Polícia morre durante operação de emergência com navio infetado por hantavírus em Tenerife

Um agente da Guardia Civil morreu este domingo após sofrer um ataque cardíaco durante a operação montada para acompanhar a chegada do navio de cruzeiro MV Hondius ao porto de Granadilla de Abona, em Tenerife, nas Ilhas Canárias.

Pedro Zagacho Gonçalves

Um agente da Guardia Civil morreu este domingo após sofrer um ataque cardíaco durante a operação montada para acompanhar a chegada do navio de cruzeiro MV Hondius ao porto de Granadilla de Abona, em Tenerife, nas Ilhas Canárias. O oficial, de 62 anos, participava no dispositivo de segurança criado na sequência de um surto confirmado de hantavírus a bordo da embarcação.

O agente colapsou enquanto colaborava no desembarque controlado dos passageiros do MV Hondius, que foi colocado sob protocolos de emergência depois de identificado um foco de hantavírus, uma doença viral rara e potencialmente fatal. O surto já provocou várias mortes e infetou diversos passageiros e membros da tripulação, obrigando à ativação de um complexo plano logístico e sanitário no momento da chegada ao arquipélago espanhol.

A operação decorreu sob forte mobilização policial e médica, dada a necessidade de garantir segurança, controlo sanitário e evacuação organizada dos passageiros. O falecimento do agente ocorreu precisamente neste contexto excecional, marcado por intensa atividade operacional, causando consternação entre colegas e no seio das forças de segurança espanholas. A ministra da Saúde de Espanha, Mónica García, expressou pesar pela morte do oficial, afirmando, numa conferência de imprensa a partir do porto de Granadilla, que gostaria de “expressar as nossas condolências à família, a toda a Guardia Civil”.

A chegada do MV Hondius a Tenerife integra a resposta internacional ao surto detetado a bordo, que levou à evacuação dos passageiros e ao seu repatriamento para os respetivos países de origem, sob rigorosos protocolos de saúde pública. As autoridades espanholas descartaram entretanto dois casos suspeitos em território nacional, embora as autoridades internacionais mantenham vigilância perante novos casos confirmados noutros países.

A Organização Mundial da Saúde apelou à prudência, sublinhando, contudo, que se trata de um surto localizado e que a situação não é comparável a um cenário pandémico.

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