Polónia e Hungria alertam que exigências de Bruxelas podem levar ao fim da UE

Morawiecki e Orbán dizem que aquilo que está a ser exigido aos dois países pode levar ao fim e “desintegração” da União Europeia.

Mara Tribuna

O primeiro-ministro da Polónia, Mateusz Morawiecki, e primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, dizem que aquilo que Bruxelas está a exigir aos dois países pode levar ao fim e “desintegração” da União Europeia (UE).

Recorde-se que esta quinta-feira os dois primeiros-ministros da Polónia e Hungria confirmaram o veto aos orçamentos europeus – a  chamada “bazuca” – enquanto o pagamento dos fundos comunitários estiver condicionado ao cumprimento do Estado de Direito.

“A proposta atual não é aceitável para a Hungria”, disse o primeiro-ministro da Hungria, após uma reunião em Budapeste com o seu homólogo polaco, acrescentando que “serviria para criar a primazia da maioria e não do direito”.

“Disputas políticas sobre o estado de direito e a necessidade urgente de resolver questões económicas não podem estar ligadas”, disse ainda Orbán, citado pela RTP.

O primeiro-ministro polaco, por sua vez, acrescentou que o veto se deve ao facto de a proposta de condicionamento ter “motivação política” e pode “levar à desintegração da União Europeia”. “É uma solução perigosa e danosa”, alertou Morawiecki.

Continue a ler após a publicidade

“Um mecanismo que pela sua arbitrariedade, pela natureza de decisões motivadas apenas pela política levaria inevitavelmente ao descrédito da UE”, sublinhou o primeiro-ministro polaco, citado pela RTP.

Assim, os líderes dos dois países dizem que as exigências de Bruxelas podem acabar com a União Europeia e ‘atiram’ as culpas para os restantes 25 Estados-membros.

Numa declaração conjunta, Orbán e Morawiecki fortaleceram a sua aliança e afirmaram que nenhum deles dará a aprovação a “qualquer proposta que a outra parte considere inaceitável”.

Continue a ler após a publicidade

*com Lusa

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.