Polícia vai interrogar mais de 50 pessoas sobre festas em Downing Street

A polícia de Londres vai interrogar, esta semana, por questionário, mais de 50 pessoas sobre as festas que decorreram em Downing Street entre 2020 e 2021, violando as restrições impostas face à covid-19.

Executive Digest com Lusa

A polícia de Londres vai interrogar, esta semana, por questionário, mais de 50 pessoas sobre as festas que decorreram em Downing Street entre 2020 e 2021, violando as restrições impostas face à covid-19.

Conforme anunciou hoje Scotland Yard, em comunicado, os contactos serão feitos, sobretudo, por e-mail, devendo os visados explicar a sua participação nos eventos ocorridos entre 20 de maio de 2020 e 16 de abril de 2021.

A polícia não divulgou quem são as pessoas que vão ser interrogadas.

No âmbito desta operação, os investigadores estão também a analisar mais de 500 documentos e 300 imagens.

A Scotland Yard avançou ainda que, nos próximas dias, mais pessoas podem ser contactadas, caso se justifique.

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No entanto, ressalvou que apesar de serem contactadas, estas pessoas só serão alvo de coimas se a investigação determinar que as regras relativas à covid-19 foram quebradas, “sem uma justificação razoável”.

O primeiro-ministro, Boris Johnson, terá participado em, pelo menos, um desses eventos.

Também hoje, o ‘The Mirror’ divulgou uma foto do primeiro-ministro num evento realizado em dezembro de 2020, em Downing Street, juntamente com três colaboradores, que mostrava uma garrafa de champanhe aberta e um pacote de batatas fritas.

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Em 03 de fevereiro, quatro altos funcionários do governo do primeiro-ministro britânico renunciaram aos cargos, na sequência do caso das “festas” em Downing Street.

Depois do diretor de comunicação do governo, Jack Doyle, e da conselheira, Munira Mirza, terem pedido a demissão, o chefe de gabinete, Dan Rosenfield, e o secretário particular do Primeiro-ministro, Martin Reynolds, também abandonaram as suas funções.

Apesar das pressões, no final de janeiro, o primeiro-ministro recusou demitir-se devido à sua participação em ajuntamentos, prometendo “corrigir” os problemas.

“Primeiro, quero pedir desculpas. Lamento muito pelas coisas que simplesmente não fizemos bem e lamento muito pela forma como este assunto foi tratado”, disse, à data, numa declaração no Parlamento.

Porém, reconheceu, “não basta pedir desculpas”. “Este é um momento em que devemos olhar-nos no espelho e aprender”.

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