A Polícia Judiciária (PJ) foi agora chamada a investigar as mortes de Danijoy Pontes, em setembro passado no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), e de Maria Malveiro, em dezembro, na prisão de Tires, avança o ‘Diário de Notícias’ (DN).
Segundo a mesma publicação, a PJ foi chamada por decisão do Ministério Público, cerca de quatro meses depois da morte de Danijoy e três semanas após a morte de Malveiro.
Recorde-se que Maria Malveiro foi condenada a 25 anos de cadeira pelo homicídio e desmembramento de um homem em março de 2020. Foi encontrada morte na cela, segundo a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).
Já o são-tomense, Danijoy Pontes, de 23 anos, morreu em outubro de 2021. Não tinha antecedentes criminais, mas foi condenado a seis anos de prisão pelo roubo de telemóveis (durante apenas um mês) em transportes públicos, chocando a opinião pública.
O jovem foi encontrado morto na cela, a PSP foi chamada, mas segundo a EPL, os agentes entenderam não ser necessário chamar a PJ por não haver indícios de crime.
Segundo a autópsia, a morte de Danijoy foi “natural possivelmente consequente a patologia cardíaca”, tendo sido detetada a presença de um medicamento para o tratamento da esquizofrenia sem que essa doença lhe tivesse sido diagnosticada.







