente a João dos Santos Carvalho, juntamente com bonés identificativos da mesma sociedade. De acordo com informação anteriormente divulgada pelo Página Um e confirmada pela TVI através da consulta do portal Citius, esta empresa entrou em processo de insolvência, que terminou em janeiro de 2025, após rateio final, no Juízo de Comércio de Vila Nova de Famalicão. A investigação refere ainda que, das 14 sociedades em que o empreiteiro surgiu como fundador, sócio ou gerente ao longo das últimas décadas, pelo menos seis foram declaradas insolventes e outras seis acabaram dissolvidas, liquidadas administrativamente ou encerradas.</p>
<p>As novas informações voltam a colocar sob escrutínio a escolha das empresas ligadas ao empreiteiro para executar obras nas propriedades da família de Luís Neves, sobretudo porque João dos Santos Carvalho foi também responsável por trabalhos avaliados em cerca de dois milhões de euros em edifícios da Polícia Judiciária entre 2020 e 2025, período em que o atual ministro desempenhava funções como diretor nacional daquela força policial. A investigação procura igualmente esclarecer as condições em que essas intervenções privadas foram realizadas e os respetivos encargos financeiros.</p>
<p>Apesar das promessas iniciais de divulgar toda a documentação relacionada com as obras, o gabinete de Luís Neves afirma agora que &#8220;a intervenção na propriedade em causa ainda se encontra em curso e, uma vez concluída, será reunida e disponibilizada toda a documentação final que se revele pertinente. Até lá, não serão feitos mais comentários sobre este assunto&#8221;. Enquanto essa documentação não for conhecida, permanecem por esclarecer os custos totais da empreitada e as condições em que os trabalhos foram adjudicados.</p>
<p>O caso teve origem numa investigação do Nascer do Sol, que revelou que Luís Neves contratou a empresa Construbarcelos, pertencente ao mesmo empreiteiro, para realizar obras em duas propriedades da sua família em Odemira. A situação levantou dúvidas sobre um eventual conflito de interesses e favorecimento devido à relação de amizade existente entre ambos. O ministro rejeita qualquer irregularidade, assegurando que a maioria dos contratos públicos da Polícia Judiciária foi celebrada antes de conhecer pessoalmente João dos Santos Carvalho e defendendo que todos os procedimentos cumpriram as regras legais. Ainda assim, reconheceu que as obras particulares decorreram sem contrato escrito, justificando essa opção pela relação de confiança existente com o empreiteiro e admitindo que, perante o atual escrutínio público, &#8220;hoje faria de maneira diferente&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789426]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>UE prolonga proteção temporária para refugiados ucranianos até março de 2028</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ue-prolonga-protecao-temporaria-para-refugiados-ucranianos-ate-marco-de-2028/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 09:30:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Estados-membros da União Europeia (UE) acordaram hoje prolongar até 04 de março de 2028 o regime de proteção temporária para as pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia, limitando o acesso a novos requerentes com obrigações militares.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados-membros da União Europeia (UE) acordaram hoje prolongar até 04 de março de 2028 o regime de proteção temporária para as pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia, limitando o acesso a novos requerentes com obrigações militares.</p>
<p>&#8220;Hoje, os países da União Europeia concordaram em prolongar o estatuto de proteção temporária concedido às pessoas que fogem da Ucrânia até 04 de março de 2028, cumprindo o compromisso da UE de apoiar a Ucrânia e o seu povo durante o tempo que for necessário. A prorrogação da proteção por mais um ano proporciona maior clareza e previsibilidade a todas as pessoas que fogem da guerra&#8221;, anunciou o Conselho em comunicado.</p>
<p>&#8220;Além disso, reconhecendo tanto a necessidade de proteger as pessoas deslocadas como a necessidade da Ucrânia de se defender da guerra de agressão ilegal da Rússia, os países da UE acordaram que a proteção temporária será concedida apenas às pessoas que cumpram as suas obrigações militares na Ucrânia&#8221;, acrescentou a instituição.</p>
<p>A decisão, que ainda terá de ser formalmente adotada pelo Conselho da UE nas próximas semanas, estende por mais um ano o atual regime, que terminaria em março de 2027, garantindo estabilidade aos mais de quatro milhões de ucranianos que beneficiam desta proteção desde a invasão russa, em fevereiro de 2022.</p>
<p>Segundo o acordo, apenas os novos requerentes de proteção temporária terão de provar que cumprem as suas obrigações militares na Ucrânia, uma exigência que não se aplica às pessoas que já beneficiam deste regime na União Europeia.</p>
<p>A prova poderá ser feita através de documentos emitidos pelas autoridades ucranianas, como um passaporte com carimbo de saída do país ou outro documento, em papel ou formato eletrónico, que comprove o cumprimento ou a isenção dessas obrigações.</p>
<p>O regime de proteção temporária da UE concede aos deslocados direitos como residência, acesso ao mercado de trabalho, habitação, assistência médica, apoio social e educação para menores.</p>
<p>De acordo com dados da União Europeia, em 31 de maio de 2026 encontravam-se abrangidas por este mecanismo cerca de 4,38 milhões de pessoas que fugiram da Ucrânia.</p>
<p>Criado em 2001 na sequência dos conflitos nos Balcãs Ocidentais, o mecanismo europeu de proteção temporária foi ativado pela primeira vez em março de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia.</p>
<p>De acordo com o Conselho, a União Europeia prepara também uma estratégia de transição para o fim deste regime, prevendo mecanismos que permitam aos beneficiários elegíveis obter formas de residência de longa duração, nomeadamente por motivos de trabalho, estudos ou reunificação familiar, bem como medidas para apoiar um regresso sustentável à Ucrânia quando as condições o permitirem.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789472]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Euribor sobe a 3 e a 6 meses para novos máximos de mais de um ano</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/euribor-sobe-a-3-e-a-6-meses-para-novos-maximos-de-mais-de-um-ano/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 09:30:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses e nos dois prazos mais curtos para novos máximos desde março de 2025 e dezembro de 2024.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses e nos dois prazos mais curtos para novos máximos desde março de 2025 e dezembro de 2024.</p>
<p>Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,490%, continuou abaixo das taxas a seis (2,717%) e a 12 meses (2,916%).</p>
<p>A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 2,717%, mais 0,063 pontos do que na terça-feira e um novo máximo desde dezembro de 2024.</p>
<p>Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a maio indicam que a Euribor a seis meses representava 39,17% do &#8216;stock&#8217; de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.</p>
<p>Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,73% e 24,79%, respetivamente.</p>
<p>No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também subiu hoje, para 2,916%, mais 0,091 pontos do que na sessão anterior.</p>
<p>No mesmo sentido, a Euribor a três meses subiu hoje, ao ser fixada em 2,490%, mais 0,038 pontos e um novo máximo desde março do ano passado.</p>
<p>Em 11 de junho, como antecipado pelo mercado, o BCE decidiu na reunião de política monetária subir, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente em 0,25 pontos percentuais.</p>
<p>Na anterior reunião, em 30 de abril, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião de política monetária consecutiva, como também tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.</p>
<p>A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 22 e 23 de julho em Frankfurt.</p>
<p>Em junho, a média mensal da Euribor subiu, de novo, a três e a seis meses, mas desceu no prazo mais longo.</p>
<p>A média mensal da Euribor em junho subiu 0,113 pontos para 2,339% a três meses e 0,060 pontos percentuais para 2,596% a seis meses.</p>
<p>Já a 12 meses, a média da Euribor baixou 0,006 para 2,798%.</p>
<p>As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789471]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Só duas em cada 10 empresas portuguesas pagam a tempo e Portugal é dos piores do mundo nos atrasos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/so-duas-em-cada-10-empresas-portuguesas-pagam-a-tempo-e-portugal-e-dos-piores-do-mundo-nos-atrasos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 09:29:58 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Pagamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[Apenas 20,2% das empresas portuguesas cumprem os prazos de pagamento acordados com os fornecedores, colocando Portugal entre os países com pior desempenho a nível mundial nesta matéria.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apenas 20,2% das empresas portuguesas cumprem os prazos de pagamento acordados com os fornecedores, colocando Portugal entre os países com pior desempenho a nível mundial nesta matéria.</p>
<p>Os dados constam da 12.ª edição do estudo sobre o Comportamento de Pagamento das Empresas em Portugal, da Informa D&amp;B, referente a maio de 2026.</p>
<p>Segundo o estudo, 65,2% das empresas liquidam as suas faturas com um atraso até 30 dias, enquanto 9% demoram entre 30 e 90 dias. Já 5,6% ultrapassam os 90 dias de atraso, um indicador que melhorou durante a pandemia, mas que permanece praticamente inalterado desde 2022.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-789467" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Imagem1-1.png" alt="" width="474" height="321" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Imagem1-1.png 474w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Imagem1-1-300x203.png 300w" sizes="(max-width: 474px) 100vw, 474px" /> <img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-789468" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Imagem2.png" alt="" width="761" height="359" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Imagem2.png 761w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Imagem2-300x142.png 300w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Imagem2-600x283.png 600w" sizes="(max-width: 761px) 100vw, 761px" /></p>
<p>No contexto internacional, Portugal ocupa o penúltimo lugar entre 37 países analisados no relatório da Cribis, elaborado em parceria com a Dun &amp; Bradstreet Worldwide Network e referente a dezembro de 2025. Apenas a Bulgária apresenta um desempenho inferior no cumprimento dos prazos de pagamento.</p>
<p>A diferença face à média da União Europeia continua a aumentar. Após a entrada em vigor da Diretiva Europeia de Pagamentos, transposta para a legislação nacional em 2013, a percentagem de empresas europeias que cumprem os prazos foi crescendo até atingir os 52% no final de 2025. Em Portugal, esse valor permanece nos 20,2%, traduzindo uma diferença de quase 32 pontos percentuais, a maior de sempre.</p>
<p>Os atrasos verificam-se em todos os setores de atividade, embora com intensidades distintas. O comércio grossista apresenta o menor atraso médio, de 19 dias, enquanto o setor do alojamento e da restauração regista o pior desempenho, com um atraso médio de 30 dias. É também nesta atividade que se encontra a menor percentagem de empresas cumpridoras, apenas 11%.</p>
<p>Por dimensão, são as grandes empresas que menos cumprem os prazos acordados: apenas 4% pagam dentro do prazo estabelecido. Ainda assim, este segmento apresenta uma menor incidência de atrasos superiores a 90 dias, sugerindo um comportamento mais previsível e um menor risco de incumprimento grave. À medida que diminui a dimensão das empresas, aumenta a percentagem das que conseguem cumprir os prazos de pagamento.</p>
<p>O estudo alerta ainda para o agravamento do risco de atrasos prolongados. De acordo com o indicador de Risco Delinquency da Informa D&amp;B, existem atualmente cerca de 66 mil empresas portuguesas — o equivalente a 12% do tecido empresarial — com risco médio-alto ou elevado de atrasarem pagamentos em mais de 90 dias a pelo menos um credor. Há um ano, esse universo era de cerca de 43 mil empresas, o que representa um crescimento significativo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789466]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Provedoria de Justiça recebe 14 queixas sobre exames nacionais e acompanha falhas na classificação digital</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/provedoria-de-justica-recebe-14-queixas-sobre-exames-nacionais-e-acompanha-falhas-na-classificacao-digital/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 09:25:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Provedoria de Justiça está a acompanhar os problemas registados no processo de classificação digital dos exames nacionais, depois de ter recebido 14 queixas relacionadas com as provas do ensino secundário.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Provedoria de Justiça está a acompanhar os problemas registados no processo de classificação digital dos exames nacionais, depois de ter recebido 14 queixas relacionadas com as provas do ensino secundário. O processo deste ano tem sido marcado por diversas falhas na plataforma utilizada para a correção dos exames, realizados por mais de 166 mil alunos que dependem destas avaliações tanto para concluir o 11.º e o 12.º anos como para o acesso ao ensino superior.</p>
<p>Segundo o <a href="https://www.publico.pt/2026/07/15/sociedade/noticia/provedoria-justica-acompanha-falhas-exames-nacionais-recebido-14-queixas-2181689" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, fonte oficial da Provedoria de Justiça confirmou que &#8220;o assunto está a ser acompanhado após o recebimento de queixas&#8221;, sem, no entanto, revelar o conteúdo das exposições apresentadas nem identificar quem as submeteu, nomeadamente se partiram de alunos, encarregados de educação ou professores. A resposta surge numa altura em que Luísa Neto assume funções como provedora de Justiça, tomando posse esta quarta-feira, 15 de julho, depois de ter sido eleita pela Assembleia da República no passado dia 3 de julho, com 159 votos favoráveis em 218 deputados votantes, ultrapassando a maioria qualificada exigida.</p>
<p>A contestação ao processo de classificação dos exames estende-se também à Procuradoria-Geral da República (PGR). A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou que irá apresentar uma queixa formal, considerando que a divulgação dos resultados, prevista para sexta-feira, 17 de julho, poderá ocorrer num contexto em que a &#8220;qualidade parece estar seriamente comprometida&#8221;. A estrutura sindical exige a abertura de um inquérito e o apuramento de responsabilidades relativamente à fiabilidade e credibilidade da plataforma digital utilizada na classificação das provas do ensino secundário.</p>
<p>Em comunicado divulgado esta terça-feira, a Fenprof sustenta que &#8220;continuam a ser inúmeros os problemas reportados nos fóruns de trabalho dos professores classificadores, muitos ainda sem resposta&#8221;, defendendo que essas falhas comprometem &#8220;o rigor e exigência necessários a um processo desta natureza&#8221;, constituindo indícios de falta de fiabilidade do sistema. A organização sindical anunciou ainda que a participação será entregue à Procuradoria-Geral da República na sexta-feira, pelas 09:00.</p>
<p>A situação surge depois de sucessivos relatos de dificuldades no processo de classificação digital dos exames nacionais, que obrigaram ao prolongamento dos prazos de correção e levantaram preocupações entre docentes e alunos quanto à credibilidade das avaliações. Com a intervenção da Provedoria de Justiça e a anunciada participação da Fenprof junto da PGR, aumenta a pressão sobre as autoridades para esclarecer as falhas identificadas e garantir a confiança num processo determinante para o percurso académico de milhares de estudantes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789459]]></sapo:autor>
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		<title>Exames Nacionais: Ministro da Educação diz que &#8220;99% das respostas&#8221; estão corrigidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 09:25:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Educação revelou hoje que 99% das respostas dos exames nacionais do ensino secundário estão corrigidas e que na sexta-feira serão publicadas "todas as avaliações com rigor e transparência".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Educação revelou hoje que 99% das respostas dos exames nacionais do ensino secundário estão corrigidas e que na sexta-feira serão publicadas &#8220;todas as avaliações com rigor e transparência&#8221;.</p>
<p>&#8220;Nós temos 99% das provas corrigidas, o processo está a decorrer com normalidade, mas obviamente quando chegarmos à fase final é preciso identificar as provas que não estão a ser corrigidas, porque há professores que podem ter atestado medico&#8221;, disse o ministro da Educação, Ciência e Inovação, antes de entrar para um encontro sobre ciência que começou hoje em Lisboa.</p>
<p>Depois de o ministério ter dado mais um dia para terminar o processo de correção das mais de 300 mil provas, que deveria ter terminado na terça-feira, Fernando Alexandre disse hoje que &#8220;durante a manhã de hoje as provas estarão quase todas fechadas&#8221;.</p>
<p>O maior problema prendeu-se com o exame de Português, &#8220;porque é a mais difícil de corrigir&#8221;, disse o ministro, prometendo que na sexta-feira serão publicadas &#8220;todas as avaliações com rigor e com transparência&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789464]]></sapo:autor>
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		<title>Porto Business School lança pós-graduação internacional em Project Management</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 09:07:20 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[curso]]></category>
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		<category><![CDATA[Porto Business School]]></category>
		<category><![CDATA[project managment]]></category>
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					<description><![CDATA[O novo programa, dirigido a um público internacional, tem como objetivo preparar profissionais para transformar objetivos estratégicos em resultados concretos, respondendo aos desafios de um contexto empresarial cada vez mais complexo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="283" data-end="691">A Porto Business School (PBS) reforçou a sua oferta formativa na área da Gestão de Projetos com o lançamento da versão internacional da pós-graduação em Project Management. O novo programa, dirigido a um público internacional, tem como objetivo preparar profissionais para transformar objetivos estratégicos em resultados concretos, respondendo aos desafios de um contexto empresarial cada vez mais complexo.</p>
<p data-start="693" data-end="1037">A formação combina uma componente teórica com uma forte vertente prática, permitindo aos participantes aplicar os conhecimentos em casos reais e desenvolver soluções com impacto sustentável nas organizações. Entre as competências trabalhadas estão a gestão de prazos, custos e riscos, bem como a liderança de equipas e a gestão de stakeholders.</p>
<p data-start="1039" data-end="1316">Segundo Eduardo Espinheira, diretor da pós-graduação em Project Management, o programa foi concebido para &#8220;preparar profissionais que pretendem iniciar ou consolidar o seu percurso na área da gestão de projetos, combinando rigor técnico, visão estratégica e aplicação prática&#8221;.</p>
<p data-start="1318" data-end="1589">&#8220;O programa permitirá aos participantes trabalhar desafios reais em ambiente colaborativo e desenvolver competências para atuarem como agentes de mudança, capazes de transformar objetivos, ideias e ambições em resultados concretos, alcançáveis e com impacto&#8221;, acrescenta.</p>
<p data-start="1591" data-end="1924">A estrutura curricular está alinhada com as normas do Project Management Institute (PMI), permitindo a obtenção de créditos (PDU) para a certificação PMP. O curso inclui ainda o certificado GenAI &amp; Responsible AI, proporcionando aos participantes conhecimentos sobre inteligência artificial e a sua aplicação no contexto empresarial.</p>
<p data-start="1926" data-end="2207" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Destinada a profissionais que pretendam reforçar as suas competências em gestão de projetos, planeamento e organização de processos, a pós-graduação terá início em outubro, será lecionada integralmente em inglês e em regime totalmente online. As inscrições já se encontram abertas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789461]]></sapo:autor>
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		<title>Governo recua e elimina exigência de níveis mínimos de inglês e numeracia no acesso ao Ensino Superior</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 08:55:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo reformulou uma das medidas mais contestadas da revisão do Regime Jurídico dos Graus e Diplomas do Ensino Superior, retirando da nova proposta a exigência de níveis mínimos de literacia, numeracia e proficiência em língua inglesa para o acesso aos diferentes ciclos de estudos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo reformulou uma das medidas mais contestadas da revisão do Regime Jurídico dos Graus e Diplomas do Ensino Superior, retirando da nova proposta a exigência de níveis mínimos de literacia, numeracia e proficiência em língua inglesa para o acesso aos diferentes ciclos de estudos. A versão revista do diploma, apresentada esta terça-feira às universidades, institutos politécnicos e instituições privadas, substitui esses requisitos por um conjunto de &#8220;competências de referência para o acesso ao ensino superior&#8221;, preservando a autonomia das instituições na definição das condições de ingresso e afastando a imposição de critérios mínimos obrigatórios que constavam da proposta divulgada em março.</p>
<p>Segundo o <a href="https://www.publico.pt/2026/07/15/sociedade/noticia/governo-deixa-cair-niveis-minimos-numeracia-ingles-aceder-cursos-superiores-2181654" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, a nova formulação abandona a referência a níveis mínimos de competências, anteriormente inspirados no Programa Internacional para a Avaliação das Competências dos Adultos (PIAAC), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Em vez disso, o diploma passa a prever apenas referenciais indicativos, permitindo que cada instituição os utilize da forma que considerar mais adequada. A alteração surge após as críticas de diversas entidades do setor, entre elas a Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado (Apesp), que alertou para o risco de agravamento das desigualdades entre candidatos com diferentes níveis de acesso a instrumentos formais de aprendizagem, e do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), que classificou a proposta inicial como uma possível &#8220;tentativa de elitização&#8221; do ensino superior.</p>
<p>O novo diploma estabelece que o acesso ao ensino superior deve respeitar os princípios da &#8220;democraticidade, da equidade e da igualdade de oportunidades&#8221;, assegurando uma preparação adequada dos candidatos para frequentarem e concluírem com sucesso os respetivos ciclos de estudos. Entre os referenciais indicativos passam a constar capacidades como compreender textos densos ou extensos, interpretar informação matemática complexa e possuir proficiência em língua inglesa, mas o texto deixa claro que estas orientações &#8220;não prejudicam a autonomia das instituições de ensino superior na definição das condições de acesso e ingresso, nem dispensam o papel das instituições na promoção do sucesso estudantil, da inclusão, do apoio pedagógico e da inovação educativa&#8221;. Para Luís Loures, presidente do CCISP, existe agora apenas &#8220;uma indicação genérica&#8221; das competências desejáveis, sem que estas constituam um obstáculo ao acesso.</p>
<p>Outra das alterações acolhidas pelo Ministério prende-se com o acesso aos cursos de mestrado. A proposta inicial previa classificações mínimas que poderiam limitar o ingresso aos 35% dos melhores licenciados de cada área científica, mas essa solução foi igualmente abandonada. A nova redação estabelece apenas que as instituições devem considerar o desempenho académico dos candidatos, incluindo a classificação final obtida no ciclo de estudos anterior, quando definirem os seus critérios de seleção. À saída da reunião com as secretárias de Estado Cláudia Sarrico e Helena Canhão, Luís Loures afirmou que o diploma apresentado é &#8220;muito melhor&#8221; do que a versão inicial, acrescentando que &#8220;a maioria das propostas&#8221; apresentadas pelo CCISP foi acolhida. Também António Almeida Dias, presidente da Apesp, manifestou satisfação com a evolução do documento.</p>
<p>Apesar da avaliação globalmente positiva, persistem algumas reservas. O CCISP discorda da exigência de que apenas investigadores integrados em centros de investigação classificados pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) com &#8220;Muito Bom&#8221; ou &#8220;Excelente&#8221; possam orientar teses de doutoramento, defendendo que essa limitação poderá prejudicar instituições de menor dimensão e afastar docentes altamente qualificados que não pertencem a esses centros. Já a Apesp contesta a norma que condiciona a atribuição de equivalências entre cursos ao facto de as instituições terem obtido uma acreditação institucional sem reservas da A3ES, considerando que tal poderá dificultar a mobilidade académica dos estudantes, mesmo quando frequentam cursos devidamente acreditados. O diploma, que atualiza um regime jurídico em vigor desde 2006, continuará agora em discussão, sendo esperadas novas propostas de alteração antes da aprovação final.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789448]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Exames Nacionais: escolas obrigadas a inserir dados à mão para alunos consultarem provas digitais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 08:44:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A disponibilização digital dos exames nacionais aos alunos vai obrigar as escolas a realizar um novo processo administrativo de grande dimensão, com a introdução manual dos dados de mais de 166 mil estudantes e dos respetivos encarregados de educação numa plataforma informática. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A disponibilização digital dos exames nacionais aos alunos vai obrigar as escolas a realizar um novo processo administrativo de grande dimensão, com a introdução manual dos dados de mais de 166 mil estudantes e dos respetivos encarregados de educação numa plataforma informática. A medida surge na sequência da decisão do Ministério da Educação, Ciência e Inovação de permitir que os alunos consultem gratuitamente as provas corrigidas antes de decidirem se avançam com um eventual pedido de reapreciação, mas acrescenta uma nova tarefa às direções escolares numa fase já marcada pela divulgação das classificações e pelo arranque das matrículas.</p>
<p>Segundo avança o <a href="https://www.jn.pt/nacional/artigo/consulta-de-exames-pelos-alunos-obriga-professores-a-introduzir-dados-a-mao/18106128" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Notícias (JN)</a>, apenas as escolas dispõem da informação necessária para associar cada exame ao respetivo aluno, uma vez que as cerca de 350 mil provas, cuja digitalização foi centralizada na Casa da Moeda, em Lisboa, se encontram anonimizadas. Apesar de o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, ter anunciado na semana passada que o acesso às provas seria &#8220;automático e gratuito&#8221;, os diretores escolares dizem desconhecer ainda em que plataforma terão de trabalhar e que procedimentos deverão seguir, sublinhando que, até ao final de terça-feira, continuavam sem receber o guião operacional prometido pelo ministério.</p>
<p>A necessidade de inserir manualmente milhares de registos preocupa os responsáveis escolares, sobretudo porque coincide com um período de intensa atividade administrativa. Citado pelo JN, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Filinto Lima, alerta que este será &#8220;trabalho acrescido para as escolas, para as equipas diretivas, para o secretariado de exames ou para os vice-administrativos&#8221;, acrescentando que caberá a cada diretor encontrar recursos humanos disponíveis para cumprir a tarefa &#8220;num prazo muito curto, muito rápido&#8221;. Ao final do dia de terça-feira, o Ministério da Educação informou apenas que as associações de diretores já tinham recebido informações gerais e garantiu que as escolas receberiam um documento com todas as orientações necessárias.</p>
<p>Entretanto, os problemas associados ao processo de classificação continuam a acumular-se. Na terça-feira, último dia inicialmente previsto para a correção dos exames, o Governo prolongou o prazo por mais 24 horas devido à necessidade de voltar a digitalizar algumas provas e de reclassificar itens anteriormente avaliados, permanecendo cerca de 2% das respostas ainda por corrigir. Cristina Mota, porta-voz do movimento Missão Escola Pública, denunciou que continuavam a ser convocados professores classificadores e referiu a existência de novas falhas, incluindo exames sem indicação da versão realizada, obrigando o Júri Nacional de Exames a solicitar essa informação às escolas para permitir a classificação automática das perguntas de escolha múltipla.</p>
<p>As sucessivas dificuldades alimentam também receios quanto ao número de pedidos de reapreciação. A Federação Nacional da Educação já alertou para um possível aumento excecional destes processos, preocupação igualmente manifestada por vários professores classificadores. Cristina Mota considera que o sistema de classificação &#8220;está a trazer bastantes constrangimentos&#8221; e rejeita a ideia de que se trate de problemas pontuais, afirmando que, além da pressão e do desgaste sentidos pelos docentes, existe uma crescente incerteza relativamente à avaliação externa dos alunos. Perante este cenário, vários professores defendem mesmo o adiamento da segunda fase dos exames nacionais para setembro, numa altura em que faltam apenas dois dias para a divulgação oficial das pautas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789429]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PSI em baixa com Sonae a liderar quedas e a cair 1,42%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 08:38:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa negociava hoje em baixa, com a Sonae a liderar as quedas e a ceder 1,42% para 2,09 euros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa de Lisboa negociava hoje em baixa, com a Sonae a liderar as quedas e a ceder 1,42% para 2,09 euros.</p>
<p>Cerca das 09:10 em Lisboa, o PSI baixava 0,39% para 9.091,40 pontos, com 13 empresas a descer e três a subir a cotação.</p>
<p>Às ações da Sonae seguiam-se as dos CTT, NOS e Jerónimo Martins, que desciam 1,23% para 5,61 euros, 1,01% para 4,89 euros e 0,97% para 16,28 euros.</p>
<p>A EDP Renováveis, Altri e Corticeira Amorim também se desvalorizavam, designadamente 0,79% para 13,87 euros, 0,75% para 4,66 euros e 0,63% para 6,34 euros.</p>
<p>A REN, Mota-Engil e Ibersol cediam 0,41% para 3,64 euros, 0,27% para 4,49 euros e 9,22% para 9,09 euros.</p>
<p>As outras três empresas que desciam de cotação eram a Navigator (-0,19% para 3,11 euros), BCP (-0,14% para 1,05 euros) e a Galp (-0,13% para 19,40 euros).</p>
<p>Em sentido contrário, a EDP, Semapa e Teixeira Duarte avançavam 0,46% para 4,59 euros, 0,25% para 20,25 euros e 0,21% para 0,48 euros, respetivamente.</p>
<p>Na Europa, as principais bolsas abriram hoje em baixa, depois da divulgação de um dado da inflação homóloga nos EUA melhor do que o esperado, que foi de 3,5% em junho, contra 4,2% em maio.</p>
<p>Na sessão de hoje, destaca-se em Espanha o dado da inflação homóloga depois do de terça-feira nos EUA, que se manteve em 3,2% em junho, apesar do aumento do IVA do gás e da eletricidade para 21%.</p>
<p>Na zona euro, será conhecida a variação mensal de maio da produção industrial ajustada, enquanto nos EUA será publicado o Livro Bege, que servirá para preparar a próxima reunião da Reserva Federal dos EUA (Fed) no próximo dia 29 de julho, na qual começa a ser descartada a possibilidade de um aumento de 0,25 pontos percentuais das taxas de juro diretoras, tendo em conta o bom dado da inflação em junho nos EUA.</p>
<p>Neste contexto, o presidente da Fed, Kevin Warsh, na sua primeira aparição na terça-feira perante o Comité de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes, e que hoje repetirá perante o Senado, assinalou que a Fed &#8220;não tem tolerância&#8221; para uma inflação persistentemente elevada, evitou dar qualquer orientação sobre o que acontecerá nas reuniões de julho ou setembro e limitou-se a assinalar que a inflação de junho é &#8220;apenas um dado isolado&#8221; que não deve ser sobreinterpretado.</p>
<p>De qualquer forma, as tensões EUA-Irão levam os investidores nesta sessão a continuar a vigiar as pressões inflacionistas.</p>
<p>Na terça-feira soube-se que, finalmente, o bloqueio naval dos EUA se limitará aos navios que vão para e a partir de portos iranianos e que não imporá a tarifa de 20% sobre toda a carga que transite o estreito com proteção norte-americana, sob pressão dos seus aliados do Golfo.</p>
<p>Entretanto, continuaram os ataques mútuos, com Trump a ameaçar bombardear centrais elétricas e infraestruturas civis iranianas na próxima semana se as negociações não forem retomadas.</p>
<p>Isto leva o preço do petróleo a registar novos aumentos, embora mais moderados.</p>
<p>Assim, o preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em setembro, avança 1,38% para 85,90 dólares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789445]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Crédito Agrícola mantém-se entre as instituições financeiras com melhor desempenho nas reclamações</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/credito-agricola-mantem-se-entre-as-instituicoes-financeiras-com-melhor-desempenho-nas-reclamacoes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 08:37:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[reclamações]]></category>
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					<description><![CDATA[O Grupo Crédito Agrícola voltou a destacar-se entre as instituições financeiras com menor volume de reclamações, ao apresentar rácios inferiores à média do setor tanto na atividade bancária como seguradora.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Grupo Crédito Agrícola voltou a destacar-se entre as instituições financeiras com menor volume de reclamações, ao apresentar rácios inferiores à média do setor tanto na atividade bancária como seguradora, de acordo com os mais recentes relatórios do Banco de Portugal e da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), referentes a 2025.</p>
<p>Segundo o Relatório de Supervisão Comportamental do Banco de Portugal, o Crédito Agrícola registou um dos melhores desempenhos nos principais produtos bancários analisados. Nos depósitos à ordem, as Caixas de Crédito Agrícola Mútuo integradas no SICAM apresentaram o rácio mais baixo do setor, com 0,19 reclamações por cada mil contas, face à média de 0,37.</p>
<p>Também no crédito à habitação e hipotecário, o grupo liderou este indicador, registando 0,44 reclamações por cada mil contratos, um valor substancialmente inferior à média do mercado, que se fixou em 1,20 reclamações por mil contratos.</p>
<p>O desempenho estende-se igualmente à área seguradora. De acordo com o Relatório de Regulação e Supervisão da Conduta de Mercado 2025 da ASF, a CA Seguros apresentou o menor rácio de reclamações no ramo Automóvel entre as seguradoras não vida, com 0,10 reclamações por cada mil veículos seguros, cerca de oito vezes abaixo da média do mercado, situada em 0,80.</p>
<p>Já a CA Vida registou um rácio de apenas 0,05 reclamações por cada mil pessoas seguras, um resultado três vezes inferior à média do setor, de 0,15 reclamações por mil segurados.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789442]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>XLVIII BARÓMETRO: José Borralho, CONSUMERCHOICE EUROPE</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/xlviii-barometro-jose-borralho-consumerchoice-europe/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 08:35:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de José Borralho, Presidente executivo &#038; fundador da Consumerchoice Europe]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A análise de José Borralho, Presidente executivo &amp; fundador da Consumerchoice Europe</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Dos dados apresentados neste barómetro ressalta a enorme carga burocrática com que os empresários ainda continuam a lidar. Quando 56% dos líderes empresariais portugueses colocam a desburocratização acima da saúde, da habitação, dos salários ou até da carga fiscal como prioridade máxima para o país, talvez esteja na altura de aceitarmos uma verdade incómoda: Portugal não bloqueia por falta de talento, mas sim pelo próprio sistema.</p>
<p style="text-align: justify;">Continuamos a viver num país onde abrir, crescer, investir, contratar, licenciar, aprovar ou transformar exige quase sempre mais resistência psicológica do que visão estratégica e é perigosamente incompatível com o mundo atual.</p>
<p style="text-align: justify;">A lentidão administrativa, a complexidade dos processos, a dificuldade de execução e a morosidade da justiça tornaram-se custos invisíveis da economia portuguesa. Custos que não aparecem diretamente nos orçamentos, mas que roubam tempo, energia, inovação e competitividade. Num mercado global onde a velocidade é uma vantagem estratégica, Portugal continua demasiadas vezes preso a uma lógica de autorização, validação, parecer e espera.</p>
<p style="text-align: justify;">E os dados deste estudo são quase irónicos. As empresas querem crescer (mais de 70% antecipam crescimento em 2026), metade planeia aumentar investimento, a prioridade estratégica dominante é expansão de mercado e a burocratização do estado trabalha no sentido inverso.</p>
<p style="text-align: justify;">As empresas estão cansadas de processos que andam à velocidade de um fax num mundo que já funciona em tempo real. Cansadas de reuniões para marcar reuniões. Cansadas de sistemas onde a regulação é cada vez mais um entrave competitivo, em particular com indústrias fora da UE.</p>
<p style="text-align: justify;">Até a própria Inteligência Artificial expõe essa contradição. Apesar de toda a discussão em torno da IA, os ganhos reais de produtividade continuam relativamente modestos para a maioria das empresas. E talvez isso aconteça porque a transformação tecnológica não depende apenas de ferramentas. Depende da capacidade do sistema acompanhar a velocidade da mudança.</p>
<p style="text-align: justify;">No fundo, os empresários portugueses parecem estar a dizer algo muito simples: o país não precisa apenas de mais incentivos. Precisa sobretudo de deixar de dificultar. Porque talvez o verdadeiro desafio de Portugal já não seja criar potencial. Seja finalmente permitir que ele aconteça. Talvez por isso o maior risco para Portugal já não seja a falta de investimento, nem a ausência de capacidade empresarial. Talvez o maior risco seja continuarmos a institucionalizar a lentidão como se fosse prudência. E chamarmos “processo” àquilo que, muitas vezes, é apenas medo de mudar.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Junho (nº. 243) da Executive Digest, no âmbito da XLVIII edição do seu Barómetro</em>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780511]]></sapo:autor>
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		<title>Siemens : IA industrial: a inteligência artificial que transforma o mundo real</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 08:35:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cadernos Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Siemens Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A inteligência artificial entrou no dia a dia dos cidadãos e das organizações de formas que se tornaram quase imperceptíveis]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Está nas recomendações que surgem nas plataformas de streaming, nos filtros das redes sociais ou nos assistentes de voz que respondem às nossas perguntas. Mas existe uma dimensão desta transformação que vai muito além desses exemplos &#8211; uma dimensão mais profunda, mais exigente e com um potencial de impacto incomparavelmente maior: a inteligência artificial aplicada à indústria. É nesta área que a Siemens concentra a sua aposta estratégica, com um ecossistema de soluções concebido para responder aos desafios concretos da indústria: da produção às cadeias de abastecimento, das infraestruturas às redes de energia. Para a empresa, é neste domínio que a próxima grande revolução industrial se vai decidir.</p>
<p style="text-align: justify;">A visão da Siemens, que está presente em Portugal há mais de 120 anos, é clara: desenvolver tecnologia com o propósito de melhorar o dia-a-dia e tornar as indústrias mais eficientes e resilientes. Para alcançar estes objectivos, a IA Industrial assume um papel imprescindível. Mas não se trata de qualquer IA: falamos de sistemas treinados com dados reais da indústria, com conhecimento profundo sobre processos e com a integração de domínios tão diversos quanto a física, a química, a termodinâmica e a engenharia de produção.</p>
<p style="text-align: justify;">O resultado da integração da IA nos processos industriais, garante a empresa, traduz-se em indicadores concretos &#8211; mais produtividade, menos desperdício, redução significativa das emissões de CO₂, ciclos de desenvolvimento mais curtos e uma transição de operações reactivas para preditivas.</p>
<p style="text-align: justify;">E os efeitos práticos já se fazem sentir em múltiplas dimensões da actividade industrial, assegura a Siemens. «A IA industrial já está a permitir conceber produtos de forma mais rápida e inteligente, adaptar fábricas em tempo real a novas condições de mercado, antecipar falhas antes mesmo de ocorrerem e utilizar recursos cada vez mais escassos com níveis de eficiência nunca alcançados», afirma Luís Bastos, responsável pela Digital Industries na Siemens Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Do chão de fábrica ao mundo digital: onde a siemens faz a diferença</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A posição da Siemens nesta área resulta de décadas de presença activa no chão de fábrica e de uma compreensão profunda dos processos industriais e das suas exigências. A empresa está hoje capacitada para fazer aquilo que poucas organizações no mundo conseguem: integrar, de forma coerente e escalável, o mundo real e o mundo digital. Das máquinas às infraestruturas, dos processos produtivos às redes de energia, a Siemens combina IT e OT &#8211; tecnologias de informação e tecnologias operacionais &#8211; numa abordagem que transforma dados, até agora dispersos, em inteligência aplicada. Esta integração exige, naturalmente, padrões rigorosos de cibersegurança industrial, uma área em que a Siemens tem investido de forma contínua para garantir que a digitalização não compromete a integridade dos sistemas e dos dados. É precisamente nesta combinação entre o virtual e o físico que a IA ganha significado real e se converte em vantagem competitiva tangível para as organizações que a adoptam.</p>
<p style="text-align: justify;">Projectos como os de armazenamento de energia e gestão de microrredes que a Siemens implementou na ilha Terceira ou no parque industrial da Lempäälän Energia, na Finlândia, são exemplos concretos dos benefícios desta tecnologia. Apesar de recorrerem a portefólios tecnológicos distintos, ambos os projectos permitem, com recurso a IA, monitorizar em tempo real os sistemas eléctricos, fazer previsões mais precisas da produção e consumo de energia para vários dias e horas, com base em previsões meteorológicas e dados históricos. No caso da Ilha Terceira, este sistema permite maximizar a integração de energias renováveis, mantendo níveis elevados de qualidade, fiabilidade e continuidade no abastecimento eléctrico da ilha. Já no caso de Lempäälän, o sistema permite ainda vender a energia excedente ou comprar energia à rede.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As ferramentas que estão a transformar a indústria</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para além destes projectos, a Siemens tem vindo a desenvolver um portefólio mais amplo de soluções que tornam a IA Industrial acessível e escalável. Muitas destas soluções fazem parte da Siemens Xcelerator, uma plataforma aberta de negócio digital que reúne hardware, software e serviços digitais num ecossistema acessível a empresas de todas as dimensões.</p>
<p style="text-align: justify;">O Siemens Industrial Copilot, desenvolvido em parceria com a Microsoft, é um dos exemplos mais emblemáticos. Trata-se de um assistente de IA generativa que melhora a colaboração entre pessoas e máquinas ao longo de todo o ciclo de vida industrial, desde a fase de concepção e engenharia até à operação e manutenção. Esta solução tem um impacto directo na forma como as equipas trabalham no dia a dia: reduz as tarefas repetitivas, melhora o desempenho operacional e ajuda as organizações a fechar lacunas que o mercado de trabalho, por si só, já não consegue colmatar.</p>
<p style="text-align: justify;">Num patamar mais avançado, o Eigen Engineering Agent representa uma nova geração de ferramentas: a da IA agentiva. Este sistema é capaz de planear, executar e validar tarefas de engenharia de automação de forma autónoma, com ganhos de eficiência que podem atingir os 50% e melhorias de qualidade até 80% superiores face aos processos tradicionais.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o RapidMiner foi desenvolvido para responder a um dos problemas mais persistentes nesta área: a fragmentação e o subaproveitamento de dados. Nas fábricas e nos sistemas industriais existem hoje enormes volumes de informação &#8211; sobre equipamentos, processos, consumos, falhas e condições de operação. Mas esses dados continuam, em grande medida, por explorar, dispersos em silos que comunicam mal entre si. A plataforma liga esses dados numa única camada de inteligência, integrando análise de dados, machine learning e simulação para transformar cada processo num sistema de aprendizagem contínua. Esta solução é particularmente relevante, uma vez que modelos alimentados por dados incompletos, desactualizados, enviesados ou mal estruturados dificilmente produzirão resultados fiáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">O propósito destas soluções, sublinha a Siemens, não é a substituição do engenheiro, mas sim libertá-lo de tarefas repetitivas e de baixo valor acrescentado, permitindo que dedique as suas capacidades analíticas e criativas a desafios de maior complexidade e impacto. É uma reconfiguração do trabalho humano e não uma redução do seu papel, assegura a empresa.</p>
<p style="text-align: justify;">A dimensão das parcerias estratégicas da Siemens é igualmente reveladora da escala desta aposta. É exemplo a colaboração com a NVIDIA para desenvolver um sistema operativo para a IA Industrial, que permitirá reinventar toda a cadeia de valor.</p>
<p style="text-align: justify;">A par destas soluções e parcerias, os digital twins, réplicas digitais de fábricas ou linhas de produção inteiras, ocupam também um lugar cada vez mais central na estratégia da Siemens. Estas simulações permitem testar, optimizar e validar processos em ambiente virtual, antes de qualquer implementação física, antecipando problemas que de outra forma só seriam detectados depois de causarem impactos operacionais e identificando oportunidades de melhoria que permaneceriam invisíveis. Não se trata de um cenário utópico: em Singapura, a Siemens já está a recorrer a esta tecnologia para simular fábricas digitais completas e validar sistemas autónomos, optimizando processos e acelerando a inovação antes mesmo da construção de qualquer estrutura física.</p>
<p style="text-align: justify;">A dimensão da aposta da Siemens na IA Industrial traduz-se em números expressivos. A Siemens anunciou um investimento de mil milhões de euros a nível global para escalar a Inteligência Artificial ao longo dos próximos três anos &#8211; um compromisso que sinaliza, de forma inequívoca, que esta não é uma tendência passageira. É uma transformação estrutural e permanente. A mensagem que a empresa transmite ao mercado é clara, como sublinha Luís Bastos: «A IA tem de estar integrada nas operações reais, com os padrões de fiabilidade e segurança que a indústria exige. A adopção de IA nos fluxos de trabalho passou a ser uma condição de competitividade, independentemente da dimensão da empresa ou do sector em que opera.» Neste âmbito, a Siemens tem trabalhado para que estas soluções não sejam exclusivas de grandes grupos industriais, oferecendo modelos escaláveis e modulares que permitem a empresas de menor dimensão iniciar o seu percurso de transformação digital de forma progressiva e sustentada.</p>
<p style="text-align: justify;">As soluções existem, mas, para que esta transformação seja bem- -sucedida, a Siemens identifica, além do acesso a dados industriais de qualidade, duas premissas igualmente relevantes: o conhecimento profundo e especializado de cada sector e a criação de ecossistemas colaborativos robustos, onde empresas, parceiros, academia e talento trabalham de forma articulada e estratégica. É esta combinação, defende, que permite transformar a inteligência artificial em impacto económico, ambiental e social concreto e duradouro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pessoas no centro da transformação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mas tudo isto só é possível se existirem colaboradores capacitados &#8211; outro dos pontos fulcrais na estratégia da Siemens para esta área. A posição é clara: a adopção bem-sucedida da IA não depende apenas de algoritmos, mas também da cultura organizacional, da liderança e da capacidade de mobilizar as equipas para esta jornada transformadora. A actualização e requalificação de competências são, por isso, pilares centrais da estratégia da empresa. Em Portugal, a Siemens disponibilizou 169 mil horas de formação, o que representa uma média de 50,9 horas de formação por colaborador. A convicção que sustenta este investimento é simples. «Nas grandes transições tecnológicas, são as organizações que acreditam e investem nas pessoas que transformam a disrupção em progresso e constroem vantagens competitivas duradouras», afirma Luís Bastos.</p>
<p style="text-align: justify;">A Siemens não tem dúvidas de que a IA Industrial será o motor da próxima revolução industrial e identifica em Portugal um conjunto de condições favoráveis que posicionam o País de forma promissora para tirar partido desta transformação: uma localização geográfica estratégica, riscos geoestratégicos e de segurança comparativamente reduzidos, liderança consolidada na produção de energia renovável, um sistema de ensino superior de reconhecida qualidade e capital humano altamente qualificado. Estes são activos que, combinados com a ambição certa, podem colocar Portugal numa posição de relevo na reindustrialização europeia.</p>
<p style="text-align: justify;">A evolução e o impacto da IA acontecem, contudo, a uma velocidade sem precedentes, sendo imperativo agir de forma célere para que todo o potencial de transformação se concretize.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste contexto, a Siemens não se posiciona apenas como fornecedora de tecnologia, mas como parceira activa na construção de um futuro industrial mais competitivo, mais eficiente e mais sustentável. É um compromisso que se mede em décadas: hoje, como nos últimos 120 anos em Portugal, a empresa continua a desenvolver projectos que impulsionam a reindustrialização sustentável do País e da Europa. Esse compromisso estende-se também à promoção de uma economia mais circular, em que os recursos são utilizados de forma mais inteligente e os ciclos de produção geram cada vez menos desperdício. A convicção que orienta esta trajectória mantém-se inalterada: a Siemens acredita que a tecnologia é uma resposta decisiva para os grandes desafios do nosso tempo &#8211; das alterações climáticas às demográficas, da urbanização à escassez de recursos. E desenvolvê-la com propósito claro e impacto real é o caminho mais determinante para a construção de um futuro melhor.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>E</em><em>ste artigo faz parte do Caderno Especial “Transformação Digital”, publicado na edição de Junho (n.º 243</em><em>) da Executive Digest.</em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781190]]></sapo:autor>
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		<title>A água nunca é da torneira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 08:33:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Lourenço]]></category>
		<category><![CDATA[ISEG]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Carlos Lourenço, Professor do ISEG.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A gestão camarária da crise da água em Almada falhou em pelos menos duas dimensões. Falhou — e falha — naquilo que é uma competência sua, porque uma percentagem muito elevada da água — algures nos 35% — é perdida por deficiências na rede e, ao que parece, há anos. Isto é desperdiçar água. E falhou na comunicação, porque decidiu dar ralhetes aos munícipes. Os cortes de água, e como estes foram comunicados, foram sentidos como os castigos, sem eficácia, que os pais dão aos filhos “que se portam mal”.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas estes falhanços revelam talvez um problema mais profundo: uma incompreensão sobre a própria natureza da água. É que a água não é sempre o mesmo bem económico. A água existente num aquífero é um bem comum. A água que chega à torneira é um bem privado. Enquanto esta distinção não for compreendida, será difícil gerir eficazmente períodos de escassez.</p>
<p style="text-align: justify;">A água num aquífero pode facilmente ser confundida com um bem público, talvez porque, frequentemente, são empresas públicas que asseguram a sua captação, distribuição e comercialização, como acontece com o SMAS em Almada ou com a EPAL em Lisboa. Mas não é um bem público. É um bem comum.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto bem comum, a água é rival. Dito de forma simples, “o que vai para um, não vai para outro”. Se a Câmara de Almada fizer um furo para extrair água do aquífero, essa água deixa de poder ser extraída por qualquer outro furo, seja de um proprietário de um terreno localizado em Almada, seja de um município vizinho, como o Seixal — a água no subsolo não conhece fronteiras administrativas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao mesmo tempo, a água subterrânea é também não-excludente. É muito difícil impedir que particulares extraiam água através de furos ou das chamadas “puxadas”. E, quando um aquífero se estende por vários municípios, essa exclusão torna-se, na prática, impossível de levar a cabo.</p>
<p style="text-align: justify;">É precisamente esta combinação de rivalidade e não exclusão que faz da água subterrânea um bem comum e que a torna vulnerável à chamada “tragédia dos comuns”. Não porque essa tragédia seja inevitável, como sugeriu Garrett Hardin no final da década de 1960, ressuscitando o pessimismo malthusiano, mas porque pode ocorrer sempre que as regras de gestão privilegiam o interesse individual em detrimento do interesse colectivo. Dito de outra forma, para que um aquífero seja sustentável são necessárias instituições adequadas e uma disposição dos utilizadores para pensar não apenas em si próprios, mas também nos outros.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema é que essa mesma água acaba por aparecer nas torneiras. E aí a sua natureza económica muda.</p>
<p style="text-align: justify;">A água a que nos habituámos a chamar “água da da torneira” é um bem privado, tal como um automóvel ou um par de sapatos. Continua a ser rival — uma vez bebida por alguém, já não pode ser bebida por mais ninguém — mas passa também a ser excludente: quem não paga a factura vê o abastecimento interrompido.*</p>
<p style="text-align: justify;">Como qualquer outro bem privado, a forma mais imediata de regular o consumo é através do preço. O problema é que o preço médio da água continua provavelmente a ser percebido como relativamente baixo por muitos consumidores, domésticos e não domésticos. E essa percepção será tanto mais forte quanto maiores forem os seus rendimentos, algo particularmente relevante num concelho com desigualdades económicas tão marcadas como Almada, onde coexistem realidades tão distintas como o Pragal, o Monte de Caparica, o Laranjeiro ou a Charneca de Caparica, e dentro destas freguesias há ainda diferenças abissais entre bairros praticamente vizinhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Perante esta realidade, é compreensível que quem paga pela água se revolte quando deixa de a ter. É também por isso que discursos moralizadores dirigidos aos consumidores são pouco eficazes e podem mesmo produzir um perigoso efeito boomerang. Mais grave ainda quando esses discursos são acompanhados de cortes no abastecimento, facilmente percebidos como uma forma de punição. Por mais que isso nos desagrade, quem paga por cada metro cúbico de água pode legitimamente argumentar que tem o direito de encher a piscina as vezes que entender.</p>
<p style="text-align: justify;">Preços significativamente mais elevados poderiam, porventura, desencorajar alguns consumos. Mas, enquanto houver disponibilidade para pagar, qualquer preço corre o risco de transformar aquilo que deveria ser um dever cívico na compra de um direito (o que chamamos em economia um <em>crowding out</em>). Quando o preço deixa de reflectir adequadamente a escassez do recurso e os custos que lhe estão associados, desaparece um importante mecanismo de coordenação social. E sem esse mecanismo surgem inevitavelmente conflitos: como pedir a alguém que tome um duche de cinco minutos quando o vizinho do lado lava o carro à mangueira?</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez a solução comece pelas crianças. Ainda imunes à contradição entre a psicologia de um bem privado — são os seus cuidadores que pagam a água, não elas — e a realidade ecológica de um bem comum, são as crianças que podem lembrar os adultos de fechar a torneira. Porque a água nunca é da torneira.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>*Continua a existir, felizmente, uma norma social segundo a qual “a água não se recusa a ninguém”. É por isso que ainda encontramos, em muitos cafés, um jarro de água acompanhado de copos, disponível para quem a quiser beber. Embora seja consumida maioritariamente pelos clientes, nomeadamente para acompanhar uma bica, dificilmente se recusará um copo de água a quem não o seja.</em></p>
<p><em> </em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Carlos Lourenço, Professor do ISEG]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>TAP: Privatização não deve confinar-se a preço e exige &#8220;ponderação e descrição&#8221;, afirma Pinto Luz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 08:30:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, sublinhou hoje que o processo de venda de parte da TAP não deve ser confinado ao preço e exige "ponderação e descrição".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, sublinhou hoje que o processo de venda de parte da TAP não deve ser confinado ao preço e exige &#8220;ponderação e descrição&#8221;.</p>
<p>&#8220;Uma proposta desta natureza é, obviamente, complexa e com muitos vetores de indispensável análise. Trata-se de uma decisão estratégica, que não deve ser confinada ao preço e que, por isto, exige ponderação e descrição&#8221;, disse Miguel Pinto Luz na abertura da audição regimental, no parlamento.</p>
<p>O ministro acrescentou que haverá novos desenvolvimentos neste processo &#8220;até ao final do mês&#8221;, com a entrega de propostas vinculativas até 29 de julho.</p>
<p>&#8220;É mais um passo importante neste processo, também ele fruto de consenso interpartidário, de moderação e pragmatismo&#8221;, defendeu.</p>
<p>Admitindo que este é &#8220;um dossier que gera grande interesse&#8221;, o ministro garantiu que o executivo o irá continuar &#8220;a gerir com muita calma e tranquilidade&#8221;.</p>
<p>Sobre o novo aeroporto de Lisboa, Pinto Luz acrescentou que a ANA irá entregar, na sexta-feira, o relatório técnico &#8212; o terceiro dos cincos relatórios de candidatura.</p>
<p>&#8220;Trata-se de um projeto completo, técnico e de engenharia, onde já estará definido, com detalhe, o que será o novo aeroporto: as pistas, os sistemas de &#8216;taxyway&#8217;, &#8216;stands&#8217; ou terminais&#8221;, acrescentou.</p>
<p>&#8220;Depois deste relatório, receberemos em janeiro, o relatório financeiro e passado um ano a proposta final&#8221;, referiu o ministro.</p>
<p>O processo de privatização parcial da TAP, relançado pelo Governo em 2025, prevê a venda de até 49,9% do capital da companhia, mantendo o Estado como acionista maioritário.</p>
<p>Na fase atual do processo, permanecem na corrida os grupos Air France-KLM e Lufthansa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789437]]></sapo:autor>
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		<title>Inflação, petróleo e guerra: o que esperar dos mercados na segunda metade de 2026?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 08:29:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Inflação]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[Os investidores terão de avaliar se o maior impacto da guerra será uma desaceleração do crescimento económico ou um prolongamento das pressões inflacionistas, num contexto em que o petróleo deverá manter-se estruturalmente acima dos níveis registados antes do conflito, mesmo que as tensões geopolíticas diminuam.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A dívida pública continua a oferecer oportunidades de investimento em 2026, apesar da volatilidade provocada pelo conflito entre os Estados Unidos e o Irão.</p>
<p>A conclusão é de Marco Giordano, diretor de investimento, e Martin Harvey, gestor de carteiras de rendimento fixo da Wellington Management, que defendem uma abordagem mais flexível à exposição às taxas de juro perante um contexto marcado por inflação persistente, preços da energia elevados e crescente divergência entre economias.</p>
<p>Segundo os especialistas, o cenário atual é substancialmente diferente do vivido em 2022. Embora as yields das obrigações soberanas tenham voltado a subir, os níveis de remuneração são hoje significativamente mais elevados, permitindo que o rendimento gerado pelos títulos compense parte da volatilidade dos preços. Por isso, consideram que a perspetiva para o rendimento total da dívida pública permanece positiva durante o resto do ano.</p>
<p>Na análise da gestora, os mercados atravessam um momento decisivo. Os investidores terão de avaliar se o maior impacto da guerra será uma desaceleração do crescimento económico ou um prolongamento das pressões inflacionistas, num contexto em que o petróleo deverá manter-se estruturalmente acima dos níveis registados antes do conflito, mesmo que as tensões geopolíticas diminuam.</p>
<p>A Wellington Management acredita que este cenário coloca os bancos centrais perante um desafio particularmente complexo, obrigando-os a equilibrar políticas monetárias e orçamentais que respondam simultaneamente à inflação e ao abrandamento da atividade económica, sem agravar a situação das finanças públicas.</p>
<p>Apesar do aumento recente das yields, os especialistas admitem que este movimento pode representar uma oportunidade para aumentar gradualmente a exposição a obrigações de longo prazo, sobretudo em mercados como o Reino Unido. Caso as tensões geopolíticas diminuam ou os mercados passem a privilegiar os riscos para o crescimento económico, as taxas de juro poderão recuar, favorecendo a valorização destes ativos.</p>
<p>A gestora antecipa ainda que a segunda metade de 2026 será marcada por uma crescente divergência entre países, à medida que os efeitos do choque energético deixem de ser homogéneos. A dependência de importações de energia, a resiliência dos mercados de trabalho e a capacidade de adaptação de cada economia deverão ditar trajetórias distintas para as taxas de juro.</p>
<p>Nos Estados Unidos, a Wellington Management continua a prever um crescimento acima da tendência, apoiado por estímulos orçamentais, consumo resiliente e pelo investimento em inteligência artificial, ainda que acompanhado por uma inflação persistente. Já no Reino Unido, considera que a recente correção das obrigações pode criar um ponto de entrada atrativo, caso o risco político estabilize.</p>
<p>Na Zona Euro, o cenário é visto como mais incerto, dependendo da capacidade do setor industrial para manter o dinamismo económico apesar das pressões inflacionistas. No Japão, por outro lado, a gestora considera provável um ajustamento da política monetária, com potenciais efeitos nos mercados globais de taxas de juro e cambiais.</p>
<p>Perante este enquadramento, os especialistas defendem que uma gestão ativa e flexível será determinante para aproveitar as oportunidades no mercado obrigacionista, num período em que as diferenças entre economias e políticas monetárias deverão criar novas fontes de retorno para os investidores.</p>
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		<title>Bolsas europeias em baixa depois de inflação nos EUA desacelerar em junho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 08:25:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[As principais bolsas europeias abriram hoje em baixa, depois de ser conhecido que a inflação homóloga nos EUA teve em junho um resultado melhor do que o esperado, 3,5% no mês passado, contra 4,2% em maio.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As principais bolsas europeias abriram hoje em baixa, depois de ser conhecido que a inflação homóloga nos EUA teve em junho um resultado melhor do que o esperado, 3,5% no mês passado, contra 4,2% em maio.</p>
<p>Às 08:45 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a cair 0,17% para 640,99 pontos.</p>
<p>As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 0,61%, 0,48% e 0,98%, bem como as de Madrid e Milão, que baixavam 0,90% e 0,54%, respetivamente.</p>
<p>A bolsa de Lisboa mantinha a tendência de baixa da abertura, com o principal índice, o PSI, a descer 0,58% para 9.074,02 pontos.</p>
<p>O euro valoriza-se 0,03% face ao dólar e está a ser trocado a 1,1423 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt.</p>
<p>Na sessão de hoje, destaca-se em Espanha o dado da inflação homóloga depois do de terça-feira nos EUA, que se manteve em 3,2% em junho, apesar do aumento do IVA do gás e da eletricidade para 21%.</p>
<p>Na zona euro, será conhecida a variação mensal de maio da produção industrial ajustada, enquanto nos EUA será publicado o Livro Bege, que servirá para preparar a próxima reunião da Reserva Federal dos EUA (Fed) no próximo dia 29 de julho, na qual começa a ser descartada a possibilidade de um aumento de 0,25 pontos percentuais das taxas de juro diretoras, tendo em conta o bom dado da inflação em junho nos EUA.</p>
<p>Neste contexto, o presidente da Fed, Kevin Warsh, na sua primeira aparição na terça-feira perante o Comité de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes, e que hoje repetirá perante o Senado, assinalou que a Fed &#8220;não tem tolerância&#8221; para uma inflação persistentemente elevada, evitando dar qualquer orientação sobre o que acontecerá nas reuniões de julho ou setembro.</p>
<p>Kevin Warsh limitou-se a assinalar que a inflação de junho é &#8220;apenas um dado isolado&#8221; que não deve ser sobreinterpretado.</p>
<p>De qualquer forma, as tensões EUA-Irão levam os investidores nesta sessão a continuar a vigiar as pressões inflacionistas.</p>
<p>O preço do petróleo continua a registar novos aumentos, embora mais moderados.</p>
<p>Assim, o preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em setembro, avança 1,38% para 85,90 dólares, e o do West Texas Intermediate (WTI), para entrega em agosto, de referência nos Estados Unidos da América (EUA), avança 1,31% para 80,35 dólares.</p>
<p>O gás natural para entrega em agosto no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, subia 2,33% para 54,195 euros por megawatt-hora (MWh).</p>
<p>Na Ásia, o Kospi sul-coreano disparou 6,24%, o Nikkei da bolsa de Tóquio subiu 1,49%, o índice de referência da bolsa de Xangai caiu 0,29%, o parque de Shenzhen perdeu 0,97% e o Hang Seng de Hong Kong subia 1,40% a minutos do final da sessão.</p>
<p>Os futuros de Wall Street apontam uma descida de 0,07% para o Dow Jones e uma subida de 0,67%.</p>
<p>Na terça-feira, o Dow Jones e o Nasdaq terminaram com ganhos, respetivamente de 0,02% e 0,90%.</p>
<p>Por sua vez, o preço do ouro cede 0,77% e a onça está a ser negociada a 4.021,80 dólares, enquanto a onça de prata baixa 1,12% para 58,0444 dólares.</p>
<p>No mercado de dívida, a rentabilidade do título alemão a 10 anos avança para 3,141%, depois de ter fechado em 3,112% na sessão anterior.</p>
<p>A bitcoin sobe 0,37% para 64.727 dólares.</p>
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		<title>Lítio: Savannah concluiu Estudo Definitivo de Viabilidade da mina em Boticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 08:25:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Savannah concluiu o Estudo Definitivo de Viabilidade da mina de lítio em Boticas, que confirma uma vida útil inicial de 14 anos para o projeto e uma reserva provável de 20 milhões de toneladas de minério.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Savannah concluiu o Estudo Definitivo de Viabilidade da mina de lítio em Boticas, que confirma uma vida útil inicial de 14 anos para o projeto e uma reserva provável de 20 milhões de toneladas de minério.</p>
<p>&#8220;Estamos muito satisfeitos por publicar os principais resultados do Estudo Definitivo de Viabilidade da primeira fase de produção do projeto. Este é mais um marco muito importante para o desenvolvimento do projeto lítio do Barroso e o culminar de muitos anos de um trabalho realizado pela nossa equipa e por alguns dos mais experientes consultores internacionais do setor&#8221;, afirmou, citado em comunicado, o diretor executivo (CEO) da Savannah, Emanuel Proença.</p>
<p>A empresa prevê o início da construção em 2027, no concelho de Boticas, distrito de Vila Real, deste projeto que obteve a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023. O projeto é contestado por moradores, autarcas e ambientalistas.</p>
<p>Segundo divulgou, o estudo confirma uma vida útil inicial de 14 anos para o projeto, suportada por uma reserva provável JORC (código usado na indústria mineira) inicial de 20 milhões de toneladas de minério.</p>
<p>Durante este período prevê-se a produção de aproximadamente 2,56 milhões de toneladas de concentrado de espodumena, matéria-prima suficiente para mais de sete milhões de baterias para veículos elétricos.</p>
<p>E, segundo a empresa, &#8220;aponta-se ainda caminho para uma possível extensão da vida útil do projeto para mais de 40 anos no futuro&#8221;.</p>
<p>A Savannah considerou que &#8220;os resultados obtidos demonstram igualmente uma forte competitividade a nível internacional&#8221;, concluindo ainda que &#8220;é mais competitivo do que mais de 50% dos projetos hoje em operação no mundo inteiro&#8221;.</p>
<p>O projeto deverá ainda gerar cerca de 500 postos de trabalho permanentes na fábrica, escritórios e mina, e mais de 1.000 empregos indiretos e induzidos.</p>
<p>O estudo estima ainda uma contribuição de aproximadamente 720 milhões de euros em impostos, taxas e &#8216;royalties&#8217; para Portugal, mas a Savannah disse que os &#8220;benefícios para a região do Barroso vão além da atividade económica direta&#8221;, lembrando que, no último ano, celebrou mais de 10 memorandos de entendimento e outros acordos de cooperação com entidades locais, abrangendo áreas sociais, culturais, educativas e económicas.</p>
<p>Nesse sentido, acrescentou que a futura Fundação Savannah &#8220;permitirá desenvolver ainda mais iniciativas de interesse comunitário e reforçar o apoio ao desenvolvimento regional de longo prazo&#8221;.</p>
<p>A empresa referiu ainda que o plano de exploração foi desenvolvido para &#8220;cumprir ou superar os requisitos legais portugueses e europeus&#8221;, destacando a &#8220;utilização de um sistema de armazenamento de rejeitados a seco (&#8216;dry stack&#8217;), eliminando a necessidade de barragem convencional para o efeito, ou a implementação de um sistema autónomo de abastecimento e reciclagem de água, reduzindo em mais de 70% o seu consumo na operação&#8221;.</p>
<p>Em 2025, a mina do Barroso foi classificada pela União Europeia como projeto estratégico e, em Portugal, a empresa assinou um contrato de investimento com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que prevê apoio financeiro até 110 milhões de euros.</p>
<p>Para a Savannah, a conclusão do estudo representa &#8220;um dos marcos mais relevantes no processo de desenvolvimento de qualquer projeto mineiro&#8221;, pelo que coloca o &#8220;projeto numa posição privilegiada para avançar para as etapas seguintes&#8221;.</p>
<p>&#8220;A conclusão do estudo representa a validação técnica, económica, ambiental e operacional do projeto aos olhos de investidores, bancos e parceiros comerciais, fornecendo um nível de detalhe sem precedentes sobre os custos de construção, operação e produção ao longo da vida útil da mina e da sua fábrica&#8221;, explicou.</p>
<p>Posiciona ainda, acrescentou, o projeto lítio do Barroso entre os &#8220;mais promissores da Europa, posicionando-o para ser o 2.º de larga escala a operar na Europa, no seguimento do projeto Keliber na Finlândia, que já iniciou produção&#8221;.</p>
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		<title>Escalada dos combustíveis vai continuar e preços podem subir mais de 5 cêntimos/litro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 08:19:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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					<description><![CDATA[Os preços dos combustíveis em Portugal poderão voltar a sofrer um agravamento significativo na próxima semana, depois de o petróleo e os seus derivados terem disparado nos mercados internacionais na sequência da escalada do conflito no Médio Oriente e do novo bloqueio do estreito de Ormuz. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os preços dos combustíveis em Portugal poderão voltar a sofrer um agravamento significativo na próxima semana, depois de o petróleo e os seus derivados terem disparado nos mercados internacionais na sequência da escalada do conflito no Médio Oriente e do novo bloqueio do estreito de Ormuz. A valorização registada desde o início da semana aponta para aumentos superiores a cinco cêntimos por litro tanto no gasóleo como na gasolina, caso a tendência se mantenha até ao fecho das cotações.</p>
<p>Segundo cálculos avançados pelo <a href="https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/energia/detalhe/escalada-aponta-para-subidas-de-mais-de-cinco-centimos-nos-combustiveis" target="_blank" rel="noopener">Negócios</a>, com base em dados da Bloomberg, as atuais cotações deixam margem para um agravamento na ordem dos cinco cêntimos por litro em ambos os combustíveis. A publicação explica que o fim do cessar-fogo e os novos ataques dos Estados Unidos ao Irão, que terão atingido cerca de 140 instalações iranianas, seguidos da resposta iraniana, voltaram a pressionar o mercado petrolífero. A este cenário juntou-se ainda a proposta de Donald Trump de aplicar uma taxa de 20% aos navios que atravessem o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo, contribuindo para impulsionar ainda mais os preços.</p>
<p>O Brent voltou a negociar acima dos 85 dólares por barril, enquanto gasolina e gasóleo registam valorizações próximas de 8% face à semana anterior, atingindo máximos de um mês nos mercados internacionais. Apesar de ainda faltar conhecer uma parte significativa das cotações desta semana, a evolução dos preços reforça a expectativa de novos aumentos nos postos de abastecimento nacionais, embora o impacto final possa ainda depender de uma eventual nova intervenção do Governo através do reforço do desconto aplicado no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), mecanismo utilizado para compensar parte da receita fiscal adicional gerada pelo aumento do preço do petróleo.</p>
<p>Os consumidores já sentiram esta semana um agravamento expressivo dos preços. O gasóleo simples aumentou cerca de 5,6 cêntimos por litro, já considerando o reforço do desconto no ISP, enquanto a gasolina simples de 95 octanas subiu aproximadamente 2,1 cêntimos por litro. Com estas atualizações, os preços médios de venda ao público situam-se em cerca de 1,851 euros por litro para o gasóleo e 1,919 euros por litro para a gasolina.</p>
<p>Caso o atual comportamento dos mercados se confirme até ao final da semana, o gasóleo poderá aproximar-se da fasquia dos 1,90 euros por litro, enquanto a gasolina voltará a ficar muito perto dos dois euros por litro. De acordo com os dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), a gasolina simples de 95 octanas mantém-se abaixo dos dois euros desde o final de maio, mas a nova escalada das cotações internacionais poderá colocar um ponto final nessa tendência já na próxima atualização semanal dos preços.</p>
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