Políticos e figuras públicas fazem parte dos utilizadores da rede secreta desmantelada pela Europol

Alguns políticos, membros da realeza e várias figuras públicas fazem parte dos utilizadores do ‘EncroChat’, a rede global secreta desmantelada pelas autoridades europeias, por estar associada a crimes diversos, avança a imprensa internacional.

Cerca de 60 mil dos utilizadores da rede ocupam cargos públicos, sendo que 10 mil são do Reino Unido. Fontes próximas do assunto disseram ao ‘DailyMail’ que o ‘EncroChat’ não era um domínio exclusivo de criminosos. «Não há dúvida de que grandes figuras públicas terão usado este sistema», afirmou sob condição de anonimato.

Um relatório do tribunal sobre o processo em questão revelou que a rede global foi «originalmente desenvolvida para celebridades» e as autoridades francesas admitiram ontem, que embora o sistema tenha sido usado por criminosos, pelo menos 10% dos utilizadores eram legítimos e inocentes.

Deepak Vij, director do escritório de advocacia ABV Solicitors, disse ao ‘Daily Mail’ que várias figuras importantes eram utilizadores da rede, «uma tecnologia que foi muito útil para membros da realeza, políticos, e executivos que não queriam que as suas comunicações ou informações privadas  fossem descobertas.

«Se apenas os criminosos usassem estas tecnologias, os dispositivos teriam sido tornados ilegais, o que não aconteceu», afirma Vij, acrescentando: «A app era usada para que as figuras públicas pudessem ter conversas seguras sem o risco de caírem nas mãos erradas».

De recordar que as forças policiais de vários países europeus, bem como as autoridades europeias, Europol e Eurojust, realizaram uma investigação conjunta, que durou anos e lhes permitiu desmantelar uma rede global de comunicação encriptada, o ‘EncroChat’, utilizada para a prática de diversos crimes, de acordo com um comunicado divulgado pelas autoridades europeias e citado pela ‘Executive Digest’.

Numa conferência de imprensa realizada ontem os organismos explicaram que nos últimos meses, conseguiram «interceptar, partilhar e analisar milhões de mensagens trocadas entre agentes criminosos para planear crimes graves», nomeadamente lavagem de dinheiro, homicídios e venda de substâncias ilegais.

As investigações ocorreram em países como Suécia, Noruega, Holanda, França e Reino Unido, neste último desde Abril, as autoridades conseguiram capturar 740 suspeitos criminosos e apreender 59 milhões de euros, mais de duas toneladas de droga e 77 armas de fogo.

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