O antigo agente da polícia de Minneapolis, Derek Chauvin, apelou ao Tribunal de Recursos dos Estados Unidos para reverter a sua condenação pelo homicídio de George Floyd em 2020. De acordo com a CNN, o recurso foi apresentado esta segunda-feira.
O documento de 82 páginas aponta para mais de uma dúzia de questões no caso e no julgamento que o advogado de Chauvin argumenta que mancharam os procedimentos judiciais e que se traduziram em “falhas estruturais”, incluindo o extenso mediatismo que o caso teve ainda antes do julgamento começar e os protestos no exterior do tribunal. A defesa de Chauvin também assinala o anúncio por parte da cidade de Minneapolis do pagamento de uma indemnização de 27 milhões de dólares (25,2 milhões de euros) à família de Floyd durante a seleção do júri.
Entre os problemas que o advogado William F. Mohrman expôs para o Tribunal de Recursos rever destaca-se a possibilidade do julgamento ter decorrido noutro tribunal ou até ter sido adiado devido à cobertura mediática que se verificou desde a morte de George Floyd.
O recurso também acusa os procuradores do caso de má conduta, alegando que não divulgaram informações relacionadas com o caso de forma apropriada.
Em abril do ano passado, Derek Chauvin foi condenado pelo homicídio de George Floyd e sentenciado a uma pena de 22 anos e meio de prisão.
Chauvin matou George Floyd no decurso de uma detenção em maio de 2020. Durante a detenção, o então agente colocou e pressionou o seu joelho sobre o pescoço de Floyd durante nove minutos, enquanto outros três agentes da polícia assistiam.
George Floyd ainda foi transportado para o hospital, onde acabou por ser pronunciado morto.
O homicídio de George Floyd gerou uma onda de protestos contra o racismo e a violência policial sistémica nos Estados Unidos que se espalhou de forma global.














