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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Lajes do Pico inaugura incubadora de empresas em agosto &#8211; Câmara</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 18:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Câmara Municipal das Lajes do Pico, nos Açores, vai inaugurar em agosto uma incubadora de empresas para apoiar empresários no desenvolvimento da ideia inicial de negócio e incentivar a fixação de jovens, anunciou hoje a autarquia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Câmara Municipal das Lajes do Pico, nos Açores, vai inaugurar em agosto uma incubadora de empresas para apoiar empresários no desenvolvimento da ideia inicial de negócio e incentivar a fixação de jovens, anunciou hoje a autarquia.</P><br />
<P>Segundo disse à agência Lusa a presidente da Câmara, Ana Brum (PS), a incubadora ocupa o edifício do antigo quartel da GNR das Lajes do Pico, na ilha do Pico, que estava devoluto há &#8220;algumas décadas&#8221; no centro da vila.</P><br />
<P>O imóvel foi cedido ao município pelo Governo Regional dos Açores e as obras de recuperação e adaptação custaram 625 mil euros e foram apoiadas pelo Programa Operacional Açores 2030 (PO Açores 2030).</P><br />
<P>A incubadora da vila das Lajes do Pico vai ser inaugurada no dia 26 de agosto, durante a Semana dos Baleeiros, no Dia do Triângulo (ilhas do Pico, Faial e São Jorge).</P><br />
<P>O projeto vai colocar à disposição dos empreendedores do concelho seis espaços, mediante aluguer, para que ali possam ter o seu escritório.</P><br />
<P>&#8220;Sabemos que a vila tem alguns problemas para encontrarmos alugueres ou espaços vazios para que se possam criar estas dinâmicas empresariais, então, a incubadora vai ter essas facilidades&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>E concretizou: &#8220;Uma pessoa que se queira incubar ou que queira abrir uma empresa nas Lajes [do Pico] pode alugar um espaço e, prontamente, tem disponibilidade para utilizar todas as outras valências da incubadora&#8221;, adiantou Ana Brum à Lusa.</P><br />
<P>Segundo a autarca, o edifício disponibiliza salas de reuniões e para formação, &#8216;coworking&#8217; e também está equipado com uma camarata para acolher temporariamente, por exemplo, nómadas digitais, entre outros espaços.</P><br />
<P>Com a criação do espaço empresarial, este município da ilha do Pico, no grupo Central açoriano, pretende ajudar os empresários a desenvolver a ideia inicial de negócio porque as empresas, &#8220;muitas delas, no seu primeiro ano, não passam apenas de uma ideia&#8221;, justificou.</P><br />
<P>&#8220;O objetivo de termos uma incubadora é ter disponibilidade de espaços, mas também podermos [&#8230;] prestar essa assessoria a quem tiver uma boa ideia para ajudar a que estas ideias sejam sustentáveis e se possam manter por muitos mais anos. Sabemos que, se cada pessoa e uma ideia criar um posto de trabalho, podemos criar muitos postos de trabalho&#8221;, vaticinou a presidente da Câmara Municipal das Lajes do Pico.</P><br />
<P>Ana Brum disse que hoje foi divulgado que uma empresa incubada na ilha do Pico foi vendida a uma multinacional americana, o que é &#8220;bom sinal&#8221; para a região.</P><br />
<P>&#8220;Quer dizer que estamos no bom caminho. A rede de incubadoras dos Açores está, assim, no bom caminho para podermos apoiar as nossas ideias, os nossos jovens que querem voltar aos Açores. E temos que dar todas as comodidades e [&#8230;] apoiá-los para que eles possam voltar à sua terra natal e possamos ajudar os nossos concelhos a crescer&#8221;, concluiu.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788779]]></sapo:autor>
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		<title>Sobrelotação fecha a porta às praias italianas: há lugares esgotados até setembro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 17:59:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Pressão turística continua a aumentar no país. Itália registou uma subida de 4,2% nas chegadas e de 7,5% nas dormidas no primeiro trimestre de 2026, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística italiano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas das praias mais procuradas de Itália estão a recorrer a sistemas de reserva para controlar a sobrelotação, limitar o número de visitantes e proteger zonas naturais particularmente frágeis. Em certos casos, já não existem vagas até meados de setembro.</p>
<p>Segundo o &#8216;The Independent&#8217;, a pressão turística continua a aumentar no país. Itália registou uma subida de 4,2% nas chegadas e de 7,5% nas dormidas no primeiro trimestre de 2026, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística italiano.</p>
<p>O problema é especialmente visível nas pequenas enseadas, onde o espaço disponível é reduzido e a presença diária de milhares de pessoas pode acelerar a erosão, degradar os acessos e colocar em risco os ecossistemas.</p>
<p>Na Sardenha, a praia de La Pelosa já tem as reservas esgotadas até 15 de setembro. O acesso custa 3,5 euros por pessoa, permite marcações para grupos até quatro elementos e está limitado a 1.500 visitantes por dia entre maio e outubro.</p>
<p>Para entrar, os banhistas têm de fazer uma reserva antecipada e apresentar um código QR. A medida pretende evitar a concentração excessiva de pessoas numa praia conhecida pelas águas transparentes e pela areia branca.</p>
<p>Sebastiano Venneri, responsável pela área do turismo na organização ambiental italiana Legambiente, alertou que La Pelosa corre o risco de desaparecer devido à pressão dos visitantes. Parte da areia acaba transportada involuntariamente nas toalhas e nos objetos levados da praia.</p>
<p>Também Cala Goloritzé, uma praia protegida pela UNESCO na costa oriental da Sardenha, funciona com marcação entre março e novembro. A entrada custa sete euros por adulto e a capacidade máxima está fixada em 250 pessoas por dia.</p>
<p>As reservas podem ser feitas com uma antecedência máxima de três dias, mas o The Independent refere que já não existiam lugares disponíveis para várias datas desta semana.</p>
<p>Outras praias da ilha adotaram limitações ainda mais apertadas. Cala Brigantina recebe apenas 60 visitantes por dia, enquanto Su Sirboni estabeleceu um máximo diário de 786 pessoas, sempre mediante reserva prévia.</p>
<p>A discussão sobre o acesso ao litoral italiano não se limita à sobrelotação. Na região da Apúlia, o governador Antonio Decaro defendeu que os visitantes possam levar comida para as praias privadas, argumentando que o mar não deve transformar-se num luxo.</p>
<p>“O mar é um bem comum”, afirmou Decaro, numa intervenção citada pelo The Independent. A proposta encontrou resistência entre os operadores de concessões balneares, que consideram que permitir piqueniques pode prejudicar a imagem de qualidade associada às praias da região.</p>
<p>Entre limites de acesso, bilhetes, códigos QR e regras sobre o que pode ser levado para a areia, as praias italianas estão a tornar-se cada vez mais reguladas. O objetivo é equilibrar o crescimento do turismo com a conservação de espaços que, sem controlo, poderão perder precisamente aquilo que atrai os visitantes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788775]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Acordo entre a Galp e a Moeve previsto para o segundo semestre</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/acordo-entre-a-galp-e-a-moeve-previsto-para-o-segundo-semestre/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 17:50:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Moeve]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O acordo entre a Galp e a espanhola Moeve para fusão dos negócios de refinação e comercialização deverá está concluído no segundo semestre deste ano, adiantou hoje a petrolífera portuguesa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O acordo entre a Galp e a espanhola Moeve para fusão dos negócios de refinação e comercialização deverá está concluído no segundo semestre deste ano, adiantou hoje a petrolífera portuguesa.</p>
<p>Num comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a dar conta da atualização dos dados operacionais do segundo trimestre, a Galp indicou que &#8220;as discussões com os acionistas da Moeve continuam a avançar de forma construtiva, mantendo-se todas as partes empenhadas em avançar com uma transação que criaria um valor estratégico e financeiro significativo&#8221;.</p>
<p>Segundo o grupo, &#8220;dada a dimensão da integração proposta, prevê-se agora que um eventual acordo seja assinado durante o segundo semestre de 2026&#8221;.</p>
<p>A empresa assegurou que o seu foco &#8220;continua a ser garantir que qualquer transação crie valor a longo prazo para todas as suas partes interessadas&#8221;, bem como &#8220;proporcione o quadro financeiro, de governação e operacional adequado para os negócios combinados&#8221;.</p>
<p>O acordo em discussão com a antiga Cepsa prevê a criação de duas plataformas empresariais separadas: uma dedicada ao retalho de combustíveis e mobilidade, que reunirá as redes de postos de abastecimento e será co-controlada pela Galp e pela Moeve, e uma plataforma industrial, focada em refinação, petroquímica, &#8216;trading&#8217; e combustíveis de baixo carbono (como biocombustíveis e hidrogénio).</p>
<p>Nesta plataforma industrial, a Galp terá uma participação minoritária, superior a 20%, enquanto a maioria do capital ficará nas mãos dos acionistas da espanhola Moeve.</p>
<p>Entre os ativos potencialmente integrados encontra-se a refinaria de Sines, considerada estratégica para o abastecimento energético nacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788763]]></sapo:autor>
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		<title>Petróleo sobe 7,6%, gasóleo 16,5%: a fatura dos portugueses cresce muito mais depressa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 17:47:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Preço do gasóleo em Portugal aumentou 16,5% desde o início das hostilidades, mais do dobro da valorização de 7,6% registada pelo petróleo Brent, a referência utilizada no mercado português]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Encher um depósito de 50 litros de gasóleo continua a custar mais 13,2 euros do que no início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão, apesar de o petróleo já ter recuado significativamente em relação aos máximos atingidos durante o conflito.</p>
<p>Segundo o &#8216;Jornal de Notícias&#8217;, o preço do gasóleo em Portugal aumentou 16,5% desde o início das hostilidades, mais do dobro da valorização de 7,6% registada pelo petróleo Brent, a referência utilizada no mercado português.</p>
<p>O litro de gasóleo passou de 1,596 para 1,860 euros, elevando de 79,80 para 93 euros o custo de um depósito de 50 litros. No pico alcançado a 9 de abril, chegou aos 2,145 euros por litro, o que correspondia a 107,25 euros por depósito — mais 27,45 euros do que no início da guerra.</p>
<p>A gasolina também permanece consideravelmente mais cara. O preço por litro aumentou de 1,681 para 1,892 euros, uma subida de 12,5%. Para quem abasteça 50 litros, o agravamento representa mais 10,55 euros.</p>
<p>A diferença entre a evolução do petróleo e os preços pagos pelos condutores volta a alimentar a perceção de que os combustíveis “sobem de elevador e descem pelas escadas”. As valorizações do crude chegam rapidamente às bombas, enquanto as descidas podem demorar várias semanas a refletir-se nos preços finais.</p>
<p>As gasolineiras não compram diretamente barris de petróleo, mas combustíveis já refinados, cujo preço é determinado pelas cotações internacionais Platts. Acrescem ainda os custos de refinação, transporte, armazenamento, margens comerciais e impostos, que representam mais de metade do valor pago pelo consumidor.</p>
<p>As empresas trabalham também com reservas adquiridas antecipadamente. Quando o petróleo desce, podem continuar a vender gasolina e gasóleo comprados anteriormente a preços superiores, adiando a redução nas bombas.</p>
<p>Ainda assim, a diferença é expressiva. O barril de Brent passou de 72,48 para 77,99 dólares, aproximadamente de 63,45 para 68,27 euros à taxa de referência do Banco Central Europeu de 13 de julho.</p>
<p>Apesar de o petróleo ter valorizado 7,6%, o gasóleo aumentou 16,5% em Portugal. Nos últimos 30 dias, o Brent chegou mesmo a recuar quase 16% em relação aos máximos do conflito, mas esse alívio ainda não chegou com a mesma intensidade aos consumidores.</p>
<p>O encarecimento já está a alterar os hábitos dos portugueses. Dados citados pelo &#8216;Jornal de Notícias&#8217; mostram que o consumo de gasóleo caiu 4,5%, passando de 399.291 toneladas em fevereiro para 381.463 toneladas em maio.</p>
<p>A gasolina seguiu o caminho inverso: o consumo aumentou 6%, de 103.833 para 110.101 toneladas. Esta evolução estará relacionada com a mudança nas vendas de automóveis, com uma maior procura por veículos a gasolina ou híbridos que utilizam este combustível.</p>
<p>As novas tensões no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, voltam agora a ameaçar os preços. Desde segunda-feira, o gasóleo simples aumentou sete cêntimos por litro e a gasolina 95 subiu 2,5 cêntimos, prolongando uma fatura que continua a pesar mais nas bombas do que a própria subida do crude.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788770]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>De inimigo declarado a aposta de Israel: o plano secreto que deixou Ahmadinejad em prisão domiciliária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 17:39:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Mahmoud Ahmadinejad]]></category>
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					<description><![CDATA[Israel terá suportado parte das despesas de viagem e alojamento do antigo chefe de Estado iraniano, permitindo vários encontros no estrangeiro antes da ofensiva militar lançada a 28 de fevereiro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mahmoud Ahmadinejad, antigo presidente do Irão e uma das figuras mais conhecidas pela retórica hostil contra Israel, terá mantido contactos secretos com agentes israelitas para se posicionar como possível sucessor do regime iraniano, caso este fosse derrubado.</p>
<p>Segundo o &#8217;20 Minutos&#8217;, que cita uma investigação do &#8216;The New York Times&#8217;, Israel terá suportado parte das despesas de viagem e alojamento do antigo chefe de Estado iraniano, permitindo vários encontros no estrangeiro antes da ofensiva militar lançada a 28 de fevereiro.</p>
<p>O plano teria como objetivo preparar Ahmadinejad para assumir a liderança do país após uma eventual queda do regime. A operação contaria com o conhecimento dos Estados Unidos, embora vários aspetos permaneçam sem confirmação oficial e tenham sido recebidos com ceticismo por especialistas em assuntos iranianos.</p>
<p>No primeiro dia da ofensiva, um ataque israelita atingiu a zona da residência de Ahmadinejad. De acordo com as fontes citadas na investigação, a operação pretendia eliminar os elementos que vigiavam o antigo presidente e permitir a sua retirada.</p>
<p>O ataque matou os guarda-costas que se encontravam no local, destruiu o veículo blindado de Ahmadinejad e terá deixado o próprio antigo presidente ferido. Agentes ligados à Mossad terão depois retirado Ahmadinejad e a família da residência e conduzido o grupo para um local seguro.</p>
<p>A operação, contudo, não terá produzido o resultado esperado. Ahmadinejad e responsáveis americanos terão começado a afastar-se do plano depois de o ataque correr de forma diferente do previsto e de aumentar o caos político no país.</p>
<p>As autoridades iranianas acabaram por descobrir parte dos contactos mantidos com Israel. Quatro altos responsáveis iranianos citados pelo &#8216;The New York Times&#8217; afirmaram que a Guarda Revolucionária colocou Ahmadinejad em prisão domiciliária devido a essas ligações.</p>
<p>O antigo presidente permaneceu vários meses afastado da vida pública. Segundo o 20 Minutos, reapareceu no cortejo fúnebre de Ali Khamenei, morto nos ataques de 28 de fevereiro, acompanhado de elementos da segurança iraniana.</p>
<p>A escolha de Ahmadinejad como potencial alternativa ao regime causou surpresa. Durante os dois mandatos presidenciais, entre 2005 e 2013, destacou-se pela hostilidade contra Israel, pela contestação ao Ocidente e pela defesa do programa iraniano de enriquecimento de urânio.</p>
<p>Nos últimos anos, porém, entrou em conflito com setores do poder iraniano, viu várias candidaturas presidenciais bloqueadas e procurou construir uma imagem política mais independente. Dois antigos assessores disseram ao jornal americano que a sua principal motivação seria recuperar influência e poder, e não obter benefícios financeiros.</p>
<p>A investigação indica que os contactos com Israel decorreram durante vários anos e incluíram reuniões no estrangeiro. Ahmadinejad terá procurado apresentar-se como uma figura capaz de liderar uma transição, apesar do passado ideológico aparentemente incompatível com uma aproximação a Telavive.</p>
<p>O caso expõe a dimensão das operações clandestinas destinadas a influenciar o futuro político do Irão, mas também os riscos e contradições envolvidos. Uma estratégia concebida para substituir o regime terá acabado por deixar Ahmadinejad ferido, politicamente isolado e novamente sob controlo das autoridades iranianas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788761]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>PJ detém dois suspeitos de fraude de 100 mil euros com cartões bancários</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/pj-detem-dois-suspeitos-de-fraude-de-100-mil-euros-com-cartoes-bancarios/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 17:26:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[cartões bancários]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Judiciária]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A Polícia Judiciária (PJ) deteve dois homens por fraudes com cartões bancários e dados de pagamento que lhes permitiram lucrar em dois anos cerca de 100 mil euros, depois dissimulados com recurso a plataformas de jogo 'online'.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia Judiciária (PJ) deteve dois homens por fraudes com cartões bancários e dados de pagamento que lhes permitiram lucrar em dois anos cerca de 100 mil euros, depois dissimulados com recurso a plataformas de jogo &#8216;online&#8217;.</p>
<p>Segundo o comunicado hoje divulgado pela PJ, a operação da Unidade Nacional de Combate à Cibercriminalidade e Criminalidade Tecnológica levou à detenção de dois suspeitos, de 38 e 40 anos, por &#8220;crimes de abuso de cartão de garantia ou de cartão, dispositivo ou dados de pagamento; falsidade informática; aquisição de cartões ou outros dispositivos de pagamento obtidos mediante crime informático; acesso ilegítimo e branqueamento de capitais&#8221;.</p>
<p>Os suspeitos recorriam a &#8216;smishing&#8217;, um tipo de fraude em que se procura obter dados pessoais através de SMS fraudulentos, que neste caso foram enviados como se se tratasse de mensagens de bancos, as quais continham hiperligações para páginas fraudulentas que simulavam as plataformas legítimas das instituições financeiras.</p>
<p>&#8220;Acreditando tratar-se da página oficial do banco, as vítimas introduziam as suas credenciais de acesso para consultar as respetivas contas, sem saber que, ao fazê-lo, estavam igualmente a partilhá-las com terceiros&#8221;, explicou a PJ.</p>
<p>Para além dos dois detidos, o grupo contava com a participação de outras pessoas, que foram constituídas arguidas, embora a PJ não especifique de quantas pessoas se trata.</p>
<p>Depois de obtidos os dados de acesso às contas, os detidos contactavam as vítimas por telefone, fazendo-se passar por colaboradores dos bancos e afirmando ter detetado movimentos de conta suspeitos, pedindo a sua validação e usando os códigos de autenticação legítimos enviados pela instituição verdadeira para os telemóveis das vítimas.</p>
<p>&#8220;Ultrapassados os mecanismos de dupla autenticação e na posse de todos os dados, realizavam operações de pagamento, compras ou transferências com recurso aos respetivos cartões bancários. Os valores obtidos eram, posteriormente, dispersos através de plataformas de jogo &#8216;online&#8217;, mediante a realização de apostas de baixo risco e subsequente transferência dos montantes para contas bancárias associadas a essas plataformas de jogo, dificultando, assim, a deteção da sua origem ilícita&#8221;, explicou ainda a PJ.</p>
<p>Os detidos vão ser presentes ao tribunal de instrução criminal de Loures na terça-feira para aplicação de medidas de coação.</p>
<p>O inquérito é da responsabilidade do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Loures.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788754]]></sapo:autor>
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		<title>Soldado russo perde controlo de metralhadora de helicóptero — e o vídeo torna-se viral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 17:23:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Equipamento em causa é uma YakB-12.7, uma metralhadora soviética de quatro canos concebida para ser instalada na torre frontal dos helicópteros de ataque Mi-24]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um vídeo que alegadamente mostra um soldado russo a perder o controlo de uma metralhadora rotativa adaptada para utilização no solo tornou-se viral nas redes sociais, depois de a arma começar a disparar e a rodar de forma descontrolada.</p>
<p>Segundo a &#8216;Newsweek&#8217;, o equipamento em causa é uma YakB-12.7, uma metralhadora soviética de quatro canos concebida para ser instalada na torre frontal dos helicópteros de ataque Mi-24. A arma pode disparar até cinco mil munições por minuto.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="en" dir="ltr">These two guys are definitely having nightmares tonight.</p>
<p>Basically, this Russian training accident happened because someone took a rotary machine gun from a helicopter and treated it like a normal ground gun.</p>
<p>The YakB-12.7 was originally made for the Mi-24 attack helicopter. It… <a href="https://t.co/Jdu8mPKoOF">pic.twitter.com/Jdu8mPKoOF</a></p>
<p>&mdash; Ice Universe (@UniverseIce) <a href="https://x.com/UniverseIce/status/2076291141042090181?ref_src=twsrc%5Etfw">July 12, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> </p>
<p>Nas imagens, a metralhadora surge fixada numa estrutura improvisada no solo, em vez de estar montada num helicóptero. Quando o soldado aciona o gatilho, o sistema solta-se parcialmente e começa a girar enquanto dispara em várias direções.</p>
<p>O militar que operava a arma abandona rapidamente a posição. Um segundo soldado consegue desviar-se no último momento da metralhadora em movimento, mas depois toca no cano e aparenta queimar a mão devido à temperatura atingida durante os disparos.</p>
<p>As munições são vistas a atravessar descontroladamente a zona de treino. A &#8216;Newsweek&#8217; não conseguiu confirmar a data nem o local do incidente e também não existem informações oficiais sobre eventuais feridos.</p>
<p>As contas que divulgaram o vídeo afirmam que o episódio terá ocorrido durante um exercício de uma unidade móvel russa de defesa contra drones. A utilização de armamento originalmente concebido para aeronaves terá sido uma tentativa de aumentar a capacidade de resposta contra aparelhos ucranianos.</p>
<p>A YakB-12.7 foi desenvolvida para funcionar integrada na estrutura de um helicóptero, capaz de absorver as forças e o recuo gerados pelos disparos. Especialistas e contas dedicadas à análise militar apontaram que a montagem improvisada no solo poderá não ter suportado essas forças.</p>
<p>“É isto que acontece quando uma arma rotativa de avião, com um recuo angular brutal, é tratada como uma metralhadora convencional”, escreveu uma conta pró-ucraniana citada pela Newsweek.</p>
<p>Outros utilizadores ironizaram com o acidente, afirmando que a unidade russa tinha dominado a “defesa a 360 graus”. Uma conta de informação em fontes abertas considerou que o soldado esteve perto de atingir vários camaradas durante a sessão de treino.</p>
<p>O vídeo surge num contexto em que as forças russas têm adaptado armas e veículos para responder ao uso crescente de drones na guerra da Ucrânia. Algumas destas soluções improvisadas são utilizadas para tentar proteger posições, equipamentos e unidades móveis dos ataques aéreos de curto alcance.</p>
<p>Kiev afirma que as baixas russas acumuladas desde o início da invasão, em fevereiro de 2022, ultrapassam 1,4 milhões. Estes números não são verificáveis de forma independente e Moscovo não divulga regularmente dados atualizados sobre as suas perdas.</p>
<p>O Ministério da Defesa russo não respondeu de imediato ao pedido de esclarecimentos da Newsweek sobre o incidente. Apesar da ausência de confirmação oficial, as imagens espalharam-se rapidamente e transformaram uma alegada falha num dos vídeos militares mais partilhados dos últimos dias.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788752]]></sapo:autor>
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		<title>Fuga à PSP acaba junto a colónia de férias em Lisboa: carro despista-se a metros de mais de 50 crianças</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/fuga-a-psp-acaba-junto-a-colonia-de-ferias-em-lisboa-carro-despista-se-a-metros-de-mais-de-50-criancas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 17:01:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[PSP]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante a fuga, o homem passou outros sinais vermelhos, não respeitou passadeiras e circulou em sentido contrário em várias ruas da capital, colocando peões e outros condutores em risco]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um homem de 24 anos foi detido depois de fugir à PSP por várias ruas de Lisboa, desrespeitando semáforos, passadeiras e circulando em contramão. A perseguição terminou junto ao cemitério dos Prazeres, quando o automóvel embateu num veículo estacionado a poucos metros de dezenas de crianças de uma colónia de férias.</p>
<p>Segundo o &#8216;Correio da Manhã&#8217;, a fuga começou cerca das 17h30 da passada sexta-feira, na Avenida Infante Santo. O condutor estava parado num semáforo quando viu uma viatura policial aproximar-se e arrancou de imediato, atravessando o sinal vermelho.</p>
<p>Nesse momento, esteve perto de atingir três pessoas. Perante o comportamento suspeito, os agentes iniciaram uma perseguição ao Peugeot descapotável e deram várias ordens de paragem, que foram ignoradas.</p>
<p>Durante a fuga, o homem passou outros sinais vermelhos, não respeitou passadeiras e circulou em sentido contrário em várias ruas da capital, colocando peões e outros condutores em risco.</p>
<p>O automóvel seguiu pela Rua Maria Pia e depois pela Estrada dos Prazeres. Quando tentava afastar-se da polícia, o condutor perdeu o controlo da viatura e embateu num carro estacionado.</p>
<p>Ainda tentou retomar a marcha, mas o Peugeot ficou imobilizado. Os agentes, que seguiam a poucos metros, retiraram-no do interior da viatura e algemaram-no.</p>
<p>A poucos metros encontravam-se mais de 50 crianças de uma colónia de férias da Junta de Freguesia de Campo de Ourique, acompanhadas pelos pais, que estavam a sair dos autocarros. De acordo com o Correio da Manhã, a colisão impediu que o veículo prosseguisse na direção do grupo.</p>
<p>O homem foi detido por condução perigosa e levado para a esquadra. Terá explicado que fugiu por o automóvel não ter seguro nem inspeção válidos.</p>
<p>Depois de identificado, acabou libertado e notificado para comparecer em tribunal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788750]]></sapo:autor>
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		<title>Dez países europeus criam “escudo” antimíssil — e dão à Ucrânia um papel decisivo na defesa do continente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 16:54:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Coligação Antimísseis Balísticos é apresentada pelos países fundadores como uma iniciativa “puramente defensiva”, destinada a responder ao aumento das ameaças e a reforçar a capacidade europeia para detetar, intercetar e neutralizar ataques]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dez países europeus, entre os quais Espanha, França, Alemanha e Reino Unido, anunciaram a criação de uma coligação destinada a desenvolver uma arquitetura integrada de defesa contra mísseis balísticos, aproveitando a experiência adquirida pela Ucrânia desde o início da invasão russa.</p>
<p>Segundo o &#8217;20 Minutos&#8217;, a Coligação Antimísseis Balísticos é apresentada pelos países fundadores como uma iniciativa “puramente defensiva”, destinada a responder ao aumento das ameaças e a reforçar a capacidade europeia para detetar, intercetar e neutralizar ataques.</p>
<p>A aliança reúne Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Noruega, Espanha, Suécia, Ucrânia e Reino Unido. A futura estrutura deverá complementar os sistemas já utilizados pelos vários países, incluindo os equipamentos que venham a ser adquiridos nos próximos anos.</p>
<p>Os signatários defendem que a Europa precisa de articular melhor as suas indústrias de defesa, os programas de investigação e a experiência operacional dos exércitos. O objetivo passa por estabelecer requisitos comuns, criar grupos técnicos e preparar um roteiro que permita alcançar as primeiras capacidades operacionais.</p>
<p>“Esta iniciativa não se dirige contra nenhum povo, mas sim em defesa do nosso próprio povo”, afirmaram os dez países na declaração conjunta citada pelo 20 Minutos.</p>
<p>A Ucrânia terá um papel central na nova coligação. O documento reconhece a experiência “única” acumulada pelas forças ucranianas na defesa contra mísseis e drones russos desde 2022, conhecimento que os restantes países pretendem agora aproveitar no desenvolvimento de uma resposta europeia mais eficaz.</p>
<p>A criação da coligação foi anunciada em Paris, durante uma reunião dos países aliados de Kiev. O reforço das defesas aéreas e antimíssil da Ucrânia esteve no centro dos encontros, numa altura em que os ataques russos continuam a atingir cidades, infraestruturas energéticas e outros alvos civis.</p>
<p>A primeira reunião foi dividida entre uma componente técnica e um encontro político. Entre os dirigentes presentes estiveram Emmanuel Macron, Volodymyr Zelensky, Pedro Sánchez e os chefes de governo da Dinamarca, Suécia, Noruega e Países Baixos.</p>
<p>Participaram ainda António Costa, Ursula von der Leyen e Mark Rutte, respetivamente presidente do Conselho Europeu, presidente da Comissão Europeia e secretário-geral da NATO.</p>
<p>A indústria europeia de defesa também esteve representada. Empresas como SENER, Safran, Thales, Diehl Defence, Hensoldt, Leonardo, Saab e Kongsberg participaram nas discussões, juntamente com os consórcios MBDA e Eurosam, responsáveis por vários programas europeus de mísseis e defesa aérea.</p>
<p>A coligação pretende promover projetos conjuntos de investigação e desenvolvimento, procurar novas fontes de financiamento e melhorar a partilha de informações. Não foi, contudo, divulgado um calendário para a entrada em funcionamento do sistema nem o investimento necessário para concretizar a ambição anunciada.</p>
<p>Embora tenha nascido com dez membros, a estrutura permanecerá aberta à adesão de outros países. A criação deste novo “escudo” revela uma Europa que procura reduzir lacunas na sua defesa e que começa a tratar a experiência militar da Ucrânia não apenas como uma necessidade de guerra, mas como um ativo estratégico para a segurança de todo o continente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788748]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Da esquerda à direita: falhas de coordenação na segurança interna alarmam deputados</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/deputados-consideram-que-ha-falhas-de-coordenacao-na-seguranca-interna/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 16:46:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[segurança interna]]></category>
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					<description><![CDATA[ Lisboa, 13 jul 2026 (Lusa) -- Deputados de várias forças políticas, da esquerda e direita parlamentar, manifestam-se apreensivos com falhas de coordenação entre entidades do sistema de segurança interna, sobretudo em matéria de partilha de informação para a prevenção de ataques terroristas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Deputados de várias forças políticas, da esquerda e direita parlamentar, manifestam-se apreensivos com falhas de coordenação entre entidades do sistema de segurança interna, sobretudo em matéria de partilha de informação para a prevenção de ataques terroristas.</p>
<p>Na quinta-feira, em sede de Comissão de Assuntos Constitucionais, na sequência de um pedido do Bloco de Esquerda, aprovado por unanimidade, foi ouvida à porta fechada, com caráter de urgência, a secretária-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI), Patrícia Barão.</p>
<p>Os deputados quiseram ouvir Patrícia Barão sobre como atuaram as entidades de segurança nacional desde a investigação até à captura dos principais membros do Movimento Armilar Armado (MAL), grupo neonazi, que planeava atacar o primeiro-ministro, Luís Montenegro, além de outros titulares de órgãos de soberania, figuras políticas ou de relevo social.</p>
<p>No fim da audição, porém, deputados de várias forças políticas ouvidas pela agência Lusa concluíram que não estavam completamente esclarecidos, nem tranquilos, com as respostas dadas pela secretária-geral da SSI, a quem cabe coordenar as diferentes entidades na área da segurança.</p>
<p>Em primeiro lugar, terá sido identificado um problema de coordenação entre os diferentes serviços, designadamente ao nível da partilha da informação entre o Ministério Público e a Polícia Judiciária com o Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP).</p>
<p>Ou seja, confirmou-se o que uma fonte oficial das &#8220;secretas&#8221; transmitiu ao Público e Expresso que esta investigação não foi analisada na Unidade de Coordenação Antiterrorismo (UCAT). E a UCAT é órgão que reúne representantes de polícias, militares e serviços de informações para coordenar a partilha de dados contra ameaças terroristas.</p>
<p>Segundo fontes parlamentares, durante a audição, Patrícia Barão foi questionada sobre a circunstância de o próprio corpo de segurança do primeiro-ministro não ter sido informado sobre as ameaças contra o chefe do Governo. E a secretária-geral do SSI terá respondido que o corpo de segurança não tinha obrigatoriamente de ser avisado, o que deixou alguns deputados perplexos.</p>
<p>Outro aspeto controverso, de acordo com as mesmas fontes, relacionou-se com o &#8220;protocolo de avaliação de risco&#8221;, processo destinado a identificar perigo de ataques terroristas e definir medidas preventivas.</p>
<p>No caso concreto do MAL, os planos de ataque deste grupo da extrema-direita armada a políticos e outras figuras apenas terão sido descobertos após terem sido apreendidos os telemóveis de alguns dos seus membros. Isto significa, segundo vários deputados, que o trabalho de monitorização deste grupo não foi completo.</p>
<p>Entre os deputados, dúvidas levantam-se ainda em relação à atual tese policial de que este grupo MAL estará atualmente muito enfraquecido, ou quase desmantelado, na sequência da detenção dos principais membros.</p>
<p>Para a nova sessão legislativa, que se inicia em setembro, vários partidos estão agora a ponderar se requerem novas audições no Parlamento sobre o funcionamento da UCAT. Desta vez com responsáveis de outras entidades de segurança, já que se considera urgente a existência de uma muito maior coordenação dentro do sistema.</p>
<p>Sobre este processo, no passado dia 19, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que a investigação só teve conhecimento da lista de alvos identificados pelo grupo neonazi MAL numa fase adiantada do processo.</p>
<p>&#8220;A investigação só teve conhecimento da lista de pessoas e entidades coletivas que os membros do MAL identificavam como alvos ou ameaças num estado avançado do processo, no decurso da muito extensa e morosa análise de oito &#8216;terabytes&#8217; de prova digital apreendida aos arguidos&#8221;, adiantou a PGR numa resposta à Lusa.</p>
<p>Segundo a PGR, nesse momento, tendo em conta a prisão preventiva dos principais arguidos, &#8220;não se verificava nenhuma situação de perigo em concreto para nenhuma das entidades&#8221;.</p>
<p>A ministra da Justiça, por sua vez, disse já ter tido conversas com Ministério Público e PJ, estando a ser feita &#8220;uma reflexão&#8221; sobre as críticas deixadas pelo primeiro-ministro por não sido informado das ameaças da extrema-direita. E o ministro da Administração Interna, Luís Neves, ex-diretor da PJ, defendeu que não houve falha de coordenação na informação entre polícias e secretas na investigação ao grupo de extrema-direita que ameaçou o primeiro-ministro, mas admitiu que nem tudo foi transmitido.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788738]]></sapo:autor>
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		<title>Produção da Galp sobe 12% e margem de refinação mais do que duplica no 2º trimestre</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/urgente-producao-da-galp-sobe-12-e-margem-de-refinacao-mais-do-que-duplica-no-2o-trimestre/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 16:44:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[galp]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
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					<description><![CDATA[A Galp registou uma produção média de 127 mil barris de petróleo equivalente por dia no segundo trimestre, um aumento homólogo de 12%, com a margem de refinação a mais do que duplicar, para 16,8 dólares por barril.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Galp registou uma produção média de 127 mil barris de petróleo equivalente por dia no segundo trimestre, um aumento homólogo de 12%, com a margem de refinação a mais do que duplicar, para 16,8 dólares por barril.</P><br />
<P>De acordo com a atualização dos dados operacionais (&#8216;trading update&#8217;), no segmento de &#8216;upstream&#8217; (exploração e produção) o petróleo representa 88% da produção total, subindo ligeiramente face ao trimestre anterior e ao período homólogo.</P><br />
<P>No segmento industrial e de &#8216;midstream&#8217; (transporte e armazenamento), o volume de matérias-primas processadas aumentou 7% em termos homólogos, para 22,6 milhões de barris de petróleo equivalente e avançou 21% face ao trimestre anterior. </P><br />
<P>Já a margem de refinação mais do que duplicou face ao período homólogo, passando de 6,1 para 16,8 dólares por barril. </P><br />
<P>O fornecimento de produtos petrolíferos atingiu 3,9 milhões de toneladas, uma queda homóloga de 5%, mas um aumento em cadeia de 9%. O gás natural voltou a subir, com os volumes de fornecimento e &#8216;trading&#8217; a crescerem 6% em termos homólogos, para 19,7 terawatts-hora (TWh). </P><br />
<P>Nas vendas a clientes, os produtos petrolíferos caíram, em termos homólogos, 5%, enquanto as de gás natural subiram 11% e as de eletricidade aumentaram 21%. </P><br />
<P>Na área das energias renováveis, a capacidade instalada situou-se em 2,3 gigawatts, mais 39% tanto em termos homólogos como em cadeia. Já a produção renovável vendida ascendeu a 888 gigawatts-hora, um aumento de 12% em termos homólogos e de 89% em cadeia. </P><br />
<P>A Galp apresenta resultados do segundo trimestre deste ano no dia 27 de julho, antes da abertura do mercado. </P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>“Se fizer a paz, perde o poder e acaba pendurado num poste”: inimigo de Putin explica por que a guerra não vai terminar</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/se-fizer-a-paz-perde-o-poder-e-acaba-pendurado-num-poste-inimigo-de-putin-explica-por-que-a-guerra-nao-vai-terminar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 16:40:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Bill Browder]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[Browder, que chegou a gerir o maior fundo de investimento estrangeiro na Rússia, sustenta que a guerra é sobretudo um instrumento de sobrevivência política]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vladimir Putin não pode permitir-se acabar com a guerra na Ucrânia porque uma paz que exponha o custo humano e económico da invasão poderá provocar a sua queda, defende Bill Browder, um dos adversários pessoais mais conhecidos do presidente russo no Ocidente.</p>
<p>“Se fizer um acordo de paz, perde o poder. Se perder o poder, acaba pendurado num poste de iluminação”, afirmou o empresário e ativista anticorrupção, numa entrevista ao podcast World of Trouble, do &#8216;The Independent&#8217;.</p>
<p>Browder, que chegou a gerir o maior fundo de investimento estrangeiro na Rússia, sustenta que a guerra é sobretudo um instrumento de sobrevivência política. Na sua leitura, Putin precisa de manter um inimigo externo para impedir que a população russa concentre a revolta na corrupção, na degradação das condições de vida e no dinheiro retirado ao Estado.</p>
<p>“Um bilião de dólares foi roubado por Putin e pelas mil pessoas à sua volta ao Estado russo”, acusou. O montante corresponde a aproximadamente 875 mil milhões de euros.</p>
<p>Para Browder, esse dinheiro deveria ter financiado escolas, hospitais, estradas e serviços públicos, mas acabou aplicado em aviões privados, iates e propriedades de luxo no sul de França. Putin terá percebido, ao longo do tempo, que o enriquecimento da elite poderia alimentar uma contestação suficientemente forte para chegar ao Kremlin.</p>
<p>O presidente russo consegue eliminar, prender ou expulsar adversários políticos de forma individual, mas não teria capacidade para conter uma mobilização popular em grande escala, argumenta o antigo investidor. “Se um milhão de pessoas marcharem sobre a Praça Vermelha, ele está acabado. E ele sabe disso.”</p>
<p>É nesse receio que Browder encontra a origem da invasão. Um dirigente “com medo do próprio povo”, afirmou ao &#8216;The Independent&#8217;, cria um inimigo estrangeiro e inicia uma guerra para unir o país em torno de uma ameaça exterior e justificar a repressão interna.</p>
<p>Um acordo sobre a Ucrânia tornaria mais difícil esconder o preço pago pela Rússia. O conflito já terá provocado mais de 1,2 milhões de baixas entre as forças russas, segundo a estimativa citada pelo jornal britânico, e qualquer compromisso obrigaria o Kremlin a explicar por que razão tantas vidas foram sacrificadas sem uma vitória clara.</p>
<p>“É por isso que esta guerra não vai acabar”, conclui Browder. O empresário não acredita que Putin venha alguma vez a assinar um verdadeiro tratado de paz, mesmo que a economia russa se deteriore e a infraestrutura energética continue a ser atingida por ataques ucranianos.</p>
<p>A previsão é de um conflito progressivamente menos intenso, mas formalmente inacabado. O melhor cenário possível, na sua perspetiva, será a Ucrânia impor custos tão elevados à Rússia que a guerra acabe transformada num confronto congelado, com uma frente praticamente silenciosa, semelhante à separação entre as duas Coreias.</p>
<p>“Não acredito que alguma vez veremos Putin assinar um tratado de paz”, afirmou. “Consigo imaginar que o conflito se reduza a um nível baixo, talvez até com uma frente totalmente parada, como aconteceu entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul.”</p>
<p>Nesse cenário, Browder antecipa futuros muito diferentes para os dois países. A Ucrânia poderia tornar-se uma economia democrática, dinâmica e próspera, enquanto a Rússia ficaria cada vez mais isolada, autoritária e empobrecida.</p>
<p>O ativista considera ainda que a experiência militar adquirida pela Ucrânia poderá torná-la indispensável para a defesa europeia. Perante um eventual afastamento dos Estados Unidos da NATO, os países europeus poderão acabar por pedir a Kiev que participe na sua segurança em troca de apoio financeiro à reconstrução do país.</p>
<p>A convicção de Browder assenta também numa disputa pessoal com o Kremlin que dura há quase duas décadas. O seu advogado, Sergei Magnitsky, morreu numa prisão russa em 2009 depois de denunciar uma fraude fiscal envolvendo responsáveis públicos. O caso deu origem às leis Magnitsky, usadas por vários países para sancionar individualmente responsáveis por corrupção e violações dos direitos humanos.</p>
<p>Depois de anos a estudar e enfrentar o regime russo, Browder rejeita a ideia de que Putin venha a escolher a solução mais racional. “Todo o seu modo de atuação consiste em aumentar a escalada, aconteça o que acontecer.” É precisamente por isso, conclui, que o fim oficial da guerra poderá permanecer fora de alcance enquanto Putin continuar no Kremlin.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788737]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsa de Lisboa fecha em alta impulsionada pela Galp e NOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 16:18:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa fechou hoje a subir 0,30%, para 9.133,82 pontos, impulsionada pela Galp e pela NOS, num dia em que os principais índices europeus ficaram indefinidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Lisboa fechou hoje a subir 0,30%, para 9.133,82 pontos, impulsionada pela Galp e pela NOS, num dia em que os principais índices europeus ficaram indefinidos.</P><br />
<P>Das 16 cotadas que integram o índice PSI, nove fecharam em alta, seis em baixa e REN ficou inalterada em 3,68 euros.  </P><br />
<P>As principais praças europeias fecharam hoje sem tendência definida, com Londres e Madrid a caírem 0,02% e 0,30%, respetivamente. Por sua vez, Paris, Frankfurt e Milão avançaram 0,31%, 0,08% e 0,23%.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788723]]></sapo:autor>
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		<title>Grandes contribuintes pagaram 28.000 M€ em impostos em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 16:10:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A unidade especial do fisco que acompanha os maiores grupos económicos e pessoas com elevado património segue 5.704 grandes contribuintes, que em 2025 pagaram 28.000 milhões de euros em impostos, segundo um relatório do Governo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A unidade especial do fisco que acompanha os maiores grupos económicos e pessoas com elevado património segue 5.704 grandes contribuintes, que em 2025 pagaram 28.000 milhões de euros em impostos, segundo um relatório do Governo.</P><br />
<P>De acordo com relatório sobre o combate à fraude e evasão fiscais em 2025, entregue pelo Governo no parlamento, a Unidade dos Grandes Contribuintes (UGC) da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) tinha na sua lista 4.008 contribuintes coletivos e 1.696 singulares.</P><br />
<P>Ao todo, a receita fiscal (não incluindo os impostos municipais) dos contribuintes acompanhados pela UGC &#8220;foi, no ano de 2025, de aproximadamente 28.000 milhões de euros, representando cerca de 42% do total da execução orçamental&#8221; desse ano, refere o documento.</P><br />
<P>Uma empresa é acompanhada centralmente pela UGC, em vez de o ser numa direção de Finanças regional (de Lisboa, Porto, Coimbra ou outras), em função de critérios definidos na lei.</P><br />
<P>À medida que os critérios foram alargados, o número de entidades acompanhadas cresceu.</P><br />
<P>O cadastro começou por incluir, em 2012, 868 entidades. Uma uma década depois, abrangia 3.367 contribuintes em 2023, registando 4.818 em 2024 e, agora, os 5.704 de 2025.</P><br />
<P>No caso dos singulares, os contribuintes são acompanhados pela UGC se tiverem rendimentos anuais superiores a 750 mil euros (o que se verificou com 579 pessoas em 2025), se tiverem um património mobiliário e imobiliário acima de cinco milhões de euros (454 casos), se alguém tiver manifestações de fortuna coincidentes com algum destes critérios (6 casos) ou se alguém tiver uma relação direta com empresas também consideradas grandes contribuintes (703 situações).</P><br />
<P>Como há pessoas que preenchem mais do que um critério, o número exato é de 1.696.</P><br />
<P>Do lado das empresas, o cadastro inclui bancos, seguradoras, empresas do setor energético, sociedades gestoras de participações sociais, fundos de investimento e organismos de investimento, entre outros.</P><br />
<P>O leque de entidades acompanhadas abrange as várias empresas de um mesmo grupo económico (por exemplo, a EDP e as suas subsidiárias, o grupo Sonae e todas as empresas da sua esfera societária).</P><br />
<P>Das 4.008 entidades coletivas listadas em 2025, destacam-se 947 organismos de investimento coletivo sob a supervisão da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), 342 entidades financeiras supervisionadas pelo Banco de Portugal, 266 fundos de pensões, 177 entidades não financeiras com um volume de negócios superior a 200 milhões de euros anuais e 106 entidades que fazem parte de grandes multinacionais que, pelas regras europeias, são obrigadas a entregar a declaração de informação financeira e fiscal por país.</P><br />
<P>No relatório, o Governo detalha que a UGC concluiu no ano passado 201 inspeções &#8220;de âmbito geral ou parcial&#8221;, controlos de reembolsos de IVA, controlo de singulares com elevada capacidade patrimonial, e inspeções a bancos e outras entidades financeiras.</P><br />
<P>Das inspeções realizadas, a UGC detetou correções de cerca de 642 milhões de euros de impostos &#8220;potencialmente em falta&#8221;, mais cerca de 35 milhões de euros de regularizações voluntárias noutras inspeções.</P><br />
<P>Das correções realizadas, as principais ocorreram com IVA, IRC e IMI, seguindo-se o IRS e o Imposto do Selo, refere o Governo no relatório.</P><br />
<P>Cerca de 206 milhões resultam de ajustamentos ao lucro das empresas no âmbito do regime dos preços de transferência (no âmbito de atividades com outros países).</P><br />
<P>Cerca de 125 milhões resultam da tributação de prédios em IMI à taxa agravada.</P><br />
<P>Cerca de dois milhões resultaram da aplicação, pelo fisco, da cláusula geral antiabuso para cobrar IRS a contribuintes singulares &#8220;que transmitiram gratuitamente para familiares valores mobiliários antes da sua alienação ou que interpuseram sociedades na obtenção de rendimentos&#8221;.</P><br />
<P>Em 2025, também foram concluídos &#8220;os atos de investigação criminal relativos a três processos de inquérito&#8221; que envolvem entidades seguidas pela UGC.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788719]]></sapo:autor>
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		<title>EUA querem cobrar 20% para serem os “anjos da guarda” dos navios no Estreito de Ormuz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 16:02:19 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Presidente dos Estados Unidos afirmou que Washington pretende manter o estreito aberto, garantir a segurança da navegação e restabelecer o bloqueio naval dirigido aos navios iranianos e aos clientes de Teerão]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump anunciou que os Estados Unidos vão assumir o papel de “guardiões” do Estreito de Ormuz e cobrar uma compensação equivalente a 20% da carga transportada pelos navios que utilizem esta passagem estratégica.</p>
<p>Segundo o &#8217;20 Minutos&#8217;, o presidente dos Estados Unidos afirmou que Washington pretende manter o estreito aberto, garantir a segurança da navegação e restabelecer o bloqueio naval dirigido aos navios iranianos e aos clientes de Teerão.</p>
<p>“Estamos a assumir o controlo do estreito”, declarou Trump numa entrevista telefónica à &#8216;Fox News&#8217;. O presidente acrescentou que as forças americanas deverão administrar a passagem e ser compensadas pelos custos associados à proteção da região.</p>
<p>Mais tarde, numa publicação na &#8216;Truth Social&#8217;, Trump afirmou que o Estreito de Ormuz “está aberto e permanecerá aberto, com ou sem o Irão”. Garantiu ainda que todos os países, com exceção do Irão e dos seus clientes, terão acesso “justo e livre” à rota marítima.</p>
<p><iframe src="https://truthsocial.com/@realDonaldTrump/116913091653271692/embed" class="truthsocial-embed" style="max-width: 100%; border: 0" width="600" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><script src="https://truthsocial.com/embed.js" async="async"></script></p>
<p>Em troca desse serviço, os Estados Unidos deverão receber 20% “de toda a carga enviada”, de acordo com a formulação utilizada pelo presidente. Trump disse que a cobrança começaria de imediato, mas não explicou quem teria de pagar, como seria calculado o valor ou que base jurídica permitiria a Washington impor a taxa.</p>
<p>O anúncio surge depois de novos confrontos entre os Estados Unidos e o Irão e do colapso do frágil cessar-fogo alcançado em junho. Trump acusou Teerão de ter voltado atrás depois de 11 horas de negociações nas quais, segundo a sua versão, os principais pontos já estavam acordados.</p>
<p>As autoridades iranianas anunciaram, por sua vez, o encerramento do estreito “até nova ordem”, acusando as forças americanas de ações hostis. A entidade criada por Teerão para gerir o tráfego marítimo declarou que a passagem se tornou inviável e que a emissão de autorizações só seria retomada quando a situação estabilizasse.</p>
<p>A Guarda Revolucionária iraniana justificou a medida com o que classificou como uma intervenção ilegal de potências estrangeiras. O encerramento foi anunciado depois de terem sido disparados tiros de aviso contra uma embarcação que, segundo Teerão, ignorou instruções das autoridades locais.</p>
<p>De acordo com o 20 Minutos, este incidente desencadeou uma nova vaga de ataques americanos contra alvos iranianos. O Comando Central dos Estados Unidos afirmou que as operações foram uma resposta aos ataques contra navios comerciais no Estreito de Ormuz.</p>
<p>Apesar das declarações de Trump, continuam por esclarecer vários aspetos da proposta dos 20%. Não se sabe se a cobrança incidiria sobre o valor comercial da carga, sobre o petróleo transportado ou se funcionaria como uma portagem marítima negociada com os países e as empresas de navegação.</p>
<p>A imposição de uma taxa desta dimensão teria consequências potencialmente relevantes para os custos do transporte, os preços da energia e o comércio internacional. O Estreito de Ormuz é uma das passagens marítimas mais importantes do mundo e qualquer perturbação prolongada pode repercutir-se rapidamente nos mercados petrolíferos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788713]]></sapo:autor>
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		<title>Trump tentou travar a China com tarifas — Pequim mudou as etiquetas e bateu recordes nas exportações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 15:32:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[tarifas]]></category>
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					<description><![CDATA[Tarifas conseguiram reduzir o comércio diretamente registado entre os Estados Unidos e a China, mas não eliminaram os componentes chineses das cadeias de abastecimento]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando Donald Trump iniciou a guerra comercial contra a China, em 2018, o objetivo parecia claro: reduzir o défice dos Estados Unidos, recuperar fábricas e enfraquecer a capacidade exportadora de Pequim. Oito anos depois, porém, as tarifas terão mudado sobretudo as rotas percorridas pelos produtos, sem retirar à China o papel central nas cadeias industriais mundiais.</p>
<p>Um estudo dos economistas Hunter L. Clark e Gregory Simitian, do Banco da Reserva Federal de Nova Iorque, conclui que as alterações comerciais de 2025 tiveram pouco efeito nos principais desequilíbrios. O défice americano de bens e serviços, explicou a publicação &#8216;El Economista&#8217;, permaneceu praticamente inalterado em relação ao ano anterior, enquanto a China alcançou um excedente comercial recorde.</p>
<p>Em 2025, o défice comercial dos Estados Unidos rondou um bilião de dólares, aproximadamente 875 mil milhões de euros. Já o excedente comercial chinês aproximou-se de 1,2 biliões de dólares, cerca de 1,04 biliões de euros, acima de aproximadamente um bilião de dólares no ano anterior.</p>
<p>A explicação está na transformação das cadeias de abastecimento. Vietname, Tailândia, Malásia e Indonésia passaram a receber mais componentes e produtos intermédios chineses, ficando muitas vezes responsáveis apenas pelas últimas etapas de montagem. Quando chegam aos Estados Unidos, essas mercadorias surgem registadas como provenientes do Sudeste Asiático, embora uma parte relevante do seu valor continue a ter origem na China.</p>
<p>Os dados mostram que a diminuição do défice bilateral americano com a China foi acompanhada por um aumento semelhante do desequilíbrio com os países da Associação de Nações do Sudeste Asiático, a ASEAN. Ao mesmo tempo, Pequim aumentou substancialmente o excedente comercial com esses mesmos países.</p>
<p>Os computadores portáteis e tablets ilustram esta mudança. Em 2025, o défice dos Estados Unidos com a ASEAN nestes produtos aumentou 21 mil milhões de dólares, cerca de 18,4 mil milhões de euros. Em sentido contrário, o défice com a China caiu aproximadamente 24 mil milhões de dólares, o equivalente a 21 mil milhões de euros.</p>
<p>Isto não significa que os americanos tenham deixado de comprar computadores com tecnologia chinesa. Fabricantes como Lenovo, Apple, Dell e HP transferiram ou expandiram parte da montagem final para países como o Vietname e a Índia, continuando, porém, a recorrer a circuitos, memórias, ecrãs, processadores e outros componentes fabricados na China.</p>
<p>Dos cerca de 70 mil milhões de dólares — 61,3 mil milhões de euros — de aumento do excedente comercial chinês com a ASEAN em produtos tecnológicos, aproximadamente 47 mil milhões de dólares, ou 41,1 mil milhões de euros, corresponderam a componentes eletrónicos essenciais. A etiqueta final mudou, mas grande parte da cadeia de valor permaneceu chinesa.</p>
<p>A expansão da inteligência artificial está a reforçar este fenómeno. O défice americano com o Sudeste Asiático em equipamentos de rede destinados, entre outras aplicações, aos centros de dados aumentou 24 mil milhões de dólares, cerca de 21 mil milhões de euros. Os gastos mundiais com hardware ligado à IA poderão atingir 550 mil milhões de dólares em 2026, aproximadamente 481 mil milhões de euros, alimentando a procura por componentes ainda produzidos ou fornecidos pela China.</p>
<p>O estudo detetou também uma diferença crescente entre as exportações que Pequim declara enviar para os Estados Unidos e as importações chinesas registadas pelas autoridades americanas. Essa discrepância aumentou mais 25 mil milhões de dólares, cerca de 21,9 mil milhões de euros, durante 2025.</p>
<p>Os economistas associam parte desta divergência aos incentivos para alterar a origem declarada das mercadorias. A taxa aduaneira efetivamente paga nas importações provenientes da China atingiu 34%, comparativamente com 25% para os produtos da ASEAN, sendo que cerca de metade das trocas com esta região nem sequer estava sujeita a direitos aduaneiros.</p>
<p>As tarifas conseguiram, assim, reduzir o comércio diretamente registado entre os Estados Unidos e a China, mas não eliminaram os componentes chineses das cadeias de abastecimento. Pequim reforçou os vínculos industriais com o Sudeste Asiático e transformou a região numa extensão da sua capacidade exportadora. A guerra comercial redesenhou o mapa das rotas, mas o centro de produção continua, em grande medida, na China.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788705]]></sapo:autor>
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		<title>Governo justifica revisão do regime de gratuitidade nos museus com exigências da Comissão Europeia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 15:15:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A ministra da Cultura justificou hoje que será necessário rever o regime de gratuitidade dos museus "na sequência de uma troca de correspondência com a Comissão Europeia", que levantou um processo de infração a Portugal por discriminação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ministra da Cultura justificou hoje que será necessário rever o regime de gratuitidade dos museus &#8220;na sequência de uma troca de correspondência com a Comissão Europeia&#8221;, que levantou um processo de infração a Portugal por discriminação.</p>
<p>&#8220;Assumi que vamos ter de revisitar o tema das gratuitidades, porque temos uma troca de correspondência com a Comissão Europeia, que começou muito antes de ser ministra, sobre uma das medidas e sobre eventual discriminação de cidadãos de um determinado Estado [em relação a outro]&#8221;, disse a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, aos jornalistas, em Lisboa, à margem de uma sessão pública de debate sobre a revisão do Estatuto dos Profissionais da Área da Cultura (EPAC).</p>
<p>A ministra reforçou: &#8220;Na sequência de troca de correspondência, vamos ter sempre de revisitar o tema das gratuitidades&#8221;.</p>
<p>Margarida Balseiro Lopes admitiu, numa entrevista publicada hoje pelo jornal online Eco, rever o sistema de gratuitidades que atualmente existe nos museus, &#8220;até porque é preciso que as pessoas valorizem a cultura&#8221;.</p>
<p>A entrada gratuita em museus, monumentos e palácios tutelados pelo Estado português passou a ser possível durante 52 dias por ano para portugueses e residentes em Portugal, em qualquer dia da semana, a partir de agosto de 2024. Até então, e desde setembro de 2023, a gratuitidade era restringida aos domingos e feriados.</p>
<p>Hoje, à margem da sessão pública, a ministra disse também que a possível revisão deste regime &#8220;tem a ver com a sustentabilidade do financiamento dos museus&#8221;.</p>
<p>&#8220;Temos a Museus e Monumentos de Portugal [MMP] a procurar garantir a sustentabilidade dos equipamentos, garantindo que têm lojas associadas para que consigamos diversificar as fontes de financiamento. A estimativa é que este ano possamos crescer quase 30% este tipo de receitas, a que se junta a utilização de salas de muitos destes equipamentos&#8221;, afirmou.</p>
<p>A Comissão Europeia exigiu em dezembro de 2024 que Portugal retire as &#8220;regras discriminatórias&#8221; que permitem aos residentes no país, e não a visitantes de outros países da União Europeia, a entrada gratuita em museus, monumentos e palácios 52 dias por ano, dando início a um processo de infração.</p>
<p>Para a Comissão Europeia, &#8220;estas regras discriminam os visitantes que residem noutros Estados-membros&#8221; e vão contra uma diretiva relativa aos serviços no mercado interno.</p>
<p>Bruxelas justifica ainda o processo de infração contra Portugal por incumprimento &#8220;do artigo 56.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia [UE], que garante que os destinatários de serviços podem aceder a esses serviços noutros Estados-membros nas mesmas condições que os nacionais&#8221;.</p>
<p>&#8220;O Tribunal de Justiça da União Europeia estabeleceu, já em 1994, que a visita a museus noutro Estado-membro é abrangida pelas regras da UE em matéria de livre circulação de serviços. O Tribunal sublinhou igualmente o direito dos turistas de outros Estados-membros, enquanto destinatários de serviços, de usufruírem desses serviços de museus nas mesmas condições que os nacionais&#8221;, argumentou na altura a instituição.</p>
<p>O Ministério da Cultura, então tutelado por Dalila Rodrigues, disse à agência Lusa, que iria manter o modelo de entradas gratuitas em museus, monumentos e palácios, e que responderia &#8220;dentro dos prazos&#8221; ao processo levantado por Bruxelas.</p>
<p>De acordo com a MMP, em 2025, a medida &#8220;Acesso 52&#8221; representou um total de 892.637 visitas gratuitas de residentes em território nacional aos museus e monumentos nacionais tutelados pela entidade pública empresarial, representando 18% do total de 4.843.299 ingressos.</p>
<p>Instituída em 01 de agosto de 2024, a &#8220;Acesso 52&#8221; registou nesse ano 450.275 visitantes nos 38 equipamentos culturais tutelados pela MMP.</p>
<p>JRS/SS (ANE) // MAG</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788696]]></sapo:autor>
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		<title>Diretores desconhecem papel na divulgação dos exames, mas afastam preocupações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 15:15:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Fernando Alexandre]]></category>
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					<description><![CDATA[Os diretores continuam sem saber qual será o seu papel no processo de disponibilização dos exames nacionais aos cerca de 166 mil alunos do secundário, admitem que haja mais trabalho, mas acreditam "não haver motivos para preocupação".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os diretores continuam sem saber qual será o seu papel no processo de disponibilização dos exames nacionais aos cerca de 166 mil alunos do secundário, admitem que haja mais trabalho, mas acreditam &#8220;não haver motivos para preocupação&#8221;.</P><br />
<P>A um dia de terminar o prazo para classificar os cerca de 300 mil exames nacionais, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, deixou uma mensagem de &#8220;tranquilidade e serenidade&#8221; aos diretores que hoje participaram numa reunião do Conselho de Escolas (CE), disse aos jornalistas o presidente desse órgão consultivo do ministério.</P><br />
<P>No final do encontro, António Castel-Branco recordou os números anunciados de manhã por Fernando Alexandre, quando 92% dos exames já estavam corrigidos, e mostrou-se esperançado de que as notas serão divulgadas na sexta-feira.</P><br />
<P>Mas a poucos dias da divulgação dos resultados dos mais de 300 mil exames nacionais do ensino secundário, os diretores continuam sem saber qual será o seu trabalho no processo de disponibilização aos alunos das provas em formato digital.</P><br />
<P>Na semana passada, Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), pediu à tutela que desse indicações às escolas para que se conseguissem preparar para a tarefa.</P><br />
<P>Hoje, António Castel-Branco disse que as escolas poderão ter de &#8220;certificar quem é o aluno, mas não será nada por aí além&#8221;.</P><br />
<P>Sobre se estão preocupados em não conseguir fazer esse trabalho atempadamente, o presidente disse &#8220;não haver motivos para preocupação&#8221;: &#8220;Pode haver algum acréscimo de trabalho, mas nós já estamos habituados com reapreciações, com isso tudo&#8221;, disse António Castel-Branco no final do encontro.</P><br />
<P>A reunião de hoje entre o ministério da Educação e o CE &#8220;já estava agendada há algumas semanas&#8221;, mas o primeiro tema abordado foram os problemas envolvendo os exames nacionais necessários para os alunos concluírem o ensino secundário e poderem candidatar-se ao ensino superior.</P><br />
<P>Castel-Branco acrescentou que o ministro garantiu aos diretores que o processo &#8220;está a correr de forma célere&#8221;, que os problemas têm estado a ser resolvidos e que deverá estar &#8220;tudo pronto na sexta-feira&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O que nós pretendemos é que os alunos no dia 17 tenham os seus resultados dos exames e possam, em caso de não estarem satisfeitos, pedir reapreciações caso haja algum erro. O processo está a ser garantido pelo Ministério da Educação de modo a que tudo possa acontecer com serenidade, com calma e não haja problemas para os nossos alunos&#8221;, afirmou o presidente do CE.</P><br />
<P>O também presidente de um agrupamento de escolas admitiu que &#8220;há sempre erros&#8221; nos processos de correção das provas: &#8220;Todos os anos houve e são sempre resolvidos, portanto são coisas pontuais que podem acontecer, como ficar uma pergunta por corrigir ou haver qualquer questão na identificação do código&#8221;.</P><br />
<P>Apesar de se mostrar confiante, António Castel-Branco admitiu que as escolas &#8220;estão na expectativa&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Há erros pontuais, mas não nos podemos esquecer de que há uma alteração muito grande no processo de correção das provas. É algo enorme, com plataformas e com aplicações envolvidas, com trabalho manual também, o caso da digitalização das provas, e podem acontecer vários erros na engrenagem&#8221;.</P><br />
<P>Este ano, os alunos voltaram a realizar os exames do 11.º e 12.º ano em papel mas, pela primeira vez, as mais de 300 mil provas foram todas digitalizadas. O processo de digitalização revelou falhas desde o início, com professores a não conseguir aceder à plataforma onde estavam os itens para corrigir, com folhas de respostas em falta ou correções que desapareciam.</P><br />
<P>&#8220;É óbvio que os professores têm tido um trabalho muito acrescido&#8221;, reconheceu o presidente do Conselho de Escolas, agradecendo &#8220;o trabalho extraordinário que os professores fazem sempre e que estão a fazer neste momento&#8221;.</P><br />
<P>As três reuniões agendadas para hoje com os diretores têm como objetivo discutir o futuro estatuto do diretor e alterações ao regime de gestão e administração das escolas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788678]]></sapo:autor>
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		<title>Trump incentivou apostas em cripto de alto risco — mas protegeu os próprios ganhos em ativos mais seguros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 15:09:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[criptomoedas]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Declarações financeiras mais recentes mostram que Trump recebeu mais de 1,4 mil milhões de dólares, cerca de 1,23 mil milhões de euros, em 2025]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump e os dois filhos mais velhos incentivaram investidores a apostar em projetos de criptomoedas ligados à família, mas os gestores financeiros do presidente aplicaram uma parte significativa dos ganhos em ativos tradicionais considerados menos arriscados, como ações e obrigações.</p>
<p>As declarações financeiras mais recentes mostram que Trump recebeu mais de 1,4 mil milhões de dólares, cerca de 1,23 mil milhões de euros, em 2025 através dos projetos World Liberty Financial e da criptomoeda especulativa $TRUMP, segundo uma análise da &#8216;Reuters&#8217;.</p>
<p>Ao mesmo tempo que esse dinheiro entrava, o valor das carteiras de ações e obrigações do presidente terá aumentado pelo menos quatro vezes. Trump detinha entre 703 milhões e 2,6 mil milhões de dólares, aproximadamente entre 615 milhões e 2,28 mil milhões de euros, nestes instrumentos no final de 2025.</p>
<p>Um ano antes, a carteira de ativos tradicionais estava avaliada entre 225 milhões e 608 milhões de dólares, o equivalente a cerca de 197 milhões a 532 milhões de euros.</p>
<p>Os documentos apresentam os valores por intervalos, não permitindo determinar com exatidão quanto dinheiro proveniente dos criptoativos foi transferido para aplicações mais conservadoras. Ainda assim, nove especialistas consultados pela &#8216;Reuters&#8217; consideram que os dados revelam uma estratégia pessoal cautelosa em relação às moedas digitais.</p>
<p>A conclusão dos analistas é particularmente sensível porque Trump tem apresentado os ativos digitais como a nova fronteira das finanças e prometido transformar os Estados Unidos na “capital mundial das criptomoedas”. A estratégia financeira pessoal, contudo, parece ter passado por obter receitas através da venda dos tokens e diversificar depois os ganhos por ações e dívida.</p>
<p>Timothy Massad, antigo presidente da autoridade americana responsável pela supervisão de alguns criptoativos, considera que os documentos sugerem uma aposta em lucros rápidos através dos projetos digitais, seguida da aplicação desse dinheiro em ativos financeiros tradicionais.</p>
<p>O contraste ganha maior dimensão perante as perdas registadas pelos pequenos investidores. Uma investigação anterior da &#8216;Reuters&#8217; concluiu que os compradores dos quatro principais projetos de criptoativos associados à família Trump acumulavam prejuízos de 2,3 mil milhões de dólares, cerca de 2,01 mil milhões de euros, até ao final de abril.</p>
<p>Trump não abandonou totalmente as criptomoedas. No final de 2025, detinha 15,75 mil milhões de tokens de governação da World Liberty, avaliados em mais de 50 milhões de dólares, aproximadamente 43,8 milhões de euros, recebidos em troca do seu envolvimento na empresa.</p>
<p>As sociedades que gerem os interesses do presidente na World Liberty e na $TRUMP detinham ainda pelo menos 160 milhões de dólares em bitcoin e ether, cerca de 140 milhões de euros, além de até seis milhões de dólares, aproximadamente 5,3 milhões de euros, em outros tokens.</p>
<p>Trata-se de um aumento substancial em relação ao intervalo entre um e cinco milhões de dólares em ether declarado no final de 2024, o equivalente a cerca de 875 mil a 4,4 milhões de euros.</p>
<p>Apesar da exposição crescente, Trump não declarou ter comprado ações de duas empresas cotadas do setor das criptomoedas apoiadas pelos filhos Eric Trump e Donald Trump Jr., que têm promovido publicamente estes investimentos.</p>
<p>Eric Trump chegou a classificar a bitcoin como o melhor ativo da atualidade e previu que o preço poderia atingir um milhão de dólares, cerca de 875 mil euros. Na altura referida pela &#8216;Reuters&#8217;, a bitcoin rondava os 64 mil dólares, aproximadamente 56 mil euros.</p>
<p>A Trump Organization afirmou que as declarações demonstram uma posição financeira sólida, elevada liquidez e um balanço conservador. A Casa Branca acrescentou que os ativos do presidente estão em contas geridas de forma discricionária por instituições financeiras independentes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788690]]></sapo:autor>
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		<title>Cancelam artistas e devolvem só parte do dinheiro: DECO quer apertar regras dos festivais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 14:55:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Deco]]></category>
		<category><![CDATA[festivais de verão]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Associação considera que a legislação deixou de acompanhar a realidade dos grandes festivais, que reúnem vários dias, palcos, artistas e atividades no mesmo bilhete]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A DECO alertou para falhas na proteção dos consumidores em festivais de verão e enviou à ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, um conjunto de propostas para rever o regime dos espetáculos, em vigor desde 2014.</p>
<p>A associação considera que a legislação deixou de acompanhar a realidade dos grandes festivais, que reúnem vários dias, palcos, artistas e atividades no mesmo bilhete. Esta falta de adaptação tem alimentado dúvidas sobre os direitos dos consumidores quando há cancelamentos, mudanças de recinto, alterações do programa ou interrupções.</p>
<p>O caso mais recente foi o cancelamento da atuação dos Megadeth no festival Evil Live. Para a DECO, episódios deste género mostram como alguns promotores conseguem aproveitar zonas cinzentas da lei para restringir ou recusar reembolsos.</p>
<p>A associação propõe, por isso, a criação de uma definição legal de “multi evento” e de “artista principal”. Neste último caso, quer que sejam considerados principais todos os artistas identificados no cartaz ou na publicidade, assim como aqueles que atuem no palco principal, evitando que a organização altere posteriormente a hierarquia do programa para fugir ao dever de reembolso.</p>
<p>A DECO defende ainda que o cancelamento de um artista num festival não seja tratado como simples interrupção do evento. Quando esteja em causa um cabeça de cartaz, o consumidor deverá poder exigir o reembolso integral; nos restantes casos, deverá existir uma devolução proporcional ao incumprimento.</p>
<p>As plataformas de venda de bilhetes também estão no centro das críticas. A associação aponta comissões e taxas que apenas aparecem no momento do pagamento, encargos que não são devolvidos após cancelamentos e dificuldades em responsabilizar empresas sediadas fora de Portugal.</p>
<p>Entre as propostas está a obrigação de apresentar, desde o início da compra, o preço total do bilhete, já com todas as taxas e comissões incluídas. A DECO quer também limites para esses encargos e a proibição de sistemas automatizados que compram bilhetes em massa para posterior revenda a preços especulativos.</p>
<p>Promotores, plataformas eletrónicas e agências deverão ainda responder solidariamente perante os consumidores. O objetivo é impedir que, em caso de problema, cada entidade remeta a responsabilidade para outra, deixando o comprador sem um interlocutor efetivo.</p>
<p>A associação propõe também que os promotores sejam obrigados a contratar um seguro ou garantia equivalente que assegure o reembolso dos bilhetes em caso de insolvência. O prazo de devolução deverá baixar dos atuais 30 para 14 dias, com pagamento em dobro se o limite não for cumprido.</p>
<p>As novas regras abrangeriam ainda outros eventos pagos com forte adesão do público, como conferências, cimeiras, convenções tecnológicas ou eventos de entretenimento, desde que os bilhetes sejam adquiridos por consumidores e não no âmbito de uma atividade profissional.</p>
<p>A DECO pede igualmente que a fiscalização seja partilhada pela Inspeção-Geral das Atividades Culturais e pela ASAE, com coimas associadas ao volume de negócios dos promotores e das plataformas.</p>
<p>Segundo a associação, Portugal realizou 328 festivais em 2023, um número que demonstra a dimensão do mercado e a urgência de atualizar uma lei concebida para uma realidade muito diferente. A DECO sustenta que não basta responder a cada polémica de forma isolada e que é necessário eliminar as falhas que continuam a permitir incumprimentos sem consequências.</p>
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