Em Portugal são internados cinco doentes por hora com pneumonia e morrem cerca de 16 pessoas por dia, em sequência da mesma doença, avança o ‘Jornal de Notícias’ (JN), com base em dados do Pneumoscópio, uma nova ferramenta lançada esta segunda-feira.
Segundo a mesma publicação, esta ferramenta traça o mapa da pneumonia, mas também da meningite em Portugal, permitindo uma melhor caracterização dos internamentos e mortes causadas por estas duas doenças, através de um programa informático de georreferenciação.
«Somos um país que não sabe quantas pneumonias tem, nem podemos saber, porque não é doença de notificação obrigatória», afirma Jaime Pina, vice-presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão, que integra a comissão científica do projeto, citado pelo ‘JN’.
Ainda assim, explica, Portugal sabe, «com precisão, quantos internamentos acontecem por pneumonia», com esta ferramenta a permitir, através da representação geoespacial, mapear, sobretudo, os internamentos e a mortalidade pela doença.
Assim, o pneumoscópio vai contribuir para que as equipas médicas e investigadores nesta área tenham um maior conhecimento sobre a doença, podendo definir estratégias de prevenção e atuação.
Jaime Pina esclarece que os dados oficiais, disponibilizados pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional de Estatística, dão «apenas com uma noção global nacional do problema», por sua vez, com a ferramenta, «é possível descer a um enquadramento muito mais fino e fazer uma análise mais microscópica, ao nível do distrito, do concelho e até ao nível dos agrupamentos dos centros de saúde», adianta ao mesmo jornal.
Com base no pneumoscópio é já possível observar que a região de Lisboa e Vale do Tejo tem o pior registo do país: é a primeira em termos de internamentos e de mortalidade por pneumonia. No topo estão, ainda, os distritos de Aveiro, do Porto, de Portalegre, de Castelo Branco, de Bragança e de Vila Real.














