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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Jul 2026 10:03:18 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Da estratégia à acção: a urgência de executar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 10:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos CE]]></category>
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					<description><![CDATA[No encontro de Junho do conselho editorial da Executive Digest, destacou-se a urgência de transformar visão em resultados]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong>Com a presença de: Ana Trigo Morais · Dulce Mota · Fernando Esmeraldo · João Duque · João Epifânio · João Sousa · Jorge Rebelo de Almeida · Luís Paulo Salvado · Nuno Pinto Magalhães · Paulo Ramada · Sofia Tenreiro · Vanda Jesus</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">O encontro mensal do Conselho Editorial da Executive Digest de Junho teve lugar no Hotel Vila Galé Ópera e compreendeu um almoço-debate particularmente rico, participado e estimulante, proporcionando, mais uma vez, uma reflexão profunda sobre alguns dos principais desafios e oportunidades que Portugal enfrenta actualmente.</p>
<p style="text-align: justify;">No decurso do encontro, foram debatidos temas como a Energia e a necessidade de reforçar a auto-suficiência do País, o papel do Estado na Economia e na relação com as empresas, as transformações sociais e os seus impactos, a Longevidade e os desafios demográficos, os Data Centers e as suas oportunidades e desafios, bem como o futuro do Turismo. Apesar da diversidade dos temas, a discussão convergiu para uma ideia central: a necessidade de Executar.</p>
<p style="text-align: justify;">De termos Ambição, Coragem e Vontade. De transformar estratégia em acção, ambição em resultados e conhecimento em concretização. Porque planos, estudos e diagnósticos existem; o desafio continua a ser a capacidade de agir com coragem, determinação e sentido de urgência.</p>
<p style="text-align: justify;">E foi desta reflexão que começou a ganhar forma o plano, o título e o tema da 31.ª Conferência da Executive Digest, já marcada para 24 de Novembro, na Culturgest.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Artigo publicado na Revista Executive Digest n.º 243 de Junho de 2026</em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780393]]></sapo:autor>
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		<title>Plenergy chega a Penafiel com combustíveis 10% abaixo da média regional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 09:58:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Nova estação está localizada na Variante Cavalum, junto à Nortenha Pneus &#038; Serviços, e dispõe de duas ilhas de abastecimento, permitindo servir quatro viaturas em simultâneo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Plenergy inaugurou um novo posto de abastecimento em Penafiel, reforçando a sua presença na região do Grande Porto e elevando para 16 o número de estações em funcionamento em Portugal.</p>
<p>A nova estação está localizada na Variante Cavalum, junto à Nortenha Pneus &#038; Serviços, e dispõe de duas ilhas de abastecimento, permitindo servir quatro viaturas em simultâneo. Com esta abertura, a operadora passa a contar com oito postos no Grande Porto, consolidando a sua presença no Norte do país.</p>
<p>Segundo a empresa, os preços praticados pela rede na região situam-se cerca de 10% abaixo da média regional. Na fase de abertura do novo posto de Penafiel, o gasóleo simples está disponível a 1,699 euros por litro, enquanto a gasolina 95 simples é vendida a 1,789 euros por litro.</p>
<p>“A abertura deste novo posto representa mais um passo na concretização do nosso plano de crescimento para o mercado português. Continuamos focados em levar a proposta Plenergy a mais regiões do país, garantindo aos consumidores uma alternativa de abastecimento assente na qualidade, conveniência e poupança”, afirma Tiago Preguiça, Country Manager da Plenergy em Portugal.</p>
<p>O responsável sublinha ainda que a marca conta já com 16 postos em funcionamento em território nacional, um resultado que, segundo a empresa, demonstra a aceitação que a Plenergy tem vindo a conquistar junto dos consumidores portugueses.</p>
<p>A operadora mantém atualmente novas estações em desenvolvimento em localizações estratégicas como Palmela, Almada, Guimarães e Castelo Branco, entre outras. A concretização destes projetos deverá permitir à Plenergy alcançar a meta dos 30 postos ativos em Portugal até ao final de 2026.</p>
<p>A expansão nacional acompanha a estratégia da empresa no mercado ibérico, onde a rede já ultrapassou as 400 estações em funcionamento. O objetivo passa por chegar às 500 estações até 2027, reforçando a aposta da Plenergy numa oferta de combustíveis de baixo custo, com foco na mobilidade económica, eficiente e acessível.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784544]]></sapo:autor>
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		<title>Futuro do azeite depende de inovação, tradição e de investimento, diz ministro</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/futuro-do-azeite-depende-de-inovacao-tradicao-e-de-investimento-ministro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 09:53:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Agricultura e Mar defendeu hoje, em Lisboa, que o futuro do setor do azeite depende da inovação, mas também de investimento, pedindo que a nova Política Agrícola Comum não perca o que já está a funcionar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Agricultura e Mar defendeu hoje, em Lisboa, que o futuro do setor do azeite depende da inovação, mas também de investimento, pedindo que a nova Política Agrícola Comum não perca o que já está a funcionar.</p>
<p>&#8220;O azeite é a pedra angular dos contextos mediterrâneos, com conhecidas características em termos de saúde e valor cultural e promover isto vai ser fundamental para termos uma maior presença global. O futuro depende da nossa capacidade de inovar, ao mesmo tempo que mantemos a tradição&#8221;, afirmou o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, na abertura do Congresso Mundial do Azeite, em Lisboa.</p>
<p>Para o governante, o setor precisa de continuar a inovar, mas também precisa de investimento, tecnologia, competitividade, sustentabilidade e coesão.</p>
<p>O antigo eurodeputado sublinhou que a agricultura &#8220;também é defesa&#8221;, pois é preciso garantir que a comida chega ao prato.</p>
<p>Contudo, avisou que não é possível fazer mais com menos e, assim, José Manuel Fernandes referiu que Portugal é um dos maiores exportadores de azeite e que o setor teve uma transformação enorme nas últimas décadas, fruto da modernização, de novas tecnologias e da especialização.</p>
<p>Por outro lado, destacou o legado do país em matéria de proteção das variedades de azeitona e de padrões de qualidade.</p>
<p>O ministro da Agricultura falou também da reputação internacional do setor do azeite, &#8220;resultado de um esforço coletivo de fortalecimento do setor agroalimentar&#8221;, mas também dos grandes desafios globais, que precisam de &#8220;uma resposta coordenada&#8221;.Entre estes encontram-se as alterações climáticas, a água e a sustentabilidade.</p>
<p>&#8220;Embora o azeite seja conhecido como um produto de alta qualidade, ainda pode ser melhorado através de investimentos e promoção. Temos a obrigação, senhores ministros, de comunicar as nossas soluções a nível global&#8221;, notou, acrescentando que as oliveiras são um símbolo de &#8220;paciência, resiliência, paz, prosperidade e de vida longa, que o mundo precisa e as pessoas querem&#8221;.</p>
<p>Na mesma sessão, o diretor executivo do Conselho Oleícola Internacional (COI), Jaime Lillo, referiu que apesar de o azeite ter as suas &#8220;raízes históricas e profundas&#8221; nos países mediterrânicos, hoje é produzido e consumido nos cinco continentes.</p>
<p>Apesar de sublinhar que a produção de azeite de mesa está a atingir recordes de produção a nível mundial, Lillo ressalvou que tal acontece num contexto geopolítico muito complexo.</p>
<p>Em particular no que diz respeito ao setor do azeite em Portugal, o diretor do COI disse que o país apresenta &#8220;os níveis mais elevados&#8221; em matéria de sustentabilidade, competitividade e gestão inteligente dos recursos hídricos.</p>
<p>Portugal recebe, entre hoje e sexta-feira, o &#8216;Olive Oil World Congress&#8217; (OOWC), o maior evento dedicado ao setor do azeite, que vai reunir investigadores, produtores e empresas de vários países.</p>
<p>O evento, organizado pela Agrifood Comunicación, terá lugar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, depois de uma primeira edição realizada em Madrid, em 2024.</p>
<p>O programa inclui o debate de temas como o futuro do setor, incluindo a adaptação às alterações climáticas, a digitalização e a aplicação da inteligência artificial.</p>
<p>Segundo dados avançados pelo Governo, para a campanha de 2025/2026 estima-se uma produção de cerca de 179.000 toneladas, um valor semelhante ao ano anterior.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784543]]></sapo:autor>
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		<title>Rock in Rio fez disparar pagamentos em Lisboa: faturação subiu 65% no primeiro fim de semana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 09:52:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Rock in Rio Lisboa voltou a ter impacto na atividade económica do concelho, com os negócios locais a registarem um crescimento expressivo dos pagamentos por cartão durante o primeiro fim de semana da edição de 2026.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Rock in Rio Lisboa voltou a ter impacto na atividade económica do concelho, com os negócios locais a registarem um crescimento expressivo dos pagamentos por cartão durante o primeiro fim de semana da edição de 2026.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o REDUNIQ Insights, relatório da UNICRE que analisa os pagamentos realizados na sua rede nacional, a faturação dos negócios no concelho de Lisboa aumentou 64,96% nos dias 20 e 21 de junho, face ao período homólogo do Rock in Rio 2024. No mesmo período, o número de transações cresceu 63,68%.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ticket médio manteve-se praticamente estável, com uma subida de 0,79%, para 32,56 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Segundo fim de semana teve mais transações, mas menor faturação</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O segundo fim de semana do festival, nos dias 27 e 28 de junho, apresentou uma evolução mais moderada e com padrões de consumo diferentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">As transações aumentaram 6,32% face ao período homólogo de 2024, mas a faturação recuou 20,46%. Esta evolução reflete uma descida de 25,19% no ticket médio, que se fixou nos 35,35 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os dados mostram, assim, um primeiro fim de semana com forte crescimento tanto no número de pagamentos como no valor faturado, enquanto o segundo registou mais compras, mas de valor médio inferior.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Cartões estrangeiros ganharam peso durante o festival</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O consumo feito com cartões emitidos no estrangeiro também reforçou o seu peso na economia local durante os dias do Rock in Rio Lisboa.</p>
<p class="isSelectedEnd">No primeiro fim de semana, os cartões estrangeiros representaram 39,06% da faturação total, acima dos 35,97% registados em 2024. No segundo fim de semana, esse peso foi de 34,28%, também acima dos 30,29% observados na edição anterior.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os Estados Unidos da América lideraram a faturação estrangeira nos dois períodos, com 24,91% no primeiro fim de semana e 23,94% no segundo. Seguiu-se a Irlanda, com 17,82% e 16,85%, respetivamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Brasil representou 8,06% da faturação estrangeira no primeiro fim de semana e 9,40% no segundo, enquanto o Reino Unido teve um peso de 6,48% e 5,92%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Retalho alimentar, gasolineiras e restauração entre os beneficiados</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Por setores de atividade, o impacto do festival fez-se sentir sobretudo no retalho alimentar tradicional, nas gasolineiras, na restauração e na moda.</p>
<p class="isSelectedEnd">No primeiro fim de semana, o retalho alimentar tradicional registou uma subida de 143,83%, seguido das gasolineiras, com um crescimento de 102,70%, e das perfumarias, com 72,89%.</p>
<p class="isSelectedEnd">No segundo fim de semana, as gasolineiras lideraram o crescimento, com uma subida de 74,53%. Seguiram-se o retalho alimentar tradicional, com 68,19%, e a moda, com 34,13%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Grandes eventos aceleram economia urbana</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Tiago Oom, Head of Merchant Acquiring da UNICRE, considera que os grandes eventos funcionam hoje como motores de aceleração da atividade económica urbana.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Os grandes eventos são hoje verdadeiros motores de aceleração da atividade económica urbana. No caso do Rock in Rio Lisboa, os dados mostram não só um aumento expressivo dos pagamentos no primeiro fim de semana, mas também padrões de consumo distintos entre os dois períodos do festival”, afirma.</p>
<p class="isSelectedEnd">O responsável sublinha ainda que o REDUNIQ Insights permite transformar dados reais de pagamento em informação útil para os negócios, ajudando a antecipar procura, ajustar operações e identificar oportunidades de crescimento.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>UNICRE destaca importância de soluções de pagamento robustas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A UNICRE considera que, em períodos de elevada procura, os dados reforçam a importância de soluções de pagamento robustas e eficientes, capazes de responder a novos comportamentos de consumo.</p>
<p>A empresa afirma apoiar os negócios através de soluções de aceitação de pagamentos e de informação analítica, permitindo a empresas de diferentes setores e dimensões compreender tendências e tomar decisões mais inf</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784539]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Vaticano confirma excomunhão de bispos eleitos sem permissão papal</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/vaticano-confirma-excomunhao-de-bispos-eleitos-sem-permissao-papal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 09:48:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Vaticano confirmou hoje a excomunhão dos quatro novos bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, conhecidos como "lefebvrianos", eleitos sem a permissão papal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Vaticano confirmou hoje a excomunhão dos quatro novos bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, conhecidos como &#8220;lefebvrianos&#8221;, eleitos sem a permissão papal.</p>
<p>A decisão inclui a excomunhão dos dois consagrantes, o espanhol Alfonso de Galarreta e o suíço Bernard Fellay, &#8220;por terem cometido um ato de natureza cismática através da consagração episcopal de quatro sacerdotes sem mandato papal&#8221;.</p>
<p>O Dicastério para a Doutrina da Fé afirmou, em comunicado, que o bispo Afonso de Galarreta, que celebrou as ordenações, e os novos bispos Pascal Schreiber, Michael Goldade, Michel Poinsinet de Sivry e Marc Hanappier &#8220;receberam &#8216;ipso facto&#8217; [por este mesmo facto, no caso a nomeação dos bispos] a excomunhão &#8216;latae sententiae&#8217; [imediata] reservada à Sé Apostólica&#8221;.</p>
<p>Além disso, o bispo Bernard Fellay é também excomungado, por ter participado diretamente na celebração litúrgica como co-consagrador, aderindo, assim, publicamente ao ato cismático.</p>
<p>O prefeito para a Doutrina da Fé, o cardeal argentino Víctor Manuel Fernández, advertiu o restante clero e os fiéis leigos de que, se aderirem ao cisma da Fraternidade Pio X, vão estar também a incorrer &#8220;na pena de excomunhão por força da lei&#8221;.</p>
<p>As consagrações dos quatro novos bispos foram celebradas na quarta-feira na cidade de Écône, na Suíça, no coração do vale do rio Ródano, perante aproximadamente 15 mil pessoas, entre fiéis e espetadores. A cerimónia foi transmitida em direto pelas redes sociais em diversos idiomas.</p>
<p>Com este ato, a Fraternidade Pio X desconsiderou os pedidos do Papa Leão XIV, que no dia anterior pediu à congregação, através de uma carta, &#8220;com espírito paterno&#8221; e &#8220;de todo o coração&#8221;, a mudar de rumo sob a advertência de incorrerem em excomunhão imediata.</p>
<p>Esta fraternidade foi oficialmente fundada em 1970 em Friburgo, na Suíça, pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre e surgiu como reação às reformas introduzidas pelo Concílio Vaticano II (1962-1965), vistas como uma rutura com a tradição doutrinal e litúrgica da Igreja.</p>
<p>João Paulo II já tinha excomungado o fundador e os quatro bispos ordenados em 1988 sem aprovação papal, mas Bento XVI revogou a excomunhão em 2009. Apesar desta medida, a Fraternidade continuou a lutar contra a Igreja Católica.</p>
<p>&#8220;As múltiplas tentativas de reintegrar os membros do movimento iniciado pelo arcebispo Marcel Lefebvre à plena comunhão com a Igreja Católica não tiveram sucesso. Esta situação foi agravada pelas recentes consagrações episcopais celebradas sem mandato papal, contra a vontade do Papa e em flagrante violação do direito canónico&#8221;, acrescentou o prefeito para a Doutrina da Fé, na mesma nota.</p>
<p>&#8220;Assim sendo, este Dicastério, no fiel exercício das suas funções, considera necessário salientar que este ato constitui o crime de cisma, com consequências canónicas para os religiosos e os fiéis leigos envolvidos&#8221;, salientou Fernández.</p>
<p>Assim, o responsável declarou que, a partir de agora, &#8220;os religiosos ordenados pertencentes à Fraternidade Sacerdotal São Pio X estão em cisma e, por isso, devem ser considerados cismáticos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Os sacramentos e o sacramento da penitência por eles administrados e o matrimónio por eles assistido são inválidos&#8221;, destacou Fernández, sublinhando que a Igreja tem as portas abertas aos fiéis que queiram retornar &#8220;em plena comunhão&#8221; com a doutrina estabelecida pelo Concílio Vaticano II.</p>
<p>Os &#8220;lefebvristas&#8221; contam com 733 sacerdotes, 250 freiras, 145 monges e 264 seminaristas em todo o mundo. No total, a congregação ultrapassa os 1.500 membros consagrados e cerca de 500.000 fiéis, com presença em mais de 60 países.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784537]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>MG carrega no acelerador em Portugal: seis meses bastaram para bater as vendas de 2025</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 09:46:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Depois de um ano recorde em 2025, a MG voltou a alcançar um novo marco ao repetir esse volume de vendas em metade do tempo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A MG Motor Portugal ultrapassou, em apenas seis meses, o volume total de vendas registado em todo o ano de 2025. A marca superou as 4.000 matrículas até ao final de junho, alcançando o melhor primeiro semestre de sempre no mercado português.</p>
<p>Segundo a empresa, foram registadas 4.051 matrículas até ao final de junho, um resultado que supera o total de automóveis vendidos pela MG em Portugal durante todo o ano passado. O desempenho confirma a trajetória de crescimento da marca num mercado automóvel cada vez mais competitivo.</p>
<p>Depois de um ano recorde em 2025, a MG voltou a alcançar um novo marco ao repetir esse volume de vendas em metade do tempo. Para a marca, este resultado reflete a crescente confiança dos consumidores portugueses, a competitividade da gama e o trabalho desenvolvido em conjunto com a rede de concessionários em todo o país.</p>
<p>“Ultrapassar, em apenas seis meses, o volume de vendas alcançado durante todo o ano de 2025 é um marco histórico para a MG em Portugal. Este resultado reflete a confiança crescente dos nossos clientes, o empenho da nossa rede de concessionários e a solidez da estratégia que temos vindo a implementar para tornar a mobilidade eletrificada cada vez mais acessível”, afirma Ricardo Lotra, Head of Sales &#038; Network Development da MG Portugal.</p>
<p>A marca entra agora na segunda metade de 2026 com perspetivas de crescimento reforçadas e prepara uma ofensiva de produto destinada a consolidar a sua presença nos principais segmentos do mercado nacional.</p>
<p>“A segunda metade de 2026 será dedicada a capitalizar o trabalho desenvolvido ao longo do primeiro semestre. Com a renovação da gama bem-sucedida, o nosso foco passa agora por acelerar a presença da MG no mercado, aumentar a cobertura comercial e continuar a aproximar a marca de um número crescente de clientes. Comunicaremos novidades em breve, que prometem trazer ainda mais entusiasmo”, afirma Hu Geng, vice-presidente da SAIC Motor Spain &#038; Portugal.</p>
<p>Com um primeiro semestre histórico e uma gama em expansão, a MG Motor Portugal prepara-se para reforçar a sua posição no mercado português, sustentando um crescimento que a marca apresenta como um dos mais dinâmicos do setor automóvel nacional.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784533]]></sapo:autor>
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		<title>Casas a 1,3 milhões em Cascais e a 49 mil euros no interior: o retrato de um país imobiliário cada vez mais desigual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 09:40:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[Imovirtual]]></category>
		<category><![CDATA[mercado imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Dados constam do Barómetro dos Concelhos do Imovirtual, relativo a junho, que mostra um país imobiliário cada vez mais fragmentado, entre mercados premium, destinos turísticos e concelhos do interior ainda mais acessíveis, mas também em valorização]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado imobiliário português está cada vez mais desigual, com diferenças superiores a 1,25 milhões de euros entre o concelho mais caro e o mais acessível do país para comprar casa. Os dados constam do Barómetro dos Concelhos do Imovirtual, relativo a junho, que mostra um país imobiliário cada vez mais fragmentado, entre mercados premium, destinos turísticos e concelhos do interior ainda mais acessíveis, mas também em valorização.</p>
<p>Cascais continua a ser o concelho mais caro para comprar casa em Portugal, com um preço médio de 1,3 milhões de euros. No extremo oposto está Vila Velha de Ródão, onde o preço médio se fixa nos 49 mil euros. A diferença entre os dois concelhos é de 26,5 vezes.</p>
<p>O contraste também se mantém no mercado de arrendamento. Cascais lidera novamente, com uma renda média de 2.500 euros, enquanto Elvas apresenta o valor mais baixo do país, com 425 euros mensais. A diferença entre os dois extremos é de quase seis vezes.</p>
<p>No segmento da compra, depois de Cascais surge Grândola, com um preço médio de 1,1 milhões de euros, seguida da Calheta, na Madeira, onde o valor médio atinge os 920 mil euros. Castro Marim aparece logo a seguir, com 860 mil euros, e destaca-se ainda por registar a maior valorização mensal do país, de 11,7%, além de uma subida anual de 22,9%, assumindo-se como um dos mercados mais dinâmicos do Algarve.</p>
<p>Entre os dez concelhos mais caros para comprar casa estão ainda Loulé, com 779 mil euros e uma subida anual de 16,2%, Oeiras, com 750 mil euros, São Brás de Alportel, também com 750 mil euros, Lisboa, com 720 mil euros, Faro, com 675 mil euros, e Sines, que fecha o ranking com um preço médio de 670 mil euros.</p>
<p>No lado oposto da tabela, Vila Velha de Ródão mantém-se como o concelho mais acessível para comprar casa, com um preço médio de 49 mil euros. Seguem-se Pampilhosa da Serra, com 56.250 euros, Vinhais, com 57 mil euros, e Proença-a-Nova, com 67.500 euros.</p>
<p>A lista dos mercados mais acessíveis inclui ainda Castelo Branco, com 83 mil euros, Guarda, com 155 mil euros, Bragança, com 160 mil euros, Portalegre, com 171 mil euros, Beja, com 210 mil euros, e Elvas, onde o preço médio de compra atinge os 248.500 euros.</p>
<p>Apesar de continuarem entre os concelhos mais baratos do país, vários destes mercados registam valorizações anuais expressivas. Castelo Branco sobe 18,6%, Portalegre avança 32,6% e Beja cresce 26,3%, sinalizando que a valorização do imobiliário já não está concentrada apenas no litoral ou nos grandes centros urbanos.</p>
<p>No arrendamento, Cascais mantém a liderança nacional, com uma renda média de 2.500 euros. Em segundo lugar surge Alcácer do Sal, com 2.000 euros, depois de uma subida anual de 122,2%, a mais elevada do país. Sines ocupa a terceira posição, com 1.875 euros, seguido de Lisboa, com 1.850 euros.</p>
<p>O Top 10 dos concelhos mais caros para arrendar inclui ainda Faro e Lagos, ambos com rendas médias de 1.800 euros, Oeiras, com 1.700 euros, Montijo, com 1.650 euros, Loulé, com 1.630 euros, e Funchal, que fecha a lista com 1.600 euros.</p>
<p>Entre os concelhos mais acessíveis para arrendar, Elvas apresenta a renda média mais baixa, nos 425 euros. Seguem-se Guarda, com 500 euros, Pombal, com 625 euros, Bragança, com 650 euros, e Castelo Branco, com 675 euros. Coimbra e Viseu surgem ambas nos 750 euros, Vila Real nos 763 euros, Beja nos 790 euros e Figueira da Foz nos 815 euros.</p>
<p>Mesmo nestes mercados mais acessíveis, a pressão sobre o arrendamento continua a fazer-se sentir. Bragança regista uma subida anual de 14,0%, Castelo Branco cresce 12,5%, Vila Real avança 10,5%, Beja sobe 17,0% e Figueira da Foz aumenta 8,7%. Os dados apontam para uma pressão mais generalizada sobre as rendas, que já se estende a praticamente todo o território.</p>
<p>“Portugal tem hoje um mercado imobiliário muito mais fragmentado do que há alguns anos. Continuamos a assistir a uma forte pressão nos mercados premium, mas vemos também vários territórios a ganhar protagonismo e a valorizar de forma consistente. Esta realidade demonstra que a procura já não se concentra apenas nos grandes centros urbanos e que o mercado está a evoluir de forma muito diferente consoante a região. Para quem procura casa, estas diferenças representam desafios, mas também oportunidades que importa acompanhar de perto”, afirma Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual.</p>
<p>O mês de junho confirma, assim, um mercado imobiliário nacional cada vez mais heterogéneo. O litoral e os destinos turísticos continuam a concentrar os preços mais elevados, mas vários concelhos do interior combinam ainda valores mais acessíveis com ritmos de valorização significativos. O resultado é um mercado mais diverso, descentralizado e marcado por fortes contrastes regionais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784528]]></sapo:autor>
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		<title>Lusíadas Saúde reforça operação médica no Rock in Rio e presta assistência a 1.836 pessoas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 09:30:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Lusíadas]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Lusíadas Saúde garantiu, mais uma vez, o serviço médico oficial do Lusíadas Saúde no Rock in Rio Lisboa 2026, onde prestou cuidados de saúde a 1.836 pessoas ao longo dos quatro dias do festival.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Lusíadas Saúde garantiu, mais uma vez, o serviço médico oficial do Lusíadas Saúde no Rock in Rio Lisboa 2026, onde prestou cuidados de saúde a 1.836 pessoas ao longo dos quatro dias do festival.</p>
<p>A operação decorreu durante os dois fins de semana do evento, com maior volume de ocorrências no primeiro, que registou 1.159 assistências (600 no dia 20 de junho e 559 no dia 21). No segundo fim de semana, foram assistidas 677 pessoas, com 327 atendimentos no dia 27 e 350 no dia 28 de junho.</p>
<p>A maioria das situações clínicas foi de baixa complexidade, destacando-se casos de cefaleias associadas à exposição solar e desidratação, pequenas feridas provocadas por quedas ou pelo uso de calçado inadequado e ainda lesões osteoarticulares.</p>
<p>No terreno, a resposta foi assegurada por 18 equipas clínicas distribuídas pelo recinto, das quais 12 de suporte básico de vida e seis de suporte avançado. A estes recursos juntaram-se infraestruturas fixas, como um centro médico e dois postos de saúde localizados junto ao Palco Mundo e na zona VIP.</p>
<p>A operação contou ainda com profissionais provenientes de várias unidades do grupo de norte a sul do país, assegurando uma presença contínua ao longo de todo o festival.</p>
<p>A coordenação clínica esteve a cargo de uma equipa integrada por profissionais da Lusíadas Saúde, incluindo o médico Nuno Candeias e o enfermeiro Rui Dias.</p>
<p>“A presença da Lusíadas Saúde no Rock in Rio Lisboa 2026 reforça o nosso compromisso com a promoção da saúde e bem-estar da população. Ao longo dos quatro dias, garantimos uma resposta eficaz e próxima, acompanhando as necessidades de cada pessoa, num contexto de grande afluência”, refere Nuno Candeias, médico coordenador da equipa clínica do evento e dos Cuidados Intensivos do Hospital Lusíadas Lisboa.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784010]]></sapo:autor>
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		<title>Arrojo, Coragem, Fogosidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 09:30:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Ricardo Florêncio, CEO do Multipublicações Media Group]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Conforme já referi, Portugal não precisa de mais análises, não precisa de mais diagnósticos, nem precisa de mais palcos onde se fala muito e se decide pouco. Portugal precisa de pulso, de determinação. Precisa de uma vontade profunda e genuína de fazer acontecer. De quem olhe para um desafio e diga, “Vamos a isto”, com sentido de urgência, com sentido de compromisso. Falta-nos arrojo. Falta-nos coragem. Falta-nos fogosidade. Não como palavras num discurso de abertura, nem usado em campanhas eleitorais, mas, sim, como atitude genuína. Como uma cultura partilhada. Como forma colectiva de estar. E é precisamente aqui que reside um dos nossos maiores desafios. Não apenas nas estruturas ou nas lideranças, mas na cultura, naquilo que valorizamos, naquilo que celebramos, naquilo que toleramos. Uma cultura onde o risco é olhado com reserva, onde a mudança é recebida com cautela, onde falta essa sede interior de querer mais, de ir mais longe, de fazer melhor, essa cultura tem um custo. Um custo silencioso, mas bem real, medido em oportunidades que não aproveitámos, em investimentos que não chegaram, em tempos perdidos. Somos um povo com uma história extraordinária de ousadia e visão. Esse capital existe. Está na nossa memória colectiva. Está no nosso carácter. Precisa, isso sim, de ser reactivado, de ser alimentado, de se tornar, de novo, o nosso modo natural de estar. O “Plano Executar” de que tanto precisamos não é apenas um exercício de gestão. É, antes de tudo, um exercício de vontade colectiva, com metas, com prazos, com responsabilidades claras. Mas, acima de tudo, com a convicção inabalável de que é possível, e necessário, ser diferente. Portugal tem todas as condições para ser extraordinário. Falta decidirmos todos em conjunto, com vontade expressa e determinação, que chegou a hora.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Editorial publicado na revista Executive Digest nº 243 de Junho de 2026</em></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780379]]></sapo:autor>
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		<title>Calor: Aviso vermelho alargado até domingo em 10 distritos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/calor-aviso-vermelho-alargado-ate-domingo-em-10-distritos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 09:07:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O aviso vermelho devido ao calor foi alargado até domingo em 10 distritos do litoral e do interior sul do país, anunciou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O aviso vermelho devido ao calor foi alargado até domingo em 10 distritos do litoral e do interior sul do país, anunciou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).</p>
<p>Segundo o IPMA, o aviso vermelho, o mais grave numa escala de três, está hoje ativo nos distritos de Portalegre, Évora e Beja, assim como em Santarém e Lisboa, sendo que os últimos dois distritos passam a laranja (o segundo nível) às 23:00 de sexta-feira.</p>
<p>Na sexta-feira, estarão também sob aviso vermelho por causa do calor outros 10 distritos: Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Leiria, Santarém, Portalegre, Évora e Beja. Em todos os casos este nível permanece ativo até às 06:00 de domingo.</p>
<p>O aviso vermelho surge numa altura em que Portugal continental atravessa num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.</p>
<p>Na quarta-feira, a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou recomendações aos municípios para protegerem as populações das temperaturas elevadas e ondas de calor, alegando o &#8220;papel de proximidade essencial&#8221; que desempenham na preparação e resposta a esses fenómenos.</p>
<p>Segundo a DGS, as autarquias devem garantir, em parceria com várias entidades, a sinalização de pessoas mais vulneráveis, mantendo atualizada essa listagem, assim como realizar contactos preventivos e promover, sempre que possível, visitas domiciliárias.</p>
<p>Já ao nível das medidas comunitárias, a direção-geral aconselha que sejam abertos locais de abrigo temporário (zonas de arrefecimento) e disponibilizada água potável, garantindo o bom funcionamento dos bebedouros públicos, assim como recomenda o prolongamento dos horários de bibliotecas, piscinas e equipamentos climatizados de proximidade.</p>
<p>Para os espaços públicos, é sugerido que sejam reforçadas as zonas de sombra, instaladas estruturas temporárias de sombreamento e arrefecimento, e adaptados os horários dos trabalhos municipais realizados no exterior.</p>
<p>Os municípios devem ainda assegurar a coordenação permanente entre a autoridade de saúde e unidade local de saúde da sua região, mas também com os bombeiros, as forças de segurança, a Cruz Vermelha Portuguesa, a Segurança Social e instituições sociais.</p>
<p>Por causa da onda de calor, os hospitais ativaram o nível mais baixo dos planos de contingência.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784518]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Grupo Volkswagen pondera vender participação no Bayern de Munique</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/grupo-volkswagen-pondera-vender-participacao-no-bayern-de-munique/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 09:06:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Em causa está uma posição de 8,3% no capital do clube alemão, detida através da Audi, marca que integra o grupo automóvel.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O grupo Volkswagen está a avaliar a possibilidade de vender a sua participação no Bayern de Munique. Em causa está uma posição de 8,3% no capital do clube alemão, detida através da Audi, marca que integra o grupo automóvel.</p>
<p class="isSelectedEnd">A possibilidade surge num momento difícil para a indústria automóvel europeia, com várias empresas do setor a procurarem formas de reestruturar os seus negócios e recuperar eficiência. Para além de cenários como o encerramento de fábricas ou despedimentos, os grupos automóveis procuram alternativas para reorganizar ativos e participações.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além da participação no Bayern de Munique, a Volkswagen estará também a analisar a sua posição no VfB Stuttgart. Neste caso, a participação está ligada à Porsche, filial do grupo Volkswagen.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a informação divulgada pela Bloomberg, fundos de capital privado estarão entre os principais interessados na compra de ações de clubes alemães.</p>
<p class="isSelectedEnd">A entrada de investidores externos nos clubes alemães enfrenta, no entanto, limitações relevantes. A legislação alemã protege a regra segundo a qual a maioria do capital de um clube de futebol, equivalente a 50% mais uma ação, deve permanecer nas mãos dos sócios e residentes locais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este modelo reduz a margem de controlo por parte de investidores estrangeiros e pode afastar algumas sociedades de investimento interessadas em entrar no futebol alemão.</p>
<p class="isSelectedEnd">A possível venda da participação no Bayern de Munique surge num contexto de pressão sobre os fabricantes automóveis europeus. A Volkswagen, tal como outros grupos do setor, procura fórmulas alternativas para reforçar a eficiência do negócio e reorganizar a sua estrutura.</p>
<p>A eventual alienação de participações em clubes de futebol poderá integrar essa estratégia mais ampla de reestruturação, embora a informação disponível indique apenas que o grupo está a ponderar essa possibilidade.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784513]]></sapo:autor>
	</item>
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		<title>Junho 2026</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/junho-2026/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 09:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sumário]]></category>
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					<description><![CDATA[Conheça todos os temas da edição nº 243 da Executive Digest]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><strong>Tema de capa</strong></b></p>
<p>«Portugal é um País do não rigor»</p>
<p><b><strong>Editorial</strong></b></p>
<p>Arrojo, Coragem, Fogosidade</p>
<p><strong>Conselheira</strong></p>
<p>Da estratégia à acção: a urgência de Executar</p>
<p><b><strong>Gestão</strong></b></p>
<p>Ventos do futuro: Pode Portugal liderar na eólica offshore?<br />
Activecap quer transformar PME portuguesas em líderes globais<br />
«O líder é um ‘sensor’, não é um clínico»: o novo papel da gestão na saúde mental<br />
Recordati: 100 anos ao serviço da Saúde, um século a transformar vidas<br />
«A educação é a base de sustentabilidade de desenvolvimento do nosso País»<br />
Do outro lado do Espelho Felix Krüger, CEO da Volkswagen Group Digital Solutions Portugal<br />
Estará Elon Musk a perder a batalha pelas comunicações móveis espaciais?<br />
Como Steve Jobs quase destruiu a Apple em 5 decisões<br />
No interior da fábrica de sonhos da Ikea: o seu laboratório de protótipos</p>
<p><strong>Diáspora</strong></p>
<p>Sara Aguiar, Continuar a “furar bolhas” e trabalhar a inovação</p>
<p><b><strong>Randstad Insight</strong></b></p>
<p>O mercado de trabalho</p>
<p><strong>Especial Golf</strong></p>
<p>Ponte de Lima</p>
<p><b><strong>Pé de Orelha</strong></b></p>
<p>Juan-Galo Macià: O papel do Talento no sucesso do mercado imobiliário de luxo em Portugal</p>
<p><b><strong>MIT Sloan</strong></b></p>
<p>Como a turbulência global está a transformar a estrutura das empresas<br />
Reforce as suas capacidades de Gestão de Crises</p>
<p><b><strong>Cadernos</strong></b></p>
<p>ESG, Transformação digital</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780341]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Financiar a inovação para reduzir risco e ganhar competitividade</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/financiar-a-inovacao-para-reduzir-risco-e-ganhar-competitividade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Silva Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 09:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Risco]]></category>
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					<description><![CDATA[Num contexto de maior exigência regulatória, pressão sobre margens e aceleração tecnológica, a inovação é, actualmente, um factor crítico de gestão do risco e criação de valor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A gestão do risco deixou de ser apenas financeira ou regulatória. Hoje, passa também pela capacidade de inovar, captar financiamento e antecipar a transformação digital. Em entrevista à Risco, Paulo Reis, director-geral da FI Group Portugal, analisa o impacto dos incentivos à I&amp;D, da transformação digital e da Inteligência Artificial na competitividade das empresas, os desafios da regulação e o papel do financiamento público como alavanca de crescimento sustentável.</p>
<p><strong>Em que ano foi fundada a FI Group e como evoluiu até se tornar líder em consultoria de financiamento da inovação? Quais foram os passos mais importantes neste processo?</strong></p>
<p>A FI Group foi fundada em 2000, com uma visão clara e consistente: posicionar a Inovação e a I&amp;D como motores estruturais da competitividade empresarial. Em Portugal, somos hoje parte integrante do ecossistema nacional de inovação, actuando de forma activa na ligação entre empresas, sistema científico, decisores públicos e instrumentos de financiamento. O nosso crescimento resultou de uma aposta contínua na especialização técnica, no talento multidisciplinar e na capacidade de antecipar políticas públicas e tendências regulatórias. Mais do que acompanhar o mercado, ajudámos a moldá-lo. Em Portugal, esse percurso traduziu-se num papel cada vez mais estratégico: apoiar as empresas a estruturar, financiar e escalar projectos de inovação com impacto económico real e vocação internacional.</p>
<p><strong>Qual o impacto da aquisição da FI Group pelo grupo francês EPSA na sua estratégia e posicionamento internacional?</strong></p>
<p>A integração no Grupo EPSA foi um passo natural e estratégico. Permitiu-nos ganhar escala europeia, reforçar a nossa solidez financeira e integrar competências complementares em áreas como performance financeira, compras estratégicas e sustentabilidade. Este movimento posiciona a FI Group como um actor europeu de referência em inovação e financiamento, capaz de apoiar empresas portuguesas num contexto cada vez mais global e competitivo. Para Portugal, significa maior acesso a conhecimento, redes internacionais e oportunidades de crescimento além-fronteiras.</p>
<p><strong>Que tipo de apoios a FI Group ajuda as empresas a identificar e a gerir?</strong></p>
<p>A FI Group adopta uma abordagem integrada à inovação, acompanhando as empresas ao longo de todo o ciclo de vida dos seus projectos. O nosso trabalho começa na gestão estratégica da inovação, ajudando a estruturar portefólios de I&amp;D alinhados com a estratégia de negócio, e estende-se à identificação, captação e gestão de financiamento. Apoiamos o acesso a incentivos fiscais à I&amp;D, com destaque para o SIFIDE, e a programas de financiamento europeu altamente competitivos, como o Horizonte Europa, o Innovation Fund e o EDF, European Defence Fund. Estas ferramentas são determinantes para projectos tecnológicos de elevada ambição, com forte componente de internacionalização. Paralelamente, apoiamos iniciativas de transformação digital, transição energética, sustentabilidade e economia circular, promovendo a colaboração entre empresas, universidades e centros de I&amp;D. O objectivo é claro: transformar financiamento público em vantagem competitiva, crescimento sustentável e posicionamento global.</p>
<p><strong>O que é o SIFIDE e qual a sua função e importância no apoio às empresas?</strong></p>
<p>Trata-se do principal instrumento fiscal de apoio à I&amp;D em Portugal. Permite às empresas recuperar uma parte significativa do investimento realizado em inovação, reduzindo o risco e incentivando a continuidade dos projectos. É um mecanismo robusto e reconhecido internacionalmente, fundamental para atrair investimento, estimular inovação privada e reter talento qualificado. Num contexto global competitivo, o SIFIDE deve ser visto como um instrumento estratégico de política económica, que importa preservar e evoluir.</p>
<p><strong>Porque é que a transformação digital deve ser considerada estratégica para a competitividade das empresas?</strong></p>
<p>A transformação digital deixou de ser um tema tecnológico para se tornar um tema de liderança e estratégia. Digitalizar é repensar processos, modelos de negócio e a forma como se cria valor, com base em dados, automação e agilidade. Empresas que não avançam neste caminho perdem produtividade, escala e capacidade de competir internacionalmente. O desafio em Portugal passa por acelerar esta transição, sobretudo nas PME, através de políticas públicas mais simples, rápidas e orientadas para resultados. Digitalização é competitividade económica.</p>
<p><strong>Como é que a IA contribui para a inovação empresarial?</strong></p>
<p>A IA é hoje um dos principais aceleradores de inovação. Permite reduzir tempos de desenvolvimento, optimizar operações, melhorar a tomada de decisão e criar produtos e serviços. No entanto, a IA só gera valor quando integrada numa estratégia clara de inovação e crescimento. Portugal tem aqui uma oportunidade relevante: apostar numa IA responsável, alinhada com produtividade, sustentabilidade e impacto social, apoiada por incentivos públicos e por ecossistemas colaborativos que liguem empresas, ciência e tecnologia.</p>
<p><strong>Quais são os principais desafios do enquadramento dos incentivos à inovação tecnológica em Portugal?</strong></p>
<p>O principal desafio continua a ser a complexidade e a rigidez dos mecanismos de incentivo. A inovação exige velocidade, risco e flexibilidade, factores que nem sempre estão reflectidos nos instrumentos disponíveis. Portugal precisa de políticas públicas mais inovadoras, orientadas para o impacto económico, que promovam a colaboração entre empresas, universidades e centros tecnológicos, e que incentivem, de forma clara, a internacionalização da I&amp;D e da inovação. Sem essa ambição, corremos o risco de não capitalizar todo o potencial existente.</p>
<p><strong>Qual o objectivo do AI Act da UE e o seu impacto nas empresas portuguesas?</strong></p>
<p>O AI Act pretende criar um enquadramento comum para garantir uma utilização ética, segura e transparente da IA na UE. Para as empresas portuguesas, implica novos desafios de conformidade, mas também maior confiança e previsibilidade regulatória. Se bem acompanhado por políticas públicas e incentivos adequados, o AI Act pode tornar-se um factor de diferenciação competitiva, e não um obstáculo à inovação.</p>
<p><strong>De que forma é que a FI Group apoia as indústrias nacionais e fintech na modernização e inovação?</strong></p>
<p>Apoiamos na estruturação de projectos de inovação tecnológica, digital e sustentável, garantindo o acesso aos instrumentos de financiamento mais adequados a cada fase de maturidade. Trabalhamos de forma próxima com as lideranças empresariais para alinhar inovação, regulação e crescimento internacional. Acreditamos que o futuro da economia portuguesa passa por ecossistemas de colaboração, inovação orientada ao mercado global e políticas públicas corajosas. Para Paulo Reis, «Portugal tem talento, conhecimento e capacidade tecnológica» e «o desafio está em transformar esse potencial em escala, impacto e competitividade global». A terminar, o director-geral da FI Group revela que «inovar não é um custo, é uma escolha estratégica. E essa opção exige visão de longo prazo, colaboração e uma aposta clara na I&amp;D e na inovação como pilares do desenvolvimento sustentável».</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771574]]></sapo:autor>
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		<title>PSI inverte abertura e acompanha principais índices europeus no positivo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:49:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa invertia hoje a tendência de abertura e crescia 0,66% mais de uma hora depois, em linha com as principais bolsas europeias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa de Lisboa invertia hoje a tendência de abertura e crescia 0,66% mais de uma hora depois, em linha com as principais bolsas europeias.</p>
<p>Pelas 09:20 em Lisboa, o PSI crescia 0,66% para 9.150,76 pontos, com 14 cotadas a verem a sua cotação a subir e duas a desvalorizar.</p>
<p>Os maiores ganhos eram registados pelos CTT e pela Sonae, que cresciam, respetivamente, 1,76% para 6,07 euros e 1,74% para 2,05 euros, sendo seguidas pela Ibersol (+1,02% para 9,88 euros) como as únicas com variações acima de 1,00%.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o BCP crescia 0,91% para 1,05 euros, a NOS subia 0,78% para 4,93 euros, a Semapa valorizava 0,74% para 20,4 euros.</p>
<p>Também no verde estavam Navigator (0,69% para 3,22 euros), Mota-Engil (0,56% para 4,65 euros), REN (0,54% para 3,70 euros), Altri (0,53% para 4,70 euros) e Jerónimo Martins (0,48% para 0,52 euros).</p>
<p>Com variações mais baixas estavam a Teixeira Duarte, a Corticeira Amorim e a EDP, que recuavam, respetivamente, 0,19% para 0,52 euros, 0,16% para 6,41 euros e 0,11% para 4,51 euros.</p>
<p>Em sentido inverso, EDP Renewables perdia 0,91% para 14,08 euros e a Galp recuava 0,08% para 18,60 euros.</p>
<p>As bolsas europeias seguiam hoje tendencialmente positivas, numa sessão em que estarão atentas às evoluções das empresas tecnológicas e aos dados sobre o emprego nos Estados Unidos.</p>
<p>Os investidores seguem atentos à publicação do relatório sobre o emprego não agrícola de junho nos EUA, bem como aos efeitos da descida das tecnológicas, na quarta-feira.</p>
<p>Wall Street fechou a sessão de quarta-feira com perdas no tecnológico Nasdaq, que desceu 0,66%, mo Dow Jones (-0,03%) e no S&amp;P 500 (-0,22%).</p>
<p>O euro subia 0,11% e era negociado a 1,139 dólares, enquanto nas matérias-primas o Brent, referência para a Europa, descia 1,36% para 70,59 dólares, enquanto o norte-americano WTI baixava 1,44% para 67,59 dólares.</p>
<p>O ouro valorizava 0,11% para 4.087,6 dólares por onça e a bitcoin subia 0,23% para 60.205,8 dólares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784511]]></sapo:autor>
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		<title>Cabaz alimentar desce para valor mais baixo desde março, mas há produtos a subir quase 30%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:46:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Na comparação com a primeira semana do ano, o arroz carolino lidera as subidas. Desde o início do ano, esta variedade de arroz encareceu 39 cêntimos, o equivalente a 29%,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O preço do cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste voltou a descer e atingiu o valor mais baixo desde a primeira semana de março. Na última semana, o cabaz recuou 3,17 euros, o equivalente a uma descida de 1,23%, passando a custar 253,63 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">A queda acontece pela segunda semana consecutiva, mas não significa que todos os produtos estejam mais baratos. Alguns bens alimentares continuam a registar aumentos expressivos, tanto na comparação semanal como face ao início do ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na primeira semana de 2026, os mesmos produtos podiam ser comprados por menos 11,81 euros, uma diferença de 4,88%. Já face a janeiro de 2022, altura em que a DECO PROteste iniciou esta monitorização, o cabaz alimentar está 65,93 euros mais caro, o que representa um aumento de 35,13%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Atum, cebola e alho entre os produtos que mais subiram numa semana</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da descida no valor total do cabaz, há produtos que encareceram de forma significativa nos últimos dias. Entre 24 de junho e 1 de julho, o atum posta em óleo vegetal foi o produto com a maior subida percentual, ao aumentar 18% numa semana.</p>
<p class="isSelectedEnd">De uma semana para a outra, este produto passou a custar mais 25 cêntimos por unidade, atingindo os 1,63 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também a cebola ficou 9% mais cara, o alho seco subiu 8% e as salsichas frankfurt aumentaram 7%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Arroz carolino já subiu quase 30% desde janeiro</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na comparação com a primeira semana do ano, a 7 de janeiro de 2026, o arroz carolino lidera as subidas. Desde o início do ano, esta variedade de arroz encareceu 39 cêntimos, o equivalente a 29%, passando a custar 1,77 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Seguem-se o peixe-espada-preto, que subiu 27%, a dourada, com um aumento de 24%, e a couve-coração, que está 20% mais cara.</p>
<p class="isSelectedEnd">Desde janeiro de 2022, os maiores aumentos acumulados foram registados na carne de novilho para cozer, que subiu 126%, nos ovos, com uma subida de 84%, e na couve-coração, que aumentou 77%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Conflito no Médio Oriente e fertilizantes pressionam preços</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A evolução recente dos preços alimentares tem sido influenciada por vários fatores externos. As negociações em curso para um cessar-fogo definitivo entre os Estados Unidos e o Irão, bem como a reabertura do estreito de Ormuz, trouxeram alguma estabilidade às cadeias de abastecimento nos últimos dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, nos últimos meses, o conflito no Médio Oriente provocou aumentos nos preços dos combustíveis e da energia.</p>
<p class="isSelectedEnd">A este impacto somam-se os prejuízos causados pelas tempestades de janeiro e fevereiro em Portugal, cujos efeitos podem ainda não estar totalmente refletidos nos preços ao consumidor, bem como a subida dos preços dos fertilizantes usados na agricultura.</p>
<p class="isSelectedEnd">Alguns dos maiores produtores de fertilizantes agrícolas e de matérias-primas para fertilizantes estão localizados no Médio Oriente. Como grande parte destas mercadorias é transportada por via marítima através do estreito de Ormuz, o aumento dos preços dos fertilizantes tem contribuído para tornar os bens alimentares mais caros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Como é calculado o cabaz alimentar da DECO PROteste</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Desde janeiro de 2022, a DECO PROteste acompanha a evolução dos preços dos bens alimentares essenciais. Todas as quartas-feiras, é analisado o custo total de um cabaz com base nos preços recolhidos no dia anterior nos principais supermercados com loja online.</p>
<p class="isSelectedEnd">O cálculo começa pelo preço médio de cada produto em todas as lojas online onde está disponível. Depois, a soma do preço médio de todos os produtos permite apurar o custo total do cabaz para esse dia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Guerra na Ucrânia agravou custos desde 2022</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A subida dos preços alimentares nos últimos quatro anos tem várias causas. A invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, pressionou o setor agroalimentar, uma vez que grande parte dos cereais consumidos na União Europeia e em Portugal tinham origem na Ucrânia.</p>
<p class="isSelectedEnd">O setor já enfrentava, nessa altura, os efeitos da pandemia de covid-19 e da seca em Portugal. A limitação da oferta de matérias-primas e o aumento dos custos de produção, nomeadamente da energia e dos fertilizantes, refletiram-se nos mercados internacionais e, depois, nos preços pagos pelos consumidores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Produtos como carne, hortofrutícolas, cereais de pequeno-almoço e óleo vegetal foram alguns dos bens afetados por este contexto.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>IVA zero travou preços no início, mas efeito perdeu força</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Perante a subida dos preços, o Governo adotou, em abril de 2023, a isenção de IVA num cabaz com mais de 40 alimentos. Numa fase inicial, a medida ajudou a controlar a subida dos preços.</p>
<p class="isSelectedEnd">No entanto, poucos meses depois, o impacto deixou de se sentir na carteira dos consumidores e o preço do cabaz alimentar voltou a disparar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2024, depois da reposição do imposto, alguns produtos continuaram a subir. Foi o caso do azeite virgem extra, que atingiu o preço mais elevado em abril desse ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Já em 2025, as maiores pressões fizeram-se sentir sobretudo nos ovos, no café torrado moído e no chocolate.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Inflação abranda para 3,2% em junho</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os aumentos sucessivos dos preços ao consumidor contribuíram para levar a taxa de inflação para níveis históricos em 2022 e 2023.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, em 2025, a taxa de inflação fixou-se nos 2,3%, abaixo dos 2,4% registados em 2024.</p>
<p>Em maio de 2026, a inflação estava nos 3,3%. Em junho, segundo as estimativas do INE, terá abrandado para 3,2%.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784506]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Seguro de vida e multirriscos: a fatura menos falada do crédito habitação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com ComparaJá.pt]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:45:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[ComparaJá]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao concentrar a atenção no spread e na taxa de juro, muitos mutuários esquecem os seguros associados ao crédito, onde também se pode poupar de forma significativa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando se compra casa com crédito, as atenções vão quase todas para o spread e para a TAEG. Mas há duas despesas que viajam de boleia com o empréstimo e que se pagam durante toda a sua vida: <a href="https://www.comparaja.pt/seguros/seguro-de-vida" target="_blank" rel="noopener">o seguro de vida e o seguro multirriscos habitação</a>. Por serem subscritos, muitas vezes, no próprio banco financiador e sem comparação, passam despercebidos no custo total.</p>
<p>A diferença entre o seguro proposto pelo banco no momento da escritura e uma alternativa comparada no mercado pode ser expressiva. Como os prémios se pagam todos os anos durante a vida do crédito, uma poupança anual aparentemente modesta multiplica-se por 20 ou 30 anos e pode chegar aos milhares de euros no total.</p>
<p>A lei permite, e sempre permitiu, contratar estes seguros fora do banco financiador, desde que as coberturas sejam equivalentes às exigidas no contrato de crédito. Na prática, muitos consumidores desconhecem essa liberdade ou receiam perder condições no crédito, e acabam por aceitar a primeira proposta que lhes é apresentada, sem confirmar se é competitiva.</p>
<p>Segundo Rita Sogalho do ComparaJá, o erro mais comum é tratar o seguro como uma simples formalidade da escritura. «O seguro de vida e o multirriscos são contratos autónomos que se pagam durante toda a vida do crédito. Compará-los à entrada e revê-los de tempos a tempos é das formas mais eficazes de reduzir o custo total do empréstimo sem mexer na taxa de juro», afirma.</p>
<p>Num ano em que a subida dos juros volta a pressionar as prestações, rever os seguros ganha relevância acrescida. É uma das poucas componentes do crédito que o consumidor pode otimizar a qualquer momento, sem renegociar a taxa nem transferir o empréstimo, e por isso uma das primeiras a que vale a pena olhar.</p>
<p>O conselho dos especialistas é simples: olhar para o crédito como um todo, taxa, comissões e seguros. A atenção quase exclusiva ao spread deixa de fora uma fatura recorrente que, somada ao longo do contrato, pode pesar tanto como uma boa parte da negociação da própria taxa de juro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784357]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Gigantes tecnológicas chinesas intensificam recompra de ações após fortes quedas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/gigantes-tecnologicas-chinesas-intensificam-recompra-de-acoes-apos-fortes-quedas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:40:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As gigantes tecnológicas chinesas estão a intensificar os programas de recompra de ações para recuperar a confiança dos investidores, noticiou hoje o jornal South China Morning Post (SCMP).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As gigantes tecnológicas chinesas estão a intensificar os programas de recompra de ações para recuperar a confiança dos investidores, noticiou hoje o jornal South China Morning Post (SCMP).</p>
<p>Estes programas surgiram na sequência de fortes quedas bolsistas causadas por uma vaga de ceticismo em torno do setor e entusiasmo com empresas de inteligência artificial (IA).</p>
<p>Empresas como Tencent, a maior cotada chinesa e a 26.ª maior do mundo, Alibaba, Xiaomi e Meituan registaram quedas entre 30% e 44% no primeiro semestre, acelerando posteriormente o ritmo das recompras de ações, uma prática habitual entre empresas cotadas para apoiar a cotação quando consideram que o mercado está a subavaliar os seus títulos.</p>
<p>Numa compilação divulgada pelo jornal de Hong Kong SCMP, a Tencent recomprou ações no valor de cerca de 1.270 milhões de dólares (1.114 milhões de euros) em junho, o montante mais elevado de 2026, enquanto a Alibaba gastou 50 milhões de dólares (43,8 milhões de euros) apenas na última semana.</p>
<p>A Meituan disse ter adquirido quase 26 milhões de dólares (22,8 milhões de euros) em ações entre segunda e terça-feira, depois de o presidente executivo reconhecer que o desempenho recente da empresa em bolsa ficou aquém do esperado.</p>
<p>A Xiaomi já gastou cerca de 153 milhões de dólares (134 milhões de euros) nesta estratégia desde meados do mês passado.</p>
<p>&#8220;Tendo em conta a robustez do fluxo de caixa líquido e os montantes ainda disponíveis nos programas de recompra, esperamos que estas empresas acelerem o ritmo das recompras&#8221;, escreveram recentemente analistas da Citi Research num relatório.</p>
<p>Empresas como Alibaba e Meituan envolveram-se numa guerra de preços no mercado da entrega de refeições ao domicílio, situação que levou mesmo à intervenção do Governo chinês, enquanto os investidores voltavam a atenção para empresas totalmente dedicadas à IA, como Minimax ou Zhipu AI.</p>
<p>&#8220;As tecnológicas tradicionais têm uma exposição relativamente reduzida ao negócio da IA, o que levou à deslocação de capitais dessas ações para empresas focadas exclusivamente nesta área&#8221;, referiu Kenny Ng, analista da Everbright Securities.</p>
<p>Embora os especialistas considerem que os programas de recompra constituem apenas uma solução temporária, disseram acreditar também que as grandes tecnológicas chinesas podem estar próximas de atingir um mínimo bolsista, sustentadas pela solidez dos negócios principais, pela capacidade de gerar lucros e fluxo de caixa de forma consistente e pela volatilidade do setor da IA, que tem servido de principal motor do atual ciclo dos mercados.</p>
<p>Perante este contexto, as tecnológicas chinesas não só intensificaram as recompras de ações, como os principais executivos multiplicaram presenças públicas para tentar recuperar a confiança dos investidores.</p>
<p>O fundador da Alibaba, Jack Ma, reuniu-se com gestores para plantar arroz, enquanto o fundador da Xiaomi, Lei Jun, foi fotografado a comer numa pequena banca de beira de estrada em Wuhan, no centro da China.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784507]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Fast fashion: 69% dos produtos avaliados falham regras europeias de segurança e saúde</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/fast-fashion-69-dos-produtos-avaliados-falham-regras-europeias-de-seguranca-e-saude/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:36:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Produtos falham normas básicas europeias de segurança e saúde, reforçando a pressão para que a União Europeia aumente o controlo sobre importações de baixo valor e sobre o mercado da fast fashion online.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A União Europeia está a avançar com uma nova taxa sobre importações para limitar as compras em plataformas de fast fashion como Shein, Temu e outras semelhantes. Por trás dos preços muito baixos, há uma preocupação crescente com os riscos para a saúde humana associados a roupas, acessórios e outros produtos vendidos através destes canais de comércio eletrónico.</p>
<p class="isSelectedEnd">A UE compra cerca de 4,5 milhões de toneladas de têxteis de fast fashion por ano. Todos os dias entram no bloco mais de 5,8 milhões de encomendas de baixo valor, enquanto plataformas como Shein, Temu e AliExpress atraem mais de 400 milhões de compradores por mês.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais de 90% destas peças de vestuário compradas online são feitas a partir de polímeros sintéticos baratos, como poliéster, elastano e nylon. Na prática, são materiais plásticos macios, que não se biodegradam e acabam por se transformar em microplásticos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Nova diretiva europeia quer reforçar controlo nas fronteiras</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Até agora, muitos destes produtos eram enviados diretamente de fábricas no estrangeiro para os consumidores, escapando aos controlos europeus sobre produtos químicos nocivos e componentes perigosos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A nova diretiva aduaneira da União Europeia vai exigir dados eletrónicos de rastreamento para cada pacote que entra no bloco. As autoridades fronteiriças poderão, assim, analisar as encomendas antes da entrada na Europa e identificar níveis ilegais de químicos ou violações das regras de segurança.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pelle Moos, especialista em produtos químicos e responsável de políticas no grupo europeu de consumidores BEUC, alerta para a dimensão do problema. “A cada segundo, cerca de 200 produtos entram na UE. Enquanto temos esta conversa, quase mil produtos terão entrado na Europa, e apenas uma fração terá sido inspecionada”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Moos, autoridades e organizações de consumidores têm encontrado taxas “astronómicas” de incumprimento quando investigam produtos vendidos através de canais de ultra fast fashion. “Estamos a falar de valores na ordem dos 70% a 80%”, disse.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Alertas sobre têxteis aumentam na Europa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os alertas relacionados com produtos químicos em têxteis e moda aumentaram de forma acentuada, com dezenas de notificações internacionais submetidas todos os anos ao Sistema de Alerta Rápido da União Europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais de 72% destes alertas oficiais sobre têxteis apontam para riscos diretos para a saúde humana. Entre os problemas identificados estão reações alérgicas graves, queimaduras químicas provocadas por excesso de formaldeído e possíveis danos em órgãos devido à presença de metais pesados.</p>
<p class="isSelectedEnd">A organização de consumidores Testachats também analisou brinquedos vendidos pela Shein e encontrou resultados preocupantes. Dos 45 brinquedos escolhidos aleatoriamente, apenas um estava totalmente conforme as regras. Cerca de 60% apresentavam um risco real de segurança, incluindo peças pequenas que podiam ser engolidas ou componentes eletrónicos sem proteção adequada.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“É o pior que estamos a ver”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para Pelle Moos, o problema está na presença de químicos há muito conhecidos pelos seus efeitos nocivos.</p>
<p class="isSelectedEnd">“É realmente o pior que estamos a ver”, afirmou. “São químicos que sabemos há décadas que são prejudiciais. Químicos que podem causar cancro, infertilidade, problemas de desenvolvimento em crianças e que persistem no ambiente.”</p>
<p class="isSelectedEnd">Um relatório laboratorial publicado pela Greenpeace em 2025 concluiu que 32% dos produtos da Shein testados excediam os limites europeus definidos pelo regulamento REACH, relativo ao registo, avaliação, autorização e restrição de substâncias químicas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em junho de 2025, uma investigação da BEUC alertou para a existência de “bombas químicas” em vários produtos infantis. Dez dos 25 artigos analisados continham substâncias perigosas, incluindo um par de chinelos de criança descrito pelos investigadores como uma “bomba”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Suor e calor podem aumentar absorção de químicos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O risco não se limita ao contacto superficial com a roupa. O calor corporal e o suor podem funcionar como solventes naturais, permitindo que substâncias restritas passem dos tecidos para a pele.</p>
<p class="isSelectedEnd">As pessoas também podem inalar fibras têxteis e químicos libertados pelos tecidos. No caso das crianças pequenas, há ainda o risco de mastigarem a roupa. Calor, suor, uso prolongado e pele danificada podem aumentar a absorção destas substâncias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre 56 peças de vestuário testadas, a Greenpeace encontrou concentrações de ftalatos até 200 vezes acima do limite permitido na União Europeia. Foram ainda detetados PFAS, conhecidos como “químicos eternos”, em sete casacos, alguns com valores superiores em mais de 3.000 vezes aos limites europeus.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os investigadores também encontraram chumbo e cádmio em sapatos, formaldeído num fato de criança e etoxilatos de nonilfenol num impermeável. A BEUC comunicou resultados semelhantes, enquanto a organização dinamarquesa Forbrugerrådet Tænk detetou PFAS restritos em vários casacos de exterior.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Que riscos podem representar estes químicos?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os ftalatos, incluindo DEHP e DBP, são usados para tornar plásticos e materiais sintéticos mais flexíveis. Estão associados a perturbações hormonais, redução da fertilidade e problemas de desenvolvimento em crianças.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os PFAS, conhecidos como “químicos eternos”, persistem no ambiente e acumulam-se no organismo, tendo sido associados à supressão do sistema imunitário, danos em órgãos e alguns tipos de cancro.</p>
<p class="isSelectedEnd">O formaldeído é usado para tornar a roupa mais resistente a vincos e pode causar irritação, reações alérgicas e aumento do risco de cancro após exposição prolongada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os etoxilatos de nonilfenol são químicos disruptores endócrinos ligados a preocupações reprodutivas e de desenvolvimento. As aminas aromáticas, resultantes de alguns corantes, incluem substâncias cancerígenas conhecidas ou suspeitas. Já o dimetilformamida e compostos orgânicos voláteis relacionados são solventes industriais associados a toxicidade hepática, danos reprodutivos e irritação respiratória.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pelle Moos explica que os ftalatos são usados para amaciar plásticos e materiais sintéticos, enquanto os PFAS são adicionados para tornar os tecidos impermeáveis. O formaldeído ajuda a manter as roupas sem vincos e a protegê-las durante o transporte, ao passo que o cádmio pode ser usado em bijutaria barata para lhe dar mais peso.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outras substâncias, como o chumbo, podem não ser usadas de forma intencional, mas surgir devido a fracos controlos de fabrico e contaminação.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Metais pesados em roupa, roupa interior e bijutaria</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A organização polaca Federacja Konsumentów, membro da BEUC, testou roupa, roupa interior e bijutaria da Shein. Mais de metade dos produtos analisados continha níveis inseguros de metais pesados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um desses metais é o chumbo, uma neurotoxina que se pode acumular no organismo e que está associada a problemas no desenvolvimento cerebral, dificuldades de aprendizagem, alterações comportamentais, danos renais e prejuízos reprodutivos, sobretudo em crianças.</p>
<p class="isSelectedEnd">O cádmio é classificado como cancerígeno e tem sido associado a danos nos rins, fígado, pulmões, sistema cardiovascular e sistema nervoso. Também pode afetar a fertilidade e prejudicar o desenvolvimento fetal.</p>
<p class="isSelectedEnd">“O chumbo é uma neurotoxina e não há nível seguro de exposição”, afirmou Moos. “A Europa passou décadas a tentar remover o chumbo da vida quotidiana, mas continuamos a encontrá-lo em produtos de consumo.”</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>69% dos produtos avaliados não cumprem regras europeias</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O quadro geral continua a preocupar as organizações de consumidores. Auditorias transfronteiriças realizadas pela BEUC a plataformas de comércio online concluíram que 69% dos produtos avaliados, incluindo vestuário, acessórios e brinquedos que entram na União Europeia a partir de plataformas como Shein e Temu, estavam legalmente não conformes.</p>
<p>Esses produtos falharam normas básicas europeias de segurança e saúde, reforçando a pressão para que a União Europeia aumente o controlo sobre importações de baixo valor e sobre o mercado da fast fashion online.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784502]]></sapo:autor>
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		<title>Getty Images desiste da fusão com Shutterstock após condições do regulador britânico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:32:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Getty Images desistiu da fusão com a Shutterstock, avaliada em mais de 3,4 mil milhões de euros, na sequência das condições rigorosas impostas pela Autoridade da Concorrência e Mercados britânica (CMA).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Getty Images desistiu da fusão com a Shutterstock, avaliada em mais de 3,4 mil milhões de euros, na sequência das condições rigorosas impostas pela Autoridade da Concorrência e Mercados britânica (CMA).</p>
<p>Em 30 de junho, o Conselho de Administração da Getty Images &#8220;decidiu unanimemente não prosseguir com o processo de venda do negócio editorial da Shutterstock&#8221; sob a supervisão da Competition &amp; Markets Authority (CMA) e &#8220;encerrar o acordo de fusão&#8221;, de acordo com informação submetida ao regulador de mercados norte-americano SEC &#8211; Securities &amp; Exchange Comission, a que Lusa teve acesso.</p>
<p>Após a cessação do acordo de fusão, as &#8216;senior secured notes&#8217; (títulos de dívida sénior) da Getty Images, com uma taxa de 10,500% e maturidade em 2030 serão resgatadas em conformidade com o estipulado.</p>
<p>A administração da Getty Images pretende também contratar um consultor financeiro para aconselhar o Conselho relativamente a alternativas de financiamento estratégico disponíveis para a Getty Images.</p>
<p>Em 17 de abril, a CMA tinha indicado que a Getty Images deveria vender o negócio editorial Shutterstock se quisesse garantir a aprovação da fusão entre as duas agências de imagens e fotografias.</p>
<p>De acordo com o relatório intercalar da CMA, a que a Lusa teve acesso na altura, a solução preferencial do regulador passava por um desinvestimento alargado, envolvendo a venda das marcas Shutterstock Editorial, Backgrid e Splash.</p>
<p>A Getty Images tinha acordado a compra da Shutterstock segundo um contrato de compra de ações firmado em 06 de janeiro de 2025 (fusão), por um valor aproximado de 245 milhões de libras (cerca de 282 milhões de euros) em dinheiro e 319,4 milhões de ações da Getty Images, criando uma entidade combinada com um valor empresarial superior a 3 mil milhões de libras (cerca de 3,4 mil milhões de euros), ou seja, um gigante na área de banco de imagens.</p>
<p>A Getty Images e a Shutterstock fornecem conteúdo digital, incluindo fotos, ilustrações, vídeos e música.</p>
<p>As duas empresas operam plataformas que licenciam conteúdo a clientes, o conteúdo destas empresas pode ser segmentado de forma geral em conteúdo editorial e conteúdo de arquivo (ou criativo).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784503]]></sapo:autor>
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		<title>Mário Rocha e o projecto que levou a Antarte (outra vez) ao Papa. &#8220;Irrecusável&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:30:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição Impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão]]></category>
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		<category><![CDATA[Antarte]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[papa leão xiv]]></category>
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					<description><![CDATA[Há objectos que nascem para ser discretos, mas carregam em si o peso de um momento histórico. Em angola, na véspera da chegada do Papa Leão XIV, Mário Rocha, CEO da Antarte, revelou o papel que a marca portuguesa desempenhou neste momento único]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Antarte foi novamente escolhida pelo Vati­cano para criar um conjunto de peças que acom­panharam o líder da Igreja Católica durante a sua visita a Angola.</p>
<p>Mais do que peças litúrgicas, são ele­mentos que transportam uma narrativa feita de detalhe, matéria e contexto. Produzidos a partir de madeira de longui e de pedra calcária rosada da região de Nossa Senhora da Muxima, e combina­dos com tecidos naturais trabalhados artesanalmente, estes objectos reflectem uma aproximação ao território que vai além da função – procuram integrar­-se no lugar onde vão estar, ainda que temporariamente. No entanto, com a marca “Made in Portugal”.</p>
<p>A relação entre a Antarte e a Santa Sé não é nova. Ao longo dos últimos anos, a marca nacional tem vindo a afirmar- se em projectos ligados a diferentes pontificados, do Papa Bento XVI ao Papa Francisco, num percurso marcado por desafios onde a exigência simbólica se sobrepõe muitas vezes à dimensão técnica.</p>
<p>Desta vez, o projecto ganhou forma num contexto particular: Foi a partir de Angola, no terreno e no momento em que tudo se preparava, que Mário Rocha falou à Executive Digest sobre o significado desta colaboração – e sobre o que representa voltar a responder (positiva­mente) a um convite do Vaticano.</p>
<p><strong>Como surgiu o convite para desenvolver estas peças destinadas à visita do Papa Leão XIV a Angola?</strong></p>
<p>O convite partiu das autoridades ecle­siásticas de Angola que conhecem o histórico da Antarte na criação das peças para o Papa Bento XVI, para o Papa Francisco e também a instalação de arte para a Bienal de Veneza desenhada pelo arquitecto Siza Vieira e que a Antarte materializou.</p>
<p><strong>Quando recebeu o convite, houve algum momento de hesitação ou foi, como refere, “irrecusável”?</strong></p>
<p>É irrecusável, desde logo porque são peças de uma simbologia institucional que muito honra a Antarte. A experiência de 16 anos na criação destes projectos especiais para o Vaticano também foi decisiva, até porque estamos a falar de um conjunto de mais de uma dezena de peças para o espaço de celebração da homilia do Papa em Angola.</p>
<p><strong>Que desafios criativos e técnicos colocou a exigência de conciliar a sobriedade da Santa Sé com a identidade da Antarte?</strong></p>
<p>O primeiro de todos os desafios é cumprir com os requisitos do Vaticano. Tivemos também de integrar matérias–primas angolanas como a madeira de longui e a pedra calcária rosada extraída na zona de Nossa Senhora da Muxima.</p>
<p>Depois, é necessário ter a sensibilidade de criar peças com um design que res­peite a sobriedade institucional, e para isso adoptámos um design intemporal.</p>
<p><strong>Qual foi o papel concreto da sua direcção criativa no desenvolvimento do cadeirão, do ambão e do altar?</strong></p>
<p>É um papel de fundir design, materiais e processos de produção que se traduzam em peças inconfundíveis na mensagem de sobriedade, serenidade e até espiritualidade que transmitem.</p>
<p><strong>A utilização de matérias-primas ango­lanas foi uma opção estética, simbólica ou estratégica? Quais foram os maiores desafios?</strong></p>
<p>Fazia todo o sentido usarmos matérias­-primas de um país rico como poucos em materiais nobres e sustentáveis. Angola tem uma diversidade de madeiras como poucos países. O mesmo se aplica à pedra calcária rosada. É uma pedra lindíssima, com uma tonalidade formidável.</p>
<p><strong>O que é mais difícil: criar algo que im­pressione ou algo que desapareça no ritual sem o perturbar?</strong></p>
<p>O mais difícil é criar peças que são apro­vadas ao primeiro esboço. Significa que a Antarte já está capacitada para este tipo de projectos, que também têm prazos apertados para serem materializados.</p>
<p>Acredito que as peças não podem “esconder-se” num cenário tão importante como o de celebração de uma homilia. Até porque vão ser vistas demorada­ mente ao vivo ou por quem assiste pela televisão. Por isso, devem integrar-se no espaço, como se fizessem naturalmente parte dele.</p>
<p><strong>O que é que nunca foi dito durante o processo – mas que foi sempre entendido por todos?</strong></p>
<p>O que foi entendido é que a experiência de todos os intervenientes seria funda­mental para que o processo decorresse sem falhas, sem sobressaltos ou imprevistos, sem atritos na tomada de decisões, para termos tudo pronto a tempo e horas e de acordo com os requisitos pretendidos pelas autoridades eclesiásticas.</p>
<p><strong>Quando tudo chegou ao destino, Angola, sentiu que estava perante um transporte de objectos… ou de significado?</strong></p>
<p>Senti que estava perante peças que fi­carão na história. Ninguém as apagará da memória das pessoas. Há imagens eternas. E quando, ao longo dos anos, forem mostradas as imagens da homilia do Papa Leão XIV em Angola, estará lá a marca da Antarte.</p>
<p><strong>De que forma projectos desta natureza influenciam a percepção da Antarte em mercados internacionais? </strong></p>
<p>São peças que avalizam a competência da Antarte para abraçar projectos de dimensão criativa incomum. E que dizem a qualquer novo parceiro que estamos à altura de projectar o nosso saber fazer em qualquer geografia. Na Europa, na Ásia, no Extremo Oriente, em África? A Antarte é capaz e já deu provas disso.</p>
<p><strong>O que representa, para si, enquanto fundador e CEO, ver peças da Antarte num contexto religioso e global desta dimensão?</strong></p>
<p>Significa que estamos à altura de pro­jectos de dimensão internacional, para qualquer instituição ou personalidade de relevo mundial e em qualquer geografia.</p>
<p><strong>O que é que a Antarte ainda não fez que, secretamente, sente que faz parte do seu caminho natural?</strong></p>
<p>Talvez peças para monarcas. Já fizemos peças para dois presidentes da República: Cavaco Silva e José Ramos Horta. Demos forma a peças para treinadores de classe mundial. Também criámos diversas peças personalizadas para artistas internacionais como Maluma, Anitta ou J. Balvin, quando actuaram em concertos em Portugal. Materializámos mais de 40 peças para o Pavilhão de Portugal na Expo 2025 em Osaka. Creio que criarmos uma ou mais peças para um monarca, seria um bom desafio.</p>
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