A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Judiciária (PJ) revelam a existência de quinze mandados de busca e apreensão, em instituições bancárias, na sede social de uma associação, em domicílios e em sedes de empresas. O Montepio já veio confirmar que é um desses bancos e em comunicado enviado às redações diz que “se trata de diligências a propósito de operações de clientes” e que “a instituição cumpre escrupulosamente os seus deveres de colaboração com as autoridades”.
Em causa estão “factos susceptíveis de enquadrar a prática de crimes de burla qualificada, branqueamento e fraude fiscal qualificada”, adianta uma nota conjunta da PJ e do Ministério Público.
“No âmbito de um inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ está a realizar, esta quinta-feira, várias diligências para cumprimento de 15 (quinze) mandados de busca e apreensão, em Instituições Bancárias, na sede social de uma associação, em domicílios e em sedes de empresas”, precisa o comunicado.
“As diligências incidem sobre um conjunto de clientes de instituições financeiras e de entidades suas detentoras, com o propósito de recolha de prova relativamente a operações bancárias realizadas por clientes entre 2011 e 2014, bem como documentação relacionada com estas operações”, pode ler-se no documento.
Para além de elementos do MP e da PJ, também estão presentes nas buscas peritos e consultores da Administração Tributária e do Banco de Portugal.
“As referidas diligências estão a ser presididas por 4 juízes do TIC de Lisboa e Amadora, acompanhadas por 4 Procuradores da República do DIAP de Lisboa, 90 elementos da Polícia Judiciária, 4 elementos da Autoridade Tributária e 6 elementos do Banco de Portugal”, adianta ainda o MP e a PJ.
Montepio, José Guilherme e Tomás Correia no centro das buscas da PJ







