Os politécnicos só terão aulas com um número «residual» de estudantes, quando as actividades lectivas forem retomadas, revela o “Público”.
As instituições ainda estão a apurar o total de estudantes que terão mesmo que retomar as aulas, «instituição a instituição», explica ao jornal o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Pedro Dominguinhos, sublinhando que o número será sempre «residual».
O regresso só deve acontecer em Junho, embora já seja certo que, na maioria das disciplinas, não voltará a haver aulas este ano lectivo. O “Público” escreve que os estudantes dos politécnicos não voltarão a ter sessões teóricas presenciais, a não ser para alunos que estão no último ano dos seus cursos e também pelos estudantes que têm «cadeiras» práticas, sobretudo as laboratoriais.
Já os exames considerados «indispensáveis» também serão feitos presencialmente. Porém, o CCISP mostra-se preocupado com a equidade entre os alunos, tendo em conta sobretudo os que vivem em zonas que, por via das medidas de contenção da Covid-19, possam não ter condições para se deslocar até às instituições.
O plano dos institutos superiores passa ainda, por exemplo, pela medição da temperatura à entrada. Implica ainda a divisão de turmas em turnos e a criação de circuitos nos corredores para reduzir os contactos.
Estas medidas foram debatidas nesta quarta-feira, 22 de Abril, pelos presidentes dos politécnicos com o ministro da tutela, Manuel Heitor. Já no final da semana passada, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior havia dado indicações às universidades e politécnicos para se prepararem para um regresso «faseado» às actividades presenciais a partir de 4 de Maio.
A nível global, segundo um balanço da “Agence France-Press”, a pandemia da Covid-19 já provocou mais de 181 mil mortos e infectou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 593.500 doentes foram considerados curados.
Portugal conta já com 21.982 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus e 785 óbitos, segundo o boletim epidemiológico da Direção Geral da Saúde desta quarta-feira, dia 22 de Abril.
O Governo decretou o estado de emergência a 19 de Março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 2 de Maio. O diploma prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».














