«Podemos contratar em Portugal»: empresas espanholas deixam alerta sobre teletrabalho

A Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE) está preocupada com os perigos da generalização do teletrabalho e pede cautela na regulação do mercado. Segundo o presidente Antonio Garamendi, é preciso garantir que esta forma de trabalho não se transforma em algo pouco atractivo para as organizações.

«Há uma questão do teletrabalho que as pessoas não têm presente: se eu tenho de contratar – e falo no geral – e me colocam condições totalmente impossíveis que não me permitem gerir a minha equipa, amanhã posso contratar em Portugal», afirmou o responsável em entrevista à rádio Onda Cero.

As declarações de Antonio Garamendi chegam depois de o governo espanhol se ter sentado com os parceiros sociais para prolongar até Setembro as condições extraordinárias de trabalho no país vizinho. O presidente da CEOE mostra-se crítico às medidas que poderão ser implementadas em virtude da pandemia de COVID-19, nomeadamente a extensão do trabalho remoto.

«O trabalho que uma pessoa pode fazer em Espanha também pode ser feito no Brasil ou na Argentina por outra pessoa em teletrabalho. O mundo é global e a própria digitalização é global», alerta Antonio Garamendi.

O responsável acredita que é necessária uma presença física e pessoal para lidar com algumas situações e que os computadores e ecrãs não são suficientes. Ajudam, mas não devem ser o único meio de contacto, sob pena de se perder a unidade da empresa. A alternativa sugerida por Antonio Garamendi passa por flexibilização e planeamento.

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