Uma entrevista televisiva em direto transformou-se num dos momentos políticos mais insólitos da semana na Austrália. O antigo vice-primeiro-ministro Barnaby Joyce interrompeu a conversa para gritar de forma repentina com o próprio cão, numa cena que rapidamente se tornou viral e desencadeou uma onda de críticas nas redes sociais, noticia o ‘The Independent’.
O episódio aconteceu durante uma entrevista à estação pública ‘ABC News’, conduzida pela jornalista Sarah Ferguson, enquanto Joyce respondia a perguntas sobre a decisão da líder do partido One Nation, Pauline Hanson, de se reunir no Reino Unido com o ativista de extrema-direita Tommy Robinson.
Visivelmente desconfortável com o rumo da entrevista, o político virou-se subitamente para o lado e gritou um sonoro “Senta-te!”, deixando a jornalista surpreendida. Curiosamente, o cão nunca chegou a aparecer em imagem nem sequer foi ouvido durante a transmissão.
“Desculpe, é o cão”, justificou Joyce antes de retomar a resposta, escreve o ‘The Independent’.
“Não se preocupe com o cão”
Poucos minutos depois, Barnaby Joyce voltou a pedir desculpa pelas interrupções provocadas pelo animal.
“Não se preocupe com o cão. Responda apenas à pergunta”, comentou Sarah Ferguson.
A resposta do político acabou por aumentar o desconforto.
“Não seja rude. Caso contrário, esta entrevista termina já”, respondeu Joyce.
No final da conversa, a jornalista voltou ao tema e comentou que o cão “não tinha causado qualquer problema”.
“Para mim causou”, retorquiu o político.
Barnaby Joyce pausing mid-interview on ABC 7.30 to bellow SIT DOWN at his dog (off camera) is going to be hard to beat for TV blooper of the year pic.twitter.com/gJYEF6P3g2
— Josh Butler (@JoshButler) July 20, 2026
Vídeo tornou-se viral e dividiu as redes sociais
As imagens espalharam-se rapidamente pelas redes sociais, onde muitos utilizadores criticaram a forma como Joyce tratou o animal.
“Barnaby Joyce irrita-se com as perguntas da jornalista e descarrega a frustração no pobre cão”, escreveu uma utilizadora na rede social X.
Outro comentário classificou como “profundamente perturbadora” a rapidez com que o político dirigiu aquele nível de agressividade ao animal, considerando que “esse grau de raiva contra um cão não é normal, ainda por cima em televisão nacional”.
Houve quem dissesse que… o cão nem existia
Nem todos acreditaram, porém, que o animal fosse realmente o responsável pelas interrupções.
A comentadora política e escritora Ronni Salt defendeu que Joyce poderá ter recorrido ao alegado comportamento do cão para ganhar tempo e escapar às perguntas mais delicadas.
“Barnaby é um veterano da comunicação social e sabe exatamente como funciona o jogo”, escreveu nas redes sociais.
Segundo a comentadora, o político parecia estar a procurar uma forma de quebrar o ritmo da entrevista quando surgiu, de repente, a história do cão.
Mais tarde, Barnaby Joyce garantiu que o animal existe e explicou tratar-se de um cruzamento entre Staffordshire Bull Terrier e Border Collie, que estava debaixo da varanda da casa a ladrar “incessantemente” durante toda a entrevista.
Entrevista abordava encontro com Tommy Robinson
O incidente aconteceu quando Joyce defendia a decisão de Pauline Hanson, líder do partido One Nation, de se reunir com Tommy Robinson, uma das figuras mais polémicas da extrema-direita britânica.
O político rejeitou as críticas de que esse encontro significaria apoio às posições do ativista anti-imigração, argumentando que reunir-se com alguém não implica concordar com as suas ideias.
Fundado por Pauline Hanson na década de 1990, o One Nation defende uma redução da imigração e opõe-se ao multiculturalismo, refere o ‘The Independent’.














