Após dois anos de pandemia, há pessoas que ainda nunca foram afetadas pelo Covid-19. Mas como é que têm conseguido ‘passar pelos pingos da chuva’? Uma imunologista francesa dá alguns motivos.
Em declarações à rádio francesa ‘Europe 1’, Noushin Mossadegh Keller explica que algumas pessoas conseguem escapar do vírus mesmo num local contaminado, simplesmente por sorte.
Outras, contudo, estão particularmente atentas, adotando um estilo de vida que reduz muito o risco de contaminação: limitando os contactos, ou evitando locais que favoreçam a propagação do vírus.
No entanto, a especialista alerta que na maioria dos casos isto acontece porque há determinadas predisposições genéticas, que limitam o risco de infeção. “A produção de uma determinada célula imune permite que quem a possui combata melhor a Covid-19”, explica.
Essa célula adianta, evita em alguns casos, a contaminação do vírus. “Há também os sortudos que têm uma mutação no genoma que remove o vírus do sistema imunológico”, acrescenta a médica.
O Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (INSERM) de França, indica que estudos publicados em 2021 também apontam que pertencer ao grupo sanguíneo O diminui as probabilidades de contrair o vírus.
De acordo com o INSERM, as publicações científicas têm apontado notavelmente para uma redução do risco para pessoas do grupo sanguíneo O, mesmo que essa redução permaneça relativa. Esses dados iniciais também já foram confirmados por várias meta-análises.
Indivíduos deste grupo sanguíneo estariam, portanto, menos suscetíveis do que outros à infeção, mas também ao desenvolvimento de doença grave. Isso não significa que nestes casos, a pessoa possa prescindir das medidas de segurança, nem da vacina, segundo a especialista.







